sábado, 27 de novembro de 2010

Apoiado! É tão simples resolver isto...

Moradores querem novo acesso à Estação de Santa Apolónia para evitar rua insegura
Os passeios estreitos e com obstáculos, a iluminação deficiente e a inexistência de passadeiras fazem da Rua dos Caminhos de Ferro, em Lisboa, uma artéria insegura para os peões. Mas é através dela que centenas de pessoas chegam diariamente à estação e ao metro de Santa Apolónia, o que levou à criação de um movimento na Internet defendendo uma entrada directa para a estação.

Segundo Basílio Vieira, que reside na zona há dois anos, a fachada da estação virada a Norte tem mais de 900 metros de extensão e 13 portas, das quais está aberta ao público apenas uma, quase junto à entrada principal. Na prática isto significa que para apanhar um comboio, o metro ou um dos autocarros que circulam na Av. Infante D. Henrique a única hipótese para muitos é utilizar a Rua dos Caminhos de Ferro.

"A acessibilidade actual da Estação de Santa Apolónia é propícia a acidentes por obrigar os utentes a percorrer 150 metros de uma rua com passeios de largura inferior a 50 centímetros", diz-se no site st-apolonia.org. Como alternativa, Basílio Vieira, o impulsionador do movimento, propõe uma solução que diz ser "a mais óbvia, com pouca dificuldade de execução e sem impacto negativo na circulação automóvel": a abertura de uma porta na Rua da Bica do Sapato [continuação da R. dos Caminhos de ferrro], no tal muro de 900 metros.

"Há muita gente que se queixa disto há muitos anos. Não havia era ninguém que se levantasse e fizesse algo", explica este morador que fez chegar a entidades como as juntas de freguesia, Câmara de Lisboa, Refer e CP a proposta da criar uma "entrada Norte". A ideia já deu origem a uma petição (que ontem tinha 170 assinaturas) e tem uma página no Facebook com mais de 200 seguidores.

O presidente da junta de Santa Engrácia concorda com a necessidade de abrir um novo acesso, por considerar que a situação actual é de facto "perigosa" e não favorece a mobilidade dos peões. José Joaquim Pires falou com a Refer sobre o assunto e garante que houve "receptividade", embora o representante da empresa lhe tenha dito que a solução mais viável seria abrir uma porta actualmente fechada (e que fica "para aí cem metros" mais distante da estação do que o local onde os moradores propõem uma nova entrada, que alguém já desenhou na parede). A Refer não respondeu às perguntas do PÚBLICO.

(in Público).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Últimas (nas últimas...)

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Museu Militar de Elvas assaltado.
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Trio escalou muralhas, sequestrou guarda e levou armas dos sécs. XVIII e XIX (in «Sol»).

Okupas desocupados. Boa!





"Okupas" retirados de edifício municipal devoluto
Cláudia Sobral

Eram pouco mais de duas dezenas de pessoas - quase todos jovens "okupas"- do outro lado do n.º 94 da Rua de São Lázaro, Lisboa. Mesmo em frente, milimetricamente ordenados, cinco homens da PSP, capacetes e bastões à cinta. Mais à direita, o comissário da polícia municipal, Vítor Ladeira. O edifício que o Colectivo Matéria Bruta ocupara às 7h00 de anteontem tinha sido evacuado, na versão de Ladeira, por dez agentes da polícia municipal, apoiados pela PSP, por volta das 17h00.

"Sopa a tempo indeterminado, a greve não pára aqui!", dizia a faixa ali colocada e que também já lá não estava. "Ontem [quarta-feira] servimos sopa grátis e estiveram cá cerca de 150 pessoas", conta Marcos Pais, de 32 anos. Duas jovens interromperam a conversa: "O que é o principal para trazer? Vamos buscar coisas", dizia uma delas. Tinham-nas autorizado a entrar para retirar as coisas de dentro deste prédio devoluto da Câmara de Lisboa. Pouco depois voltaram a sair, com malas, com cestos cheios de verdes e frutas, com panelas. "Hoje íamos fazer um jantar social de baixo custo", avançou Marcos Pais. E já tinham projectos para exposições de pintura e uma oficina de teatro.

As versões sobre o que se passou até a polícia ter arrombado a porta são contraditórias. Diz o Colectivo Matéria Bruta: "A PSP apareceu pela primeira vez às 2h00 [madrugada de quinta-feira]." Gritou palavras ofensivas, garantem os jovens. "Voltou às 3h00 e às 6h00, esteve a tirar fotos." Do outro lado, diz o comissário Ladeira: "Recebemos uma queixa do inquilino do último andar às 14h00 [de ontem]." Garante que a primeira vez que estiveram no local foi depois disso. A vereadora da Habitação, Helena Roseta, disse ao PÚBLICO não ter conhecimento de nenhum inquilino para além da associação ILGA, na outra porta do mesmo edifício. O voluntário que ontem lá estava disse que sempre julgou que o prédio estivesse desocupado. O edifício está em mau estado e para lá da porta de acesso vêem-se móveis velhos como se fossem lixo. "Há três anos que enviámos propostas à câmara e nunca conseguimos nada. Cansámo-nos da burocracia e partimos para isto", desabafou Vítor Rebelo, também do Matéria Bruta. "Convidámos Helena Roseta para conhecer a casa e os projectos e fazer parte do jantar popular." Roseta confirmou um pedido de reunião.

A vereadora, avançou ao PÚBLICO a sua assessora, não pretendia apresentar qualquer queixa contra os ocupantes. Por volta das 19h30 Vítor Rebelo confirmou, numa conversa telefónica, que os nove já tinham sido libertados. "Agora vamos fazer o jantar nos Anjos, no espaço de outro colectivo.


(in Público).

No boneco é bonito.





Lódãos e miradouro na Estação Sul e Sueste
Por Ana Henriques

Projecto de Bruno Soares prevê redução da circulação automóvel a duas faixas de rodagem. António Costa diz que preferia uma requalificação "menos austera" nalguns aspectos
Uma Avenida Infante D. Henrique transformada numa alameda com lódãos junto ao Terreiro do Paço, em Lisboa, e um miradouro para o rio ao lado da Estação Fluvial Sul e Sueste são alguns dos planos de requalificação da frente ribeirinha apresentados anteontem à autarquia da capital pela Sociedade Frente Tejo.

O que os responsáveis por esta sociedade de capitais públicos não souberam dizer aos autarcas foi quando arranca a obra. Remeteram a questão para o Metropolitano de Lisboa, empresa que lançará e pagará esta empreitada. Contactada pelo PÚBLICO, a transportadora alegou que o administrador com este pelouro se encontrava em reunião. O Metropolitano está também a proceder à reabilitação da estação fluvial segundo o projecto original de Cotinelli Telmo e à sua ligação ao metro, uma obra que a Transtejo diz que só ficará concluída em Junho de 2012.

O estudo prévio de arranjo do espaço público em redor do terminal dos barcos foi desenvolvido por Bruno Soares - o arquitecto responsável pela requalificação do Terreiro do Paço -, e por Luís Gonçalves. Inclui a criação de um interface de transportes naquele local, uma opção que a vereadora Mafalda Magalhães de Barros, do PSD, criticou: "Acho a instalação de um terminal de autocarros pouco consentânea com a proximidade de um monumento nacional, o Terreiro do Paço". "Será um local para paragem e não para parqueamento de autocarros", assegurou porém o vereador da Mobilidade, Nunes da Silva.

Outro aspecto fundamental do projecto é a redução da circulação automóvel a duas faixas de rodagem. "Aqui, o peão vai estar protegido", referiu o mesmo autarca. Já para o seu colega de vereação José Sá Fernandes, o ideal era cortar toda a circulação automóvel neste troço da frente ribeirinha. A proposta de Bruno Soares também não escapou aos reparos do presidente da câmara, António Costa: "Cobrir toda a zona com um manto de calçada não me parece o mais interessante, com toda a luminosidade que aqui existe".

O líder da autarquia expressou o desejo de que a requalificação assumisse um aspecto "menos austero" do que aquele que surge nas imagens tridimensionais apresentadas pela Frente Tejo - que, numa fase posterior, também se encarregará da remodelação do Campo das Cebolas. Já os serviços camarários de ambiente urbano emitiram um parecer favorável ao trabalho de Bruno Soares e Luís Gonçalves.

O miradouro virado ao rio e ao Terreiro do Paço que desenharam funcionará como um anfiteatro junto ao Cais das Colunas. "O equipamento urbano reforçará o carácter de zona de lazer, com introdução de um quiosque e respectiva esplanada", refere a proposta camarária para a aprovação do projecto. Quanto à alameda de lódãos ao longo do edifício do Ministério das Finanças, "pretende funcionar como elemento de transição para o interface de transportes", que, além dos barcos e autocarros, inclui o metropolitano. "Trata-se de uma boa solução para esta área", elogiou o social-democrata Victor Gonçalves. "Gosto do projecto", corroborou Sá Fernandes. "A minha grande preocupação é: quando é que isto começa?" "Eu também gostava de não ter aqui, nem no Cais do Sodré, interfaces de transportes", declarou por seu turno Manuel Salgado, arquitecto e vereador do Urbanismo. "Mas não é possível. Talvez daqui a 20 anos...". Salgado anunciou que vai ser lançado um concurso de ideias para aproveitamento da desactivada Doca da Marinha, uma zona de frente de rio situada logo a seguir à estação fluvial, no caminho para Santa Apolónia. A ideia é tornar o local acessível ao público, uma vez que, há muito, serve quase exclusivamente para estacionamento de carros da Marinha.

Ainda em fase de lançamento de concursos está igualmente a ocupação das arcadas do Terreiro do Paço com comércio e esplanadas. A operação de urbanismo comercial já devia ter sido concluída, mas está atrasada.

(in Público).

Estrela cadente.





Restaurante Eleven perde a estrela que lhe tinha sido atribuída pelo Guia Michelin.

Arte Lisboa / 2010

Galeria Nómada / Flying House Lisboa



MANIFESTO - 24 Novembro 19h

CONVIDAMOS todos os artistas, criativos e colectivos a juntarem-se numa acção artistica a realizar no dia 24 de Novembro pelas 19h em frente ao CENTRO DE CONGRESSOS DE LISBOA (pavilhão da antiga FIL, em Alcântara), onde inaugura nesse mesmo dia a ARTE LISBOA (Feira Internacional de Arte de Lisboa).

Com esta manifestação artistica alternativa, pretendemos contrapor-nos ao lobi artistico vigente ai representado. Cada artista ou criativo deverá escolher uma obra sua e apresentar-se no local à hora marcada para participar numa EXPOSIÇÃO COLECTIVA em formato de GALERIA MÓVEL.

As obras deverão ser transportadas e sustentadas pelos próprios, sendo que não é pretendido que estas sejam penduradas ou poisadas.Para tal solicitamos aos artistas interessados que nos enviem um email a confimar a sua presença com os dados do mesmo e se possivel imagem e dados da obra a apresentar.Esta acção é organizada pela GALERIA NÓMADA – colectivo artistico, em formação desde Maio de 2010, que presentemente conta com um espaço de atelier na Flying House Lisboa, junto ao aeroporto.

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Pretendemos a criação de uma plataforma artistica alternativa, aberta à colaboração de artistas, criativos e colectivos das mais diversas areas artisticas, nesta e em futuras acções.
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Nadine Rodrigues esteve lá. Podemos saber mais sobre ela no Lixo Integral.
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Obra a obra, Lisboa melhora.






Vistoria detectou problemas numa obra ao lado do prédio que ruiu
Por Ana Henriques e Marisa Soares

Fundações foram iniciadas sem sondagem ao terreno, o que pode ter ajudado a este desfecho, diz vereador. Construção acabou por ser embargada

CML vai propor mudança nos apoios à reabilitação
Uma vistoria efectuada ontem pela Câmara de Lisboa ao prédio em obras na Av. 5 de Outubro - e vizinho daquele que ontem ruiu - concluiu que o empreiteiro não tomou todas as precauções a que se tinha comprometido para evitar o colapso do edifício com o número 275. "A escavação das fundações não foi executada de acordo com as prescrições estabelecidas pela câmara", explicou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado. "O empreiteiro devia, por exemplo, ter feito uma sondagem prévia que não fez." Questionado sobre se isso poderá ter estado na origem do sucedido, o autarca responde que é uma possibilidade.

Ontem esteve no local uma equipa de peritagem do Laboratório Nacional de Engenharia Civil para determinar isso mesmo. Caso se conclua que foram estas falhas a provocar a derrocada, Manuel Salgado garante que serão imputadas responsabilidades. Antes disso, vai ser preciso consolidar o que resta do velho edifício.

O PÚBLICO tentou contactar a Solatia, empresa responsável pela obra, agora embargada segundo Manuel Salgado, mas nos últimos dois dias ninguém esteve disponível para falar. Também a Alves Ribeiro, proprietária do prédio que ruiu, recusa prestar declarações.

O vereador do Urbanismo anunciou ainda que a câmara vai passar a exigir a quem quer demolir um prédio encostado a outros edifícios a que possa causar estragos um seguro que possa ser rapidamente accionado em casos como este. A derrocada do número 275 era esperada já desde segunda-feira, dia que foi evacuado o edifício, mas só ontem de manhã se concretizou. Por volta das 6h, começou por cair a fachada que ainda restava no prédio em obras e a estrutura metálica que sustentava a parede dos edifícios laterais. Três horas depois, a parte esquerda do 275 ruiu totalmente.

A vizinha residência de estudantes da Universidade Lusófona, evacuada na segunda-feira à noite, não sofreu com a derrocada. "Não houve alterações nos testemunhos [elementos utilizados nestes casos para detectar movimentos nas estruturas], mas vamos continuar a monitorizar, até porque a chuva pode provocar infiltrações", disse Emília Castela, chefe de Planeamento e Operações da Protecção Civil municipal. Nos próximos dias, vão começar os trabalhos de remoção e sustentação de algumas zonas. A área vai continuar interdita, pelo menos, durante um mês.

"Foram deixando os prédios desta rua degradar-se a tal ponto que já não havia nada a fazer", desabafou Paula Mesquita, que tem uma perfumaria ali perto. "O negócio está a ser prejudicado, com uma rua cortada, onde as pessoas não podem passar e nem podem estacionar", lamentou.

Em situação pior está o dono do restaurante que fica no rés-do-chão do prédio que ruiu. "O senhor fez obras há tão pouco tempo e agora foi obrigado a encerrar o estabelecimento", disse Paula Mesquita. Os 14 empregados deste estabelecimento e os três funcionários da farmácia que fica no rés-do-chão do número 283 não podem, por agora, trabalhar. com Helena Geraldes

(in Público).

O novo Cais das Colunas.





Frente ribeirinha
Lisboa com praia na Ribeira das Naus ganha 18m ao Tejo
por RAQUEL TERESO
Obras de dez milhões de euros vão mudar a circulação e criar zonas de lazer. Uma parte desconhecida de Lisboa vai ser revelada e revolucionar a Ribeira das Naus

Jardins, uma praia fluvial, uma nova estrada paralela ao rio Tejo, pontões e mais 18 metros de terreno ganhos ao rio são as estruturas que vão nascer na renovada Ribeira das Naus, uma zona nobre da cidade de Lisboa, onde hoje se realizam paradas da Marinha e há aterros votados ao abandono.

O novo espaço, que fará a ponte entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, destina-se a ser utilizado pelo público, aproximando-o do rio pela remoção de um dos obstáculos a esse contacto: o trânsito. O objectivo, explica o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, é que esta "deixe de ser uma zona de atravessamento e passe a ser uma zona de fruição pelo população".

Para isso, a Avenida da Ribeira das Naus será desviada e construída uma nova estrada paralela ao rio e à praia fluvial, que se depositará numa rampa sustentada por estacas metálicas com 30 metros de profundidade.

Dois pontões, nas extremidades da plataforma inclinada, suportarão a estrutura, entrando rio adentro. Será criado um viaduto, onde circularão automóveis, peões e bicicletas, que poderão usufruir de 200 metros de costa à vista. A praça alternará entre zonas relvadas, zonas de calçada branca e zonas escuras em basalto, que "simboliza o rio" nos seus antigos limites, como explica João Gomes da Silva, um dos arquitectos paisagistas encarregues do projecto.

O protocolo que desbloqueou o projecto de requalificação da Ribeira das Naus foi assinado ontem ao final da manhã. Foi rubricado pelos parceiros do projecto (ver caixa) e estabelece os termos da intervenção na área de domínio da Marinha, contígua às suas instalações centrais, em que estão presentes os artefactos arqueológicos que serão a jóia da coroa do novo espaço.

O dique do Arsenal vai ser desenterrado, recuperando a estrutura da doca seca e as rampas de varadouro, que permitia a reparação de navios em seco, através de um sistema de comportas que controlava a passagem da água. E a doca da "Caldeirinha", que acolhia pequenos barcos, também será de novo desvendada.

Uma operação que só se será possível pela cedência, por parte da Marinha, dos territórios em que se encontravam os artefactos. Em contrapartida, a Marinha passará a utilizar a zona onde está actualmente o parque de estacionamento do Corpo Santo, "para compensar a perda de espaço funcional", afirmou António Costa.

"Não vamos ter só um jardim, mas um jardim que permite relembrar e trazer aos dias de hoje aquilo que foi uma presença muito marcante da Marinha na cidade de Lisboa". Uma cidade que, como sublinha, só é cidade "porque começou por ser porto".

Um projecto que faz parte de uma visão maior que é a requalificação da frente ribeirinha, a cargo da sociedade anónima Frente Tejo, financiada por capitais públicos e orientada pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e pela ministra do Ambiente, Dulce Pássaro.

A obra terá um custo total de dez milhões de euros, sendo que "3,5 virão do quadro comunitário de apoio e os restantes 6,5 da câmara e da Sociedade Frente Tejo", como explicou João Biencard Cruz, presidente da Frente Tejo, que arcará com "uma fatia substancial" do financiamento.

Adiantou ainda que "a obra está dividida em duas empreitadas, o avanço de margem e a parte de terra", cujos concursos públicos serão lançados ainda este ano. A fase de obra, disse, deverá demorar "pelo menos um ano".

(in Diário de Notícias).

E pronto, ruiu.





Ruiu parte da fachada de prédio em risco em Lisboa
Telma Roque
Parte da fachada principal do prédio na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, cujos habitantes foram evacuados no início da semana devido ao mau estado de conservação, ruiu esta manhã. A Protecção Civil admite novas pequenas derrocadas nas próximas horas.


foto MARTIM DORNELAS/GLOBAL IMAGENS

Prédio em risco de ruir na Avenida 5 de Outubro


Duas grandes derrocadas ocorreram às 6 horas e cerca das 8 horas na fachada do número 275 da Avenida 5 de Outubro, em Lisboa.

A queda da fachada não fez feridos nem causou transtornos de trânsito porque o acesso à área já se encontrava condicionado. As duas famílias que ainda ali residiam já tinham sido evacuadas na segunda-feira devido ao "agravamento do mau estado de conservação" do imóvel.

Com a derrocada, quase todo o lado esquerdo do prédio ruiu, arrastando a fachada que ainda permanecia de pé do prédio contíguo que estava a ser alvo de obras de reconstrução.

A Protecção Civil admite a ocorrência de mais derrocadas, mas de menor dimensão, nas próximas horas, na parte da fachada que está enconstada ao edifício onde existia uma residência de estudantes da Universidade Lusófona.

(in Jornal de Notícias).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Arte Lisboa / 2010


Mil em risco.

Lisboa: Dados do pelouro da habitação da Câmara Municipal

Mil prédios estão em risco de cair
A cidade de Lisboa tem cerca de oito mil edifícios não municipais em mau ou muito mau estado de conservação e, destes, cerca de mil apresentam mesmo um grande risco de derrocada. Os dados são do pelouro da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa e foram compilados em Fevereiro, mas, segundo o director municipal da Protecção Civil, Vítor Vieira, "o número actual não deve diferir muito, e já é muito significativo".

Por:Helder Almeida/P.P.M.

Estes dados ganham relevo numa altura em que se esperava que um prédio na avenida 5 de Outubro, em Lisboa, evacuado anteontem à tarde, ruísse a qualquer momento. Até ao fecho desta edição, a estrada continuava cortada no sentido Norte-Sul. "O edifício está bastante degradado e, se entretanto não cair, vai ter de ser demolido", explica Vítor Vieira ao CM. Já em Fevereiro, numa reunião do executivo municipal, a vereadora com o pelouro da Habitação tinha dado o aviso. "A dimensão do risco de derrocada em Lisboa é enorme", alertou Helena Roseta, avançando que "a câmara, sozinha, não vai conseguir fazer frente a isto, nem os proprietários, sozinhos, conseguem". Defendeu, por isso, um programa de apoio à reabilitação urbana na capital.

Segundo os dados da câmara, dos 54 934 edifícios não municipais em Lisboa, 7757 estão em mau estado ou muito mau estado de conservação e 972 apresentam grande risco de segurança. Em termos geográficos, a freguesia com maior percentagem de edifícios não municipais em mau ou muito mau estado de conservação é a de Coração de Jesus. Quase metade dos 698 edifícios está nestas condições. Até ao fecho desta edição, não foi possível obter um esclarecimento junto do pelouro da Habitação.

"RECEIO QUE ISTO VÁ TUDO ABAIXO"

Quem mora ou trabalha junto de prédios degradados ou em risco de ruir vive "com o coração nas mãos". É o caso de Fernando Lopes, 50 anos, que explora a Leitaria Brilhante, nas escadinhas de S. Cristóvão, que dão acesso à rua da Madalena, na Baixa. "O piso deste prédio está a abater porque os prédios das traseiras ruíram. Vivo com o receio de que isto vá tudo abaixo", conta. Mas em muitos pontos da cidade é possível observar prédios em muito mau estado. Na rua de S. Bento, dois prédios frente a frente tiveram de ser demolidos.

ALUNOS RETIRAM ROUPAS E LIVROS DE RESIDÊNCIA

Cerca de 50 estudantes universitários, maioritariamente da Universidade Lusófona, puderam retirar ontem, ao final da tarde, com a supervisão da Protecção Civil, roupa, objectos de higiene pessoal e livros da residência que tiveram de abandonar anteontem, devido à derrocada iminente de um prédio na avenida 5 de Outubro, em Lisboa. "Os pisos estão a desagregar--se e hoje [ontem] já abateu mais um pouco", explicou ao CM o director Municipal da Protecção Civil, Vítor Vieira.

No local, alguns estudantes explicaram ao CM que houve colegas que não conseguiram tirar tudo. "Como cheguei há pouco tempo, consegui tirar a roupa e os livros, mas conheço pessoas que tiveram de deixar televisores e computadores", referiu Natacha Melo, 20 anos, estudante de psicologia.

(in Correio da Manhã).

Rectificação.





PÚBLICO errou
Passivo da Câmara de Lisboa vai baixar e não aumentar no próximo ano
Por João d´Espiney

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, garantiu hoje que o passivo do município vai baixar em 353,5 milhões no próximo ano e não aumentar em 275 milhões de euros como noticiou o PÚBLICO na edição de hoje.


O PÚBLICO errou. Ao ler que a rubrica dos passivos financeiros atingia os 353,5 milhões de euros – contra apenas 77,9 milhões em 2010 - concluímos que o passivo da câmara iria subir em 275 milhões de euros no próximo ano.

Acontece que esta rubrica deve ser interpretada precisamente ao contrário. Isto é, a câmara prevê amortizar 353,5 milhões de euros ao passivo e não aumentá-lo. O montante da amortização é superior em 275 milhões de euros ao valor que a câmara estimava abater este ano.

Com base neste pressuposto errado, o PÚBLICO somou este agravamento do passivo anual ao passivo acumulado, referindo que este último deverá ultrapassar os 2.200 milhões de euros. Ora, o total do passivo, que no final de 2009 era de 1952 milhões de euros, deverá ser inferior em igual montante, devendo atingir no final de 2011 os 1550 milhões de euros. Isto, claro, se as estimativas agora apresentadas se confirmarem, nomeadamente as receitas que António Costa prevê arrecadar com a criação do fundo imobiliário, que ainda suscita muitas dúvidas por parte dos partidos da oposição, tendo em conta a situação de crise, nomeadamente no sector imobiliário.

Hoje de manhã, em conferência de imprensa marcada para reagir à notícia, António Costa explicou que a diminuição do passivo em 353 milhões de euros vai ser feita da seguinte forma: antecipando a amortização de 318 milhões de euros da dívida de médio e longo prazo - através da arrecadação de receitas de 218 milhões de euros com a criação do fundo imobiliário e 100 milhões de euros através da venda da concessão da rede saneamento à EPAL - e a amortização ordinária de 35 milhões de euros.

O presidente da câmara revelou ainda que o passivo do município totalizava os 1.927 milhões de euros no final do primeiro semestre de 2010. Este valor reparte-se da seguinte forma: 583 milhões relativos a provisões para cobrir eventuais encargos decorrentes de processos judiciais e 1400 milhões de dívidas a terceiros, dos quais 750 milhões de médio e longo prazo.

Segundo o mapa hoje facultado à comunicação social com a execução até ao primeiro semestre de 2010, o total do passivo acumulado regista um decréscimo de 24,6 milhões de euros face ao registado no final de 2009. António Costa garantiu, por outro lado, que “nas contas já auditadas relativas ao primeiro semestre de 2010, o passivo diminuiu 24,6 milhões de euros e as dívidas de curto prazo 65 milhões de euros”. As dívidas a terceiros de curto prazo passaram de 457,9 milhões, no final de 2009, para 392 milhões de euros no final de Junho. Já as dívidas a terceiros de médio e longo prazo registaram um agravamento de 34,6 milhões de euros, ao passarem de 710,6 milhões no final de 2009 para 745 milhões de euros no final dos primeiros seis meses deste ano. Feitas as contas, dá a tal redução de de 24,6 milhões de euros no total do passivo.

(in Público).