segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Publi-cidade: o Largo do Rato.


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Fachada de um imóvel no Largo do Rato. Domingo, dia 22 de Novembro. O último acto eleitoral foi no a 11 de Outubro de 2009. «ATCHIMM», «COFF-COFF»!
Fernando Jorge

Campo Grande: o olhar de Gastão Brito e Silva.




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Ah!! Encontrei estes dois neste estado nas imediações e a Ruin’Arte infelizmente ficou a ganhar...Um é a casa de banho pública do jardim...outro é um prédio arte nova, nº182...Um abraço
Gastão

Prémio Valmau: dois candidatos.




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Anos 70:WTC, Av. Brasil / Campo Grande
Seria uma dádiva para Lisboa se os tipos da Al Qaeda atirassem um Boeing para cima deste WTC, teriam a tarefa facilitada pelo corredor aéreo que o sobrevoa ...mas dizem que não foram eles, talvez o Bush nos ajude na procura...mas fica aqui o pedido...
Anos 80 e 90, dois vizinhos na Av. Do Brasil. Esta avenida, embora tenha o Hosp. Júlio de Matos e alguns bons exemplos de “arquitectura fascista”, foi completamente e arquitetonicamente vandalizada pela construção “à moderna” que desfiguraram Lisboa nesses nada saudosos anos...dois bons exemplos seguem bem juntos...
Gastão Brito e Silva

Casa da Achada: ciclo A Paleta e o Mundo.


Mirantense Futebol Clube: música!



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Estimados simpatizantes,

Na próxima 6ª feira à noite decorre mais um espectáculo de música ao Vivo!

A proposta para esta noite está dividida em duas partes:

1ª Música portuguesa (com Dueto de Viola e Contrabaixo ou Trio com percussão)

2ª Música dos anos 70 com "Os Amigos d' Alex"

Ficamos à vossa espera!

Uma pergunta. Têm visto as noticias no nosso blogue?
www.mirantense.blogspot.com

A Direcção

Uma arquitectura escandalosa.


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A igreja em forma de barco desenhada para o Alto do Restelo, em Lisboa, começou esta semana a ser construída. E a polémica ganhou fôlego. Pedimos ao nosso crítico de arquitectura Jorge Figueira que olhasse para a obra de Troufa Real
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A arquitectura volta a suscitar polémica em Lisboa. A igreja da paróquia de S. Francisco Xavier, do arquitecto Troufa Real, é contestada pelas razões habituais: a altura - tem uma torre de cem metros; as cores - dourado, laranja, verde e vermelho; e as formas - o templo que imita uma "caravela num temporal".
Troufa Real faz parte de uma geração de arquitectos que fez da oposição à arquitectura moderna, tida como anódina, a razão de ser dos seus projectos. Quando declara "Sou antimoderno", tenta replicar a obsessão com que outros anteriormente se declararam "modernos". A libertação dos "dogmas" da arquitectura moderna, tal como aconteceu com Pancho Guedes ou Luiz Cunha, passou pela actividade artística. Reivindicar para os arquitectos "a liberdade dos artistas", como escreveu Pancho, significou essencialmente a criação de uma arquitectura libertária, escandalosa e pueril. A Igreja de S. Francisco Xavier é assim, premeditadamente. Entretanto, a arquitectura moderna já não é o que era - quando existia - e, por isso, esta retórica de oposição é algo anacrónica, "anos 80".
Mas é isso uma arquitectura escandalosa - e já estava tudo nas Amoreiras de Tomás Taveira: metáforas ligeiras; cores fortes; grande dimensão. A "imaginação" permite a confluência de temas; a "colagem" é a técnica que os resolve. A sobrecarga de imagens denota um horror ao vazio, que é o sítio do moderno. O confronto com a matriz centro-europeia da arquitectura moderna suscita na Igreja de S. Francisco Xavier o ressurgimento de narrativas imperiais para sul, a evocação dos Descobrimentos, as caravelas. Trata-se de um cruzamento geográfico complexo: chegar a África através de Las Vegas.
A propósito do desenho da torre, segundo o PÚBLICO (20/11/2009), Troufa Real diz já não se reconhecer na referência ao manuelino do projecto apresentado e vai agora inspirar-se no quadro As Tentações de Santo Antão, de Bosch, e em "José Saramago". É importante e enigmático este "José Saramago". Segundo Troufa Real, a nave da igreja imita uma "caravela num temporal, toda dobrada"; a casa do pároco é "uma referência à casa portuguesa do arquitecto Raul Lino"; o centro social "será uma réplica das antigas fortalezas portuguesa"; as cores são uma referência à Índia, para onde S. Francisco de Xavier viajou.
Gaudí em saldos
É interessante notar que este é exactamente o tipo de linguagem dos arquitectos de centros comerciais: a criação de narrativas que permitem desenvolver e "assinar" as formas. O mais escandaloso na igreja, mais do que as cores ou os cem metros, é que é feita com uma linguagem de centro comercial. Troufa Real passa do manuelino para Bosch como, digamos, se pode passar de uma praça de alimentação Velasquez para uma galeria gótica. Tal como qualquer centro comercial que se preze, este é um projecto megalómano: não tem o maior número de lojas da Península Ibérica, mas tem a torre mais alta das redondezas. Parece sofrer de gigantismo. Quer ser iconográfica, mas onde na arquitectura contemporânea a delicadeza da pele e o trato high tech são essenciais a igreja é rudemente pop e inconveniente. Como um centro comercial. Se é um Gaudí, é um Gaudí em saldos; não tanto a Sagrada Família, mas mais uma desenraizada, desengraçada família. Talvez esteja aí, afinal, a sua contemporaneidade.
Porque convém dizer: há edifícios que ontem eram mamarrachos e que hoje são obras-primas. Em 1972, o Diário Popular classificou o "Franjinhas", de Teotónio Pereira e Braula Reis, como um "mamarracho" e lançou uma caça às bruxas. O "Franjinhas" é evidentemente uma obra belíssima da arquitectura portuguesa. Também as Amoreiras iriam destruir a silhueta de Lisboa; não aconteceu tal coisa. O Centro Cultural de Belém arrasaria os Jerónimos; ainda estamos para ver como. Em geral, os verdadeiros mamarrachos passam despercebidos, não geram polémica. A polémica à volta de um edifício significa que não é um mamarracho. Um mamarracho autêntico usa sempre uma face oculta, é mais sub-reptício. Quando se dá por ele, é tarde de mais.
A propósito da polémica, é natural e corajoso que Nuno Teotónio Pereira se tenha referido a este edifício como uma "aberração" (PÚBLICO, 19/11/2009). Na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Teotónio Pereira, Nuno Portas e Vieira de Almeida conseguiram um requintado equilíbrio, uma quase impossível paz com materiais e sabedoria modernas. Este edifício não vislumbra sequer tal ordem e coerência. Se trocarmos "aberração" por "grotesco", estamos lá.
Deve-se acrescentar ainda que as obras recentes de Troufa Real no Parque das Nações não são felizes. O Edifício Écran é uma estrutura banal com faixas coloridas. Acredita-se que na Igreja de S. Francisco Xavier, sem os compromissos que existem num edifício de habitação, Troufa Real possa estar mais perto do seu antimodernismo.
De resto, esta é uma arquitectura populista que não é popular e, no seu anacronismo, chega em contraciclo. É, várias vezes, politicamente incorrecta. No nosso tempo, a autenticidade e a sustentabilidade são palavras de ordem. A Igreja de S. Francisco Xavier tem pouco de sustentável, como se compreende; e o autêntico escapa-lhe totalmente. O Fórum Cidadania diz até que se trata de um "empreendimento digno de Ceaucescu". Duvido que Ceaucescu entrasse com dinheiro para a construção de um edifício fragmentado como um puzzle irresolúvel, com cornucópias como ondas gigantes, e com um superminarete como torre de uma igreja católica.
A Igreja de S. Francisco Xavier é talvez o fecho de uma geração que teve em Tomás Taveira o expoente máximo. É uma arquitectura escandalosa: cenográfica, narrativa, literal, sem bom gosto. Na prática é uma súmula de faux pas: o dourado; o minarete católico; as cores em força; o neoportuguês suave. Sem elegância, nem subtileza, nem harmonia. Mas também: sem compromissos. Não há nada que se aproveite; e isso é muito atractivo.
(in «Público»).

Jardins do Castelo de São Jorge: 50 anos.


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Hoje é dia de festa para o jardim do Castelo de São Jorge, que comemora este ano meio século de existência. A data do aniversário é simbólica - nesta segunda-feira assinala-se o Dia da Floresta Autóctone, o que serve como uma luva aos jardins que Gonçalo Ribeiro Telles e Pulido Garcia desenharam em 1959.
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Para Ribeiro Telles, o que se vê hoje respeita, em grande parte, o projecto inicial
Aniversário é também sinónimo de prendas. Para o jardim, e para quem o visita. Ao primeiro serão acrescentadas hoje algumas árvores. Para quem procura aquele espaço, há projectos que prometem melhorar a visita. Teresa Oliveira, responsável da Em-presa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa (EGEAC) e gestora do castelo, adianta que esta empresa municipal está a desenvolver um projecto com o Jardim Botânico de Lisboa para realizar "visitas conjuntas". A ideia é levar os visitantes do castelo até ao jardim botânico, onde se encontram espécies diferentes das dos jardins do monumento.Para o castelo lisboeta e para os seus jardins, é importante agora "repor coisas que, com o tempo, se foram alterando". Teresa Oliveira dá a entender que se está a repensar todo o jardim. E o fio condutor dessa reflexão resume-se num regresso às origens. Pretende-se "ir de encontro àquilo que foi o projecto" inicial, concebido há meio século. E "melhorar algumas coisas que se foram perdendo". Esta reflexão, acrescenta Teresa Oliveira, será feita com quem concebeu o próprio espaço.
Um milhão de visitantes
"Este jardim do castelo tem também uma importância como ponto de referência de toda a cidade", reforça Ribeiro Telles, lamentando que a construção desenfreada de edifícios de grande altura estejam a tapar gradualmente este conjunto de património arquitectónico e natural.Entre pinheiros-mansos, sobreiros, alfarrobeiras, ciprestes, loureiros e medronheiros, para além das oliveiras milenares, o castelo situado na mais alta colina de Lisboa tem por companhia centenas de árvores, arbustos e ervas da flora nacional. Daí que, quando se pensou em celebrar o 50.º aniversário, se escolheu o Dia da Floresta Autóctone. Por ano, este monumento nacional recebe um milhão de visitantes e ninguém ficará indiferente aos espaços ajardinados que foram pensados de forma a enquadrar o monumento, mas também para oferecer aos visitantes zonas de lazer de elevado conforto ambiental, explica Ribeiro Telles, que se reencontrou com este "filho" a convite do PÚBLICO. Meio século de vida justifica um balanço e a tal reflexão sobre o futuro. E foi precisamente isso que o PÚBLICO propôs a Ribeiro Telles. O outro projectista, Pulido Garcia, engenheiro agrónomo e silvicultor da Câmara Municipal de Lisboa, faleceu em 1983. O jardim do castelo é um dos primeiros trabalhos de arquitectura paisagista feitos em Portugal. Aquela profissão surgiu no país no início da década de 1940. "Foi uma inovação no mundo mediterrâneo", assinala Ribeiro Telles, salientando que este espaço verde é contemporâneo de outros, como os jardins de Belém, a paisagem do Alto da Capela de São Jerónimo e a mata de Alvalade. Foram "das primeiras intervenções contra todo um modelo instalado de jardim", sublinha o arquitecto, lembrando que não se quis fazer "um jardim no castelo", mas sim "integrar o jardim numa paisagem", de forma harmoniosa. Dada a grande ligação do castelo à própria cidade de Lisboa, era importante que houvesse "harmonia com o que está de fora", prossegue. O desenho posto em prática foi fruto de uma causa: "criar uma paisagem" que se pudesse observar de diversos pontos da cidade, desde o Bairro Alto ao Parque Eduardo VII.
Rever o que existe
O arquitecto considera que aquilo que hoje em dia se vê respeita, em grande parte, a ideia original. Todavia, adverte para a necessidade de uma revisão, pedindo que haja um maior acompanhamento da flora, "até para que não se destrua a ideia" inicial.Há árvores com 50 anos e deve pensar-se "no que vem a seguir", observa o arquitecto. É preciso ver que ali há "vida que se regenera, que a paisagem não é estática". "Não é uma obra que tenha fim", explica. "A vegetação precisava de ser vista, os arbustos cresceram e foram mal podados", continua, alertando para a necessidade de se plantarem novos pinheiros, mais baixos, para garantir a substituição dos mais antigos, que daqui a alguns anos estarão mortos.Ribeiro Telles não gosta de alguns canteiros de pedra que, entretanto, foram construídos. Considera que não têm qualquer utilidade, nem embelezam o monumento.Já no interior do castelo, existe um grande espaço que está igual ao projecto inicial Não se vê nenhum canteiro dos que tanto desagradam ao arquitecto, e os próprios bancos de pedra que ali se encontram fazem parte do desenho original. E esses, ao contrário dos canteiros, têm utilidade.
Sustentabilidade
Perto da zona dos bancos de pedra, pode observar-se no chão uma pequena porção de relva que parece ter crescido ali de forma espontânea. Ribeiro Telles conta que "estava previsto que aparecesse sempre aquele relvado", de grande simplicidade, característica muito importante no desenho destes jardins.Junto ao poço do monumento, encontram-se algumas árvores de fruto. Estão ali como "memória" da antiga horta do castelo, explica Ribeiro Telles, que só a custo gosta que se trate o espaço como um jardim. Prefere e insiste em utilizar o termo paisagem. O que se pretendeu criar ali são "cenários, que lembrem o que isto foi no passado e, ao mesmo tempo, que sirvam para algo hoje", explica o arquitecto. No caso do castelo e dos seus jardins, o desenho "não tem de ser forte", continua. Deve ser simples, relembrando a função que passou e, ao mesmo tempo, tirando "proveito das estruturas em termos estéticos".Além disso, toda a vegetação envolvente exerce uma outra função. "À volta do castelo é tudo jardins" e estes "são fundamentais para a sustentabilidade do castelo", explica Ribeiro Telles, assinalando que "a chuva cai aqui e é absorvida graças à vegetação". "Caso contrário, criar-se-iam "enormes caudais" de água que poderiam ser um perigo para a própria colina.Antigamente, não existiam árvores nem dentro nem fora das muralhas. Quando o castelo era uma fortaleza à espera de ser conquistada, não convinha nada ajudar o inimigo disponibilizando-lhe algo que lhe permitisse trepar, facilitando-lhe a invasão. "Só quando o castelo deixou de ter função e passou a ter a função de memória é que apareceu a vegetação", recorda.Quando se percorre o corredor junto às muralhas, onde estão muitas espécies da flora tradicional da região, eis que se chega à parte "principal" do que o arquitecto projectou. São uma série de plataformas, que funcionam como uma espécie de degraus. "O objectivo é descer em direcção à vista que se tem sobre o Tejo."Acompanhe o reencontro do arquitecto Ribeiro Telles com a sua obra do jardim do Castelo de São Jorge no canal de vídeos do PÚBLICO.
(in «Público»).

Lisboa, cidade segura.


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Vigilantes da Carris agredidos nos bairros
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São cerca de 30 seguranças que a empresa tem em serviço, fazendo também a fiscalização dos títulos de transporte, actividade que gera dúvidas de legalidade. São agredidos com frequência, em especial nas zonas mais problemáticas.
Os cerca de 30 vigilantes privados que estão a desempenhar "ilegalmente" a actividade de fiscais na Carris, segundo denuncia a Associação Nacional de Agentes de Segurança Privada (ANASP), vêm sendo alvo de constantes agressões nos bairros mais problemáticos de Lisboa. O facto de não estarem habilitados a fazerem o serviço e não poderem usar arma explica o permanente risco a que os profissionais estão sujeitos, diz o presidente da ANASP, Ricardo Vieira.
Este responsável alerta que também a Fertagus, a concessionária do comboio da Ponte 25 de Abril, está a recorrer a mais de 20 agentes privados para fazerem a fiscalização. As empresas de transportes dizem que estão legais, mas o Governo também tem dúvidas.
"Estes agentes estão a autuar eventuais infractores sem estarem habilitados para isso", assegura Ricardo Vieira. Para o dirigente, a lei que regulamenta a profissão é clara, não prevendo que a fiscalização possa ser feita por agentes de segurança privada, tendo as próprias empresas de transportes a responsabilidade de dotar os seus quadros com os respectivos fiscais, devidamente ajuramentados pelos governos civis. Um passo que a lei não contempla para vigilantes privados, afirma Ricardo Vieira.
"Nunca ninguém agarrou nisto a sério, porque se está a mexer com muitos interesses", sustenta, aludindo aos cerca de 600 a 700 euros mensais que estes profissionais auferem. "Se fossem os fiscais do quadro ganhavam mais de mil euros", refere, acrescentando ainda que os cerca de 60 vigilantes distribuídos pela Carris e Fertagus estão a desempenhar funções que nada têm que ver com a sua actividade.
"A categoria deles é vigilante de segurança privada e deviam usar um uniforme com cartão identificativo. Mas limitam-se a apresentar um cartão de fiscal, o que também é contra a lei, porque são obrigados a usar um cartão de segurança privada. Às vezes abordam as pessoas e depois há problemas graves de violência", revela o presidente da ANASP, garantindo que nos últimos tempos se têm avolumado as queixas de agressões por parte dos associados de Lisboa.
"Como os fiscais da Carris estavam fartos de levar porrada, deixaram de ir a alguns bairros, como Chelas, onde tem havido vários episódios complicados, eles mandam estes vigilantes, que têm de se sujeitar a tudo para manterem o emprego", insiste, recordando como em Espanha o regime jurídico contempla o uso de arma desde que um vigilante esteja ajuramentado.
Tanto a Carris como a Fertagus garantem que os fiscais estão em conformidade com a lei, tendo sido ajuramentados pelos governos civis de Lisboa e Setúbal. Contactada pelo DN, a administração da Carris assegura não ter admitido quaisquer profissionais, "mas simplesmente celebrou um contrato de prestação de serviços de fiscalização e controlo de títulos de transporte para reforço daquela actividade que era, e continua sendo, executada por pessoal da Carris". Este contrato surgiu na sequência de um concurso público internacional em 2007, dirigido a empresas do ramo da segurança privada, tendo concorrido três firmas, saindo vencedora a Strong - Segurança, S.A.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários, a questão foi ainda transversal à própria CP, que terá contratado vigilantes a empresas externas com o objectivo de fiscalizar clientes nos comboios à entrada das estações da Refer. De resto, os revisores tiveram agendada uma greve para o dia 5 de Novembro para protestarem contra o que dizem ser o "trabalho precário" na empresa, mas a questão foi resolvida com a administração da empresa.
(in «Diário de Notícias»).

Shakespeare em 97 minutos!


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Há 13 anos em cena. Parabéns!

E agora, José?


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Contestação a igreja cresce no Facebook
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A contestação ao projecto da nova igreja de Belém já contava ontem com 488 fãs no Facebook. O projecto da autoria do arquitecto Troufa Real, que ficará localizada no Alto do Restelo é considerada "uma aberração em termos de estética". A nova igreja vai custara cerca de três milhões de euros só na primeira fase, e já conta com um milhão de euros dados pelos paroquianos de São Francisco Xavier. A torre branca é um dos aspectos estéticas mais contestados, mas todo o projecto é até considerado semelhante a "um parque de diversão". Além da contestação no faceboock está a decorrer também uma petição online contra a nova obra, cujo projecto foi aprovado quando Santana Lopes era presidente da Câmara Muncipal de Lisboa. A necessidade de mais uma igreja em Lisboa não é posta em causa.
(in «Diário de Notícias»).
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Troufa Real.

Aleluia!



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Vai ser reeditado o livro mítico de Victor Palla e Costa Martins, «Lisboa, Cidade Triste e Alegre». Faz 50 anos de publicação. Custava uma fortuna nos alfarrabistas. Sem dúvida alguma, o melhor livro de fotografia alguma vez editado sobre Lisboa. Aleluia!

domingo, 22 de Novembro de 2009

Fazer por merecê-la.





Lisboa, vista da maravilhosa Casa da Cerca.

«Garganta Funda», na Cinemateca.


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Na próxima quarta-feira, no âmbito de um ciclo designado «Marilyn Chambers e o Porno dos Anos 70», será exibido na Cinemateca o clássico dos clássicos: «Garganta Funda».

E lá se foram as laranjeiras de Alvalade...




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Esta tarde, enquanto disfrutava da hora de almoço vi este cenário na Praça de Alvalade... Agora vai nascer neste espaço uma plantação de «lioz».
Cumprimentos,
Rafael Santos

1000 árvores.








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Caro Lisboa SOS,
Junto envio imagens fresquinhas de um evento muito interessante e simbólico vivido hoje em Monsanto, o qual foi publicitado pelo Lisboa SOS.
Participaram familias inteiras, dedicando o seu sábado de manhã a este meritório evento .
Monsanto já tem mais 1000 árvores!!!!
Grande abraço,
Tiago Santos


50 Anos Jardins Castelo S. Jorge.



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CELEBRAÇÃO DOS 50 ANOS DOS JARDINS DO CASTELO DE SÃO JORGE Dia 23 de Novembro de 2009 às 11:00h no Castelo de São Jorge
Uma iniciativa da Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) em parceria com a EGEAC - Castelo de São Jorge
Os jardins do Castelo de São Jorge foram desenhados em 1959 pelo Arq. Ribeiro Telles, em parceria com o Eng. Pulido Garcia (1904-1983), seguindo uma filosofia de plantação de espécies da flora portuguesa. Para marcar os 50 anos dos jardins criados para um dos monumentos mais amados pelos lisboetas, a LAJB e a EGEAC convidaram o Arq. Ribeiro Telles para uma cerimónia de plantação de árvores.
Em respeito pela filosofia que orientou o projecto original, o Arq. Ribeiro Telles, a Gestora do Castelo de São Jorge, Dra. Teresa Oliveira, e a Presidente da LAJB, Dra. Manuela Correia, vão plantar três oliveiras no miradouro da Porta de São Lourenço. Foi escolhida a data simbólica de 23 de Novembro, Dia da Floresta Autóctone.
O Dia da Floresta Autóctone Foi estabelecido para promover a importância da conservação das florestas naturais, apresentando-se simultaneamente como um dia mais adaptado às condições climatéricas portuguesas para se proceder à sementeira ou plantação de árvores, alternativo ao Dia Mundial da Floresta, 21 de Março, que foi criado inicialmente para os países do Norte da Europa.
Assinalaremos adequadamente o Dia da Floresta Autóctone de 2009 com a plantação das três Oliveiras no miradouro da porta de São Lourenço. Com a arborização deste sector do monumento, Lisboa ganha três árvores e o Castelo de São Jorge vê reforçada a sua rica colecção de árvores autóctones.
Os jardins do Castelo de São Jorge. Centenas de árvores, arbustos e ervas da flora nacional, naturalmente adaptadas ao clima quente e seco de Lisboa, entraram na composição dos jardins. Os espaços verdes foram pensados como enquadramento do monumento mas também para oferecer aos visitantes zonas de estar de elevado conforto ambiental. Para além da plantação de pinheiros mansos, sobreiros, alfarrobeiras, ciprestes, loureiros e medronheiros, foram transplantadas para o Castelo oliveiras milenares que ainda hoje podem ser admiradas.
As características originais dos jardins continuam muito actuais pois respondem aos nossos desafios ambientais como as mudanças climáticas, a preservação da biodiversidade e a poupança da água.
O património botânico do Castelo de São Jorge constitui uma mais valia de grande valor ecológico e pedagógico para toda a cidade. Passados 50 anos sobre a criação dos jardins, faz todo o sentido que Lisboa invista num projecto global de restauro, e de actualização, da componente verde deste monumento nacional.
LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO
Rua da Escola Politécnica, Lisboa

Mil palavras.


Mil palavras.


Mil palavras.


Mil palavras.


Mil palavras.


sábado, 21 de Novembro de 2009

Portas do Sol.





















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No Largo das Portas do Sol, onde outrora ficava um espaço desocupado (ou, melhor, ocupado por lixo...), existe agora um bar e uma esplanada. Magnífica vista sobre Lisboa. Parabéns! Boa sorte para o «Portas do Sol»!

Que dizeis, Vossa Eminência?


Igreja da Graça.


Igreja do Restelo.
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Não te lembrais, D. Policarpo, da intervenção do Cardeal Lercaro, no Concílio Vaticano II, sobre a «Igreja dos Pobres»? Numa altura de crise, de desemprego e até de fome, achais bem ir edificar uma igreja sumptuosa?

The sky is the limit.


Calçada da Graça.

Entre Linhas.


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Projecto da Carris para 750 autocarros e 55 eléctricos: http://www.carris.pt/pt/noticias/2009/carris-apresenta-projecto-ler-entre-linhas/

Asfixia democrática: Bairro da Liberdade em risco de derrocada.


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Foi entregue ontem aos habitantes dos prédios em risco de derrocada uma informação escrita sobre os cuidados a ter.
Os moradores da encosta em risco no Bairro da Liberdade, em Lisboa, receberam ontem um comunicado da Protecção Civil onde se reforçam todos os passos para uma correcta evacuação em caso de emergência. O documento disponibilizado pela Junta de Freguesia de Campolide chama a atenção para a necessidade de uma comunicação imediata às autoridades de "ruídos invulgares" ou queda de pedras.
Nelsón Nunes, morador numa das habitações em risco, garantiu ao DN que "tem existido um acompanhamento por parte da Protecção Civil e da Câmara Municipal de Lisboa(CML)", adiantando que "a única coisa que [lhes] foi dito foi para terem atenção à chuva".
O aviso oficial acrescenta que se for necessária uma retirada urgente é preciso ter em conta alguns grupos como crianças idosos e deficientes, salientando ainda que quem está naquela situação deve ter sempre à mão os objectos pessoais de extrema necessidade, como os medicamentos. Pode ainda ler-se que as instalações do Liberdade Atlético Clube funcionarão como "local de concentração e acolhimento".
Segundo fonte da CML, foram disponibilizados quartos aos moradores que não quisessem passar estes dias em alerta constante. Nélson Nunes sublinha, no entanto, que "é preciso que as pessoas se sintam bem e isso não aconteceria num quarto em Chelas". O morador disse ainda que é preciso existir uma grande sensibilidade nos realojamentos. "Eu não vou para Chelas. Para sair daqui, tenho de gostar do sítio e da casa."
(in «Diário de Notícias»).

Contentores: não!



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O PSD apresentou ontem um projecto-lei na Assembleia da República para revogar o contrato de concessão que prolongou a gestão do terminal de Alcântara à Liscont, empresa da Mota-Engil liderada por Jorge Coelho, até ao final de 2042. "Não tínhamos outra hipótese" disse Luís Rodrigues, deputado do PSD, ao i. Contam-se agora as espingardas entre os partidos da oposição para fazer passar este projecto-lei. Porém, o CDS poderá deitar por terra uma coligação contra o PS que envolver, além dos social- -democratas, o BE e o PCP .O Bloco de Esquerda já anunciou que na próxima semana vai também avançar com um projecto de lei para revogar a concessão: "Tem de se pôr um ponto final", disse a deputada bloquista, Helena Pinto. O Partido Comunista Português já antes tentou fazer cessar a extensão dada pelo Governo à empresa da Mota-Engil - tal como o PSD -, pelo que deverá votar a favor da revogação do decreto-lei 188/2008, de 23 de Setembro, que prolongou por mais 27 anos o contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara à Liscont. Com os votos de 112 deputados do PSD, Bloco e PCP, recai no partido de Paulo Portas a decisão sobre o destino da revogação: se o CDS votar ao lado do PS, a proposta do PSD cai por terra. Se optar pela abstenção, ou pelo voto favorável, a revogação avança."Estamos a estudar, do ponto de vista jurídico, qual a melhor solução para a questão", comentou sobre o tema António Carlos Monteiro, vereador do CDS- -PP na Câmara de Lisboa, ao i. O partido assume que o negócio feito pelo PS "é uma autêntica vergonha": "Estamos a trabalhar em conjunto com o grupo parlamentar no sentido de encontrar a melhor solução jurídica para um problema que é a estratégia de facto consumado que o PS montou de forma a evitar que viesse a ser alterada", diz Carlos Monteiro. A preocupação do CDS em revogar a concessão prende-se sobretudo com a possível indemnização que Mota-Engil poderá pedir pela anulação de um contrato devidamente assinado. Sobre a contagem de espingardas no Parlamento, Luís Rodrigues, do PSD, apenas comenta que, "se a oposição mantiver a posição que já manifestou", a revogação não terá como não avançar. O líder parlamentar do CDS, Pedro Mota Soares, disse a 18 de Outubro ao "Diário de Notícias" que o seu partido foi "o primeiro a fazer um pedido de aprovação parlamentar contra a adjudicação do contrato sem concurso público". O projecto-lei apresentado ontem pelo PSD na Assembleia da República será levado à comissão de líderes parlamentares na próxima semana, sendo posteriormente agendada a sua votação por Jaime Gama, o presidente da Assembleia da República. Mau negócio e Mau exemplo O PSD justifica a revogação, no seu projecto-lei, com base no que consta do relatório do Tribunal de Contas sobre o contrato: "Não consubstancia nem um bom negócio, nem um bom exemplo para o sector público em termos de boa gestão."Os laranjas realçam que a movimentação de contentores no ano passado caiu para níveis de 2002, sendo por isso "incompreensível (...) a justificação da prorrogação [pelo] aumento de movimento esperado".
(in jornal «i»).

Há, de facto, algumas semelhanças.




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Troufa Real justifica igreja (a)berrante com o queijo limiano.
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Escrever "edifício mais feio de Lisboa" no Google e carregar na tecla Enter. O primeiro resultado é um fórum de arquitectura (www.skyscrapercity.com) onde se listam os maiores erros arquitectónicos da capital. Para encontrar um edifício do arquitecto Troufa Real bastam dez posts. Está lá o prédio de habitação que faz esquina com a Rua Dona Estefânia e a Avenida Duque de Ávila. Dentro de poucos anos, e a avaliar pelas reacções ao projecto da nova igreja do Restelo, Lisboa vai ter mais um item nesta categoria. Ao telefone a partir de Angola, José Deodorato Troufa Real, antigo professor da Faculdade de Arquitectura, comenta assim a polémica: "É por estas razões que o queijo Limiano é tão apreciado." O comentário é propositadamente absurdo, deslocado da realidade e surreal - mas ironicamente coerente com os projectos arquitectónicos que tem vindo a assinar. "Sou um artista e não permito que a minha criatividade seja censurada por ninguém", completou. A igreja desenhada para o Alto do Restelo, destinada a cobrir as necessidades da paróquia de São Francisco Xavier, já foi descrita como "bolo de noiva", "carro alegórico" e "palácio da Barbie" por cidadãos indignados, em blogues e fóruns. O arquitecto Nuno Teotónio Pereira fala em "aberração" e pede que a Câmara de Lisboa pare a obra. Para Diogo Lino Pimentel, arquitecto do patriarcado encarregado de analisar as novas igrejas, o projecto de Troufa Real "dá muito nas vistas". "Estou há sete anos em Angola e nunca ninguém quis saber de mim. Agora, por causa de uma igreja andam todos a querer falar", atira Troufa Real durante o telefonema que interrompeu um passeio. O arquitecto português que em 1996 sugeriu a criação de uma nova capital em Angola, "Angólia", está naquele país a liderar uma série de projectos de renovação do centro de Luanda. Entre eles está um edifício de 32 andares."Isto está muito desenvolvido, que é que você pensa?!", comenta quando sugerimos uma entrevista para um telefone fixo, depois de o arquitecto se mostrar intimidado com a factura do roaming. "Cabines? Em Luanda já não há disso!" A opção videoconferência foi lançada por Troufa Real, que rapidamente voltou atrás na ideia, temendo "o software pirata que se usa em Portugal". Mais pormenores só para os jornalistas que possam viajar até Luanda para falar em pessoa com o responsável por projectos como o Templo Shiva de Santo António dos Cavaleiros. Preços e horários de voo também os tem na ponta da língua. Justificações para a igreja de cinco cores com um minarete de 100 metros de altura, essas ficam reduzidas à frase "é por estas razões que o queijo Limiano é tão apreciado".

(jornal «i»).

Plantar uma árvore.



As árvores provenientes dos viveiros florestais de Monsanto foram plantadas na encosta do Casal de Sola, no Parque do Calhau, ao lado da rotunda de Campolide.





As espécies plantadas: Quercus Suber (Sobreiro) e Quercus Faginea (Carvalho Português ou Cerquinho).





João, o autor da iniciativa "Plantar uma Árvore".



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A C. M. Lisboa apoiou a iniciativa, não só através da disponibilização e preparação do terreno, mas também fornecendo apoio logístico e técnico.

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João Guimarães e Rita Hart, autores do logotipo "Plantar uma árvore".
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Plantar mil árvores.































Parabéns.

Treta Real.


Traste Real.


Trambolho Real.


sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Troufa Real: retrato de um génio.


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Troufa Real é uma figura de referência na arquitectura portuguesa, que em paralelo com a sua actividade como arquitecto foi professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Recebeu-nos na tarde de 9 de Fevereiro de 2005, no seu atelier, próximo do Chiado. Teve a paciência de nos mostrar os seus projectos, de nos falar dos seus gostos, da sua personalidade. Natural de Angola, licenciou-se em arquitectura, porque o "status quo" de então não lhe permitiu ser pintor [POIS, O JÚLIO POMAR ERA TROLHA...]. Mas nunca deixou de pintar, esculpir, desenhar e fazer poesia. Hierarquisa [É COM «Z», CARAÇAS!] as suas prioridades na vida assim: primeiro, a prática do pensamento livre, tendo sempre como referência a religião católica e o ser humano. Em segundo lugar, a relação com a natureza e em especial, o mar, onde há história, horizonte e espaço, silêncio e também o ruído do cosmos na sua dinâmica universal [O «RUÍDO DO COSMOS NA SUA DINÂMICA UNIVERSAL»?! ISTO É UM ANÚNCIO DO PROF. TROUFA OU DO PROF. BAMBO?]. Em terceiro lugar o acto de criar, as artes em todas as suas dimensões. Em quarto lugar, a aventura portuguesa, gente que não se governa, nem se deixa governar. Em quinto lugar (não podemos ficar só com quatro, porque o quatro é morte da crença chinesa) [ESTA É LINDA...] declara o seu fascínio pela mulher em toda a sua dimensão [ACALMEM-NO COM UMA BONECA INSUFLÁVEL!].
(do blogue http://troufareal.blogspot.com/)

Believe it or not: a nova Igreja do Restelo.








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Igreja do Restelo, começada a construir esta semana. A última loucura do arquitecto Troufa Real. Volta, Taveira, estás perdoado!

Trash Real.


Treta Real.


Trufa Real.


Truta Real.


Trouxa Real.


Outono dos Livros, na Biblioteca Nacional.


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Outono dos Livros:
Feira de edições da BNP
25 a 27 de Novembro de 2009 Átrio Principal da BNP das 10h às 19h

Grandes livros a pequenos preços. Livros de variados temas de história, literatura, história do livro, da ciência e das artes, e muitos outros, em catálogos e roteiros de exposições, bibliografias, guias e inventários, fac-similes e edições críticas, disponíveis a preços muito reduzidos durante três dias dedicados à difusão da vasta actividade editorial da BNP.

Uma oportunidade única para adquirir títulos publicados pela BNP até 2005, inclusive, com descontos que chegam a 80% do preço de capa, e qualquer edição posterior com 20% de desconto. A iniciativa inclui um conjunto de edições Inapa.

Dias 25, 26 e 27 de Novembro, das 09h30 às 19h00, venha comprar livros a 1, 3, 5 e 10 Euros

Roubos de pesados no Porto de Lisboa. carta de um leitor.



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Na madrugada do passado Sábado, 14 de Novembro, foi roubado à porta de casa, em pleno centro de Lisboa, o camião Toyota Dyna pertencente a um amigo (ver imagem). Dependendo totalmente do veículo para o seu trabalho, participou imediatamente à P.S.P.

Esta noite, no decurso de um jantar com um grupo de amigos, um deles informou-me acerca das estranhas ocorrências que desde há alguns anos se verificam nos portos nacionais. Existe uma máfia bastante organizada que se dedica ao roubo e exportação de viaturas com destino a países como Angola, Guiné e Cabo-Verde. O procedimento parece ser rotineiro. O veículo é roubado, desaparece durante semanas ou meses, para depois de modificada a pintura e alguns aspectos da sua estrutura - lonas retiradas ou mudadas, por exemplo - ser vendido para os citados países, com papéis "novos", motores trocados, etc.

Liguei de imediato ao António e fomos dar uma vista de olhos no Terminal do Poço do Bispo. O espectáculo é inacreditável e tendo falado com funcionários da zona, obtivemos a confirmação das suspeitas que se tornaram numa certeza. Os camiões de caixa aberta ou fechada são às dúzias, muitas vezes empilhados sobre outros grandes trailers! Com rodas ou sem rodas, foi-nos dito que muitos embarcam sem motores - que seguem em contentores -, irreconhecíveis. Aliás, deparámos com camionetas com cerca de dez ou quinze anos, pintadas de fresco, rejuvenescidas e prontas para partir para outras longínquas paragens. Os esquemas são complexos e a azáfama nos dias que antecedem a partida do barco, torna-se frenética. Viaturas onde à vista de todos são montadas as baterias que lhes permitem uma deslocação mínima em direcção ao local de carga, com "equipas de trabalho" que se aprestam às derradeiras formalidades. Fala-se de notas de encomenda que chegam do além-mar, adequando a oferta à procura. Tudo isto às claras, sem um mínimo controlo que iniba o crime?

Não posso acreditar na facilidade de todos estes episódios degradantes, se não existir uma clara conivência de gente colocada nos lugares exactos, ou pelo menos, de uma total inoperância ou desinteresse para com este autêntico escândalo de roubo descarado. Em que país se tornou Portugal nos últimos anos? Como é possível existirem tantos, tão prolongados e fortes rumores, sem que se tomem apertadas medidas de controlo da situação? Raspagem de números de série ou motores que não correspondem ao veículo, não são, pela sua frequência, aspectos dignos de desconfiança? As queixas empilham-se nas esquadras e não existe uma suspeita acerca do inusitado número de camiões que são exportados, correspondendo em grande medida às viaturas desaparecidas? A quem aproveita este esbulho?

Há uns anos, falava-se abertamente de viaturas de alta cilindrada que eram roubadas nas ruas portuguesas e que depois seguiam em direcção à Europa de Leste. Hoje, o móbil parece ser outro, o dos comerciais usados. O que sabem as Administrações dos portos de Lisboa, Setúbal ou Leixões acerca destes bastante credíveis rumores? Quem poderá mandatar as polícias para colocar um ponto final neste autêntico e vergonhoso tráfico de propriedade roubada aos portugueses? Onde param as atribuições do Ministério da Administração Interna e da Polícia Marítima? Como é possível permanecer de olhos fechados para uma realidade que todos aqueles que trabalham com transportes conhecem e contra a qual nada podem fazer?

O descaramento é total, os "agentes de exportação" repetem rotineiramente as remessas e os estranhos procedimentos passam impunes. Até quando? Até onde cairá a reputação da autoridade do Estado e dos agentes da ordem pública? Este país está a saque.

Isto é uma vergonha!

Rastrillo'09.


O costume...

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«Edifício em perigo de derrocada. Varandas e tectos em risco na Faculdade de Ciências de Lisboa. Universidade sem dinheiro para fazer obras» (semanário «Sol», de hoje).

Plantar uma árvore: é já amanhã!


A Madeira na Ajuda.


Os prédios mais feios de Lisboa: um fórum de discussão.


Colóquio.

Dia de cão.


Rossio.

Mais coisas fixes do Troufa.

Edifício no Arco Cego, inspirado num documentário de Jacques Yves Cousteau:


Templo de Shiva em Santo António dos Cavaleiros, inspirado num tijolo que sobrou da construção do edifício anterior:


Divisão de um apartamento desenhado por Troufa, inspirada numa lata de tinta Dyrup que, lá está, tinha sobrado do Templo de Shiva:


Edifício no Parque das Nações, inspirado num vestido da Fátima Lopes:


Tapete do Troufa, inspirado nuns desenhos do sobrinho mais novo:


Copo do Troufa, onde o Troufa bebe as cenas de que precisa para se inspirar ainda mais:


Este "acabou por ter de ficar branco", escreve-se no blogue "Troufa Real", www.troufareal.blogspot.com, onde Troufa Real é descrito como "figura de referência na arquitectura portuguesa". De facto foi uma pena:


Mais projectos do Troufa:




O nosso agradecimento aos autores do blogue "Troufa Real" e ao Fórum de discussão "Os prédios mais feios de Lisboa". Se tiverem mais fotos de mais coisas fixes do Troufa, mandem que a gente posta.

«Ele quer é fazer as igrejas no atelier dele» (*)


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(*) Troufa Real, sobre o arquitecto Diogo Pimentel, que criticou o seu projecto. Este rapaz Troufa é, de facto, um rapaz elegante. Este argumento é muito próprio, educado e fino.

«Não sei» (*)


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(*) Troufa Real, autor do projecto da Igreja do Restelo, ao «Público», de hoje. Sobre a dimensão da futura torre da Igreja. O projecto original apontava para 100 metros. Agora, diz que não sabe?! Então é ele o arquitecto e não sabe?

«Gosto de tudo aquilo que é alto» (*)


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(*) Troufa Real, autor do projecto da Igreja do Restelo, ao «Público», de hoje.

Troca-Tintas.


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O arquitecto Troufa Real reclama hoje, no «Público», o direito à sua arquitectura «de autor». Mas, ao mesmo tempo, diz que vai redesenhar a torre de 100 metros... Se estava boa, para quê emendar a mão? Troufa Real ou Troca-Tintas?

Está tudo doido?




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O arquitecto Troufa Real diz que, para redesenhar a torre da Igreja do Restelo, se vai inspirar em... José Saramago. O que é que o Saramago tem a ver com isto? De qualquer modo, obrigado ao Patriarcado: fazer uma torre de 100 metros por um arquitecto que se diz «maçon» e inspira em Saramago é, realmente, um golpe de «marketing» genial. Parabéns, Policarpo!

«Sou um maçon católico» (*)


(*) Troufa Real, autor do projecto da Igreja do Restelo, ao «Público», de hoje

O que é Bosch é bom.


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«Autor do polémico projecto da igreja do Restelo inspira-se em Hieronimus Bosch. E chama "talibãs da arquitectura" aos detractores Câmara de Lisboa mantém-se em silêncio
O arquitecto Troufa Real vai inspirar-se na obra do pintor Hieronimus Bosch para redesenhar a torre da polémica igreja que projectou para o Restelo, em Lisboa, e que começou esta semana a ser construída.Troufa Real assegura, em declarações ao PÚBLICO, que esta alteração não se prende com nenhum pedido que lhe tenha sido feito para modificar o seu projecto inicial, mas sim com o facto de já não se rever na torre de tipo manuelino que desenhou, há diversos anos, para aquele espaço. "Já vou na quinta torre" para a Igreja de S. Francisco Xavier, explica o arquitecto, acrescentando que uma das versões previa uma torre com vitrais.Desta vez a fonte de inspiração será "o quadro As Tentações de Santo Antão" - uma obra do séc. XVI de Bosch - "e José Saramago". Inicialmente concebida para ter cem metros de altura, a nova torre será mais baixa ou mantém as mesmas dimensões? "Não sei", responde Troufa Real. "Gosto muito de tudo o que é alto. Lisboa ficou a perder por não se terem construído as torres de Siza Vieira em Alcântara. Seja como for, não há pressa, uma vez que a construção desta parte da igreja será feita mais tarde." Quanto ao resto do projecto, o arquitecto insiste em mantê-lo tal como o criou. A nave da igreja, pintada em dourado do lado de fora, imita, pela sua forma, "uma caravela num temporal, toda dobrada". Depois, além da torre com 17 sinos, há a casa do pároco, "que é uma referência à casa portuguesa do arquitecto Raul Lino". E, por fim, o centro social, reservado para a segunda fase, "que será uma réplica das antigas fortalezas portuguesas da época dos descobrimentos". As paredes vermelhas, cor-de-laranja, verdes e brancas são uma referência à Índia (destino de viagem de S. Francisco Xavier) e a Portugal."A minha arquitectura está ligada ao mundo do fantástico, é de raiz simbólica. Não sou um arquitecto moderno, sou antimoderno", explica o autor do projecto, considerando que colegas seus, como Teotónio Pereira (que classificou, ontem, no PÚBLICO, este projecto uma "aberração"), não compreendem a sua linguagem. "Odeiam o simbolismo do antigo império. É um bando de velhos, autênticos talibãs da arquitectura que não se reciclaram e não percebem o que se está a passar no mundo", acusa. E volta à carga: "Odeiam outras culturas. Só sabem fazer peixe podre, peixe passado".Direito à arquitecturaO arquitecto que dirige o departamento do patriarcado responsável pela construção das novas igrejas, Diogo Lino Pimentel, também não sai ileso desta polémica. Depois de ter dito que o edifício para o Restelo dava muito nas vistas, recebe agora a resposta de Troufa Real. "Ele quer é fazer as igrejas no atelier dele. Mas quando esta igreja foi objecto de apreciação na Ordem dos Arquitectos, no tempo da bastonária Olga Quintanilha [entre 1999-2001], ele também esteve lá e não disse nada". Troufa Real argumenta que o projecto foi devidamente apresentado e discutido, há cerca de dez anos, tanto na Ordem como na Cordoaria, além de ter estado exposto numa galeria da Câmara de Lisboa. Para Troufa Real, esta sua obra é nem mais nem menos que um "cadáver esquisito". Uma expressão que usa para definir um trabalho colectivo surrealista, lembrando que convidou diferentes artistas, como Lagoa Henriques - entretanto falecido - para participar neste projecto. Esta não é a sua primeira obra religiosa. Tem em construção outra igreja em Miraflores, Oeiras, e projectou um templo dedicado a Shiva para Loures, obra que ainda não saiu do papel. "Sou um maçon católico e respeito muito os cânones da igreja", declara. A morar em Angola, terra onde nasceu, Troufa Real deixa um recado a todos os que criticam o seu trabalho: "Deixem-me ser livre. Tenho direito à minha arquitectura de autor".»
(in «Público»).

Campo de Ourique: que bem que se estaciona à noite...




























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Caros senhores,
em anexo seguem várias fotos tiradas na noite de 18 de Novembro de 2009 por volta das 22h no bairro de Campo de Ourique e demonstrativas do civismo de muitos moradores do bairro em relação às passadeiras, bem como das melhorias trazidas pelo "ordenamento" de estacionamento feito pela EMEL, mas só entre as 8h e as 20h.

De quem será a responsabilidade pelas restantes 12h do dia? Aparentemente será o "horário livre de estacionamento e de regras de trânsito".

Devo referir que estas fotos foram feitas somente à volta de 2 quarteirões do bairro, entre as ruas Sampaio Bruno, Almeida e Sousa, Azedo Gneco e Praça São João Bosco. Se continuasse pelo resto bairro um só email não seria suficiente para enviar todas as fotos de tanto civismo e cuidado com os outros por parte de alguns dos moradores do bairro.

Sem outro assunto,
Sérgio Nogueira

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

100 Metros: coisa pouca...


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A Igreja do Arquitecto Troufa Real, no Restelo, vai ter uma torre com:
a) 35 metros;
b) 54 metros;
c) 75 metros;
d) 100 metros.
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Se disse 100 Metros, ACERTOU. Parabéns, vá buscar o seu prémio ao Patriarcado de Lisboa. De Lisboa SOS, claro.

Elevador do Lavra: reabriu, mas grafitado!








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Como já devem saber, o Ascensor do Lavra está novamente vandalizado com grafitos.
Que esteja assim no seu 125º aniversário é particularmente lamentável.
É cada vez mais frequente ver os Ascensores Históricos de Lisboa neste estado.Pelo que observei esta semana, os ascensores da Bica, Glória e Lavra estão todos vandalizados.
Estamos conscientes da dificuldade em manter estes monumentos nacionais com a dignidade instituída na Lei.
Em guias turísticos e artigos de revistas estrangeiras aparecem cada vez mais fotografias dos nossos Ascensores Históricos cobertos de grafitos - é uma vergonha nacional, um atestado à nossa incapacidade em encontrar uma solução.
Tem de haver urgência na resolução deste grave problema.Porque é que a CARRIS não considera a contratação de uma empresa para a manutenção dos Ascensores Históricos limpos de grafitos?
Fernando Jorge
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NOTA LISBOA SOS: o Elevador do Lavra comemorou bem os seus 125 anos de vida. Esteve fechado meses, como aqui mostrámos, porque um prédio ameaçava ruir. Foi reaberto há poucas semanas. Logo o conspurcaram. O que faz a CARRIS? Serviço público. Obrigado, CARRIS.

Nós também queríamos comer uma bucha.


Outros cabelos.



Cabeleireiro Motor.








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Rua de São Paulo.

Barbearia Campos.






















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Esta é a Barbearia Campos, no Chiado, a mais antiga da Europa. Vista pelo blogue «Diário de Lisboa» que é um dos mais belos blogues de Portugal. Provavelmente, o mais belo.

Porque não fazer um livro destes sobre Lisboa?


Um guia do artesanato parisiense: http://blog.piajanebijkerk.com/

Segurança da terceira ponte pode estar em risco.


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Altavia diz que projecto da Tave, o mais barato no concurso para a ponte rodo-ferroviária não respeita requisitos de segurança. A espessura das torres da base e das estacas é inferiores à da Rave. O consórcio acusado diz que a proposta "até é a mais segura"
A segurança da nova ponte sobre o Tejo, a terceira travessia, pode estar em risco se o troço Lisboa- Poceirão da linha ferroviária de alta velocidade for entregue ao consórcio Tave, um dos três concorrentes em concurso. O alerta é da Altavia, agrupamento liderado pela Mota-Engil. De acordo com o estudo deste consórcio, a proposta apresentada pela Tave, a mais barata das quatro em jogo, as espessuras das torres da ponte, das bases das mesmas e das estacas são inferiores às estabelecidas na solução de referência dada pela Rave - Rede de Alta Velocidade, que constitui a base de requisitos do caderno de encargos.
"A espessura das torres deveria ser de 1,5m segundo a Rave, mas no projecto da Tave é de 75 centímetros, as bases têm uma dimensão inferior em cerca de 60% e as estacas de menos 40%" disse ao DN Duarte Vieira, presidente da comissão executiva da Altavia.
O responsável da Tave, consórcio liderado pela espanhola FCC, admite que as espessuras das torres e das base é inferior, mas que "o projecto tal como está concebido garante toda a segurança da estrutura". "Nunca iríamos apresentar uma proposta que implicasse riscos", afirmou ao DN Adão da Fonseca, explicando que o "o projecto Tave é em tudo muito semelhante à solução de referência da Rave. O que procurámos foi optimizá-la, usando menos betão e betão de maior qualidade. Por outro lado, distanciamos mais os pilares ao longo do tabuleiro, pelo que o impacto visual, ambiental, do peso e sísmico é menor." Quanto menos massa menor é a força sísmica. Por isso, salientou, "a nossa solução se calhar até é mais segura do que as outras". Adão da Fonseca adiantou ainda que a espessura das torres não é sempre de 75 centímetros, é variável. "Os projectistas dos outros concorrentes são excelentes, mas os nossos também", concluiu.
Vilaça Moura, o representante da Rave na comissão de avaliação das propostas, limitou-se a dizer que "enquanto estiver a decorrer o concurso não há qualquer comentário sobre nada". E acrescenta que em meados de Dezembro, de acordo com o calendário estabelecido, será conhecida a avaliação das quatro propostas dos três candidatos e duas delas serão seleccionadas para a segunda fase. A decisão deve ser conhecida no fim do ano.
Confrontado com as críticas à proposta da Tave, o representante da Elos - o terceiro consórcio concorrente liderado pela Brisa - diz esperar que o júri não considere o factor preço como o mais importante. Embora prefira pronunciar-se formalmente após a divulgação do relatório preliminar, Pedro Gonçalves disse ao DN que "seguramente alguma coisa tem de haver para que a diferença de preços seja tão significativa". Até porque, acrescenta aquele responsável, "temos consciência de que esmagámos até ao limite do possível as margens para tornar a nossa proposta mais competitiva". A diferença entre a proposta mais cara e a mais barata, só no que diz respeito ao investimento, é de 440 milhões.
(in «Diário de Notícias»).

«Uma aberração».


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Um dos autores do plano de urbanização do bairro do Restelo, Nuno Teotónio Pereira, considera “uma aberração” a igreja que ali começou a ser construída na terça-feira. Para este arquitecto, a gravidade do caso deveria levar a Câmara de Lisboa a mandar parar a obra e a exigir outro projecto.
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Autor do plano de urbanização do Restelo defende que a obra tem de ser travada
Desenhada pelo arquitecto Troufa Real, a nova igreja do Restelo inclui uma torre de cem metros de altura em forma de minarete e uma paleta cromática ousada, com paredes pintadas de dourado, vermelho, verde e cor-de-laranja. O edifício tem, num dos lados, a forma bojuda de um barco assente numas cornucópias que imitam ondas, numa alusão à época dos descobrimentos.Autor de várias igrejas – uma das quais, a do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, classificada como monumento nacional –, Teotónio Pereira não tem dúvidas sobre a obra que está a nascer no Restelo: “Ofende de forma muito grave a paisagem urbana e os princípios basilares da arquitectura contemporânea.”No seu entender, o projecto está completamente desenquadrado do conjunto urbano que planeou juntamente com Nuno Portas, nos anos 70, e, se for por diante, vai descaracterizar toda a encosta que se estende até ao rio. “Pela sua dimensão excessiva para as necessidades do local e pelo seu custo, nunca acreditei que fosse construído”, admite. “E, do ponto de vista da arquitectura religiosa, parece-me um completo disparate. A arquitectura das igrejas deve pautar-se pela pureza de formas e pela beleza”.“Espanta-me por isso que o patriarcado e a própria câmara tenham consentido na sua construção”, prossegue. “A câmara deveria estar vigilante e defender os interesses da cidade”.
Movimento de opinião
Teotónio Pereira ressalva que lhe custa estar a criticar a obra de um colega – até porque partilha do princípio de que a liberdade de criação dos arquitectos não deve ser limitada. “Mas, perante este caso, não posso ficar em silêncio”, observa. “Devia formar-se um grande movimento de opinião para impedir esta obra”.O PÚBLICO tentou perceber os meandros da aprovação deste projecto, cujos passos decisivos foram dados nos mandatos de João Soares e de Santana Lopes. Mas a consulta do respectivo processo camarário não foi esclarecedora. Tentámos, igualmente, chegar à fala quer com Troufa Real, quer com a vereadora de Santana Lopes que aprovou o projecto de arquitectura, Eduarda Napoleão, sem sucesso. Igualmente infrutíferas foram as tentativas para obter declarações por parte do actual vereador do Urbanismo, o arquitecto Manuel Salgado.Em 2007, a propósito da escultura de Rui Chafes que o escritório de advogados de José Manuel Júdice colocou em frente à sua sede, na Avenida da Liberdade, o presidente da autarquia, António Costa, mostrou-se de acordo com uma sugestão do PCP para a constituição de uma comissão municipal de estética. Este organismo serviria para evitar a profusão de “mamarrachos”. A comissão, que de resto se destinava apenas à arte pública, acabou por não vingar.
Processo pouco claro
Apesar do seu exotismo, o projecto da igreja de Troufa Real para o Restelo foi apreciado pelos técnicos camarários como se de outro qualquer se tratasse. Não há, no processo consultado ontem pelo PÚBLICO na Câmara de Lisboa, qualquer referência dos técnicos nem à torre de cem metros, nem tão-pouco às cores a usar ou ao facto de a igreja ter a forma de um barco com ondas por baixo. Os funcionários apenas repararam em questões menores, como o número de lugares de estacionamento ou as taxas de construção a pagar pela igreja à autarquia. E estas, no valor de 198 mil euros, foram perdoadas, dada a finalidade da obra.
(in «Público»).
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Contrastes.


Avenidas Novas.

Lisboa em reflexão.


All you need is love.








Rua Augusta. MUDE.


Lisboa à janela.


Onde eles chegam... Ou: ao que isto chegou...


Cais do Sodré.