domingo, 23 de novembro de 2008

Palácio Burnay.

Henrique Burnay (1837-1909).

No contexto das Comemorações dos 125 anos do IICT, está patente até 31 de Dezembro a exposição Burnay, o Palácio da Junqueira. Uma exposição de fotografias de início do século XX até à década de 30, que nos leva a conhecer os ambientes exteriores e interiores da residência da família Burnay.

Classificado como imóvel de interesse público, o Palácio Burnay é um raro exemplo de residência da alta burguesia urbana na Lisboa dos inícios do século XIX.

A exposição constitui uma oportunidade única para percorrer os espaços do primeiro piso do Palácio Burnay, onde actualmente funcionam os gabinetes e salas de reuniões do Instituto de Investigação Científica Tropical.
Horário: De 2ª a 6ª das 10h às 17h De 18 de Abril a 31 de Dezembro.



Um trecho da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira: «A vida do 1º conde de Burnay oferece aspectos curiosíssimos pela intensidade com que delineou e executou as mais imprevistas operações e especulações financeiras, bolsistas e bancárias, contando sempre êxitos rotundos e dando origem a uma das casas mais ricas de Portugal (...). Ao mesmo tempo, caso curioso, era exímio bandarilheiro amador. Também ficou, como obra notável sua, o início da reunião de colecções de arte, galeria de quadros, etc. que povoavam os sumptuosos salões do seu palácio da Junqueira, conjunto desmembrado, por partilhas familiares, em 1937, em venda pública».





Já conhece esta escadaria decorada com motivos em trompe l'oeil?

















Até 31 de Dezembro, pode visitar os interiores do Palácio Burnay.











Não, não pode estacionar aqui. Isso é só para alguns. Quando devia ser para nenhuns, claro.
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Obrigado ao Instituto de Investigação Científica e Tropical por abrir este espaço ao público, ainda que temporariamente. É algo tão raro nestas instituições que não podemos deixar de saudar.
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É uma atitude de transparência. Não querer guardar só para si. Não ter medo de mostrar que há coisas, muitas coisas, que necessitam de obras. E de apoio.
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O ar condicionado do 1º conde de Burnay avariou-se. Este é mais recente. E bonito.
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Vidraceiro, precisa-se. Mecenas, mais ainda.
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Um relvadozito aqui, não?
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Ena, os ares condicionados que vieram da Bélgica. O pai de Henrique de Burnay era um médico belga.
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E a mãe chamava-se Lambertina Fourgueur Burnay.
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Funcionários do IICT.
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Aqui é que era preciso uma grande volta. Vamos lá ver:
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Já viram o perigo se isto pega fogo?



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A cúpula.
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Artistas trabalham com belas vistas.
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A escada, muito periclitante.
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A vista, soberba.
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Isto não devia ser arranjado, Deus meu?
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Num palácio destes, cadeiras e mesas de plástico?

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Porquê, senhores? Porquê isto?



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Estas coisas não se têm. Merecem-se.
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Não sabemos quem é o responsável, pois aqui há outras instituições. Mas vamos lá a limpar, está bem?
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Um layout todo anos 50, grande pinta.
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Estes painéis, bem arranjados, valiam bom dinheiro.
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Entrámos bem, pela escadaria majestosa. Terminar assim é triste. Tudo isto é fado.
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A torre azul.
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Uma viola.
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O tanque de roupa aparece sempre.

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E a couve-galega, um «must» de qualquer jardim exótico.
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É hora de picar o ponto e ir embora. Parabéns ao IICT. Pelos seus 125 anos. E por ter aberto ao público as portas do Palácio Burnay. Agora, alguém que se chegue à frente e ajude o Instituto.
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6 comentários:

Julio Amorim disse...

woaaaauhh !!!!! As pinturas decorativas "estuque", é do absolutamente melhor que vi até hoje! Pintadas por algum mestre com M dos grandes (quem teria sido?). Se tivesse oportunidade não perderia esta visita.....

chameleon disse...

Muito obrigada por esta visita. Mais uma ... Parabéns pelo vosso trabalho.
P.S. - Sempre foram fotografados para o Público ou é alguém mesmo muito parecido?

Maria João da Câmara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pantaleão disse...

É o espelho de um Estado inepto, desleixado,miserável com o seu património e que está montado com um único objectivo:prover materialmente as clientelas que sucessivamente tomam conta do poder. Aí sim, é insaciável e tudo o que consegue extorquir da população pelas várias vias de que dispõe a isso se destina. Tudo o resto vem depois. Mas é assim à séculos; não é, infelizmente, de agora.

José Antonio Rivas Gil disse...

Cómo é possivel tamanho abandono. Na Alemanha cuidarian deste patrimonio como se fosse a misma vida.Tenho visto cidades ruidas depois da Guerra que hoje tem sido reconstruidas e luzem como se fossen novas. Os nossos governantes só tem olhos para o seu proprio patrimonio.

fernando gonçalves disse...

fomos tropa juntos no Trem Auto Eu era o quarteleiro e fomos sempre amigos José viena Se ainda estas vivo dezejo muita saúde :tinhas edeia de ir pata os US eu estive 40 anos aonde sai engenheiro ATE LA VISTA AMIGO