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Igreja do Convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios, actual Hospital de Arroios, Eduardo Portugal, s.d, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - BO 94585
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Convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios, actual Hospital de Arroios, s.a. s.d, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - BO94577
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Convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios, actual Hospital de Arroios. Painel de azulejos, Armando Serôdio, 1960, Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A31305
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O Hospital de Arroios encontra-se na Praça do Chile, no princípio daquilo que, em tempos idos, se chamava a «Estrada de Sacavém». O Hospital estava instalado no antigo Convento de Nossa Senhora da Nazaré, que foi colégio dos jesuítas missionários da Índia, fundado em 1705. Junto a ele, o local onde apareceu morto, em 4 de Outubro de 1910, o almirante Cândido dos Reis. Agora talvez perceba o motivo pelo qual se chama à avenida próxima Avenida Almirante Reis. Mas, se esse mistério se resolve, outros se adensam.
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O Hospital está fechado há muito. A magnífica igreja serve hoje - e bem! - o culto ortodoxo.
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Um pouco mais de História:
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Construído em 1705 a partir do financiamento de D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, funcionou até 1755 nesse espaço conventual o colégio de formação dos Jesuítas, tomando o nome de colégio de São Jorge de Arroios.
Resistiu ao terramoto de 1755 mas não à expulsão dos Jesuítas em 1759, altura em que Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal (1769), determinou a ocupação do convento pelas freiras Concepcionistas Franciscanas, ficando o espaço a ser conhecido por convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios.
O convento ficou devoluto em 1890, ano em que morreu a última freira e em 1892, o Estado decidiu que o seu espaço fosse convertido em hospital e ficasse sob a administração do Hospital Real de São José. Foi então determinado que funcionasse um hospital de isolamento para doentes com peste bubónica, cólera, varíola, lepra e tuberculose.
A partir de 1898, o antigo convento tomou o nome de Hospital Rainha Dona Amélia e destinou-se somente ao tratamento e prevenção da tuberculose, para em 1911 após a Implantação da República se passar a chamar Hospital de Arroios. Funcionou até 1993, altura em que foi definitivamente desactivado, encontrando-se actualmente devoluto.
Foi na igreja do convento que permaneceram os restos mortais do Marquês de Pombal trasladados do convento de Santo António de Coimbra, antes de serem transportados para a Igreja de Nossa Senhora das Mercês.
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Resistiu ao terramoto de 1755 mas não à expulsão dos Jesuítas em 1759, altura em que Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal (1769), determinou a ocupação do convento pelas freiras Concepcionistas Franciscanas, ficando o espaço a ser conhecido por convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios.
O convento ficou devoluto em 1890, ano em que morreu a última freira e em 1892, o Estado decidiu que o seu espaço fosse convertido em hospital e ficasse sob a administração do Hospital Real de São José. Foi então determinado que funcionasse um hospital de isolamento para doentes com peste bubónica, cólera, varíola, lepra e tuberculose.
A partir de 1898, o antigo convento tomou o nome de Hospital Rainha Dona Amélia e destinou-se somente ao tratamento e prevenção da tuberculose, para em 1911 após a Implantação da República se passar a chamar Hospital de Arroios. Funcionou até 1993, altura em que foi definitivamente desactivado, encontrando-se actualmente devoluto.
Foi na igreja do convento que permaneceram os restos mortais do Marquês de Pombal trasladados do convento de Santo António de Coimbra, antes de serem transportados para a Igreja de Nossa Senhora das Mercês.
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É irónico que os restos mortais do Marquês de Pombal tenham estado aqui. O Marquês, que expulsara os jesuítas daqui, aqui veio parar. As voltas da vida, não é? E hoje, sabe onde estão os restos mortais de Sebastião José? Ah, aqui morreu Câmara Pestana, já agora mais uma informação.
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Em Fevereiro de 2005, dizia o «Público»:
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A Câmara Municipal de Lisboa aprovou recentemente a demolição quase integral do antigo Hospital de Arroios, à Praça do Chile, onde uma empresa imobiliária do grupo Fibeira, de Armando Martins, irá construir um empreendimento de habitação e comércio, com perto de 150 apartamentos. O projecto é da autoria do arquitecto Miguel Correia, que já antes assinara um projecto anterior indeferido pela câmara em Março de 2004, por não ter em conta a salvaguarda dos valores patrimoniais do imóvel - onde existia um antigo colégio conventual da Companhia de Jesus, que resistira ao terramoto de 1755. "O projecto de arquitectura também já foi aprovado, com alterações. Actualmente, além da igreja [que dá para a Rua Quirino da Fonseca], é também mantido o claustro do antigo convento", disse ao PÚBLICO António Rosa de Carvalho, assessor da vereadora Eduarda Napoleão, responsável pelo licenciamento urbanístico. Na versão inicial, o projecto previa a construção de vários blocos de edifícios, com alturas variáveis, uns com seis pisos, outros com sete pisos e um mais elevado, com oito pisos, no remate da fachada virada à Praça do Chile, além de três pisos subterrâneos destinados a estacionamento (com 437 lugares). Na altura do indeferimento, Eduarda Napoleão baseara-se nas críticas feitas pelo Núcleo de Estudos do Património (NEP) da câmara, que considerava não haver justificação para a demolição do imóvel."A forma como esta intervenção foi encarada contraria os princípios básicos que devem nortear intervenções em áreas urbanas onde coexistem edifícios de várias épocas. Nada está fundamentado: parte-se para a demolição integral como se se tratasse de qualquer construção menor. Quem ler a memória descritiva pensa que se está a intervir num lote onde apenas existe uma igreja, que se transforma numa peça completamente descontextualizada", dizia o parecer do NEP, já que o templo era integrado nas novas edificações.Câmara "tentou ao máximo qualificar o projecto"O Núcleo de Estudos do Património recomendava que se mantivesse não só a igreja como o volume setecentista do antigo convento e, embora admitisse a sua remodelação interior, sustentava que devia ser preservado o pátio, as galerias e o sistema de corredores. No entender do NEP, só era admissível "demolir dois edifícios confinantes a norte da Praça do Chile e os corpos que haviam sido adossados ao convento nos anos 40/50 do século XX".O promotor da obra, a imobiliária Imofrança, considerava, porém, difícil, senão impossível, acatar estas recomendações. "Aproveitar mais do que a igreja e os claustros é complicado", disse em Março de 2004 Vítor Reis, da Imofrança. Ontem não foi possível apurar junto dos serviços camarários, ou do arquitecto Miguel Correia, se as recomendações do NEP foram acatadas e quais as alterações introduzidas no projecto, decorrentes da decisão de manter o claustro do antigo convento."A vereadora tentou ao máximo qualificar o projecto. Na parte que é virada para a Praça do Chile mantém-se a intervenção contemporânea", disse António Rosa de Carvalho.Um alçado do que irá ser construído na Rua Quirino da Fonseca revela a manutenção do claustro, mas sobre ele é erguido um edifício que se eleva quatro pisos acima do topo dos arcos.O PÚBLICO tentou ontem ouvir quer o autor do projecto, quer o promotor da obra, mas até ao fecho da edição nenhum deles esteve disponível para prestar esclarecimentos.
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Em 2006, o Cidadania Lx perguntava:
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Depois das peripécias mais variadas, desde falcatruas a processos disciplinares, de avanços e recuos de projectos a mudança de promotores, de roubo de azulejos a delapidações várias (ver extracto do Público, de Fev.2005), eis que o antigo Convento e Hospital de Arroios continua na mesma, como a lesma. Ou seja: em vias de classificação e como as fotografias (fonte: DGEMN) documentam. Em que ficamos? A classificação do IPPAR é para valer? O projecto de construção de apartamentos destruirá tudo à excepção do claustro e da capela? Há resultados do processo disciplinar interno? Notícias que dêem conta que o promotor terá cumprido as deliberações da CML?
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Os imigrantes de Leste utilizam a igreja como ponto de troca de mensagens. Mais uma das curiosidades de Lisboa. Uma experiência interessantíssima.
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2 comentários:
Os restos mortais de Sebastião José estão na Igreja da Memória, à Ajuda, se não me engano.
E não repararam no sinal de trânsito avisando 'Hospital' no início da Pereira Carrilho?
O desprezo da Câmara pela cidade é tanto que dá vómitos. Arroios carrega tantos, tantos exemplos disso que até dá dó.
Cumpts.
P.S.: o Marquês está na igreja da Memória, sim.
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