sábado, 19 de julho de 2008


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CINEMA PARIS, Freguesia da Lapa





Devoluto há mais de 20 anos, o Cinema Paris continua à espera de uma solução. Apesar de necessitar de obras avultadas de reconstrução, não acreditamos que não se possa conceber um projecto pensado por operadores culturais ligados ao cinema e encontrar entidades públicas e privadas que o financiem.
Esta semana removeu-se o entulho e consolidou-se a estrutura do edifício, que vai continuar a definhar perante a passividade dos lisboetas. Dos tristes lisboetas, que tudo consentem, que tudo permitem... Refúgio de sem-abrigo e de toxicodependentes, este espaço poderia ser um pólo cinematográfico aglutinador de jovens e de ideias
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O anterior executivo camarário pediu ao Governo a declaração de utilidade pública para efeitos de expropriação e a autorização de posse administrativa do edifício. A proposta foi aprovada em reunião da Assembleia Municipal de Maio de 2004.
Os munícipes de Lisboa e da freguesia da Lapa esperam poder voltar a ver o Cinema Paris como foi idealizado nos anos 30 pelo arquitecto Victor Piloto. Um painel pintado por Paulo Guilherme pode ainda ser visto no que resta da sala de fumo. Este espaço está ainda ligado ao cinema por ter sido aqui que Wim Wenders filmou algumas cenas de Lisbon Story.
Vinte anos é muito tempo desperdiçado. Por omissão, todos somos culpados. Aqui, não há inocentes.

Painel de Paulo Guilherme



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2 comentários:

Ana disse...

parece que o Paulo Branco sobreviveu à triste ideia que teve de abrir salas de cinema num dos centros comerciais mais feios da área metropolitana de Lisboa.
talvez agora,volte a ser o Paulo Branco de outros tempos, quando tinha bom gosto e bom senso.
Vá Paulito, proponha ao Wenders tratar deste "Paris em Lisboa".
ISTO É UM RECADO PARA O PAULO BRANCO, SE ALGUÉM PUDER ENVIE-LHO.
OBRIGADA.
Outra hipótese seria fazer uma extnsão da Cinemateca aqui, porque não ?

a disse...

Esta página é o máximo. Referente para o futúro para descubrir todas as coisas que ainda nao conheço da "minha" lisboa. Parabéns.
d