segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Há muitas lisboas dentro de Lisboa: Bairro das Calvanas



Uma oficina de reparação de escapes no nº 10 da Rua Cidade Cabinda, Bairro Angola. Onde fica? O que é isto?



Bem, é uma história antiga. Mas comecemos por chamar os nomes:


António Luís Santos da Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Pelouros: Segurança, Actividades Económicas, Turismo.



Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Pelouros: Abastecimentos, Desporto, Higiene Urbana, Espaço Público, Mobilidade, Obras Municipais.



Manuel Sande e Castro Salgado, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Pelouros: Urbanismo e Planeamento Estratégico.



Ana Sara Cavalheiro Alves de Brito, Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa. Pelouros: Habitação e Acção Social.



Maria Rosália Vargas Esteves Lopes da Mota, Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa. Pelouros: Educação, Juventude e Cultura.



José Vitorino de Sousa Cardoso da Silva, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Pelouros: Finanças, Património, Recursos Humanos, Modernização Administrativa.



José Paixão Moreira Sá Fernandes, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Pelouros: Ambiente, Espaços Verdes, Plano Verde.

António Pedro de Nobre Carmona Rodrigues, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.



Pedro José Del-Negro Feist, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.



José Ramos Ascensão, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.



Fernando Mimoso Negrão, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.



José Frederico de Lemos Salter Cid, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.



Margarida Maria de Moura Alves da Silva de Almeida de Saavedra, Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.



Maria Helena do Rego da Costa Salema Roseta, Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.

Maria Manuela Morais Amaral Fernandes Júdice, Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.



Ruben Luís Tristão de Carvalho e Silva, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.



Rita da Conceição Carraça Magrinho, Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa. Sem pelouros.



E...



E depois há cinco famílias que ainda vivem aqui, no Bairro das Calvanas. Ali vive a família Baptista, com a Mena e a Nídia, ali vive a Sofia e ali vive mais gente.


O Bairro das Calvanas até tem direito a entrada na Wikipedia: «O Bairro das Calvanas é um bairro da cidade de Lisboa. Grande parte dos moradores do Bairro das Calvanas tem vindo aos poucos a ser realojado e as casas a serem demolidas. Estas demolições estão a ocorrer no âmbito da construção do novo bairro Alta de Lisboa». Deve ser isto o que muitos dos vereadores da CML sabem do Bairro das Calvanas. E, se souberem isto, já é muito.


Respeitem os nossos filhos e aguardem que todos saiam para demolirem de uma vez.



Pois é, o Bairro das Calvanas foi demolido. Quem ali vivia, foi transferido para a Alta de Lisboa.



Mas, por uma razão ou outra, cinco casas com cinco famílias ali ficaram. Vão sair em breve. O calvário das Calvanas parece ter os dias contados. Mas, até lá, vive-se assim na Lisboa do século XXI.



As demolições foram feitas aos poucos. Quem ali vivia e vive teve de suportar tudo. Barulho, máquinas a trabalhar, entulho, lixo. Sobretudo, a poeira.



O local serve ainda de aterro, onde se despeja lixo. A juntar ao que lá ficou das demolições. E, no meio, vive gente.

Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos, vereador com o pelouro da Higiene Urbana: isto não terá nada a ver consigo?



Ana Sara Cavalheiro Alves de Brito, vereadora da Habitação e da Acção Social. De habitação, a sua, já sabemos que é muito competente. Quanto à habitação dos outros, temos algumas dúvidas. Então de acção social, parece que estamos conversados.



Do outro lado do muro, ficam as instalações do Metropolitano de Lisboa. Uma cidade muito pouco metropolitana, para alguns.


A Câmara, disseram-nos os moradores, não recolhe o lixo aqui. Recolhe o lixo doméstico quando os moradores chamam. Quanto ao resto, é o que se vê.







Isto é uma vergonha. Respeitem os bébés. Basta de tanta humilhação.



No cimo da sua casa, Filomena Baptista recebeu-nos. Então, começámos a conversar.



A família Baptista veio de Angola, em 1977.



O Bairro das Calvanas, segundo nos diz Filomena, situa-se nuns terrenos que «uma marquesa» deu para alojamento dos retornados de África. Verdade? Mentira? Ao lado, tem o e-mail do munícipe. Use-o. Pergunte.



Pergunte à Câmara porque é que esta gente está aqui.



Pode ir à página na Internet da CML. Por exemplo, clique em http://www.cm-lisboa.pt/?id_categoria=2. É a «Informação Institucional», no item «Câmara Municipal».



Atenção! O conteúdo consultado não existe ou encontra-se temporariamente indisponível. Agradecemos a sua compreensão. Obrigado.



É o que lá está escrito, pois é.



E esta é a entrada da casa da Família Baptista, que aguarda realojamento.





A Família Baptista tem duas parabólicas. E muito, muito lixo à volta.





Carros estacionados à porta. Lixo, também. Muito.



Este rato morto, grande, estava ao lado da casa. Há muitas cobras e ratazanas por ali, diz-nos Filomena Baptista. Este rato foi ela que o atirou para ali, onde jaz, obscuro e frio.



Talvez fosse altura de começar a divulgar este blogue pelos seus amigos, não acha?

Temos muitos leitores, mas achamos que toda a gente deveria ver isto. E há coisas piores, muito piores. Nós vamos mostrando. Alguém tem de mostrar.



Filomena Baptista faz questão que entremos na sua casa, para continuarmos a falar. Também ela tem muita coisa para mostrar.



A sala. De jantar? De estar? De tudo e de nada? Por pudor, não perguntámos.



Onde há uma família, há sempe a memória de gente junta. Ao fundo, o retrato dos pais de Filomena. A mãe morreu há pouco, um ou dois anos.



A Família Baptista veio de Angola em 1977.



Na sala, têm postais e fotografias de pessoas e terras longínquas.



Ainda hoje, não se sabe ao certo quantos «retornados» vieram de África. Um milhão? Dois?



Não há estudos nem grandes trabalhos sobre esta gente toda. Foi muita gente.



Até agora, os historiadores não escreveram grande coisa sobre o assunto.



Mas deviam fazê-lo. É que foi muita gente.



Por cima da cristaleira, duas carapaças de tartaruga.





Um pombo numa gaiola. Mas isto não é na sala.





Na mesa, um computador portátil.











O corredor. À direita, a cozinha e a casa de banho.



Não vá tão depressa, Filomena. Nós estamos a fotografar isto tudo.



A fotografar os detalhes.



O quarto do pai. As infiltrações que Filomena nos quer mostrar.



O acesso ao telhado.



A arrecadação.



Um caos onde tudo se acumula. Tudo faz falta. E a Família Baptista tem muita coisa.



Computadores, aquecedores, arcas, televisões, bicicletas, móveis, muita coisa.



Será que vai caber tudo quando mudarem para a Alta de Lisboa? Vai ser difícil.







Vai ser difícil levar tudo.



Os quartos.





Nídia acordou. É a mais nova. Gostou de nos ver.













Filomena diz-nos que está tudo assim desarrumado porque aguardam a mudança para a Alta de Lisboa. Nós acreditamos, Filomena.





Diz o pior da actual vereação da Câmara Municipal. Palavras que não vamos sequer reproduzir.



Subimos ao telhado de zinco.



A vereadora Ana Sara Brito foi muito castigada verbalmente.



O estendal da roupa. É muita gente, muita roupa.



Ao longe, mais um avião aterra em Lisboa. Portugal Westcoast.



O vereador José Sá Fernandes também não foi bem tratado nas palavras de Filomena.



Realmente, o Zé fazia tanta falta aqui.



A Família Baptista tentou que o vereador José Sá Fernandes actuasse, mas, segundo diz Filomena, o Zé não fez nada de nada.

Afinal, ele até é vereador com um pelouro que tem o nome de uma coisa chamada «Plano Verde». O que é isso do Plano Verde? Isso é lá nome para um pelouro? Ó Zé, francamente. Já agora, porque não fizeste nada quando a Família Baptista te pediu ajuda? Assim, não fazes cá falta nenhuma, Zé.



É que para tratar do «Plano Verde», os Baptistas sabem.



Perto da casa, têm uma palmeira carbonizada. E bananeiras. Memórias de África?



Marcos Perestrello, vereador da Higiene Urbana? Deste, a Srª. Dª. Filomena nunca ouviu falar. Tem sorte, o Senhor Vice-Presidente da CML. Tem sorte.



Gato. Há muitos, aqui. Vereadores é que não vimos.



Mas, da mesma maneira que não ilude as palavras quando trata de dizer mal, Filomena Baptista não poupa nos elogios. O «Dr. Carmona Rodrigues» e a «Drª Helena Roseta» foram, segundo ela, os únicos que se interessaram em resolver este problema. Carmona Rodrigues, então, é muito elogiado.

Nós publicamos o que nos dizem. Imparcialmente. Se é verdade ou não, nós pomos aqui o que nos disseram ali. Corremos o risco de ser enganados pelas pessoas? Talvez, mas não nos parece que seja este o caso. E já fomos enganados tantas vezes... Quando nos prometeram «brigadas móveis» para pintar as passadeiras e fazer pequenas reparações em Lisboa - lembram-se? Prometeram isso. Se bem nos recordamos, foi um doutor chamado António Costa que prometeu isso. E também disseram que o Zé fazia falta. E Pedro Santana Lopes também já disse que ia sair da política definitivamente. Foi quando o João Baião fez uma rábula televisiva a gozar com um tal «Santana Copos». Pedro Santana Lopes foi a Belém, falou com o Presidente Jorge Sampaio e anunciou ao País que ia abandonar a actividade política. Lembram-se?



Filomena e Nídia despedem-se com um sorriso. Pediu-nos o nosso endereço, para depois ver na Internet. Aqui está.



Acrescentou: só lhe resolveram o problema quando irromperam aos gritos numa reunião camarária. Ou seria da Assembleia Municipal? Bem, que a coisa só se resolveu aos gritos, parece que sim.



Também elogia muito o Sr. Meireles, da associação de moradores.



O Bairro das Calvanas não fica longe do aeroporto.



Mas o aeroporto fica longe do Bairro das Calvanas.





Em breve, espera-se, as cinco famílias vão voar daqui para fora.





Já atrás dissemos que o local ainda guarda o entulho das demolições anteriores. E que para aqui despejam entulho de outros lados. Isto não é uma instalação artística.





Esta é outra das cinco casas que sobrevivem, no meio da poeira e do lixo.



Não são barracas de zinco e madeira. São casas.



E têm pessoas lá dentro.













Há anos que cinco famílias aguardam por uma casa. Pagam renda à CML por estas casas. A questão parece simples. Se pagam renda, se vão demolir o bairro inteiro, então demoliam tudo e levavam toda a gente. Esqueceram-se destes?



Os realojamentos das Calvanas começaram em 2006. No tempo de Carmona Rodrigues. É claro que podem existir mil e uma razões burocráticas para adiar o realojamento.



Mas não o direito de fazer esperar esta gente tanto tempo no meio de lixo e de entulho.



Um dia, a casa veio abaixo.



Os moradores colocaram barreiras na estrada. Feitas de terra e de entulho, servem para impedir o acesso de viaturas estranhas. Isolados numa terra de ninguém, já foram assaltados várias vezes. Enquanto estivemos nas Calvanas, um carro da polícia passou duas vezes. É uma ronda de segurança, feita a pedido dos moradores.



A Rua da Bela Vista.



Se os vão realojar agora, porque não o fizeram antes?



É assim que uma vereação socialista trata as pessoas?



Bem, isto já é arqueologia política. O pessoal do PC sempre foi bom no grafito. E este é anterior à queda do Muro de Berlim. Mas, repare-se, já em 1989 se falava em Pedro Santana Lopes. Aliás, desde 1143 que se fala em Pedro Santana Lopes. É um caso nacional. Pedro Santana Lopes é um problema com um nome chamado Portugal.



A casa da Sofia, na Rua da Bela Vista.



Tem um aviso à porta. Se quer saber o que lá diz, vá ao Bairro das Calvanas. O problema é sempre este: os cidadãos não conhecem a cidade. Não sabem que há muitas lisboas dentro de Lisboa. Imaginam que há, mas não sabem. E, sobretudo, não viram.



Só mesmo os senhores António Costa, Marcos Perestrello, Manuel Salgado, Ana Sara Brito ou José Sá Fernandes é que sabem. Eles é que conhecem Lisboa.



O Dr. António Luís Santos da Costa, por exemplo, vem aqui muitas vezes.

E o Dr. Marcos da Cunha e Lorena Perestrello de Vasconcellos visita assiduamente a casa desta famillia.



O Arquitecto Manuel Sande e Castro Salgado também faz aqui muito Planeamento Estratégico. Do melhor planeamento estratégico que se faz no mundo.



Não, não era esta a casa que a vereadora Ana Sara Cavalheiro Alves de Brito tinha arrendada à CML. Era muito parecida, mas não era esta.



Baptista-Bastos: conheces as Calvanas, homem?



Dina Aguiar da Beira, o seu ateliê nos Coruchéus custa-lhe quanto por mês? Ah, pois, exactamente. Já não me lembrava.



Grandes obras, grande planeamento estratégico. Não salguem os preços!





Pronto, terminámos por hoje. Bairro de Angola, Rua Cidade de Cabinda. Se tem problemas no escape do seu automóvel, vá até ao nº 10. Demoliram há anos o nº 10 da Rua Cidade de Cabinda? Tem graça, não sabíamos. E a CML, pelos vistos, também não.

4 comentários:

O velho do Restelo disse...

Não conheço nenhum site (ou blog) angolano que faça do ridículo, da miséria, da ignorância ou até de "inconfessáveis objectivos" o seu estatuto editorial.
Mais, para governo de Suas magestades, sou tão retornado quanto os que aí moraram e os que aí estão ou ainda aqueles que permanecem no Bairro São João de Brito.
Devo dizer, em abono da verdade, que Angola (e Luanda, em particular) terão razões suficientes para furiosamente se fustigarem... e, no entanto, com a consciência das dificuldades que o seu quotidiano revela, não deixam de ter uma perspectiva de orgulho pela sua terra, de esperança no dia de amanhã, repudiando com clareza o auto-flagelamento.
Para evitar as conclusões precipitadas, aconselho uma simples passagem por foruns ou o simples acesso a notícias (p.e. da Agência Oficial)que revelar-lhes-á que na crítica e na sugestão os angolanos são tudo menos passivos...e sabem exercer o seu dever de cidadania, em situações muito mais delicadas políticamente e que faria muitos escribas, se se passasse o mesmo neste país, deixarem-se engajar na "nomenklatura" ou perderem o "pio" publicamente.
Justamente para que não haja tentações de comparações e críticas de índole racista, preconceituosa ou neo-colonialista são colocados entraves a filmagens ou reportagens fotográficas em Luanda... Bem ou mal, é um aspecto preventivo contra aleivosias. E, já agora, nos últimos tempos, mesmo neste aspecto há muito maior abertura, o que não quer dizer que haja menos mal-intencionados.
Fazer "humor" com a terra alheia... pode ser óptimo e/ou chique, mas é injusto e preconceituoso.
Aproveito para dizer que esta, como a história do Bº. São João de Brito, são pelas piores razões a versão lusitana, original como sempre, não da última aldeia gaulesa, mas dos últimos gauleses numa aldeia já abandonada por todos, por uma outra se ter perfilado, colectivamente, como melhor... Por esta ou aquela razão há sempre quem fique, porque se atrasou ou por julgar desse modo obter melhores dividendos.
Acima de tudo vão obtendo os minutos de glória que a exposição mediática lhes confere, de tempos a tempos, em função dos mais variados interesses.
Aproveito, em fim de festa, para aconselhar a abertura de um outro espaço onde sejam relatadas as maravilhas de Madrid, por exemplo... para gaúdio de todos os que comungam a fé da "Jangada de Pedra" ou acham que o futuro colectivo de Portugal passa pela integração em Espanha. Afinal será bem vinda uma reportagem da nova capital.

(A "coisa" do Restelo)

A. R. Ray disse...

É sempre mau ver gente a viver nestas condições. Mas sinceramente estes parecem estar assim porque querem. As fotografias mostram que têm meios económicos para pagar renda ou empréstimo de uma casa decente ( se calhar é por isso que a camâra municipal não lhes dá direito a habitação social). Nas fotos pude ver: 2 parabólicas, Tv cabo, 3 aparelhagens de som, DVD, 2 TVs sendo uma de ecran plano e grandes dimensões, 1 portátil e deduz-se ligação à net, 1 refrigerador de água, 1 telefone sem fios, 3 bicicletas, microondas....E no entanto vivem no meio de ratos mortos e com a casa cheia de imundicie. Não há desculpas para a falta de higiene. As pessoas pobres não têm dinheiro para comprar metade das coisas que esta gente tem em casa...

Manuel do Carmo Meirelles disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Manuel do Carmo Meirelles disse...

Santa ignorância!!! Opinar sobre assuntos que se desconhecem, é sempre um exercício altamente perigoso e, a grande maioria das vezes, leva ao cometimento de enormes injustiças, ofendendo a dignidade de pessoas de bem e que neste caso, foram vítimas da actuação arbitrária e discriminatória dos Serviços da Câmara com competência para tratar do assunto em questão.
O comentário assinado por "O Velho do Restelo" não tem qualquer conexão com o trabalho de denúncia apresentado no Blog, sobre a família Baptista e mais quatro famílias a viver em condições degradantes no Bairro das Calvanas, por exclusiva culpa dos Serviços Camarários que não fizeram
bem o seu trabalho e sujeitaram aquelas famílias a viver cerca de dois anos naquelas condições, enquanto as casas a que tinham direito no PER 13, permaneciam fechadas, sujeitas a serem vandalizadas pelos marginais.
Que óptimo seria que todas as pessoas quando pensam emitir a sua opinião sobre determinadas matérias, procurassem obter alguma informação.
Aproveitar a denúncia de uma situação grave que nunca deveria ter acontecido, para divagar acerca de problemas que estão completamente sanados, ultrapassados e esquecidos, não nos parece boa ideia e sugeria-nos até outro tipo de comentário que por respeito aos valores que defendemos porque somos pessoas de bem, não vamos de forma alguma fazer.
Aproveito para dizer que aquelas pessoas já estão nas casas a que tinham direito e que a reportagem publicada no Blog e outras iniciativas que foram levadas a cabo, contribuíram decisivamente para fazer com que a Câmara reconhecesse que se enganou e, consequentemente, resolvesse o assunto.
Por outro lado, jamais seria capaz de escrever algo sobre anonimato, como a grande maioria faz, porque todas as minhas opiniões são devidamente ponderadas e alicerçadas no respeito e consideração que todas as pessoas e instituições me merecem, independentemente do seu poder social, económico ou político e, por isso mesmo, aquilo que escrevo é integralmente assumido e identificado com o meu nome completo.