quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Davam grandes passeios aos domingos.


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Já cá tínhamos estado, mas desta vez decidimos subir ao imenso monólito construído em Sete Rios, junto ao Bairro das Furnas, que todos os dias é visto por milhares e milhares de automobilistas. Um dia destes, mostramos aqui a nossa escalada.
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Do cimo (não se aconselha a subida a quem tenha vertigens...), via-se gente a passear cães. Muita gente, muitos cães.
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Ao lado, fica a União Zoófila.
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É possível adoptar cães e gatos. Ou ser padrinho dos animais, levando-os a passear aos domingos.
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As condições em que se encontram as instalações da União Zoófila... à vista de todos.
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Cá está o monstro de betão. Para que serve?
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Margarida, da União Zoófila.
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Davam grandes passeios aos domingos, como dizia José Régio.


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Os padrinhos e as madrinhas louvam o trabalho da União Zoófila. E dedicam as tardes dos seus domingos a passear cães num baldio no centro de Lisboa.
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A União Zoófila foi fundada em 1951. Trata-se de uma instituição de utilidade pública e administrativa sem fins lucrativos. Lutamos pela defesa, protecção e tratamento de cães e gatos abandonados e/ou em risco. Em média, temos no albergue centenas de cães e gatos. Não recebemos nenhum apoio estatal ou proveniente de qualquer outra organização pública. A nossa actuação depende exclusivamente da quotização dos sócios e dos donativos daqueles que, tal como nós, respeitam e admiram os animais…
O que se pode encontrar na União Zoófila Nas nossas instalações pode encontrar centenas de animais carentes à espera de uma «família». Mas para aqueles que, por falta de tempo, ou mesmo de condições, não têm possibilidades de receber um cão ou um gato, temos outras opções, como seja o «apadrinhamento», através do qual, por uma reduzida e simbólica quota mensal, pode ajudar um ou mais animais, contribuindo assim para as despesas de alimentação e saúde, beneficiando da possibilidade de, juntamente com a sua família, sair com ele e visitá-lo regularmente.Também poderá acolher um animal em sua casa na qualidade de «família de acolhimento» temporário, situação que - em caso de deixar de poder assegurar esse tratamento – poderemos receber o animal em questão de volta às nossas instalações, evitando que volte a sofrer o tormento do abandono.
Temos dois tipos de instalações:
* O canil/gatil, situado na Rua das Furnas que servem de albergue, possuindo uma enfermaria, com o objectivo de fazer face às situações do dia-a-dia que necessariamente acontecem no albergue;
* A AZP clínica veterinária na Av. Conde Valbom nº 82 – R/C Esq. com protocolo que a coliga à UZ que está à disposição dos associados, a preços reduzidos, para atendimento aos seus animais. Ser sócio desta instituição é o primeiro passo a dar, através de uma quota mínima anual de 25 €, com a qual estará a contribuir para a sobrevivência desta instituição e, principalmente, das centenas de animais que todos os anos são rejeitados e/ou esquecidos por todo o país.
Mas ainda existem outras formas de ajudar, nomeadamente através de:
- Voluntariado;
- Donativos materiais (medicação ou alimentos)
- Doação de equipamentos necessários
- Contribuições financeiras
Para mais informações visite o nosso site www.uniaozoofila.org ou contacte-nos pelos telefones 217 819 550 * 217 974 198 ou uniaozoofila@gmail.com.
Os nossos cães também podem ser consultados em www.portugalzoofilo.net.
A União Zoófila não defende nem pratica a eutanásia, levando ao extremo a sua missão de salvar os animais, salvo nas situações em que a penosidade da situação não deixe alternativa viável.
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Av. Conde Valbom nº 82 – R/C Esq.1050-069 LisboaTel.: 217.819.550
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E você, já pensou em «apadrinhar» um cão?
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À porta, os padrinhos esperam os seus afilhados. Parece que a União Zoófila atravessa graves dificuldades. Há quem critique o seu trabalho. Nós não metemos nessas coisas de cães e gatos. Mostramos apenas imagens de gente feliz numa tarde de domingo.
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«Foi atropelado?». «Não sei, chegou aqui já assim».
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A cidade, ao fundo. Lâminas salientes.
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Amor é fogo que arde sem se ver.
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Retrato de família.
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Gostaríamos de visitar as instalações do albergue. Há quem diga mal, há quem diga bem. Gostaríamos de ver.
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É muita gente e gente muito dedicada. Nós, que só queríamos subir ao monstro de betão, deparámos com isto. Lisboa é uma eterna surpresa.
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A Ana e o Gorki.
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7 comentários:

O Homem Terra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Homem Terra disse...

Se cuidassem das pessoas em vez de dos animais...

Alexa disse...

Sempre me qustionei sobre o que seria este estranho bloco de cimento para ali abandonado...
Chegou a alguma conclusão sobre o mesmo?

Quanto à UZ...
Conheço o seu interior, que poderia ser melhor.
Infelizmente, da maneira que o mundo está, cada vez são mais os animais abandonados.
É bom saber que ainda há pessoas que voluntariamente se dedicam a passear esses animais abandonados, vítimas do próprio Homem.

Um abraço

ERSATZ disse...

“Se cuidassem das pessoas em vez dos animais…” disse: O Homem Terra.
Pois é caro leitor…O seu raciocínio, se poder-mos chamar-lhe isso…Levar-nos-ia a uma conversa muito longa.
Já pensou que uma coisa não impede a outra? Acredito que o que escreveu foi fruto de um dia menos bom. Ou foi mordido por algum cão?
O que está ali não são apenas pessoas que gostam de animais. Ali estão pessoas de grande elevação e humanidade. É triste que haja quem não entenda isto

Pata@Jesus disse...

Os meus parabens pelas maravilhosas fotos. Aconselho a visita à UZ. Por menos meios que a UZ tenha, faz tudo por tudo para dar o melhor aqueles cães, afinal são para eles que ali estamos.
Sou voluntaria da União Zoófial e uma vez por semana estes meninos dão-me o prazer de estar com eles, de brincar com eles e depassear com eles. Uma pessoa sai dali mais culta, mais feliz e, sem duvida, sentindo-se bem consigo mesma. Aqueles animais são espectaculares!
Mais uma vez, os meus parabéns palas maravilhosas fotos, captaram a essência da coisa.

Teresa disse...

As pessoas não precisam de que cuidem delas porque têm a capacidade de serem autosuficientes. Só estamos sozinhos por opção. A sede de ambição e de egoismo fez com que alguns esquecessem os outros. É sempre mais fácil dizer " os outros deviam cuidar..." do que o fazer. Orgulho-me de nunca dizer esta expressão. Passo a minha vida a cuidar dos outros senão não valia a pena viver. Cuidar de animais ( também são "outros") é uma obrigação da humanidade que nada mais fez do que destruir "narcisisticamente" o ambiente que afinal é de todos ( e não só do Homem). Afinal, se respeitássemos mais os animais, aprenderíamos que, apesar de toda a maldade que lhes é feita, eles continuam a gostar de nós e a saber retribuir com o pouco que lhes fazemos!A isto se chama solidariedade, por outras palavras, "cuidar dos outros"!

Eyelash viper disse...

Dirigi-me a uniao zoofila para adoptar uma cadela. A Margarida, que é um doce, mostrou-me as instalações sem restrições e inclusivé deixou-me adoptar a Kafunfa mesmo sem ser o dia das adopções. Sim as instalações podiam ser melhores, mas com as dificuldades que têm, parecem-me instalações de luxo e não vi nenhum cão mal tratado, muito pelo contrário bem dispostos e brincalhões. Se aqueles que criticam tanto ajudassem mais, as condições poderiam ser melhores.