domingo, 1 de março de 2009

Igreja e Museu de S. Roque


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Capela da Senhora da Doutrina, edificada no século XVII, esta capela é totalmente revestida em talha dourada «estilo nacional». Os lambris e altar são decorados por mármores embrechados. O centro do retábulo é ocupado por uma peça seiscentista invocando a temática da capela; lateralmente, esculturas de S. Joaquim e de Sant’Ana. Os painéis laterais guardam parte da colecção dos relicários da Igreja.
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Capela de S. Francisco Xavier, instituída em 1623, a decoração desta capela data da primeira metade do século XVII.Ao centro, está colada uma imagem seiscentista do Santo padroeiro da capela. Duas pinturas laterais completam a decoração e têm como temática «D. João III em audiência de despedida a Francisco Xavier quando da sua saída para a Índia em 1541» e «O Papa Paulo III no acto de enviar para Portugal os primeiros missionários da Companhia de Jesus».
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«D.João III em audiência de despedida a Francisco Xavier quando da sua saída para a Índia em 1541»
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Capela de S. Roque, capela da segunda metade do século XVI, dedicada ao orago da Igreja cuja imagem, centralizando o retábulo, é ladeada por peças representando S. Sebastião e S. Tiago. É decorada por talha dourada de características populares sobre fundo branco. O quadro lateral «Aparição do Anjo a S. Roque», dos fins do século XVI, é considerado um dos melhores trabalhos de Gaspar Dias (1560-1591).Os azulejos, datados de 1584 e assinados por Francisco de Matos, combinam elementos naturalistas e iconográficos relativos a S. Roque.
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«Aparição do Anjo a S.Roque» de Graça Dias, século XVI.
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Capela do Santíssimo, fundada em 1636, e cuja composição do retábulo é centralizada numa peça dedicada a Nossa Senhora da Assunção. A decoração geral desta capela data de fins do século XVII, início do século XVIII. Mármores embrechados decoram o terço inferior do revestimento das paredes.Esta capela abriga o santíssimo Sacramento e é vedada por uma grade em ferro forjado.
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Altar da Anunciação
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Altares das Relíquias, (Santas Virgens e Santos Mártires), cuja instalação data do século XIX, abrigam valiosos conjuntos de relicários na sua maioria do século XVII, em boa parte reunidos por D. João de Borja (filho de S. Francisco de Borja, embaixador da Alemanha na corte imperial de Rodolfo II durante o domínio filipino). As sagradas Relíquias partiram de Madrid e chegaram a Lisboa em Outubro de 1587.
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Capela Mór, construída entre 1625 e 1628, inclui, na sua composição retabular, as imagens seiscentistas dos quatro maiores santos da Companhia de Jesus – Inácio de Loyola, Francisco Xavier, Luís de Gonzaga e Francisco de Borja. O nicho central inferior é ocupado por uma escultura de Nossa Senhora da Visitação, do século XVIII, O retábulo é formado por grupos emparelhados de colunas coríntias em sobreposição arquitectónica de dois andares. Na ordem superior existe um camarim de exposição do santíssimo, o trono, invento português característico do estilo nacional, habitualmente encoberto por quadro que muda conforme as sete épocas litúrgicas.Este retábulo, o mais clássico da Igreja, coordena estilisticamente a concepção das capelas de S. Francisco Xavier e da Sagrada Família. No seu espaço físico encontram-se sepultados o primeiro Patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida, e D. João de Borja e seus familiares.
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Altar da Pietá
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Altar do Presépio
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Capela de S. João Baptista, esta capela, considerada obra-prima da arte europeia foi encomendada a Roma por D. João V, em 1740, e construída entre 1742 e 1750. Obra dirigida pela Corte Portuguesa, foi concebida e realizada em Itália pelos arquitectos Luigi Vanvitelli e Nicola Salvi, e implantada no espaço quinhentista da anterior capela do Espírito Santo de S. Roque. (...) Nela são utilizados materiais preciosos, tais como bronzes dourados e mármores de diversas espécies (lápis-lazuli, ágata, verde antigo, alabastro, ametista, diásporo, jade, entre outros). Os quadros laterais «visitação» e «Pentecostes» e o centram «Baptismo de Cristo», bem como o piso da capela, são em mosaico, os medalhões e os anjos que decoram o tecto são em mármore de Carrara. A Capela de São João Baptista é uma obra de arte italiana completa, que inclui colecções de peças de culto – paramentaria, alfaias litúrgicas, rendas e livros – parcialmente em exposição no Museu de S. Roque, adstrito a esta Igreja.
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Capela da Senhora da Piedade, decorada entre 1613 e 1711, tem como tema central o «Calvário» cercado de renda de anjos sobre fundo em estuque pintado. Na tribuna central situa-se uma bela peça deo século XVII, representando a «Pietá». Duas imagens no intradorso da capela – S. Longuinhos e Santa Verónica -, o sacrário monumental e o altar.vitrine contendo escultura da «Senhora da Boa Morte», completam o conjunto. Instalados em nichos nas paredes laterais, encontram-se relicários da colecção de D. João de Borja. Os lambris são decorados por mármores embrechados.
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Capela de Santo António, esta capela, parcialmente destruída pelo terramoto de 1755 e restaurada no éculo XIX, tem na sua origem uma estrutura clássica idêntica à da capela-mór. O edículo central inclui uma peça dedicada ao orago da capela. Lateralmente destacam-se duas pinturas setecentistas, da autoria de Vieira Lusitano, alusivas a milagres de Santo António «O Santo pregando aos peixes» e «Visão de Santo António».O intradorso do arcpo, decorado de talha barroca, comporta seis pequenos quadros sobre passagens da vida do santo lisboeta.
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Capela do Menino Perdido, capela dominada por uma decoração análoga à capela-mór, da primeira metade do século XVII. O retábulo é constituído por pintura central «Jesus entre os Doutores» e completado por duas laterais, representando «Adoração dos Reis» e «Adoração dos Pastores».
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Na Sacristia da Igreja de S. Roque encontram-se valiosos arcazes do século XVII, em jacarandá com filetes de marfim. A superfície das paredes é quase completamente forrada por três séries de pintura, da escola portuguesa, em frisos sobrepostos até ao tecto.A primeira série refere passagens da vida de S. Francisco Xavier, a segunda série inclui passos da «Paixão de Cristo» intercalados por quadros alegóricos legendados de passagens bíblicas, e a última é inspirada em episódios da vida de Santo Inácio de Loyola. O tecto é formado por abóbada de berço dividida em caixotões decorada com pintura a fresco, do século XVII, cujo tema central é a «Litania Mariana».
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São Francisco Xavier despedindo-se de D.João III antes da partida para a evangilização da Índia. Pintura de André Reinoso.
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O Papa Paulo III recebe São Francisco Xavier e os seus companheiros. Pintura André Reinoso.
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Recepção do corpo de São Francisco Xavier na Igreija de São Paulo de Goa. Colaborador de André Reinoso (Simão Rodrigues)
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São Francisco Xavier ressuscitando um chefe de casta em Ceilão em 1541. Pintura André Reinoso.
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São Francisco Xavier curando um enfermo no Japão. Pintura André Reinoso e Colaborador.
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São Francisco Xavier pregando na Corte Japonesa do Príncipe de Yamaguchi. Pintura André Reinoso.
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Viagem de São Francisco Xavier para Gogoxima no Japão. Pintura de colaborador de André Reinoso.
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São Francisco Xavier celebrando o culto na Igreja de São Paulo de Goa. Pintura de André Reinoso.
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São Francisco Xavier instituindo o simbolo da cruz na Índia Portuguesa. Pintura de André Reinoso.
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Pregação de São Francisco Xavier em Goa. Pintura de André Reinoso.
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Vitór Serrão, «A Lenda de São Francisco Xavier» pelo Pintor André Reinoso.
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Textos copiados do desdobrável adquirido na Igreja de São Roque.

1 comentário:

Angela disse...

Muitos parabéns pelo Blog.
É urgente que cada vez mais pessoas defendam o nosso inestimável património que muitas vezes foi desbaratado e que continua entregue a indivíduos que não lhe dão o merecido valor.

Também muitos parabéns pelas fotos da igreja de São Roque que visitei e achei lindíssima.

Bem hajam.