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Já falámos dela:
Esta Capela é, nem mais nem menos, do que do século XVI. É lindíssima. Tem uns azulejos lindíssimos. Tem uma vista lindíssima. Tens uns grafitos lindíssimos...
É tempo de acabarmos com isto: no interior, degradação; no exterior, as paredes cobertas de grafitos. UMA IGREJA DO SÉCULO DEZASSEIS!
Vamos lançar uma campanha em defesa da Capela. Pedindo que pintem as paredes, que removam os grafitos, que acabe com a acumulação de lixo no interior da Igreja. Esta é uma luta de Lisboa SOS. Escrevam à comunicação social, ao Patriarcado, ao pároco, à Junta de Freguesia, à CML. Queixem-se ao Corpo Nacional de Escutas, pois, pasme-se, são os escuteiros os responsáveis pela sujidade no interior da Capela! Não custa muito limpar esta capela/ermida. Uma das mais belas de Lisboa. Ajude-nos a salvá-la. Salve-a, se poder. Salve-se, quem quiser.









7 comentários:
Podem contar comigo! Foi aí que eu casei há vinte anos...
Venho juntar a minha voz à defesa da capela de Santo Amaro. Tenho além de todas as razões óbvias para o fazer uma razão pessoal: o primeiro trabalho de equipa que fiz quando entrei no curso de Arquitectura foi um levantamento da Capela de Santo Amaro. Correu tudo muito bem até ao momento em que precisávamos de medir a altura do pé-direito interior. Alguém teve então uma ideia brilhante: lançar um balão com um cordel agarrado e quando o balão tocasse no tecto medir o comprimento do cordel. Assim se fez. E eu aprendi uma lição que dura até hoje: em todos os trabalhos temos de incluir alguma coisa de novo e criativo. Assim haja criatividade para encontrar os meios necessários à salvaguarda desse edifício belíssimo que é a Capela de Santo Amaro.
Helena Roseta
Enquanto estudante universitário morei à frente da carris, a 50 metros da ermida. À dois anos que já não moro aí visto ter regressado a Leira, a minha terra, mas ainda tenho fotos recentes sem os graffitis. Até mete impressão ver isso assim. Espero que que lhe seja devolvido o seu estado de origem.
Quando frequentei o Liceu de D. João de Castro, de que consta querem desacvtivá-lo como estabelecimento de ensino, apesar das condições ímpares que apresenta para esse fim, morei durante anos na Rua dos Lusíadas e visitei várias vezes a Capela de Santo Amaro, então já abandonada, mas ainda não vandalizada nem grafitada. Fazia-o com deleite e custa-me muito ver o estado a que chegou. Felizmente parece possível a recuperação, assim haja vontade e meios.
Perante casos como este, infelizmente não raros, custa-me pensar que há quem defenda os graffiti como uma forma de arte sem condenar o seu emprego sobre artes mais antigas e que deveriam ser preservadas. Pode ser que sejam uma forma de arte – popular e contemporânea – quando não se limitam a rabiscos ou a iniciais mais ou menos elaboradas que se destinam prioritariamente a delimitar territórios, mas mesmo quando incluem desenhos que podemos considerar artísticos deveriam seleccionar como base muros ou paredes que não pertencessem a monumentos e que não fossem desfeados com a cobertura de graffiti. Até um grande artista deveria ser alvo de crítica se resolvesse pintar sobre um monumento antigo.
Vou incluir uma referência a este caso no meu blog com o comentário anterior.
SALVEM A CAPELA DE SANTO AMARO!!!
Porque sim. E não só porque moro na Calçada de Santo Amaro (vejo-a das janelas), baptizei um filho, rezei Terços, assisti a casamentos, vivi Missas.
Para que todos possam visitar e admirar a sua beleza. Para que possa ser usada e vivida e celebrada.
É preciosa!
Joana Freudenthal
É muito triste observar a falta de respeito que existe pelo nosso património. Não é só por ser bonita, por ter uma vista lindíssima, por termos casado lá, como eu o fiz há 17 anos, mas por ser nossa e tudo o que é nosso devemos respeitar, preservar, nunca estragar ou desrespeitar.
Importa agora ver quem pode fazer algo, até podemos ser nós aqueles respeitam o que é nosso.
Vou fazer chegar estas imagens a quem puder. Façam o mesmo por favor.
Desisti há muito de me preocupar, o vandalismo em Portugal é normal. Quero dizer que noutros países é necessário ser-se um sóciopata
para se fazer coisas como as que neste blog se documentam. Em Portugal é apenas necessário ser-se jovem e extrovertido. Um "gajo porreiro" de bairro, franco e alegre.
Quando vão de férias, os pais vão deitando os mais variados artefactos em plástico pela janela foram enquanto laçam pragas contra os políticos e os paneleiros!
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