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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Santo Amaro, que futuro?

A lenta agonia, ou a salvação, de um quarteirão de Lisboa


Por José António Cerejo in Público

Um vasto espaço verde do tempo do Palácio Valle Flôr, no Alto de Santo Amaro, conta com cinco projectos em trinta anos. O último, já aprovado, mas agora em tribunal, é de Souto de Moura. Certo é que tudo ali mudará


Vai para dez anos, em Abril de 2002, um projecto para o Alto de Santo Amaro foi chumbado pelo então Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar). O mesmo aconteceu, quatro anos depois, a uma outra proposta para ali apresentada por outro arquitecto. Mas já em 2007, o organismo que sucedeu ao Ippar, o Igespar, viabilizou no mesmo sítio um projecto de um terceiro arquitecto. Só que esta última solução merecera dos consultores do Igespar objecções semelhantes às que tinham levado à recusa das anteriores.
Em Lisboa, a cidade faz-se e desfaz-se assim há muitos anos: o que não se pode agora passa a ser permitido mais logo; o que é negado a este é autorizado àquele; o que se faz reconhecidamente mal acaba por servir de pretexto para se voltar a fazer mal. Basta haver tempo e meios para esperar. Basta insistir, baralhar e voltar a dar. Basta conseguir apoios onde fazem falta. Mas não é obrigatório que os bloqueios sejam bons e as facilidades perversas. Por vezes é só a burocracia que paralisa projectos e condena a cidade.
No Alto de Santo Amaro, entre Alcântara e a Ajuda, os palacetes e os seus generosos jardins coroavam a encosta, subindo da Junqueira. Ainda nos anos 70 do século passado tinham começado as investidas contra os tesouros que por ali abundavam. Já no final da década seguinte, os poderes públicos reagiram, lançando, para uma área mais vasta, o Plano de Salvaguarda e Valorização de Ajuda-Belém e outras medidas preventivas da destruição dos valores patrimoniais ameaçados. Além disso, vários edifícios e monumentos foram classificados - entre os quais o Palácio Valle Flôr, actual Hotel Pestana Pallace - e uma zona de protecção especial de alguns deles foi criada.
Tudo parecia blindado para que o interesse privado não se sobrepusesse ao interesse público. Regras e regulamentos restritivos não faltaram. Mas as contradições entre eles, as guerras de competências entre serviços públicos e as diferentes interpretações das mesmas normas - entre outros factores - abriram portas que o interesse público parecia ter fechado.
Parte destes instrumentos já estavam em vigor quando, em Dezembro de 1989, ainda com Kruz Abecasis na presidência, a Câmara de Lisboa aprovou um estudo que permitia a construção de um conjunto de edifícios de sete pisos, separado do Palácio Valle Flôr apenas pela Rua Soares de Passos. A viabilidade aprovada, de 16.225 m2 de construção acima do solo, era, porém, inferior em mais de 3 mil m2 aos 19.380 m2 previstos no estudo do arquitecto Ronald Hart. O conjunto ocupava todo um quarteirão verde com 5500 m2, delimitado por aquela rua e pelas ruas Jau, João de Barros e Pedro Calmon e pertencente à Sociedade Agrícola Valle Flôr. Uma das metades tinha ainda grandes árvores tropicais do tempo da construção do palácio, no século XIX. A outra tinha (e tem) quatro moradias, de traça semelhante, que asseguravam a transição entre os palacetes e jardins e os quarteirões de habitação colectiva.
Antes de aprovar o que aprovou, Abecasis pedira o parecer do Instituto Português do Património Cultural (IPPC), o qual foi enviado no final de Dezembro de 1989, dias depois de Jorge Sampaio ter ganho a câmara. Era fortemente negativo, dizia que o projecto violava as medidas preventivas, e foi enviado por telegrama dois dias depois da data em que o município entendera verificar-se a aprovação tácita. Face às relações tensas então existentes entre autarquia e o IPPC, a secretária de Estado da Cultura, Teresa Gouveia, escreveu a Sampaio lembrando-lhe que a aprovação de qualquer projecto para o local exigia a autorização do Ministério da Cultura e que essa nem sequer fora pedida.

Projecto desenterrado

Passado mais de um ano, no Verão de 1991, e sem que o IPPC tivesse sido consultado, as obras iniciam-se com o derrube de árvores e a escavação de fundações. Convencido de que se tratava da construção dos edifícios previstos no estudo que reprovara, o IPPC, através do seu presidente, Antero Ferreira, pediu explicações a Sampaio e propôs ao secretário de Estado da Cultura que determinasse o embargo dos trabalhos. O presidente da câmara limitou-se a informar, para espanto do IPPC, que o terreno onde estava a ser feita a obra tinha sido vendido pela sociedade Valle Flôr a uma outra empresa (Mistral) e que os cinco edifícios em construção na Soares dos Passos tinham sido aprovados em 1983, tendo as licenças sido emitidas meses antes.
O que acontecera então? Impedida de avançar em todo o quarteirão nas condições que propôs no estudo de Ronald Hart, a sociedade Valle Flôr socorrera-se de uma aprovação camarária velha de oito anos - que os consultores de Sampaio entenderam não ter caducado -, pedira as licenças e vendera metade do terreno pronto a construir. Foi assim, à revelia do IPPC, que ali foi construido em 1992, com as alterações feitas em curso de obra pelo arquitecto Mário Sua Kay, um bloco de cinco edifícios de sete pisos projectado em 1982 por Fernando Ló e que representava a primeira fase do empreendimento então aprovado. Pelo meio, a proposta de embargo do IPPC caiu no esquecimento, tendo Santana Lopes, então secretário de Estado da Cultura, ordenado que o assunto fosse resolvido em reunião com a câmara, que nunca veio a realizar-se.
Volvida uma década, em 2002, a sociedade Valle Flôr voltou a apostar na urbanização da metade sobrante do quarteirão, a das quatro moradias, então em bom estado e ainda ocupadas pelos seus inquilinos. Para esse espaço já não foi possível recorrer à aprovação global de 1982, até porque os projectos de arquitectura, ao contrário do que sucedeu com os da outra metade, aprovados em 1983, nunca chegaram a ser entregues. Daí que, em 2002, tenha submetido ao Ippar (sucessor do IPPC) um projecto do arquitecto Sua Kay que previa a demolição das moradias e a construção de um conjunto de sete pisos com um total de 10.631 m2 acima do solo, semelhante e simétrico ao que fora feito na parte de cima. A resposta foi negativa, entendendo o Ippar que a solução, incluindo a demolição das moradias, alteraria "de modo significativo" as características ambientais da zona, "contribuindo negativamente para o enquadramento aos vários imóveis classificados existentes".
Falhada esta tentativa, os proprietários avançaram em 2005 com uma nova proposta, esta do arquitecto Ângelo Dias, idêntica à anterior e pressupondo também a demolição das moradias. A seu favor, a sociedade invocou o facto de já ali estar construído um bloco equivalente e apresentou um parecer privado, assinado por um professor de Arquitectura, que sublinhava o "pouco valor representativo das moradias" a demolir. A solução em análise, acrescentava o professor, "não ofende a qualidade ambiental e paisagística" e constitui uma "opção adequada ao local (...) seja pelo bom senso e pelo acerto da concepção de princípio, seja porque não agride a tradição sociocultural do bairro e a sua tradição arquitectónica". O autor era Antero Ferreira, o antigo presidente do IPPC que em 1989 se batera contra a destruição daquele espaço verde.
No Ippar, Flávio Lopes, o então director regional de Lisboa que em 1991 propusera o embargo do bloco da Soares de Passos, defendeu a aprovação do pedido, sustentando que a relação harmoniosa estabelecida entre as moradias e o Palácio Valle Flôr "foi quebrada" com a construção daquele conjunto de edifícios. Quem assim não entendeu foi o conselho consultivo do instituto, que, no ano seguinte, em sintonia com uma outra informação técnica interna, se pronunciou pelo chumbo da nova solução. O parecer do conselho, que mereceu em Julho de 2006 a aprovação do presidente do Ippar, Elísio Summavielle, defendia a redução da altura do imóvel, "a avaliação da possibilidade de integração das moradias" e uma "frente construída com interrupções" - por oposição à solução proposta, que teria uma frente contínua de perto de 80 metros ao longo da Rua Pedro Calmon.

(in Público).

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fábula de Santo Amaro.


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No Alto de Santo Amaro, uma capela maneirista está assim...
Querem fazer o projecto ilustrado abaixo.
Dir-se-á: é em locais diferentes, uma coisa não tem a ver com outra. Na perspectiva do promotor imobiliário, é óbvio. Mas, na perspectiva do decisor político, tudo tem a ver com tudo. Daí ser diferente a qualidade de construtor e a de decisor - este último é eleito para defender o interesse de todos. E creio que não é do interesse de todos - nem sequer do promotor imobiliário... - que, ao lado de um prédio de Souto de Moura, esteja uma capela de vários séculos degradada. Não poderia haver uma contrapartida no restauro, ao menos?
Não. A visão de Manuel Salgado é uma: licenciar, licenciar, licenciar. Sem olhar ao que se passa à sua volta. Desprezando a «envolvente», para usar um termo do urbanês. Assim, Manuel salgado pode ser um bom intermediário dos interesses privados, mas não é certamente um bom defensor de um interesse: o interesse público.
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Imagem virtual do empreendimento pensado pelo conhecido arquitecto

Câmara de Lisboa nega ilegalidades em projecto de Souto de Moura para o Alto de Santo Amaro
Por José António Cerejo in Publico

Autarquia rejeita argumentos de uma providência cautelar, entregue ao tribunal por moradores vizinhos, que sustentam que há violação do Plano Director Municipal

A Câmara de Lisboa rejeita a existência de quaisquer violações do Plano Director Municipal (PDM) no projecto do arquitecto Souto de Moura aprovado, em Dezembro passado, para a Rua do Jau, no Alto de Santo Amaro.



"O acto de aprovação do mesmo projecto respeitou todas as normas legais e regulamentares aplicáveis", lê-se numa resposta enviada ao PUBLICO, no passado dia 29, pelo Departamento de Marca e Comunicação da autarquia. O esclarecimento prende-se com um pedido de informação, feito 17 dias antes, sobre a aprovação daquele projecto, que foi objecto de uma providência cautelar interposta por um grupo de moradores na zona (ver PÚBLICO de 19/09).
De acordo com a resposta da autarquia, não se verifica qualquer incumprimento do índice máximo de construção previsto pelo PDM para o local, ao contrário do que alegam os moradores, porque, tratando-se da construção de um único edifício, e não de um loteamento, a obra "não está sujeita a um qualquer índice de utilização máximo".
De igual modo, a câmara recusa qualquer ilegalidade na aprovação do estacionamento subterrâneo, porque o projecto "assegura" a infiltração das águas pluviais que caiam sobre a camada de terra que revestirá a cobertura das caves, sem que as mesmas sejam encaminhadas, como dizem os autores da providência cautelar, para o ramal de águas pluviais.
Sobre este aspecto, a informação municipal acrescenta que o PDM em vigor, "contrariamente ao que acontece com o projecto de versão final da respectiva revisão, actualmente em fase de aprovação", admite nas áreas consolidadas a total ocupação dos logradouros com estacionamento em cave. No caso do projecto de Souto de Moura, adianta que "nem sequer se verifica uma impermeabilização da totalidade do logradouro, dado que a proposta prevê uma faixa de 1,5 metros em terreno natural, ao longo de toda a extensão da parcela, além de que está prevista uma camada de terra de 0,80 metros sobre os pisos de estacionamento".
Relativamente à profundidade das empenas, que os vizinhos dizem ultrapassar os 15 metros regulamentares, a câmara garante que "não existe qualquer incumprimento (...), até porque se trata de um edifício isolado, que não está inserido numa frente urbana". Quanto às invocadas discrepâncias entre as áreas verdes e as áreas construídas, que somariam uma área total superior à do próprio terreno, justifica-as com o facto de o edifício não ter construção nos pisos térreos, por ficar assente em pilares de sete metros de altura.
Finalmente garante que ao projecto em causa não se aplica a obrigação municipal de estimular a preservação das quatro moradias anteriores à década de 40, que existem no local e serão demolidas, porque as mesmas não estão inscritas no inventário do património municipal, nem a proposta prevê uma alteração do respectivo uso.

domingo, 25 de setembro de 2011

Ai o PDM...







Vizinhos acusam câmara de ter aprovado projecto de Souto de Moura que viola o PDM

Quatro moradias, uma delas com um jardim infantil, ocupam actualmente o local previsto para o projecto

Vizinhos acusam câmara de ter aprovado projecto de Souto de Moura que viola o PDM
Por José António Cerejo in Publico

Queixosos dizem que o prédio previsto para o Alto de Santo Amaro ultrapassa índices de construção e conta com terrenos que não são do promotor. Câmara e arquitecto não comentam

O menos que se pode dizer é que há lapsos na memória descritiva de um projecto aprovado pela Câmara de Lisboa em Dezembro passado. O projecto tem a assinatura do arquitecto Souto de Moura e prende-se com um edifício de seis pisos e 32 apartamentos que a Sociedade Agrícola Valle Flôr (grupo SLN) pretende construir na Rua do Jau, no Alto de Santo Amaro.

Inconformada com aquilo que considera serem as "gritantes violações do Plano Director Municipal" que caracterizam o projecto, a administração de um condomínio contíguo interpôs há duas semanas uma providência cautelar em que pede a suspensão da eficácia do despacho do vereador Manuel Salgado, que aprovou o projecto. Entre os argumentos dos vizinhos consta o facto de o projectista contar com terrenos que são deles e não da Valle Flôr. De acordo com a memória descritiva assinada por Souto Moura em 2009, a parcela desta empresa tem 2.425 m2, enquanto que a área de implantação do imóvel a construir é de 1.264 m2 e a superfície permeável verde ocupa 2.028 m2.

Aparentemente, estes valores são inconciliáveis, na medida em que a área verde somada à área coberta do edifício (3.292 m2) ultrapassa em 867 m2 a superfície do lote da Valle Flôr. A menos que, dizem os vizinhos, o promotor tenha contado com os 872 m2 do jardim privado do condomínio em que habitam, que está murado e escriturado em seu nome.

Segundo a memória descritiva, o novo edifício ficará assente em pilares de sete metros de altura, "dando continuidade física e visual para dentro do logradouro, transformado num grande jardim de usufruto público". Na acção interposta em tribunal, os vizinhos citam, porém, uma carta da Valle Flôr à câmara em que aquela diz que "as áreas verdes projectadas são propriedade privada para uso exclusivo dos condóminos".

Quanto a confusões, diz um dos queixosos, conta-se também a contradição entre a fotomontagem do prédio a construir que faz parte da memória descritiva e o texto da mesma: a fotomontagem mostra um bloco de cinco pisos e o texto fala em seis.

Os reclamantes insistem, sobretudo, em que o índice de utilização bruto do projecto é de 2,965 ( relação entre a área bruta de construção e a área do lote), quando o PDM estabelece um máximo de 2. Igualmente posta em causa é a ocupação da quase totalidade do logradouro com caves de estacionamento, sem que o sistema de drenagem da cobertura assegure a inflitração da água no solo.

Quanto à profundidade das empenas do edifício, os queixosos alegam que os próprios técnicos camarários reconhecem no processo que ela é superior ao máximo de 15 metros e acusam Souto de Moura de ter tentado escamotear esta violação do PDM recorrendo ao "expediente grosseiro" do desfasamento das empenas, que, segundo a memória descritiva, "simula a presença de dois edifícios paralelos, vazados entre si".

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Obra a obra, Lisboa melhora.

Câmara de Lisboa adia para 2013 o fim das obras nas suas escolas
In Público
Por Inês Boaventura

«António Costa justifica o atraso de dois anos com dificuldades na aprovação do Programa de Investimento Prioritário em Acções de Reabilitação


O programa de renovação do parque escolar da Câmara de Lisboa, que envolve um investimento superior a 80 milhões de euros, está atrasado e afinal só deverá ficar concluído no ano lectivo de 2013/2014, dois anos depois do previsto.

O programa Escola Nova foi lançado em 2008 com uma promessa: "Até ao final de 2011, Lisboa vai ter um parque escolar renovado, equipado e preparado para responder às necessidades das crianças, dos pais e dos professores", dizia-se num folheto de divulgação da iniciativa municipal. Agora, que esse prazo se aproxima do fim, verifica-se que são poucas as escolas do pré-escolar e do primeiro ciclo, no universo das 80 com intervenções previstas, cujas obras já chegaram ao fim.

Ontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, visitou, acompanhado pelos vereadores da Educação e das Obras, três desses estabelecimentos. Nas escolas Infante D. Henrique (n.º 55) e Casalinho da Ajuda (n.º 7), foram substituídas as coberturas e foi pintado o exterior dos edifícios, enquanto na escola de Santo Amaro (n.º 76) se construiu uma cozinha com refeitório, além de se ter pintado o muro exterior.

António Costa visitou ainda a escola de São João de Brito (n.º 111), onde está concluída a construção de um ginásio e a "beneficiação" de oito salas de aula. Mas neste estabelecimento as obras continuam: só no primeiro trimestre de 2012 estarão prontos o alargamento do refeitório e a requalificação das salas remanescentes. Até lá, seis turmas do primeiro ciclo vão ter aulas em "monoblocos" prefabricados com ar condicionado.

Questionado pelo PÚBLICO, o presidente da Câmara de Lisboa admitiu a existência de atrasos no programa Escola Nova e apontou uma explicação. "Muito deveu-se a problemas com o PIPARU [Programa de Investimento Prioritário em Acções de Reabilitação Urbana], com o atraso na sua aprovação", justificou António Costa, lembrando que é ao abrigo

deste programa que vai ser financiada "uma grande parte" das empreitadas nas escolas do pré-escolar e do primeiro ciclo da cidade.

Aos jornalistas, o autarca garantiu que "fica tudo feito" no ano lectivo 2013/2014. Por tudo entenda-se, segundo o próprio António Costa, "120 intervenções em 80 escolas" da cidade de Lisboa, num investimento de mais de 80 milhões de euros.

"O investimento é mais do que o custo de dois túneis do Marquês", sublinhou Manuel Salgado, vereador das Obras e vice-presidente do município, numa farpa dirigida ao expresidente Santana Lopes. "É uma questão de prioridades", aquiesceu António Costa, salientando que com o programa Escola Nova se pretende "renovar a cidade, atrair novas famílias".

Em banho-maria está a transferência do Ministério da Educação para a Câmara de Lisboa das competências de gestão de 26 escolas dos 2.º e 3.º ciclos. "Comecei a negociar com o Governo anterior mas com o novo ainda não tivemos qualquer conversa sobre esta matéria", explicou o vereador da Educação, Manuel Brito.»

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Salvem as meninas do Sr. Adriano


O Zé quer levar mais dinheiro ao Sr. Adriano pelas suas meninas no Alto de Santo Amaro! O Zé é mau...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

As Árvores da Vida.







Lisboa tem 70 árvores classificadas de interesse público
In Jornal de Notícias (27/6/2011)


«Roteiros ajudam a descobrir a pé árvores notáveis

Lisboa Capital tem mais de 70 exemplares classificados de Interesse Público, alguns deles com mais de 400 anos Lisboa tem dezenas de árvores raras para descobrira pé, seguindo roteiros, e outras em vias de ser classificadas como de Interesse Pública Em estudo está a criação de mais um circuito para abranger oliveiras que remontam à epopeia dos Descobrimentos. Há árvores que provocam espanto pela beleza e pelo festival de cores que oferecem. É o caso do conjunto das coralinas, metrosíderos e da paineira-barriguda (armazena água no tronco, inchando) que adornam o jardim da Praça da Alegria. Outras chamam a atenção pelo recorte dos troncos, pelo tamanho desmesurado ou pelo aspecto sinistro que causa arrepios, como o cipreste-dos-pântanos ou a figueira-da-baía-de-moreton, cujas raízes vão brotando da copa para depois se enfiarem na terra. Há ainda outras que são conhecidas pelas suas propriedades terapêuticas, como a árvore da castidade, na Estrada de Benfica. Diz-se que as folhas e frutos combatem psicoses, transtornos digestivos e até acalmam pensamentos mais impuros. Seja pela idade, raridade, porte ou razões histórias, são árvores que ganharam um estatuto semelhante ao de um monumento classificado, mas passam muitas vezes despercebidas no meio de outro arvoredo sem "pedigree", numa cidade sempre em correria.


Roteiros estão a ser revistos

Segundo António Pernica, engenheiro do Ambiente da Câmara de Lisboa, entre as mais de 600 mil árvores que existem na capital, estão classificados como de Interesse Público 19 povoamentos e 65 árvores isoladas, quase todas em jardins da cidade. Apenas uma destas árvores notáveis está situada na via pública. É a bela-sombra que ocupa todo o passeio junto ao Largo do Limoeiro. Os roteiros para conhecer estes exemplares foram criados em 2007, mas estão agora a ser revistos para abrangerem mais árvores. António Pernica revela que está em estudo a criação de dois novos roteiros para juntar aos nove já existentes (ver infografia). Um deles percorrerá a zona da Ajuda-Belém, entre o parque dos moinhos de Santana e os Jerónimos, terminando junto a uma paineira-barriguda. O outro partirá das oliveiras com mais de 450 anos situadas junto à Capela do Alto de Santo Amaro (Alcântara) até à Tapada das Necessidades. António Pernica elege o roteiro do Campo Santana a São Bento como um dos mais completos, pela riqueza do património edificado e pela diversidade de árvores que se pode encontrar. "Em certas alturas do ano, por exemplo, o festival de cores das árvores da Praça da Alegria, são visíveis até do jardim do Torel e do castelo de S. Jorge", sublinha. Explica que abrange ainda o jardim do Príncipe Real, com várias árvores protegidas, entre elas um descendente do plátano de Hipócrates. Há, contudo, roteiros mais curtos, mas, ainda assim, incontornáveis para quem procura árvores notáveis. O circuito dos Olivais, por exemplo, tem um dragoeiro e um lodão-bastardo. O do Lumiar oferece a visão de um plátano gigantesco que está situado no jardim do hospital Pulido Valente. Esta árvore tem mais de 350 anos e a copa tem cerca de 30 metros de diâmetro. »

sexta-feira, 29 de abril de 2011

«Um tempo único».

Sócrates inaugura hoje estação de esgotos que promete tirar o mau cheiro de Lisboa
29.04.2011
Patrícia de Oliveira

Depois de cinco anos de obras, a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, a maior do país, está finalmente pronta e entra hoje em funcionamento.

Nesta estação vão ser tratados esgotos de mais de 756.000 habitantes de Lisboa, Amadora e Oeiras. "É um sinal de grande modernidade do nosso país", defende a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, que estará na abertura, com José Sócrates.

Até há pouco tempo, quem visitasse a Baixa lisboeta poderia ter o azar de se deparar com um cheiro desagradável. Com a entrada em funcionamento da ETAR de Alcântara, a história vai passar a ser outra, garante Dulce Pássaro. "Agora é natural que ainda haja algumas lamas com mau cheiro, sobretudo nos dias de maré baixa", diz a responsável pela pasta do Ambiente. "Mas tudo isso vai ser regenerado." Outra particularidade desta infra-estrutura é que a cobertura é verde, feita de vegetação.

Derrapagem de 3,9 milhões

Esta é a 22.ª e a última estação a ficar concluída junto ao Tejo. É também uma das mais completas, incluindo o tratamento de águas residuais e um sistema de recolha e desodorização de gases e cheiros.

Os esgotos domésticos são tratados em três fases: além da fase primária (em que se separa os sólidos mais grossos da água) e secundária (em que se faz o tratamento biológico das águas, retirando todos os elementos orgânicos), esta ETAR tem ainda um sector terciário de desinfecção da água através de lâmpadas ultra-violetas. Os resíduos vão chegar à nova ETAR de Alcântara através de duas vias: pelos interceptores colocados em toda a zona ribeirinha, desde Algés até Alfama, e pelo caneiro de Alcântara, utilizado para os esgotos da zona alta da cidade e Amadora. Por fim, as águas residuais tratadas são descarregadas no rio Tejo junto à Doca de Santo Amaro, refere um comunicado do ministério.

A infra-estrutura foi construída sem que a antiga deixasse de funcionar. A nova tem "mais capacidade" e "um melhor desempenho", sustenta Dulce Pássaro. A obra deveria ter ficado concluída em Fevereiro de 2010, mas "foram encontrados alguns achados arqueológicos" que provocaram "um pequeno atraso", diz a ministra. A conta também derrapou3,9 milhões de euros em relação ao orçamento inicial (64,4 milhões) previsto pela empresa SimTejo, responsável pela construção da infra-estrutura.

A inauguração da ETAR de Alcântara ocorre três meses depois de os esgotos da zona central de Lisboa, correspondentes a 120.000 habitantes, terem deixado de ser despejados no Tejo, sem qualquer tratamento. Esses resíduos foram, na altura, conduzidos para a estação de tratamento de Alcântara. "Temos um novo Tejo, um Tejo limpo", garante a governante. "Já se voltaram a ver no estuário espécies animais que tinham deixado de se ver há muito tempo", continua, referindo, como exemplo, o golfinho. Para Dulce Pássaro, os principais passos no tratamento de águas residuais em Lisboa e requalificação do estuário "já estão dados".

ETAR do Seixal abre para a semana e serve casas e indústria

A lista de inaugurações de estações de tratamento de águas residuais já vai longa. Depois da inauguração,a 12 de Abril, da ETAR do Barreiro e Moita - a maior da Margem Sul do Tejo -, e da inauguração da ETAR de Alcântara, hoje, na próxima segunda-feira é a vez de a estação de tratamento do Seixal receber a visita de Dulce Pássaro e entrar em funcionamento.

Estas são apenas três das 22 ETAR construídas nas margens Norte e Sul do Tejo e na zona de Cascais. Representam um investimento de 600 milhões de euros, que vai servir mais de 4,4 milhões de pessoas.

A ETAR do Seixal, cuja construção esteve a cargo da Simarsul, empresa do grupo Águas de Portugal responsável pelo saneamento de águas residuais na península de Setúbal, vai fazer o tratamento das águas residuais urbanas do concelho e também dos esgotos de algumas zonas industriais. De acordo com um comunicado da empresa de Agosto de 2008, a conclusão desta estação também estava prevista para o primeiro trimestre de 2010, mas só na segunda-feira vai ser inaugurada.

O desenvolvimento das ETAR de Lisboa, Cascais e Setúbal começou em 2005, com o primeiro mandato de José Sócrates, e vai prolongar-se até 2013, altura apontada pelo Ministério do Ambiente para a conclusão de todas as ETAR do país.

Por agora, Dulce Pássaro diz que o "essencial já está feito", graças à aplicação de fundos comunitários nesta área. "Na minha qualidade de ministra, estou a viver um tempo único", garante.

(in Público).

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Aqui vão 350 milhões!!


Lisboa - Autarquia prepara intervenções para os 19 quilómetros da frente ribeirinha Projectos de 350 milhões "Lisboa vai ganhar uma nova relação com o rio Tejo, que aposta na recuperação e valorização dos espaços públicos de lazer e desportivos, em novos equipamentos e na ampliação dos espaços verdes e em novas formas de contacto com a água." É desta forma que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, descreve os 19 quilómetros da futura frente ribeira. Por: Janete Frazão Desde Pedrouços até à zona do Parque das Nações, está estimado para aquela zona da cidade um investimento global de cerca de 350 milhões de euros. De um total de dez projectos – alguns já concluídos, outros em execução e outros ainda apenas propostos –, o autarca lisboeta destaca dois novos parques verdes, um na Ribeira das Naus e outro na Matinha, bem como o novo terminal de cruzeiros de Santa Apolónia . O parque da Ribeira das Naus deve ser lido na complementaridade das intervenções já efectuadas no Terreiro do Paço. "Será feito o avanço da margem, através de uma longa escadaria que penetra na água, redefinindo a linha de costa, criando uma plataforma inclinada em direcção ao rio e possibilitando um novo percurso da avenida paralelo à margem", explica Costa. O Parque Ribeirinho da Matinha, por seu turno, visa representar um novo tipo de parque urbano que traduz a necessidade de "levar" a natureza, o rio e a sua faixa de contacto com a cidade aos habitantes. Mas, segundo António Costa, será o Plano de Urbanização de Alcântara que marcará uma centralidade em Lisboa, através da disponibilidade de novas áreas de equipamentos, comércio, serviços e actividades de base tecnológica. "Será construído um corredor verde entre Monsanto e o rio, em que se inclui o novo parque urbano que liga Alcântara-Terra e Alcântara-Mar, culminando na futura praça Amália Rodrigues e na zona que abrange a gare marítima de Alcântara", descreve. NOVO ÍCONE DE ARQUITECTURA NA AV. 24 DE JULHO O Plano de Pormenor do Aterro da Boavista Nascente visa promover a reconversão e a regeneração desta área central, através de novos espaços públicos, reconfiguração da Av. 24 de Julho, articulação com a frente de rio, através de uma ponte pedonal, potencialização de equipamentos e introdução de um novo ícone arquitectónico – a futura sede da EDP. UM JARDIM PARA IR À DESCOBERTA NA RIBEIRA DAS NAUS A requalificação da Ribeira das Naus prevê que no local onde hoje está o gradeamento da Marinha seja possível passear num jardim, ver a doca Seca (actualmente enterrada) onde eram recuperadas as Naus das Descobertas e reencontrar o antigo cais da Caldeirinha. Esta intervenção foi objecto de candidatura ao QREN, estando para breve a assinatura do contrato-programa. ENTREVISTA ANTÓNIO COSTA:"TERMINAL DE CONTENTORES EM ARBITRAGEM" Correio da Manhã – Há uma série de projectos para a zona ribeirinha de Lisboa, alguns em curso, outros já aprovados. O que podem os lisboetas esperar daquela zona da cidade nos próximos tempos? António Costa – Podem esperar uma maior proximidade ao rio, bem como uma maior diversificação de áreas e de actividades culturais. – Em relação ao Terreiro do Paço, quando ficará concluída a obra? – Ficará concluída com a intervenção no pavimento da zona Norte (ligação rua do Arsenal/rua da Alfândega) e com a intervenção nas fachadas da praça do Comércio. – Entre os projectos para esta zona da cidade está prevista a entrada em funcionamento da pousada [da rede Pousadas de Portugal]. O que acontecerá ao Ministério da Administração Interna? – Os serviços do Ministério da Administração Interna serão relocalizados na própria praça do Comércio. Trata-se de um processo da responsabilidade da Frente Tejo. Nas arcadas e torreões serão instaladas actividades lúdicas, culturais e de restauração. – Qual o ponto de situação do terminal de contentores? – Decorre neste momento uma arbitragem entre a administração do Porto e o concessionário para se acordar a forma de prosseguir a exploração do terminal. O município fará valer os interesses da cidade através dos acordos que já conseguiu, nomeadamente a praça fronteira à estação marítima, a utilização da Doca de Santo Amaro com relocalização de via-férrea de acesso ao terminal e um novo complexo de restaurantes junto à margem. – E quando se prevê que esteja concluído o novo Museu dos Coches? – Tenho a indicação de que será em 2012. Depois decorrerá a instalação de equipamentos expositivos. MUSEU PENSADO EM EFEITO ÂNCORA PARA O TURISMO O novo Museu dos Coches terá um efeito âncora na dinamização turística da zona da Ajuda-Belém. Composto por um edifício principal – que fará surgir em Belém uma nova praça – e por um segundo edifício mais pequeno (administração, restaurante e auditório), ligados por uma ponte envidraçada, o museu deverá receber um milhão de visitantes por ano. NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS CRIA COMPETITIVIDADE A construção de novo Terminal da Cruzeiros de Lisboa surge da necessidade de responder às exigências de um subsector da actividade turística. A Câmara de Lisboa acredita também que a nova infra-estrutura terá um impacto positivo na economia da cidade, valorizando-a e contribuindo para um aumento da sua competitividade. (in Correio da Manhã).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vão construir um silo de 3 pisos ao lado desta Igreja. Você, fica-se?


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A Sé está conspurcada de grafitos, a Capela de Santo Amaro idem, na Igreja de São José chove lá dentro, em São Vicente os carros atropelam-se no adro. Agora, querem construir ao lado da Igreja da Memória um silo automóvel com 3 pisos acima do solo. Esta gente não percebe que devemos preservar o pouco património que nos resta? Tudo vandalizado: Avª Fontes Pereira de Melo, Avª da Liberdade, Avenidas Novas, Avª da República. Caem prédios, são demolidos interiores efachadas, as igrejas são cercadas de silos automóveis... E você, fica-se? Ou só vai acordar quando NÃO HOUVER NADA para defender?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2011 começa mal.





Igespar retira protecção a 120 imóveis e mantém seis centenas em vias de classificação
Por Ana Henriques

Cinema Odeon, edifício do Grémio Literário e salão nobre do Conservatório Nacional estão entre o património preterido. Movimento cívico protesta

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) acabou de retirar protecção a 120 imóveis que se encontravam em vias de classificação em todo o país.

O cinema Odeon, o edifício do Grémio Literário, na Rua Ivens, e o salão nobre do Conservatório Nacional, todos em Lisboa, são exemplos de património que a lei deixou de proteger. O movimento cívico Forum Cidadania enviou ontem uma carta à ministra da Cultura e ao director do instituto protestando contra "a enorme injustiça" da decisão, que "abre a possibilidade de perda deste património".

A associação realça que o Odeon é um exemplar "único e intacto de uma sala de espectáculos art deco", citando especialistas como o arquitecto José Manuel Fernandes para comprovar a importância do imóvel. "A estabilidade estrutural do edifício foi assegurada por João Appleton", referência nacional na matéria, acrescenta o Forum Cidadania. Encontrando-se ao lado da Av. da Liberdade, o cinema continua a beneficiar, ainda assim, do estatuto de protecção dos imóveis desta artéria.

Também em Lisboa, perdem protecção o Colégio Militar, bem como o antigo edifício da Escola António Arroio, junto ao liceu Camões. A casa do governador da torre de Belém, onde em 2006 foram encontrados vestígios arqueológicos pouco comuns, foi igualmente retirada da lista do património em vias de classificação, o mesmo sucedendo com a fábrica de massas Napolitana, em Santo Amaro, e com a torre do relógio no Largo do Palácio de Queluz. A torre fica dentro da zona de protecção do palácio, pelo que continuará salvaguardada, mas o mesmo não acontece com os imóveis em seu redor, até aqui abrangidos pela zona de protecção da torre.

Os moinhos do Casalinho e do Caramão da Ajuda tiveram igual destino. A perda de protecção significa que quaisquer alterações ou mesmo a demolição dos imóveis ficam facilitadas, passando a depender apenas de autorização camarária. O Igespar deixa de poder impedi-las. No entanto, nada impede as autarquias de classificarem o património agora retirado da lista como imóveis de interesse municipal, o que lhes confere um grau de protecção, apesar de tudo, inferior ao seu anterior estatuto.

Ao mesmo tempo, o Igespar mantém seis centenas de imóveis em vias de classificação, cuja lista consta de um despacho ontem publicado em Diário da República. O objectivo do instituto era ter os processos destes edifícios todos decididos até ao final deste ano, mas não o conseguiu por falta de meios humanos. Dos mais de mil processos de classificação que tinha em mãos, não conseguiu despachar senão escassas dezenas em 2010. Daí a saída deste despacho, que prorroga por mais um ano o processo. A Foz Velha, a Alfândega Nova e a Ponte da Arrábida, bem como a casa de chá da Boa Nova, em Matosinhos, de Siza Vieira, são alguns dos cerca de 600 imóveis que se mantém em vias de classificação, à espera de uma decisão. Já processos como o da Avenida dos Aliados, igualmente no Porto, não constam do despacho por a sua classificação já ter sido homologada. Os despachos que asseguram a sua protecção estão a aguardar publicação.

(in Público).

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A benefício de inventário: pode juntar mais alguns, senhor leitor?

1 - Igreja de São Vicente: fechada ao público.
2 - Claustro da Sé de Lisboa: entaipado para obras.
3 - Restaurante Panorâmico de Monsanto: em ruínas.
4 - Parque Mayer: em ruínas.
5 - Palácio Marquês de Pombal, na Rua de O Século: degradado, estado avançado.
6 - Palácio da Ajuda: inacabado.
7 - Recinto da Feira Popular: expectante.
8 - Piscinas e Lago do Campo Grande: em ruínas.
9 - Igreja de São José: ameaçada.
10 - Sino de São Vicente: avariado.
11 - Relógio da Rua Augusta: parado.
12 - Palácio Sandomil: muito ameaçado.
13 - Tapada das Necessidades: calamidade pública.
14 - Monsanto: em permanente ameaça.
15 - Relvados junto à Torre de Belém: pelado.
16 - Museu de Arte Popular: fechado.
17 - Pátio de Dom Fradique: destroçado.
18 - Casa de Alcolena: que futuro?
19 - Vila Ana e Vila Ventura: ameaçadas.
20 - Baixa: à espera de plano de recuperação.
21 - Avª da República: convertida em autopista de Bogotá.
22 - Avª Fontes Pereira de Melo: idem.
23 - Palácio do Correio Velho: desgraçado.
24 - Palácio da Rosa: trespassado para...
25 - Palácio dos Távora, na Mouraria: em queda livre.
26 - Casa de Cesário Verde: a carecer de cuidados intensivos.
27 - Casa de S. João de Brito: entaipada.
29 - Capela de Santo Amaro: uma miséria.
30 - Palácio dos Marqueses de Tancos: fechado.
31 - Miradouro junto ao Mercado do Forno do Tijolo: acabou.
32 - Hospital Miguel Bombarda: à espera da destruição.
33 - Hospital de Arroios: idem.
34 - Convento das Mónicas: ibidem.
35 - Miradouro de Santa Catarina: arrasado, infrequentável.
36 - Teatro Romano: entaipado.
37 - Cinema Paris: entaipado.
38 - Cinema Europa: adeus.
39 - Cinema Quarteto: morto e enterrado.
40 - Chafariz da Esperança: grafitado.
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E A LISTA CONTINUA...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Exposição "J. Laurent e Portugal - Fotografia do séc. XIX".






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J. Laurent (1816-1886)

Jean Bautiste Laurent et Minier nasceu em 1816, em Garchizy, uma aldeia francesa no departamento de Nièvre. Filho de Jean Laurent (1731-1818) e de Cláudia Minier, de quem se desconhece a idade, sabendo-se apenas que era bastante mais jovem do que o marido. A partir de 1843, estabelece-se em Madrid exercendo, até 1855, a profissão de cartonador, fabricante de papéis e caixas de luxo para guloseimas e outros usos. Especializa-se também como fabricante de papéis para encadernações.
Em 1856, abre um estúdio fotográfico na Rua de São Jerónimo, n.º 39, em Madrid, onde retrata personalidades de Espanha. Em 1857 começa a fotografar, em grande formato e estereoscopia, sobretudo vistas e panorâmicas de Madrid. A Companhia de Caminhos-de-ferro de Espanha (MZA) oferece à Rainha Isabel II de Espanha um álbum com fotografias que, em 1858, J. Laurent fez da construção do troço ferroviário Madrid / Alicante. Posteriormente, fotografou a construção de outras ferrovias, tais como: Madrid / Zaragoza, Tudela / Bilbao e Medina del Campo / Zamora. Foram os caminhos-de-ferro que permitiram a J. Laurent deslocar-se por toda a Península Ibérica com o seu equipamento: câmaras, tripés, placas em vidro, químicos, etc., e, ainda o seu carro laboratório, necessário para a sensibilização e revelação dos negativos em colódio húmido.
Foi, desde 1859, sócio da Sociedade Francesa de fotografia e em 1861 passa a designar-se como Fotógrafo de S. M. la Reina; no mesmo ano edita o seu “Catálogo de los retratos que se vendem en casa de J. Laurent”. Publica novos catálogos em 1863 e em 1866, neste ano com a edição em francês e tradução em alemão e inglês; também assim procede em 1867, 1868 e em 1872 e 1879, nestes dois últimos com fotografias feitas em Portugal.
Inventou (ou aperfeiçoou) o Papel Leptográfico, com José Martínez Sánchez (1808-1874), cuja patente registaram em 1866.
Em 1867, está presente na Exposição Universal de Paris, onde expõe fotografias das obras públicas de Espanha, uma encomenda de Lúcio del Valle, que Laurent executou com o seu sócio José Martínez Sánchez entre 1865 e 1867.
Tudo indica que os anos de 1869/70 sejam os da sua passagem por Portugal.
Em 1881 recebe a distinção honorífica de Cavaleiro da Ordem de Carlos III e entrega a exploração do seu estabelecimento fotográfico à sua enteada Melina Dosch e ao seu marido Alfonso Roswag.
Jean Laurent faleceu a 24 de Novembro de 1886. A lápide do seu túmulo, recentemente encontrada no cemitério da Almudena, em Madrid, veio esclarecer muitas das dúvidas que até então envolviam a vida do fotógrafo e a história da sua casa fotográfica. Depois da sua morte, Melina Dosch e Alfonso Roswag dão, com grande dificuldade, continuidade ao arquivo. Após a morte de Roswag em 1900, José Lacoste adquiriu o arquivo Laurent que em 1916 já era propriedade de Juana Roig. Posteriormente, passa para a família Ruiz Vernacci a quem o estado espanhol adquire todo o espólio em 1975.











J. Laurent e Portugal - Fotografia do século XIX

“J. Laurent e Portugal – Fotografia do século XIX” é uma exposição organizada pela APPh. - Associação Portuguesa de Photographia em parceria com a DGARQ - Direcção Geral de Arquivos/Torre do Tombo, integrando peças que pertencem a coleccionadores privados e a instituições oficiais.
A exposição procura divulgar o pleno dos trabalhos que J. Laurent fez em Portugal e tem como comissários Ângela Camila Castelo-Branco e Alexandre Ramires, sócios fundadores da APPh. e Carlos Teixidor curador dos espólios fotográficos de Laurent depositados no Instituto do Património Cultural de Espanha - IPCE, no arquivo fotográfico Ruiz Vernacci, Madrid.
J. Laurent (1816-1886), nasceu em França e manteve sempre a sua nacionalidade de origem, apesar de ter residido em Madrid durante 43 anos, cidade em que morreu. Jean, ou Juan, assinava J. Laurent.
Em 1856, abriu em Madrid, na Rua de São Jerónimo n.º 39, um estúdio fotográfico. Foi o começo de uma aventura que acabaria no maior levantamento fotográfico da Península Ibérica no século XIX.
As fotografias expostas são, na sua maioria impressas em papel albuminado, feitas a partir de negativos em vidro cujo processo de obtenção foi o colódio húmido.
A exposição apresenta-se uma parte dedicada aos monumentos e paisagens e às vistas estereoscópicas que Laurent efectuou em Portugal. Podemos ver também, os trabalhos que dizem respeito às séries A (pintura) e B (escultura) dedicadas às obras de arte que Laurent fotografou em Portugal e Espanha, em instituições e museus, especialmente na Academia Real de Lisboa, na Academia Real de Belas Artes de Lisboa, no Museu do Prado, em Madrid, ou no Museu de Belas Artes de Sevilha. Uma parte da exposição é dedicada ao retrato onde podemos ver os Reis D. Fernando II e D. Luís, o Príncipe D. Carlos e o Infante D. Afonso, fotografados em Portugal. Podem ser vistas também, fotografias da família real espanhola, bem como de outras figuras da política do país vizinho, como, por exemplo, a fotografia do Governo Provisório, constituído após a revolução de Setembro de 1868 – iniciada em Cádiz pelo General Prim -, além de algumas carte de visite com os membros do Primeiro Governo Provisório. Uma parte da exposição é dedicada a paisagens, vistas urbanas, arquitectura e obras públicas em Espanha e contém elementos biográficos do autor, numa síntese que contém os aspectos mais relevantes da sua obra.
















Estereoscópio de mesa, 1870. Colecção Vasconcelos e Sá


Máquinas e instrumentos fotográficos. Colecção Antonio Pedro Vicente/Centro Portugues de Fotografia


J. Laurent Galeria de retratos

No início da sua actividade em 1856, quando J. Laurent abriu o seu estúdio fotográfico na Rua de São Gerónimo, n.º 39, em Madrid, o retrato era a sua principal fonte de receita. No cabeçalho das facturas da Casa Laurent lia-se “J. Laurent / Reproducciones de todas clases y retratos todos los días excepto los festivos / además poseen retratos de la familia Real, así como la colección de los personajes más célebres de España.”.
Em 1861, edita o seu primeiro catálogo: o “Catálogo de los retratos que se venden en casa de J. Laurent” listando 180 títulos de personalidades, a começar pela Rainha Isabel II e seus familiares, e 78 reproduções de quadros do Museu do Prado. No mesmo ano, Laurent já ostentava nas suas fotografias as armas da família real espanhola e a legenda “Fotógrafo de S. M. la Reina”.
Quando Isabel II foi destronada em 1868, Laurent apaga do seu carro-laboratório todas as referências à monarquia e rasura em todos os cartões a designação de fotógrafo de S. M. a Rainha de Espanha. Fotografa, então, o Primeiro Governo Provisório e, individualmente, muitos dos seus membros.
No ano seguinte, Laurent viaja para Portugal, onde fotografa a família real de Bragança, os Reis D. Fernando II e D. Luís I, o Príncipe D. Carlos e o Infante D. Afonso.
Em 1866, J. Laurent e José Mártinez Sánchez (1808-1874) inventaram, ou mais provavelmente aperfeiçoaram, o processo de impressão em papel designado por leptográfico e constituíram a Leptografía Laurent. No mesmo ano patentearam o processo e divulgaram-no em França no Bulletin de la Société Française de Photographie. Nesse país foi constituída a Société Leptographique que produziu e comercializou este papel na Europa. O papel leptográfico era mais sensível que o papel albuminado e permitia a obtenção de brancos mais puros. Ao contrário do papel albuminado, este era comercializado já sensibilizado embora substancialmente mais caro.
O retrato foi a primeira actividade do fotógrafo e aquela que se nos revela menos conhecida.
Destaca-se nesta exposição um retrato do toureiro José Gordón, El Gordito, ca. 1865-68, em formato carte de visite: uma imagem fotográfica colorida a óleo, tirada em estúdio, apenas com um tapete, um fundo liso e uma cabeça de touro embalsamada, para lhe conferir realismo e, também, uma reprodução em tamanho natural (160x130 cm), da fotografia do Príncipe D. Carlos e do seu irmão o Infante D. Afonso, assinada J. Laurent, cujo original - que se deseja venha a ser restaurado - faz parte do acervo fotográfico do Palácio Nacional da Ajuda.


D. Fernando, 1869. Colecção Manuel Magalhães


D. Luis, 1869. Colecção João Clode


O Princípe D. Carlos e o Infante D. Afonso, 1869. Reprodução em tamanho real (160x130 cm.), da fotografia em papel leptográfico, assinada por Laurent quando esteve em Lisboa e cujo original se encontra no Museu do Palácio Nacional da Ajuda. Inv. F64334.




Dom Fernando de Saxe Coburgo Gotha (formato carte-de-visite) com o Código de Referência PT/AMLSB/AF/ORI/000249 Colecção Arquivo Fotográfico de Lisboa




Primeiro Governo Provisório espanhol, 1868. Colecção Centro Portugues de Fotografia.








Casa Pia actual Mosteiro dos Jerónimos. Colecçaõ Alexandre Ramires



J. Laurent Vistas e monumentos

O número das fotografias de paisagens e monumentos que Laurent fez de Portugal situa-se entre a Basílica da Estrela n.º 800 e a Torre do Aqueduto de Évora n.º 885 da série “C”. As obras de arte de pintura e escultura têm outra numeração dentro de outras séries: “A” para a pintura, “B” para a escultura e uma série “S” reservada às estereoscopias. Segundo Carlos Teixidor, Laurent terá feito cerca de 450 negativos em Portugal, correspondentes a cerca de 200 títulos diferentes.
Encontram-se actualmente em depósito em Madrid no Instituto do Património Cultural de Espanha, no arquivo fotográfico Ruiz Vernacci, 230 negativos de vidro em colódio sobre Portugal: 12 no excepcional formato panorâmico de 27x60 centímetros cada parte, 143 no formato 27x36 cm e as 75 placas restantes estereoscópicas em 13x18 centímetros.
As vistas e monumentos que Laurent fez em Portugal devem ser apreciados tendo em atenção a rede ferroviária dos caminhos-de-ferro então existente no nosso território, iniciada que foi em 1856 com o troço entre Lisboa e o Carregado. Dava, pois, os primeiros passos, quando em 1869 J. Laurent fotografou Portugal. O fotógrafo deslocava-se de comboio devido à quantidade de material necessário para a obtenção dos negativos em vidro de colódio húmido que tinham de ser sensibilizados e revelados no local onde se fotografava.
Laurent fotografou em Setúbal, cidade a que se chegava pela linha do Sado, aberta em 1861, num troço a partir do Pinhal Novo. Fotografou em Évora onde as locomotivas chegaram em 1863 pela linha do Sul, fazendo a ligação à fronteira espanhola pela Linha de Leste, no mesmo ano em que a rede ferroviária chegou a Badajoz e aguardava ligação a Madrid.
Em 1867, o governo autoriza a construção da linha do Douro, que só ficará concluída em 1887; em 1875, circulará o primeiro comboio a norte do Douro, enquanto a ligação ferroviária entre Lisboa e o Porto só foi possível em 1877, depois da construção da Ponte D. Maria Pia. De facto, em algumas localidades, não terá sido possível a J. Laurent chegar através da ferrovia; assim acontecia em Braga onde o comboio ainda não tinha chegado em 1869 ou em Sintra onde só chega em 1873. Mas tal não foi impedimento para que o fotógrafo se deslocasse a Braga e a Guimarães, nem tão pouco a Sintra e aos Palácios da Pena e de Monserrate, no alto da serra.
Segundo Carlos Teixidor, Évora pode ter sido a última cidade portuguesa a ser fotografada por Laurent; se tivermos em conta a numeração nos seus catálogos, verificamos que, imediatamente a seguir ao n.º 885, o Aqueduto de Évora, temos o n.º 886 que já corresponde à cidade de Cáceres.




Mosteiro de Alcobaça, 1869 Colecção António Barreto




Panorâmica do Porto, 1869. Colecção Manuel Magalhães




Estereoscopia da Torre de Belém onde se pode ver o carro-laboratório de J- Laurent.






Igreja da Estrela gravura segundo uma fotografia de J. Laurent





J. Laurent A fotografia de obras de arte.

J. Laurent fotografou inúmeras obras de arte: detalhes de arquitectura, mobiliário, escultura, armaria, ourivesaria, tapeçaria e pintura, no Museu do Prado, na Real Academia de Belas Artes de São Fernando, na Armería de Madrid, na Colecção de Lázaro Galdiano e no Museu de Belas Artes de Sevilha. Em Portugal, fotografou obras de ourivesaria, pintura e escultura, existentes em várias instituições e colecções particulares. No Palácio Real da Ajuda, fotografou objectos pessoais pertencentes a D. Luís, a D. Fernando e ao Marquês de Souza-Holstein; no então Palácio Real de Belém, fotografou o Coche de Gala do Rei D. João V.
Fotografou pintura e escultura na Academia Real de Belas-Artes de Lisboa e na Academia Real de Lisboa, hoje Academia de Ciências de Lisboa, onde se encontravam as obras do Museu Mainense do extinto Convento Nossa Senhora de Jesus. No catálogo de 1879 são referenciados trabalhos de artistas de grande importância como: Josefa Ayalla (Josefa d’Óbidos), F. Vieira de Matos (Vieira Lusitano), Amaro do Vale, Pedro Alexandrino e Domingos António de Sequeira. Fotografou, ainda, a Custódia de Belém e a Cruz de D. Sancho I e, na Biblioteca de Évora, um baixo-relevo em ardósia que representa uma contenda entre judeus e fariseus e o tríptico de Limoges atribuído a Nardon Pénicaud (1470-c.1543), e que terá pertencido a Francisco I, rei de França, e depois ao imperador Carlos V. Infelizmente, as albuminas de Laurent reproduzindo obras da pintura e escultura portuguesas são hoje muito raras.
Sousa Viterbo (1843-1910) dizia: “[...] é de urgente e inadiável necessidade, entrar com desassombro na elaboração do inventário dos objectos artísticos disseminados por todo o país[...]”. Lamentavelmente, no que diz respeito à fotografia como obra, a preocupação de Sousa Viterbo mantém-se actual, devendo notar-se que o trabalho de Laurent em Portugal revela-se da maior importância para a inventariação e divulgação qualificada da imagem do património que o próprio fotografou em Portugal. Algumas das fotografias feitas em Portugal foram passadas a gravura e publicadas em muitas revistas portuguesas e internacionais.




J. Laurent (Paris / Madrid) - Oeuvres d'Art. 221 [carimbo de tinta no v.º]. Calice em vermeil ) fin du XVI (à l[']academie royale de lisbonne [escrito a lápis no verso]. [Cat. Laurent, 1879, p. 184]. Colecção Nuno Borges de Araujo






J. Laurent (Madrid) - TERUEL.- 437.-Cabeza del antipapa, conocido por Benedicto XIII. Colecção Nuno Borges de Araujo


J. Laurent y C.ia (Madrid. / Es propriedad. Déposé) - LA CARTUJA. (BURGOS).-390.- Statue de Saint Bruno. [tem o carimbo seco de J. Lacoste (Madrid)] [Cat. Laurent, 1879, p. 4] Colecção Nuno Borges de Araujo






J. Laurent y C.ia (Madrid. / Es propriedad. Déposé.) - PALENCIA.-2010.-Vista general tomada desde el Santo Cristo de Oteros. Colecção Nuno Borges de Araujo.




J. Laurent (Madrid) - TOLEDO.-1.-Entrada de Toledo por el puente de Alcántara. [Cat. Laurent, 1879, p. 119]. Colecção Nuno Borges de Araujo





Informações Contactos Horários

Arquivo Nacional da Torre do Tombo
Alameda da Universidade
1649-010 Lisboa
Portugal

Telf.: +351 21 781 15 00
Fax: +351 21 793 72 30

Internet: http://antt.dgarq.gov.pt

2ª a 6ª das 10h00 às 19h15
Sábados das 10h00 às 12h30
Encerra ao Domingo







Exposição organizada pela APPh. - Associação Portuguesa de Photographia em parceria com a DGARQ- Direcção Geral de Arquivos / Torre do Tombo. Patente ao público de 13 de Abril a 31 de Maio.
Agradecimentos a José António Silva/Torre do Tombo
pelas fotografias da inauguração da exposição.