terça-feira, 7 de setembro de 2010

Asfalto requentado.

Lisboa investe 8,8 milhões na repavimentação

Ontem, foi anunciado que a CML vai investir 10 milhões de euros para repavimentar a cidade.

Onde é que nós já ouvimos isto?

Pois vejamos o «Público» de 10 de Março. Há uns mesitos atrás, noticiava-se já a repavimentação...


In Público (10/3/2010)
Por Inês Boaventura

«"Nalguns sítios parece que estamos em ruas do Iraque", admite o vereador das Obras Municipais

Queixas dispararam
Câmara fechou laboratório que controlava materiais

A Câmara de Lisboa vai investir este ano 8,8 milhões de euros na repavimentação e reconstrução de 280 ruas da cidade. Avenida do Brasil, Segunda Circular, Calçada de Carriche, Avenida Brasília, Praça das Novas Nações e Avenida Padre Cruz são algumas das artérias em que a autarquia se prepara para intervir a partir do mês de Abril, se as condições atmosféricas o permitirem.

A culpa da profusão de buracos nas estradas de Lisboa, alguns dos quais são, dada a sua dimensão, "crateras", nas palavras do vereador das Obras Municipais, é do "Inverno particularmente rigoroso", mas também do facto de esta ser "uma cidade velha na qual durante demasiados anos não se fez manutenção preventiva e reparação dos pavimentos". Para Nunes da Silva, "nalguns sítios parece que estamos em ruas do Iraque".

O problema, constatou o mesmo responsável, é que até 2009 o que se fez foi basicamente tapar buracos. Mas, segundo Nunes da Silva, a maior autarquia do país rompeu no ano passado com essa prática e investiu 6,3 milhões de euros na repavimentação de 210 arruamentos. A lista de obras feitas nesse ano incluiu a Estrada de Benfica, Rua da Prata, Avenida das Descobertas, Largo D. Estefânia e Avenida Almirante Reis, lembrou.

Na apresentação do plano de intervenções para 2010, o mesmo vereador fez questão de explicar porque não foram ainda eliminadas as "crateras" que têm infernizado a vida de quem conduz em Lisboa: "Os buracos não se tapam porque não se podem tapar", sentenciou, explicando que, "quando se tem chuva permanente, o que se atira para dentro de um buraco desaparece num dia". "É como pôr um penso numa ferida que está a sangrar. Mais nada", fez notar Nunes da Silva, acrescentando que é por isso que nos últimos meses a autarquia se tem dedicado fundamentalmente a resolver situações "de emergência", que apresentam "perigosidade". O resto, garantiu o autarca, será feito "assim que o solinho permitir" e em muitos casos incluirá uma intervenção no subsolo.

"O São Pedro tem limitado o nosso campo de actuação", sublinhou por sua vez o director municipal de projectos e obras, Silva Ferreira, frisando no entanto que já foi feita "alguma coisa" este ano. Exemplos? Rua da Bela Vista à Lapa, Largo da Escola Municipal e Vila Maria, na freguesia de Santo Condestável, citou.

Segundo o vereador Nunes da Silva, agora só duas coisas podem provocar atrasos no plano de intervenção ontem apresentado: a persistência da chuva ou o chumbo do orçamento da Câmara de Lisboa para 2010 na assembleia municipal. Algo que, a acontecer, não deixaria libertar as verbas necessárias. "Se continuar a chover a gente pedirá contas ao São Pedro. Se houver um boicote por parte da assembleia, tenho a confiança de que os lisboetas saberão a quem pedir contas", vincou Nunes da Silva, eleito pelo movimento Cidadãos por Lisboa, na lista do PS.

A manter-se um investimento anual nesta área de cerca de nove milhões de euros "daqui a dez anos teremos as ruas de Lisboa como deve ser", concluiu Nunes da Silva. Em 2009, foram arranjados 95 mil metros quadrados de rua, menos 20 mil do que os projectados para 2010.»

Estatística.

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77% dos comerciantes da Baixa já foram alvo de vandalismo ou assalto.

Reverse Graffiti.



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Reverse Graffiti. "Pára de limpar as minhas cenas!" Grafitar não tem de ser crime
por Maria Espírito Santo,

A técnica consiste em limpar, em vez de rabiscar. Campanhas publicitárias e outros movimentos estão a aproveitar esta disciplina para espalhar a sua mensagem pelas ruas
Já aconteceu a qualquer um: encontrar o carro rabiscado com comentários ou smiles de quem passou, reparou na sujidade e decidiu envergonhar o dono da viatura. Quem acabou de chegar de um festival de Verão bem poeirento, geralmente confronta-se com este género de ritual. Os autores destes comentários tantas vezes ofensivos eram afinal verdadeiros visionários.
Chama-se Paul Curtis, mas gosta de lhe chamem Moose (alce, em português). Foi o homem que começou a limpar as paredes das ruas e a fazer da limpeza uma arte. No Verão de 2008 encheu o túnel da San Francisco Broadway de contrastes a preto-e-branco, feitos com jactos de água. O artista preencheu cerca de 43 metros de parede com imitações das árvores e plantas californianas que ali existiam antes da construção subterrânea.

A partir da ideia do "professor da sujidade" criou-se uma maneira inovadora - e acima de tudo ecológica - de transmitir uma mensagem. A Green Works foi a empresa que patrocinou o mural e disponibilizou um detergente amigo do ambiente para Moose fazer a sua arte.

O mural foi só o rastilho para gerar um movimento de limpeza com atitude. Paul Curtis tem agora uma empresa, a Symbollix, que já trabalhou com clientes tão diferentes como a EA Sports, o Big Brother ou organizações (da Greenpeace à polícia local). O trabalho de Paul tem duas vertentes: o anúncio comercial e as mensagens de preocupação social ou moral. O objectivo é transmitir uma ideia utilizando meios originais, directos, públicos e, claro, ecológicos. Do patrocínio de marcas conhecidas, como a Smirnoff, a iniciativas para parar de fumar, limpar paredes pode servir para tudo.

O reverse graffiti já criou controvérsia com as autoridades, que parecem confusas com o fenómeno. "Talvez haja uma lei para isso", ironiza Paul, "que não se possa limpar propriedade alheia. ''Pára de limpar as minhas cenas''!".

Alexandre Orion, ou Ossário, como é conhecido, enfeitou o túnel de Max Feffer, em São Paulo, com reverse graffiti. Com pequenos pedaços de pano, o artista plástico esfregou as paredes do túnel, desenhando uma série de caveiras. Os contrastes a preto-e-branco servem para evidenciar os vestígios da poluição.

Scott Wade é outro nome de referência no meio. É um old school, que ainda trabalha com carros pouco asseados. O criador da Dirty Car Art descobriu que com a ajuda de um pincel podia rabiscar na porcaria e recriar quadros famosos, personalidades ou outros elementos do imaginário popular.

Até ver, o único inconveniente desta arte é poder ser destruída por um mero chuvisco. Porém, como confirma Scott, "Podes criar algo bonito que depois desaparece rapidamente. Não estamos aqui para sempre. Somos como flores: florescemos e morremos. Então tens de ir aproveitando a vida".

(in jornal «i»).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Loja do Marreco: Sol e Pesca, no Cais do Sodré.



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Diz que a loja do Marreco virou conserveira
Anzóis e canas são só para decorar. O peixe já foi pescado há muito e é para ser saboreado
As conservas, disponíveis para degustação ou para levar para casa, são todas portuguesas 2/2 + fotogalería ."Eh pá, finalmente abriu a loja do Marreco!", é o que alguns velhotes do Cais do Sodré, em Lisboa, exclamam quando vêem que a Sol e Pesca voltou a abrir portas. A loja de artigos de pesca sempre foi conhecida pela alcunha do dono. Mal entramos somos surpreendidos pelas redes que caem do tecto e pelos anzóis e canas de pesca expostos numa das paredes. Um poster declama "I love fishing". O espaço manteve o nome e o espírito, mas não o negócio: agora é uma conserveira, onde se pode beber um copo e degustar os produtos.

A Sol e Pesca abriu há pouco mais de um mês, na Rua Nova do Carvalho, e quer reavivar a tradição das conservas, sem pretensiosismos gourmet. Percorre metade da loja um armário envidraçado com caixas de cartão em tons de amarelo, vermelho e verde, de marcas quase esquecidas: Cocagne, Sta. Catarina, Ramirez, Comur, etc. "Algumas das latas em vez de dizerem ''cavala'' dizem ''maquereau''", explica a gestora Bárbara Matos, "porque como é típico do português algumas coisas produzidas cá são só exportadas porque não são apreciadas aqui".

Os preços dos enlatados são acessíveis, dos 80 cêntimos aos quatro euros. Se ficar mesmo fã há uma lata de um quilo de enguias disponível por 33 euros. A prova vem com pão alentejano e para dar um gostinho extra ao peixe eleito pode escolher entre azeite, piripíri, vinagre ou alcaparras. Mas na opinião do arquitecto Henrique Vaz Pato, um dos donos da loja, "o objectivo é sentir o verdadeiro sabor do peixe, sem grandes adornos".

Os vinhos também prezam a alma lusa - são todos portugueses. Se beber a copo, vai sair-lhe entre 1,50 e três euros. O preço das garrafas varia entre os dez e os 17 euros. Se ainda estiver em mood de festejos pela noite adentro, pode optar pelo espumante: 24 euros.

Primeiro estranha-se... A loja de artigos de pesca estava abandonada há mais de 20 anos. Henrique Vaz Pato, que também é co-proprietário da Cantina Lx, resolveu "aproveitar a memória" do espaço e adaptá-la "a uma nova actividade". Bárbara lembra que os acessórios em exposição são meramente decorativos. Para já, está surpreendida com a recepção, mesmo sendo a Sol e Pesca a única conserveira de Lisboa que faz provas. "Pensei que iria levar mais tempo a habituar as pessoas a vir provar conservas, não é uma coisa tão comum quanto isso".

De luz amarela fraca, cheiro nostálgico e Vinicius de Moraes a tocar de fundo, o espaço destaca-se da zona envolvente: o Bar Cais e o MusicBox. Mas o objectivo era mesmo esse: "Não fazer grandes alterações, nem deitar paredes abaixo, trabalhar com o que existe", explica Bárbara. "E realmente parece um sítio particular, não é?"

Rua Nova do Carvalho, n.º 44

De terça-feira a sábado

Das 18h00 às 2h00

(in jornal «i»).

Apoiamos!





Videovigilância na Baixa avança
por JOANA DE BELÉM, com Lusa


Proposta da Câmara prevê instalação do sistema entre a Baixa e a Praça do Chile, incluindo zona do Intendente.

A apreciação do sistema de videovigilância entre a Baixa e a Praça do Chile, incluindo o Intendente, vai ser objecto de apreciação pela autarquia lisboeta na próxima quarta-feira. O projecto terá de ser aprovado pela Comissão Nacional de Protecção de Dados, que no ano passado rejeitou o primeiro projecto elaborado pela Câmara.

Segundo a proposta do vereador da Protecção Civil, Manuel Brito (PS), a Polícia Municipal emitiu em Agosto um parecer final sobre a localização apontada para as câmaras na Baixa Pombalina, no Martim Moniz, nos Restauradores e no Intendente, considerada por aquela força como "mais adequada para a manutenção da segurança e da ordem pública e para a prevenção e dissuasão da prática de crimes e condutas anti-sociais".

Face ao primeiro plano de videovigilância para a zona, rejeitado em 2009 pela Comissão Nacional de Protecção de Dados, a proposta inclui um novo local na Rua de Barros Queirós (artéria comercial que une o Martim Moniz ao Teatro Nacional Dona Maria II).

A instalação do equipamento é apoiada por quem ocupa a área - 95 por cento dos comerciantes da zona e 60,5 por cento da população inquirida na Baixa, num inquérito realizado em Abril pela União das Associações do Comércio e Serviços de Lisboa.

De acordo com a proposta, também o Turismo de Lisboa já aplaudiu a iniciativa, que é encarada como contributo para uma diminuição da criminalidade e um "factor positivo em termos de percepção de Lisboa enquanto destino seguro".

"A videovigilância permitirá dar resposta a anseios da população, como o recentemente demonstrado no abaixo assinado que o município recebeu da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina e assinado por diversos comerciantes da Praça da Figueira, onde se alerta para a falta de segurança vivida diariamente na praça", acrescenta o documento.

O sistema vai ser analisado pelo executivo camarário (no qual o PS lidera uma maioria) por solicitação da Secretaria de Estado da Administração Interna, que após a aprovação municipal submeterá o plano à Comissão Nacional de Protecção de Dados, cujo parecer é obrigatório e vinculativo.

Ainda na quinta-feira, o Governo reafirmou o seu interesse em apostar neste tipo de projectos, dando como bons exemplos os casos do Porto, de Coimbra e do Santuário de Fátima, onde os índices de criminalidade desceram 9,8, 50 e 20 por cento, respectivamente.

(in Diário de Notícias).

Onde pára a polícia?





Discotecas de Lisboa fecham de manhã com tiros e facadas
por LUÍS FONTES


Seguranças do Kremlin e do Dock's são suspeitos de agressões a clientes.


A madrugada de ontem foi violenta, com tiros e facadas à porta das discotecas Kremlin e Dock's Club, em Lisboa. Em ambos os casos, segundo fonte da PSP, estiveram envolvidos seguranças dos estabelecimentos que estariam armados.

O caso mais grave aconteceu à porta do Kremlin, segundo ficou registado no auto de ocorrência da Polícia, pelas 07.30. Um grupo de clientes terá discutido e posteriormente envolveu-se em confrontos físicos com seguranças do estabelecimento. Já no exterior do estabelecimento, terão vandalizado o carro de um dos seguranças.

O dono do carro terá reagido a tiro. "Foram efectuados vários disparos e um deles acertou na perna de um dos clientes expulsos da casa", informou fonte policial.

A vítima, de 28 anos, foi transportada para o Hospital de S. José, mas teve alta ainda ontem.

O segurança também terá sido agredido com uma cadeira na cabeça, mas prescindiu de acompanhamento médico.

O homem suspeito de ter efectuado os disparos foi identificado pela PSP, e ontem esteve a prestar declarações na Polícia Judiciária, e a fazer exames no Laboratório de Polícia Científica.

"Nenhum dos presentes conseguiu 'colocar' de forma cabal a arma nas mãos do suspeito", explicou fonte policial.

Como a arma não foi localizada pela Polícia, os investigadores tentaram ontem fazer exames para procurar vestígios de pólvora nas mãos do suspeito.

Momentos antes, pelas 06.05, já tinham acontecido desacatos à porta da discoteca Dock's Club, na Rua da Cintura do Porto de Lisboa.

"Houve um desentendimento entre vigilantes e três clientes que foram colocados na rua", contou fonte policial.

No exterior, os clientes - que foram identificados pela PSP - atiraram pedras e garrafas contra o estabelecimento. Um vidro da discoteca foi partido.

Um dos seguranças, segundo foi denunciado às autoridades, puxou de uma navalha e esfaqueou um dos clientes que tinha metido na rua. Segundo informações da polícia, "o jovem tinha um ferimento ligeiro, mas foi de ambulância para o Hospital de S. José".

A vítima não terá sido atendida no serviço de urgências do hospital. "Deve ter saído de ambulância a meio do caminho. Não conseguimos localizá-lo", conta a mesma fonte.

Também neste caso a arma do crime não foi localizada.

Em ambas as situações, as autoridades policiais pediram imagens dos circuitos de videovigilância dos estabelecimentos.

Os problemas entre clientes e vigilantes/seguranças à porta da discoteca Kremlin são recorrentes. "É o problema das casas que funcionam after hours. O consumo de álcool está associado à violência gratuita", revela fonte policial.

Em Abril, uma operação policial levou a que cerca de cem pessoas, entre clientes e funcionários da casa, fossem revistadas.

Um cliente com um mandado de detenção foi capturado, um funcionário foi detido por agressão à PSP e foram apreendidos um revólver, duas soqueiras, cocaína e haxixe.

A 6 de Fevereiro, também à porta do Kremlin, três pessoas foram baleadas nas pernas e uma atingida com uma garrafa na cabeça. Em Março, também foram disparados vários tiros à porta da casa de diversão nocturna sem que se registassem vítimas.

(in Diário de Notícias).

domingo, 5 de setembro de 2010

Pixelejo.



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Pixelejo. Os azulejos de papel invadem as cidades
por Clara Silva, Publicado em 04 de Setembro de 2010 .
Tiago Tejo desenha réplicas de azulejos no computador e cola-as nas paredes de Lisboa e Porto. Saiba onde encontrar esta nova forma de arte urbana
Tiago Tejo criou este painel em menos de uma hora numa antiga fábrica em Chelas 1/4 + fotogalería
Parece cerâmica, mas é papel 2/4 + fotogalería
Para fixar os pixelejos, Tiago só usa cola, ?como num cartaz? 3/4 + fotogalería
Jan Vormann restaurou um prédio esburacado em Toulouse com peças de Lego 4/4 + fotogalería .Ao longe, os azulejos de Tiago Tejo enganariam o mais astuto dos caçadores de relíquias de fachadas. Tendo em conta que cada azulejo arrancado de um prédio antigo chega a valer 60 euros, os painéis espalhados por Lisboa pelo estudante de 24 anos enriqueceriam até um ladrão de meia tigela. Isto, claro, se não fossem feitos de papel.

Na verdade, Tiago criou uma peça muito mais barata - o pixelejo -, que segundo o próprio, resulta do "cruzamento entre a antiga arte do azulejo e o pixel [a unidade da imagem digital]". Tiago tem dificuldade em precisar a altura em que decidiu desenhar uma réplica de um azulejo de Rafael Bordallo Pinheiro no seu computador. "Foi há coisa de um ano ou dois, quando desisti da minha primeira licenciatura, fiz o Interrail e tinha de me entreter com qualquer coisa." Do tédio de estar em casa sem fazer nada - na altura ainda não frequentava o curso de História de Arte, em Lisboa - nasceu o pixelejo, a nova forma de arte urbana "apreciada por miúdos e velhos".

"Comecei a reunir informação sobre azulejos antigos e juntei isso à pixel art forma de arte digital], que já me interessava desde a infância, com os jogos de computador." Fazer um pixelejo chega a demorar dois dias, ou melhor, duas noites, porque é de madrugada que Tiago consegue trabalhar. "Pinto os quadradinhos no computador consoante o padrão de azulejo que quero fazer, imprimo-os, corto e colo onde quiser."

As colagens são sempre feitas durante a noite, porque, relembra Tiago "isto é ilegal". Mesmo assim, garante ter sempre a preocupação de "não estragar coisas já existentes e melhorar coisas feias, como por exemplo as caixas de electricidade". "Há prédios velhos em que falha o padrão de azulejo e muitas vezes ponho um diferente, só para chocar mais", conta. "Vale tudo desde que não estrague nada."

Em Lisboa, onde a maior parte dos seus pixelejos estão espalhados, é difícil acompanhá-lo numa missão diurna. "Só se for numa fábrica abandonada", diz. Depois de investigar a zona do Parque das Nações, Tiago convida-nos para uma colagem na antiga fábrica da Air Liquide, em Chelas. No edifício repleto de lixo e ocupado por toxicodependentes, um deles avisa a fotógrafa do i: "A senhora deve ser ou muito corajosa ou muito louca para estar aqui com essa máquina." Perigo à parte, a missão é rápida. Tiago imprimiu os desenhos na noite anterior e preparou o balde de cola em casa. Em menos de uma hora, ergue-se um painel de 54 pixelejos numa parede com alguns rabiscos. "Ponho cola na parede e depois em cima, como num cartaz político", explica.

Muitos amigos de Tiago têm as casas decoradas com estes azulejos de papel. Mas só amigos, porque Tiago não vende. No Facebook, há cada vez mais interessados no Pixelejo e a página até tem uma base de dados de fotografias.

Segundo o site do projecto SOS Azulejo existem 102 casos de furto de azulejos em Portugal desde 1984. Esta pode ser uma maneira barata, embora efémera, de substituí-los.

(in jornal «i»).

Construção Sustentável.

Ex.mos Senhores,

Agradecemos a divulgação.


O GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, a QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza e a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios (ICOMOS) organizam o encontro “Património Natural e Cultural: Construção e Sustentabilidade!”, com o objectivo de promover a salvaguarda do património natural e cultural como via para a sustentabilidade no ordenamento do território e na construção.

O presente encontro, tem como objectivos concretos:

I. Evidenciar os múltiplos impactos da construção, das opções estratégicas com ela relacionadas e dos sectores de actividade a montante e a jusante, sobre o património natural e o património cultural, em particular na sua vertente património construído a proteger;

II. Demonstrar que as estratégias tendentes a conservar o património natural e a reabilitar e valorizar o património construído contribuem, simultaneamente, para a sustentabilidade do sector da construção, em particular, e para o desenvolvimento sustentável do País, em geral.

O encontro, que terá lugar segunda-feira, 18 de Outubro de 2010 no auditório 3 da sede da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, tem como destinatários todos os decisores e agentes dos sectores ligados ao ordenamento do território, ao planeamento urbano, à construção e à gestão do edificado e da infra-estrutura – arquitectos, engenheiros, economistas, promotores, gestores, empreiteiros, formadores -- interessados em contribuir, na sua esfera de actividade, para uma melhor aplicação dos princípios do desenvolvimento sustentável.

Mais informações (programa) em http://construcaosustentavel.gecorpa.pt.


GECoRPA

Tel.: 213 542 336

Fax: 213 157 996

construcaosustentavel@gecorpa.pt

sábado, 4 de setembro de 2010

Sem comentários.



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- O que vai fazer hoje quando chegar a casa?
- Um amigo meu ofereceu-me dois charutos. Vou fumar um.
(Carlos Cruz, ontem entrevistado pelo jornal «Expresso», após conhecer o acórdão que o condenou a 7 anos de prisão por crimes sexuais contra menores).

As lições da Casa Pia?



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Para aqueles que julgam que tudo mudou quanto a pedofilia, vamos recordar:
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1 - A prostituição juvenil continua em actividade, tranquilamente, no Parque Eduardo VII. Todos os finais da tarde.
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2 - A Colónia Balnear Infantil de O Século decidiu este ano, pela primeira vez na sua História (desde 1927!), que não seria permitida a dormida das crianças por ser pura e simplesmente INCAPAZ de controlar os abusos sexuais. NINGUÉM FAZ NADA?

Lisboa insólita e secreta.




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Sinopse
Porque o escudo de Portugal está inclinado em 17 graus sobre a fachada da gare do Rossio? Onde foi tocada pela primeira vez em Portugal " A flauta Mágica" e porque Mozart dedicou-a ao seu mestre Cagliostro? Porque é que na teoria do quinto império português encontram-se tantos sinais na geografia da cidade? Onde encontrar os mais belos azulejos escondidos na cidade? Porque e como a Lusitânia se tornou Portugal (Porto do Graal), lugar de recolhimento do mítico Graal de Cristo? Onde se acha a cabeça do serial Killer lisboeta conservada em formol? Porque a fachada sul do mosteiro dos Jerónimos foi concebida segundo os princípios cabalísticos hebraicos? Estes e muitos mais mistérios que este guia excepcional se propõe desvendar.

Guia Jonglez - Lisboa Insólita e Secreta de Vitor Manuel Adrião

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Frases que marcaram o fim da leitura do acórdão do processo Casa Pia.



"Nos momentos difíceis da minha vida gosto de estar sozinho." (Carlos Cruz)

"Ninguém de bom senso pode estar contente depois de um processo destes." (Catalina Pestana)

"Portugal já ganhou muito com este processo." (Catalina Pestana)
"Ninguém olha mais para a denúncia de uma criança com o mesmo ar displicente." (Catalina Pestana)

"Para nós acaba aqui porque os recursos não analisam matérias de facto." (Catalina Pestana)
"Um homem foi condenado ao fim de oito anos de perseguição." (Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz)

"Isto é uma ignomínia e um erro gravíssimo da Justiça." (Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz)
"Se Carlos Silvino não tivesse colaborado a pena teria sido mais pesada." (José Maria Martins, advogado de Carlos Silvino)

"A partir de hoje sinto-me liberto do tribunal." (Manuel Abrantes)

"Não é agora que vou falar." (Gertrudes Nunes)
"Sou um ser humano, sou um cidadão e não admito que nenhum tribunal brinque comigo." (Hugo Marçal)

"Só um mero lapso pode justificar esta decisão." (Hugo Marçal)
"Eu não presto declarações." (Jorge Ritto)
"Sinto um desalento total em relação ao Estado que temos." (Ferreira Diniz)
"Pensava que os tribunais faziam Justiça." (Ferreira Diniz)
"Fiquei muito surpreendido por Carlos Silvino só ter sido condenado a 18 anos de prisão." (Ferreira Diniz)
"Vamos ponderar com calma aquilo que vamos fazer." (Miguel Matias, advogado das vítimas)

"Nos momentos difíceis da minha vida gosto de estar sozinho." (Carlos Cruz)
"Ninguém de bom senso pode estar contente depois de um processo destes." (Catalina Pestana)
"Portugal já ganhou muito com este processo." (Catalina Pestana)
"Ninguém olha mais para a denúncia de uma criança com o mesmo ar displicente." (Catalina Pestana)
"Para nós acaba aqui porque os recursos não analisam matérias de facto." (Catalina Pestana)

"Um homem foi condenado ao fim de oito anos de perseguição." (Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz)
"Isto é uma ignomínia e um erro gravíssimo da Justiça." (Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz)
"Se Carlos Silvino não tivesse colaborado a pena teria sido mais pesada." (José Maria Martins, advogado de Carlos Silvino)
"A partir de hoje sinto-me liberto do tribunal." (Manuel Abrantes)
"Não é agora que vou falar." (Gertrudes Nunes)
"Sou um ser humano, sou um cidadão e não admito que nenhum tribunal brinque comigo." (Hugo Marçal)
"Só um mero lapso pode justificar esta decisão." (Hugo Marçal)
"Eu não presto declarações." (Jorge Ritto)
"Sinto um desalento total em relação ao Estado que temos." (Ferreira Diniz)
"Pensava que os tribunais faziam Justiça." (Ferreira Diniz)
"Fiquei muito surpreendido por Carlos Silvino só ter sido condenado a 18 anos de prisão." (Ferreira Diniz)

Condenados seis arguidos do processo Casa Pia.


Curiosidades.

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O agora extinto Museu Fernando Pessa, que continha automóveis antigos, foi desactivado. Era um museu municipal. Funcionou quase nove anos. Mas não tinha sequer existência legal...

Na berlinda, sempre.



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Proposta aprovada em Julho omitiu críticas da comissão que acompanha o PDM
Câmara aprovou condomínio contra pareceres dos seus técnicos
Último espaço livre na Av. Infante Santo, Lisboa, vai ser parcialmente ocupado com quatro blocos de cinco pisos, construídos na encosta.
A Câmara de Lisboa autorizou, no fim de Julho, um loteamento que foi considerado inviável pela Estrutura Consultiva do Plano Director Municipal e que suscitou fortes reservas de outros serviços camarários. A proposta aprovada, subscrita por Manuel Salgado, vice-presidente e vereador do Urbanismo, omite o essencial das objecções levantadas e foi aprovada apenas com os votos da maioria.

Com um historial iniciado há uma dúzia de anos, o projecto envolve duas parcelas contíguas, num total de 4242 m2, que o grupo liderado pelo empresário João Pereira Coutinho possui entre a Av. Infante Santo e a Calçada das Necessidades. Juntamente com uma faixa de quase 100 metros de comprimento e uma área de 1134 m2, de propriedade municipal, que lhe é contígua e deita para a Infante Santo, as parcelas da imobiliária SGC correspondem ao único espaço ainda não-urbanizado daquela avenida.

Na década passada houve três propostas para o local, a última das quais foi indeferida por Manuel Salgado no fim de 2008. Tal como os anteriores, o projecto contava com a promessa de "cedência" da parcela camarária confinante para "complemento de lote". As conclusões da sindicância de 2007, que apontavam para a ilegalidade da generalidade deste tipo de "cedências" - e desta em concreto -, contribuíram, porém, para que Salgado indeferisse a pretensão.

O loteamento agora aprovado contempla a transformação de um edifício fronteiro ao muro da Tapada das Necessidades, a demolição de um outro e a construção, no logradouro, de quatro blocos de apartamentos com cinco pisos, recuados em relação à Calçada das Necessidades, mas sobrelevados em relação à Infante Santo. A intervenção abrange apenas as duas parcelas do promotor, mantendo os dois lotes actuais, e dará origem a 29 apartamentos, com 75 lugares de estacionamento privativo no subsolo. A área total a construir será de 6938 m2, dos quais 670 serão para comércio e o restante para habitação.

O Núcleo Residente da Estrutura Consultiva do PDM - serviço composto por técnicos municipais - entende, porém, que a intervenção não deveria ter sido sujeita às regras dos loteamentos, devendo, pelo contrário, obedecer às normas para construção avulsa.

Proposta "inviável"

No parecer emitido, aquele serviço salienta que o recurso à figura do loteamento "não tem sentido" porque não são criados mais lotes, novos arruamentos, ou infra-estruturas. Porém, enfatiza, a utilização dessa figura "potencia a edificabilidade para além do permitido pela aplicação das normas gerais para construção em Área Histórica Habitacional". Ou seja, permite aumentar a área de construção.

Além disso, o parecer defende que o projecto da SGC "não respeita" o artigo do PDM que ali interdita a construção nos logradouros. "As questões atrás colocadas apontam para a inviabilidade da presente proposta", conclui. O incumprimento do PDM em matéria de estacionamento e áreas comerciais mínimas nos loteamentos é igualmente uma das raras conclusões a que chega o Departamento de Projectos Estratégicos (DPE), responsável pela informação em que se baseou Manuel Salgado. No estacionamento, manda o plano que o projecto contemple 69 lugares e ele não prevê um único. Quanto às áreas comerciais, faltam 23 m2 para o cumprir.

Apontados estes dois aspectos, a informação resume os pareceres emitidos, sem nada propor, deixando tudo "à consideração superior". Salientado no texto, bem como nos despachos da hierarquia do DPE, é o facto de a informação responder a um despacho de Manuel Salgado que ordenou a sua elaboração por forma a instruir "uma proposta de deliberação".

O despacho de Salgado

Nesse despacho, de Janeiro deste ano, Salgado diz que o processo "tem sido acompanhado" no seu gabinete, estando a ser desenvolvida, "em articulação com o promotor", uma proposta "diametralmente oposta à que vem sendo usual nesta zona da cidade". Por isso, acrescenta, "neste momento é necessário serem tomadas opções político-urbanísticas", determinando a feitura da informação do DPE e de uma outra do Departamento do Património Imobiliário (DPI). A propósito desta, tece uma crítica severa ao DPI, dizendo que o seu trabalho se deve "circunscrever ao que lhe é pedido, não emitindo juízos de valor sobre áreas que são da competência" de outros serviços. O remoque dirigia-se a uma anterior informação do DPI em que se emitiam sérias reservas sobre o projecto e se concluía que ele desvalorizaria a parcela municipal contígua.Na proposta que fez aprovar, Salgado omite parte das objecções dos serviços, nomeadamente as da Estutura Consultiva do PDM. Quanto às outras, justifica-as sobretudo com a cedência, pelo promotor, de 1572 m2 que, juntamente com os 1134 da parcela municipal [o que, somado, dá 2706 m2], permitirão "constituir um único espaço verde de utilização pública com a área total de cerca de 2900 m2".

Quanto à falta dos 69 lugares de estacionamento público, o autarca diz que ela é compensada em dinheiro. Aplicando as fórmulas em vigor, o DPI apurou 137.548 euros a pagar como compensação (1993 euros por cada lugar em falta). Adicionalmente, Salgado diz que "a operação viabilizará a construção de um parque público para 200 lugares, parcialmente em terreno" da SGC.

Um parque de estacionamento mal explicado

O loteamento aprovado não contempla a criação dos 69 lugares de estacionamento público exigidos pelo PDM, "dada a topografia do terreno e restrições do subsolo", explica Manuel Salgado na proposta que levou à câmara. "Contudo", acrescenta, "esta operação viabilizará um parque para 200 lugares, parcialmente em terreno da requerente", na Infante Santo. O texto não diz é que o terreno da SGC tem apenas 175 m2, pertencendo ao município os 2035 m2 restantes. De acordo com o processo camarário, a parcela a ceder pela SGC corresponde a um bico da propriedade, sem qualquer possibilidade de uso para construção e que há longos anos está integrado num dos cantos de uma zona de estacionamento criada pela autarquia no terreno que possui em frente ao edifício Bonag, no gaveto da Infante Santo com a Rua Embaixador Teixeira de Sampaio. Foi o direito de superfície em subsolo correspondente a esta parcela que o município cedeu em 2001 à empresa Esli, actualmente integrada na Emparque, para que ali construísse e explorasse um parque com quatro pisos subterrâneos e 225 lugares. No mesmo dia, a autarquia celebrou também com a Esli um contrato de promessa de constituição do direito de superfície de uma parcela confinante, de 225 m2, que ainda não era sua, mas que esperava vir a ser-lhe cedida para a urbanização já então em estudo. Ao que se constata agora, a parcela não tinha 225 m2, mas 175. Falta saber se a Emparque não os podia comprar à SGC e até se o parque era inviável sem essa nesga de terreno. A Emparque, que há cinco anos não manifestava interesse no projecto, informou Manuel Salgado em Março passado de que ia apresentar um novo projecto para o parque.

Salgado não responde

O PÚBLICO pediu por escrito ao vice-presidente da câmara que explicasse a sua posição face às informações dos técnicos municipais que apontam para o incumprimento do PDM no projecto cuja aprovação ele propôs. Idêntica pergunta foi feita em relação ao entendimento dos serviços de que o recurso ao loteamento apenas serviu para potenciar a área de construção. Ambas as questões são omitidas na proposta de Salgado, que, porém, mandou dizer ao PÚBLICO, através de uma assessora, que não iria responder às perguntas feitas.


(in Público)

Novo mapa de freguesias: guerra à vista.



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Novo mapa das freguesias de Lisboa deve estar em discussão pública a partir de Outubro
Por Victor Ferreira

António Costa já tem em mãos um estudo coordenado por Augusto Mateus e que terá "duas ou três propostas" de reorganização administrativa da capital


A reorganização administrativa da cidade de Lisboa deve entrar em discussão pública até Outubro, afirmou anteontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.

O autarca do PS está nesta altura a apresentar aos partidos um estudo que havia sido encomendado a um consórcio composto pelos Instituto de Ciências Sociais e Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). As recomendações desse estudo continuam, para já, em segredo, mas, ao que o PÚBLICO apurou, o documento prevê "duas ou três propostas" para uma nova arrumação das freguesias de Lisboa, que são 53 actualmente. Caso o autarca socialista consiga negociar uma solução com os outros partidos, este mapa será alterado através da fusão de algumas delas.

António Costa afirmou anteontem que pretende "um consenso municipal o mais alargado possível", e levantou a ponta do véu dizendo que um dos objectivos deste processo é "poder ter juntas com maior dimensão e massa crítica". Questionado ontem sobre o estudo que recebeu no fim de Julho, o gabinete de António Costa informou que o documento só será divulgado no final do mês, estando a ser apresentado aos partidos. O novo mapa será a questão mais sensível e que desperta mais interesse, mas o PÚBLICO sabe que esse estudo, coordenado por Augusto Mateus, antigo ministro do Governo de Guterres e docente ligado ao ISEG, não se limita a propor mapas alternativos. Faz também um diagnóstico à capital, tentando responder à pergunta como está Lisboa ao nível dos transportes, do urbanismo, da economia, do emprego. Fonte ligada ao processo referiu que o estudo inclui os resultados de três inquéritos distintos, levados a cabo junto de 1500 lisboetas, 1800 pessoas que vivem noutros concelhos mas entram na cidade todos os dias e a autarcas das freguesias (no anterior mandato).

Outro caminho seguido pela equipa coordenada por Augusto Mateus foi uma comparação de Lisboa com outras cidades "similares do ponto de vista cultural", como Barcelona, Madrid, Paris, Lyon, Marselha, Roma e Rio de Janeiro.

A reorganização da cidade foi um dos temas que Costa colocou no seu último programa eleitoral, como instrumento para alterar as "deficientes" condições da organização municipal de Lisboa, conforme reiterou na última quarta-feira, por ocasião de uma reunião de câmara descentralizada na Ameixoeira. com José António Cerejo e Lusa

(in Público)

No dia da leitura do acórdão da Casa Pia...


... a prostituição de menores prossegue no Parque Eduardo VII, como o atesta esta imagem do jornal «Público».
A esse jornal, disse «Carlinhos», menor, prostituto:
Eu posso ir com estes senhores para comprar um Porsche mas nunca serei como eles.
Nada a acrescentar.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Deixem estar, já estamos habituados...

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«Prazos para a chegada do metro de Lisboa ao Aeroporto descarrilam» (Público, de 27/8/2010).

Zé da Guiné: figura de Lisboa.





http://www.facebook.com/pages/Ze-da-Guine/143758565647444

Feira da Luz: 500 anos.





500 anos da Feira da Luz
A Feira da Luz, em Carnide, Lisboa, é das poucas no País com mais de quinhentos anos de história. De 4 a 26 de Setembro, milhares de pessoas vão encontrar todo o tipo de produtos nas várias bancadas existentes, sem esquecer o cariz religioso da feira.

André Pereira


Este tem sido, aponta Paulo Quaresma, presidente da Junta de Freguesia de Carnide, um dos aspectos mais esquecidos por parte da Câmara Municipal de Lisboa, que organiza a feira.

"No que diz respeito à logística do evento, não há nada a apontar, mas têm-se esquecido da vertente cultural e religiosa da feira", afirmou ao CM o presidente da Junta de Freguesia de Carnide, que aguarda a conclusão das obras de requalificação do Jardim da Luz para dar uma nova vida à Feira da Luz.

O ponto alto é a procissão em honra da Nossa Senhora da Luz, a realizar no último domingo de Setembro. "A lenda conta que um soldado português foi para a guerra em Ceuta. Durante o conflito, esse soldado terá sido salvo por uma luz, com a imagem de Nossa Senhora. Quando regressou a Portugal, construiu uma ermida onde é hoje o santuário de Nossa Senhora da Luz", contou Paulo Quaresma. Certo é que os relatos históricos dão conta de uma enorme devoção à Nossa Senhora da Luz, atraindo devotos de várias localidades.

Feira da Luz de 4 a 26 de Setembro
Local
Largo da Luz, Carnide
Horário
Dias úteis: 20h00 às 24h00
Sábados e Domingos: 10h30 às 24h00
Cortes de trânsito
Dias úteis: 20h00 às 24h00
Sábados e Domingos: 10h30 às 24h00
Durante todo o mês o trânsito será cortado no arruamento interior do jardim A faixa de corredor bus da Estrada da luz funcionará como corredor pedonal de acesso à feira
Santuário de Nossa
Senhora da Luz
Construído no séc. XVI
Principais devotos
Trabalhadores rurais
Saloios de Mafra e Sintra

(in Correio da Manhã).