terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mérito e Sociedade?!




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Para um partido que sempre clamou ser «diferente», o Movimento Mérito e Sociedade (MMS) revelou ser apenas mais outro partido, igual a todos os outros, particularmente na falta de respeito pelo espaço público e pelo património classificado. Foi o único partido que COLOU cartazes nos passeios de Lisboa. E atrevimento não lhe faltou nesta péssima novidade como se pode ver pelos cartazes no passeio mesmo em frente do edifício central da CML (Campo Grande 25). Mas cartazes como este ainda podem ser vistos em toda a Baixa, Chiado, Marquês de Pombal, Alvalade, Campo de Ourique, etc.. Junto a Monumentos Nacionais, Escolas e Centros de Saúde. Entretanto já passaram quase 4 semanas sobre o último acto eleitoral. Mais uma vez, a Comissão Nacional de Eleições não actua.
Entretanto, os cartazes estão a ficar degradados, pondo em risco a segurança de pessoas. Agora na época das chuvas, e na eventualidade de cidadãos sofrerem acidentes devido à superfície escorregadia dos autocolantes, o MMS irá assumir as suas responsabilidades?
Quando é que o MMS vai retirar todos estes cartazes do espaço público? Não podem esperar que seja o Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da CML a executar tal serviço.
Fernando Jorge

Chafariz da Esperança: a esperança de voltarmos a vê-lo...


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Resposta da presidência da CML à nossa denúncia do cartaz de propaganda instalado contra a lei junto a um Monumento Nacional (Chafraiz da Esperança). Entretanto, e enquanto se empurra a culpa para outro lado, o Chafariz da Esperança tem um cartaz de propaganda política na sua frente desde Setembro... A Comissão Nacional de Eleições, para quem também encaminhámos a denúncia, ainda não deu sinal de vida.
Fernando Jorge

Primavera, de Pedro Rapoula.


Capela de Santo Amaro: quem chama os escuteiros?

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Na Capela de Santo Amaro, que já aqui mostrámos vandalizada, há uma sede de um grupo de escuteiros. Fonte amigo diz-nos que não são eles os responsáveuis pelo lixo que se acumula já no interior da Capela. Já contactámos o Corpo Nacional de Escutas mas nada nos dizem. ALguém é capaz de falar com eles? Uma proposta: os escuteiros não poderiam dar uma ajuda na limpeza da Capela? E até na remoção dos grafitos...
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Boa!


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REQUALIFICAÇÃO DA PRAÇA DE ALVALADE TERMINA ESTE MÊS.
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O ordenamento do estacionamento, a pavimentação dos separadores com lioz e o rebaixamento das passadeiras de peões são alguns dos trabalhos contemplados na obra que o Metropolitano de Lisboa está a realizar na Praça de Alvalade e cuja conclusão está prevista para este mês.
O projecto de "requalificação" da praça foi desenvolvido pela Câmara Municipal de Lisboa e inclui, de acordo com um cartaz afixado no local, o "ordenamento do estacionamento, privilegiando a circulação pedonal" e a "renovação da iluminação pública e do arvoredo". Segundo um assessor de imprensa da autarquia lisboeta, as bolsas de estacionamento e áreas de circulação automóvel vão ser pavimentadas "em cubos de vidraço branco, de forma a unificar e clarificar os contornos da praça" e os separadores "com lajedo de pedra de lioz".
Na Praça de Alvalade, ao contrário do que acontece noutros pontos da cidade em que o Metropolitano de Lisboa concluiu obra mas deixou à superfície estaleiros ou amontoados de materiais sobrantes, são visíveis os trabalhos em curso. "À partida, não vemos razões para que o prazo não possa ser cumprido", disse o assessor do vereador do Espaço Público da autarquia, José Sá Fernandes, quando confrontado com o aparente atraso da empreitada. Mas também aqui, como denunciaram em Abril os vereadores do movimento Lisboa com Carmona, houve atrasos em relação ao previsto. Nessa altura os eleitos da oposição criticaram "o tapume ainda existente na Praça de Alvalade, decorrente da execução da obra de remodelação da estação de Alvalade, não obstante a mesma se encontrar concluída há largos meses".
"É excessiva a penalização dos lisboetas por obras que na maior parte das vezes se prolongam muito para além do inicialmente previsto", diziam os vereadores numa moção que acabou por não ser votada, acrescentando que "é igualmente excessiva a demora na remoção de estaleiros e ocupações de via pública após a conclusão das respectivas obras". Para Carmona Rodrigues e os outros dois vereadores do movimento, a atitude do Metropolitano de Lisboa é "injustificável", até porque "tem impedido, nos últimos anos, a devida fruição do espaço público por parte dos lisboetas de diferentes zonas da cidade".
O metro não respondeu às questões do PÚBLICO sobre a obra da Praça de Alvalade.
(Texto e imagem in Público).
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MAS NÃO MATEM AS LARANJEIRAS ! !

Boa!


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CÂMARA PEDE DOIS MILHÕES AO METRO PELA OCUPAÇÃO DA ALAMEDA COM ESTALEIRO.
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Câmara de Lisboa requereu ao Metropolitano de Lisboa o pagamento de cerca de dois milhões de euros pela ocupação com um estaleiro de parte significativa da Alameda de D. Afonso Henriques, situação que se verifica há mais de cinco anos e que, tal como noutros locais da cidade, se arrasta vários meses para além da conclusão das obras.
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Estaleiro na Alameda serve para estacionamento, sem obras visíveis
Mais do que a Avenida do Almirante Reis, que a rasga, é o estaleiro do metro que marca a existência de duas realidades distintas na Alameda: de um lado, há um parque infantil e um relvado que se estende até à Fonte Luminosa, enquanto do outro há um rectângulo feito de tapumes cobertos de graffiti, no interior do qual se vêem contentores, carros estacionados com direito a uma cobertura para protecção do sol e materiais de construção mas nenhum tipo de actividade visível que justifique a sua permanência.Os trabalhos de prolongamento da Linha Vermelha entre a Alameda e São Sebastião arrancaram em 2004 e, depois de várias derrapagens de prazos e custos, chegaram ao fim em Agosto deste ano. "Enquanto a obra durou, era um mal necessário; agora é um mal desnecessário", diz Rui Pessanha da Silva, presidente da Junta de Freguesia de São João de Deus, referindo-se ao estaleiro que se prolonga até ao Instituto Superior Técnico e que o autarca não acredita que seja removido até ao próximo ano. Caos anunciadoO metropolitano não esclareceu os motivos para o arrastamento da situação. Já a Câmara de Lisboa fez saber, através do assessor de imprensa do vereador José Sá Fernandes, que "notificou o metro para proceder ao licenciamento do estaleiro, solicitando o pagamento de cerca de dois milhões de euros, referentes às taxas de ocupação do espaço público". "Esta matéria está neste momento em discussão", disse a mesma fonte, sem avançar quando é que o espaço será desocupado. Na zona do Saldanha, repete-se a ocupação do espaço público já depois de terminadas as obras de prolongamento da Linha Vermelha. Nas imediações da praça, há pelo menos três áreas, duas delas isoladas com tapumes e redes metálicas e uma terceira desde há alguns dias coberta com um plástico preto, ocupadas com materiais de construção e detritos como restos de vassouras ou latas de tinta. Na Avenidada República a circulação automóvel continua a fazer-se de forma provisória, como indica a cor amarela dos pilaretes que separam os dois sentidos de rodagem e da sinalização horizontal, estando o canal central separado das vias laterais por blocos de cimento e redes metálicas. Já na Duque de Ávila são muitas as limitações ao trânsito, havendo troços transformados em becos sem saída e parques de estacionamento a céu aberto. O projecto da câmara para esta artéria, que como explicou o vereador do Espaço Público inclui o alargamento dos passeios e a criação de uma ciclovia e implica a redução do espaço para os automóveis e dos lugares de estacionamento, vai ser concretizado pelo metropolitano. O concurso público para a obra dos arranjos exteriores do prolongamento do metro entre a Alameda e São Sebastião, com um valor base de cinco milhões de euros e um prazo de execução de seis meses, foi lançado em Outubro e a abertura das propostas está marcada para o início de Dezembro. A intenção da autarquia tem sido muito criticada pelos presidentes sociais-democratas de várias juntas de freguesia da capital, incluindo o de São Sebastião da Pedreira, Nélson Antunes, que garante que também comerciantes e moradores estão contra o projecto. O vereador Sá Fernandes, no blogue Lisboa é muita gente, mostrou espanto com os protestos e lembrou aos contestatários que "o tal caos já está criado há muito tempo", desde que arrancaram as obras do metro.
(Texto e imagem in Público).

Uma proposta de um leitor. A ler e meditar.

Caríssimos amigos, gostaria de ter a oportunidade de partilhar convosco este meu projecto.
Chamo-me Gastão Freire de Andrade de Brito e Silva.
Sou fotógrafo de publicidade e arquitectura, recentemente tenho-me dedicado a um projecto de fotografia que chamei “Ruin’Arte”. O projecto "Ruin'Arte", é uma forma de chamar a atenção para a degradação do património arquitectónico deste País à beira mar plantado, são pedaços de história perdidos, são almas penadas do nosso passado. Procuro desta forma denunciar e catalogar alguns exemplos dramáticos que testemunham a falta de carinho que os nossos governantes ao longo do tempo devotaram a estes edifícios. Não pretendo apenas focar as minhas atenções na arquitectura "erudita", a história não se centra apenas em edifícios nobres, há casas de pastoreio, fábricas, moinhos, chalets, quintas, unidades militares e outros tipos de"monumentos" que igualmente merecem a nossa atenção. Obviamente devo enfatizar casos mais graves como palácios, paços reais, castelos, mosteiros e conventos... Espero com este trabalho não ofender susceptibilidades porque a culpa já vem de várias gerações... não é um caso de política mas de falta de sensibilidade histórica, um comportamento que é apanágio da nossa nação e que pretendo reverter através desta iniciativa. Desde a data da nossa fundação que nunca houve a preocupação em preservar o nosso património, não só das classes governantes como dos simples proprietários, que nunca souberam valorizar a nossa herança histórica que marcou o percurso de uma nação, deixando ao abandono o testemunho longínquo das nossas glórias passadas. É uma lacuna social e histórica que nos persegue há muitas gerações e tem deitado a perder muitas das nossas jóias de arquiterctura. Porém todos os governantes através dos tempos tiveram o mérito de erguer novos edifícios, talvez com a esperança de perpetuar o seu nome ligando-se a obras faraónicas e megalómanas que foram muitas vezes responsáveis pela desgraça financeira deste País que tanto amamos. Casos recentes como o Museu dos Coches, o CCB, os estádios do Euro 2004, o futuro TGV e outras obras, que sonegam verbas incalculáveis e conduzem Portugal a uma ruína cada vez mais evidente, são prova de uma incompetência financeira e falta de sensibilidade social e histórica, tal como dar prioridade a projectos inócuos que nada de melhor nos trarão, além de um protagonismo momentâneo no plano internacional. Considero que o melhor “espelho” sociocultural de uma nação é indubitavelmente a qualidade da arquitectura, não só nos estilos e nos materiais, mas essencialmente no estado em que se encontra. Somos um País rico em bons exemplos arquitectónicos, com uma história e estilos próprios que marcaram uma identidade cultural em todo o mundo. É uma obrigação que deve ser assumida pelos nossos governantes - a preservação desse património - e evitar a todo o custo que sejam apagadas as memórias de um povo que tanto fez para preservar a sua independência. É com orgulho que falamos de Camões, mas a casa que habitou em Lisboa está quase em estado de ruína, Julio de Castilho foi o primeiro e maior olissipógrafo, mas a autarquia pagou-lhe com a ruína da sua humilde casa (património municipal)... já nem falo de ingratidão, mas como se poderá explicar às gerações futuras, porque é que e como é que, aconteceu este descalabro... e acontecerá enquanto não se tomarem providências, enquanto não houver uma atitude firme que regulamente as incontornáveis burocracias que envolvem uma propriedade, enquanto não houver vontade política e preocupação moral com o nosso património arquitectónico. A perda do património arquitectónico é IRREVERSÍVEL!!!! Nada o poderá substuituir e apenas sobreviverá nas nossas memórias. É urgente fazer algo pelo futuro de Portugal e pela sua riquíssima cultura para as próximas gerações não se envergonharem dos seus egrégios avós. Quando o regime talibã demoliu os Budas gigantes o mundo inteiro sentiu vergonha e indignação ... é exactamente como me sinto quando observo a passividade com que se destrói a nossa história. Existe alguma solução? Só a morte não a tem... enquanto não houver derrocadas de edifícios todos eles poderão ser reabilitados. Todas as leis são feitas para bem da nação e seria urgente legislar nesse sentido!
Depois de muito pensar, apenas na qualidade de cidadão e não de engenheiro, advogado, arquitecto, autarca, ministro, historiador, economista ou qualquer outra profissão que esteja intimamente ligada a este assunto que tanto nos transtorna, cheguei à conclusão que seria muito mais fácil e até bastante rentável para o Estado português pôr em prática um plano que em cerca de cinco anos acabaria com a nossa ruína... Aqui vos apresento:
1º- Travar a construção em pólos urbanos enquanto houver uma ruína; devemos reedificar os bairros históricos antes de construir novos: todas as empresas de construção teriam muito mais trabalho se se dedicassem a este tipo de obras, o que proporcionaria novos postos de trabalho, mais-valias camarárias, melhor ambiente urbano e finalmente a oportunidade a muitas famílias de não residirem na periferia.
2º- Nomear várias comissões compostas por arquitectos, engenheiros, historiadores, advogados, arqueólogos, um fotógrafo ;-) , etc... para decidirem a viabilização e interesse de determinados imóveis, evitar a todo o custo que se prolongue mais do que o tempo necessário para finalizar um relatório e imediatamente proceder à sua recuperação.
3º- Avaliar todos os imóveis que necessitem de uma intervenção, concedendo ao proprietário uma permilagem e ao empreiteiro outra no valor da obra em questão, caso seja necessário, como no caso das heranças dificeis proceder à sua expropriação no prazo máximo de um ano.
4º- Nunca alienar património histórico e sim conceder licenças de exploração por tempo determinado em função do investimento feito na sua recuperação, tal como conceder regalias fiscais a quem se dedicar a edificios que proporcionem cultura e postos de trabalho.
5º- Criar uma fundação ou instituto que distinga os melhores projectos e incentive a este tipo de acções. Seria necessário uma entidade reguladora que evitasse a vandalização continuada de certas “empreitadas” que desvirtuam os objectivos a que se propõem e que são atentados ao termo reedificação.
6º- A formação profissional dentro de todas as áreas envolvidas neste processo, o que uma vez mais iria criar postos de trabalho e garantir a qualidade das obras e do futuro das mesmas. Se houver competência nos processos e profissionais neles envolvidos, creio que em cerca de um ano toda a legislação estaria elaborada, dando cerca de dois anos para as fases de projecto e início de obras, normalmente qualquer obra se completa ao fim de outros dois anos, perfazendo cinco anos no total. Sem ser demasiado optimista creio ser possível atingir esta meta. Pondo em prática estas acções, daríamos emprego a muitos cidadãos que dele necessitam, tiraríamos ao Estado o “fardo” da responsabilidade da preservação do património, reabilitaríamos a arquitectura e cultura de um País, daríamos nova vida às cidades e meios urbanos, a oportunidade de viver com dignidade a muitas famílias que vivem em prédios degradados, traríamos mais turismo a Portugal, teríamos mais orgulho em nós próprios e seríamos certamente um povo melhor... Tudo isto sem esforços financeiros da parte do Estado, dando-lhe ao mesmo tempo a oportunidade de rentabilizar este património através da máquina fiscal... É um sonho que se pode tornar realidade...
Com LUZ
Gastão de Brito e Silva

http://www.luzviva.com/

Elevador da Glória: fechado.





























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Depois da paragem do Lavra, agora é a vez do Glória parar para as intervenções técnicas periódicas. Esta trata-se de uma reparação geral de um transporte que ajuda a ultrapassar a barreira da colina entre os Restauradores e o Bairro Alto e que é Monumento Nacional, constantemente violado com pinturas e rabiscos que só servem para destruir...

Aqui ficam alguns registos dos trabalhos...

Cumprimentos,

Rafael Santos
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ACRESCENTAMOS NÓS: Compreende-se que os elevadores tenham de ter manutenção, para segurança de todos. Mas não se compreendem os grafitos. Como não se compreende que elevadores e/ou eléctricos andem com painéis publicitários. São uma das marcas mais características da cidade. O argumento provinciano: são das coisas de Lisboa que os turistas mais gostam. A sério, não deixem que sejam conspurcados. Nem por grafitos, nem pela publicidade. Em Lisboa, a publicidade atingiu uma presença e uma agressividade que faz com que tenhamos cada vez menos cidade. Rima, mas é verdade.

1.000 experiências a fazer antes de morrer: andar na carreira 28.



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Informa-nos o grande amigo Rafael Santos:
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Recentemente a editora inglesa Rough Guide, no seu capítulo dedicado a Portugal, elegeu o Eléctrico 28 como uma das “1000 experiências mais importantes do mundo”. Com a sua viagem "slow-motion" pelo coração histórico da cidade de Lisboa, esta carreira foi assim distinguida pela editora de diversos guias de cidades e países do Mundo.Este reconhecimento internacional vem dar mais força às promessas eleitorais da última campanha das Autárquicas, onde se falou de reaberturas de linhas e projecção de novos troços para eléctricos rápidos. Recorde-se que a carreira 24 então suspensa, continua à espera de decisões, estando nesta altura envolvida num «jogo do empurra». Sintra, o Bacalhau, a Costa Atlântica e o São João no Porto são também destaque nesta edição da editora inglesa. Já sobre a carreira 28, a Rough Guide, escreve mesmo que «se o melhor para chegar a Veneza é de barco, então para chegar a Lisboa o melhor é mesmo o eléctrico...».
Aqui fica na íntegra o artigo publicado sobre o Eléctrico 28:
1000 ULTIMATE TRAVEL EXPERIENCES
MAKE THE MOST OF YOUR TIME ON EARTH
A Rough Guide to the World
London, 2008PORTUGAL:
-Clearing your calendar for bacalhau
-Exploring mystical Sintra-Learning to surf on the Atlantic coast
-In search of the perfect tart
-Stop! It's hammer time at the Festa de São João
-Tram 28: taking a ride through Lisbon's historic quarters
«Tram 28: taking a ride through Lisbon's historic quarters»
Just as you should arrive in Venice on a boat, it is best to arrive in Lisbon on a tram, from the point where many people leave it for good: at Prazeres, by the city's picturesque main cemetery. Get a taxi to the suburban terminus of tram 28 for one of the most atmospheric public-transport rides in the world: a slow-motion roller coaster into the city's historic heart.
Electric trams first served Lisbon in 1901, though the route 28 fleet are remodelled 1930s versions. The polished wood interiors are gems of craftsmanship, from the grooved wooden floors to the shiny seats and sliding window panels. And the operators don't so much drive the trams as handle them like ancient caravels, adjusting pulleys and levers as the streetcar pitches and rolls across Lisbon's wavy terrain. As tram 28 rumbles past the towering dome of the Estrela Basilica, remember the famous bottoms that have probably sat exactly where you are: the writers Pessoa and Saramago, the singer Mariza, footballers Figo and Eusebio.
You reach central Lisbon at the smart Chiado district, glimpses of the steely Tagus flashing into view between the terracotta roof tiles and church spires. Suddenly you pitch steeply downhill, the tram hissing and straining against the gradients of Rua Vitor Cordon, before veering into the historic downtown Baixa district. Shoppers pile in and it's standing room only for newcomers, but those already seated can admire the row of traditional shops selling sequins and beads along Rua da Conceicao through the open windows.
Now you climb past Lisbon's ancient cathedral and skirt the hilltop castle, the vistas across the Tagus estuary below truly dazzling. The best bit of the ride is yet to come though, a weaving, grinding climb through the Alfama district, Lisbon's village-within-a-city where most roads are too narrow for cars. Entering Rua das Escolas Gerais, the street is just over tram width, its shopfronts so close that you can almost lean out and take a tin of sardines off the shelves. »

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Forte de Santa Apolónia / Bateria do Manique.


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O discurso acima é eloquente e grandioso. A realidade, porém, ainda mais.
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Um forte no meio de Lisboa. Dava um parque interessante, um ponto de interesse turístico.
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E, de facto, já começaram a reproduzir as condições de vida do século XVII. O cuidado deste pessoal com o património histórico é excepcional.
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Os novos conceitos museológicos apontam, na verdade, para uma lógica de interacção com os públicos. Por outras palavras: em vez de quadros nas paredes, a malta jovem só vai a um museu se houver cenas fixes em digital, de preferência jogos baris de porrada com mouros.
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Aqui, optou-se por recuperar a flora seiscentista. Já citada no «Tratado das Virtudes da Sempiterna Couve-Galega», impresso por ordem régia de 1685.
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O Forte, como se vê, foi deliberadamente reconstruído para fixar na pedra as marcas de muitas pelejas.
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E quem pensar que isto é mais um caso de desleixo não passa de um ganda tótó que não percebe nada da «linguagem dos sítios», como se diz em inglês técnico.
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Ao fundo, a Torre Branca, cruel e desfigurador «pastiche» feito no século XIX, escola de Violet-le-Duc. Há quem goste. Nós achamos que descaracterizaram a arquitectura portuguesa chã que ele até houve um cámone que escreveu sobre essa cena da arquitectura chã.
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As calças do Senhor Governador do Castelo dão um toque pessoal a uma edificação de guerra. Humanizam o local. É preciso compreender a multivariação dos públicos-alvo destas recriações históricas. As crianças das escolas, por exemplo, apreciam sobremaneira esta exibição do quotidiano do Manique.
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Um sinal de trânsito do século XVII, princípios do século XVIII. Óptimo estado de conservação.
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A envolvente do Forte é outro dos fortes deste lugar envolvente.


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O relvado mantém-se, apesar dos esforços do Vereador dos Espaços Verdes, o Shôr Zé, em converter tudo numa imensa horta da bela couve-galega.
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A porta do castelo. Para evitar a invasão de técnicos de conservação e restauro, de cidadãos abelhudos e dessa maltosa do património, entaipou-se a porta. Isto tem um nome: bom senso.
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O extraordinário das cidades históricas é como tudo recorda o passado. Eis uma estrada macadamizada. Igualzinha às dos tempos dos Filipes, reis estrangeiros de má memória.
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Pessoal do IGESPAR, da CML e do CAMANDRO. Agora em linguagem que vocês percebem: acham bem esta cena má estar assim toda fatelosa? E ainda têm a lata de meter umas bandeirinhas?
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Umas muralhas grafitadas e tantos que mais, que cena é esta, bacanos?
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Sim, isto é um forte do século XVII. Na Lisboa do séc. XXI. É espantoso como evoluímos. Para pior. Mas agora, graças ao «Magalhães», as novas gerações não vão ser como esta gente que deixou levar isto a este estado. A partir de agora, tudo vai mudar. Inscreva-se nos concursos de «paint-ball», às terças e domingos.
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Homenagem a Maluda.






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Rua da Padaria.
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Os vãos de um andar nobre, num prédio de rendimento pombalino, reduzidos a isto. Será que o Darwin explica esta evolução? Baixa Pombalina: Imóvel de Interesse Público, em vias de ser classificado «Monumento Nacional». É isto que queremos candidatar a Património Mundial da Humanidade? É esta a cidade onde queremos viver?
Fernando Jorge.


Publi-cidade: o Marquês.




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O monumento ao Marquês de Pombal, 3 semanas depois do último acto eleitoral (e 5 semanas após as eleições legislativas!). Este ano foi um péssimo ano para o Marquês...
Fernando Jorge