O Fórum Cidadania Lx vem manifestar grande preocupação pelo cenário de caos e destruição com que ontem nos deparámos no Miradouro de Nossa Senhora do Monte, e de que enviamos uma selecção de fotografias à atenção de V. Exas., demonstrando que:
1. Todo o espaço público, e respectivos equipamentos, está extremamente vandalizado (muros, pavimentos, candeeiros, etc.), incluindo a Capela. 2. O miradouro, assim como os arruamentos de acesso (R. de N. Sra. do Monte, R. de S. Gens e Tv. do Monte), apresenta graves problemas de higiene urbana (deposição de resíduos fora do horário, dejectos caninos, varredura insuficiente). Inaceitável também é a presença de viaturas abandonadas na via pública (Ex: R. de S. Gens 12 e Travessa do Monte 32-A). 3. Na área do miradouro estão, há vários anos, 3 caldeiras sem árvores (logo aproveitadas para estacionamento selvagem). 4. Os acessos pedonais estão comprometidos pelo estacionamento selvagem, pelo que seria aconselhável instalar pilaretes nos passeios. 5. O Miradouro apresenta problemas de segurança tanto durante o dia como durante a noite.
É nesta vergonha que consiste a “opção estratégica” de aposta na requalificação dos miradouros da nossa cidade?
Considerando a extraordinária importância deste Miradouro, não podemos deixar de chamar a atenção de V. Exas. para a vergonhosa situação em que ele se encontra e apelar para uma acção de limpeza, plantação de árvores em falta e ordenamento do estacionamento. Por último, poderia a CML estudar a instalação de um quiosque no Miradouro, ajudando assim a manter o local mais habitado e seguro.
Aproveitar onde sobra, para distribuir onde falta. É este o nosso objectivo: evitar o desperdício de alimentos fazendo-os chegar às pessoas que têm fome. O Banco Alimentar recebe toda a qualidade de géneros alimentares, ofertas de empresas e particulares, em muitos casos excedentes de produção da indústria agroalimentar, excedentes agrícolas, da grande distribuição e ainda, produtos de intervenção da União Europeia.
São recolhidos localmente e a nível nacional, no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar.
A estas dádivas, acrescentam-se os produtos oferecidos por particulares, nas campanhas de recolha efectuadas nas superfícies comerciais.
Uma logística
Os Bancos Alimentares possuem uma organização logística profissional para:
a recolha e o encaminhamento de produtos alimentares;
a sua triagem e armazenagem;
o controlo de qualidade;
rede de frio;
Uma partilha
Os Bancos Alimentares abastecem, ao longo de todo o ano, instituições de solidariedade com actividade em Portugal. Para além da entrega gratuita de alimentos destinados às pessoas com carências alimentares, os Bancos Alimentares acompanham e partilham a acção das instituições no sentido de lutar contra a exclusão social.
Agir com as instituições
Cada Banco Alimentar celebra acordos com as instituições de solidariedade da sua região, tendo em conta as suas características próprias de actuação. A ajuda alimentar é efectuada na forma que melhor se adapta às necessidades da população apoiada:
cabazes de produtos alimentares entregues às famílias;
refeições confeccionadas: servidas nos lares, creches, ATL, ou outros centros; distribuídas na rua aos sem abrigo; entregues ao domicílio; etc.
Uma total transparência
Os Bancos Alimentares são instituições não governamentais, apolíticas e não confessionais. Comprometem-se a praticar uma gestão transparente que obedece a regras estritas, idênticas para todos os Bancos. Possuem contabilidade organizada e as contas são auditadas anualmente por uma empresa exterior, que garante a sua idoneidade.
Hoje, no dia da cerimónia de homenagem da entrega do PRÉMIO SOPHIA pela Academia Portuguesa de Cinema, na categoria Carreira, a Isabel Ruth, António de Macedo e António da Cunha Telles, alertamos para os sinais de vandalismo e falta de manutenção do miradouro da Graça, rebaptizado recentemente com o nome da escritora. Particularmente lamentável e triste é vermos o seu busto já vandalizado com graffiti.
Com os melhores cumprimentos,
António Branco Almeida, Fernando Jorge e Júlio Amorim
Arco do Bandeira Arco do Bandeira: entrada para a Rua dos Sapateiros a partir do Rossio. Lisboa, freguesia de São Nicolau.
Arco «do Bandeira» e não «da Bandeira, já que recebeu o nome em homenagem a Pires da Bandeira, que «entrou» com o dinheiro para a sua construção (projecto de Manuel Reinaldo dos Santos).
A varanda costuma (ou costumou) ser designada por «Varanda da Inquisição», dado ter sido transferido para esse local o Tribunal da Inquisição, por ordem do Marquês do Pombal.
No local funcionou durante 160 anos o Grémio Lisbonense, tendo este recebido ordem de despejo, executada (salvo erro) em 2008.