sábado, 16 de fevereiro de 2013

Comemorações dos 20 anos da Orquestra Sinfónica Portuguesa




















 




















 

Um colectivo formado unicamente por instrumentistas femininas da Orquestra Sinfónica Portuguesa as “Damas de São Carlos”, constituído por Velyiana Hristova, Ewa Michalska, Marjolein de Sterke, Regina Stewart, Nariné Dellalian, Sónia Carvalho, Kamelia Dimitrova, nos violinos,  Diana Savova, Bárbara Duarte ,no violoncelo, Anita Hinkova no contrabaixo e Etelka Dudas, Mª Cecília Neves nas violas.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mercearia Mimosa da Lapa


Em 1932, Adão Dantas decidiu abrir uma nova mercearia no número 94 da Rua da Bela Vista à Lapa, em Lisboa. Na pequena assoalhada, a Mimosa fazia a usual oferta de maças e pão fresco. O sobrinho, Manuel Dantas, manteve a tradicional ocupação mas, com a vitalidade das mercearias a esmorecer, fechou o estabelecimento em 1996.




Foi apenas preciso despertar alguma curiosidade em Carlos Costa, lojista do Bazar da Lapa, para descobrir uma mercearia ao abandono. Na demanda restauradora, chamou os amigos lisboetas Tiago Veloso e Gabriel Garcia para criar uma mercearia para o século XXI, com bicicletas, quadros e vinho, entre outras iguarias.

“Não tirámos nada, excepto uma fiambreira e fotocopiadora”, diz Tiago Veloso. A entrada da Mimosa é um testemunho dos tempos, mantendo o característico armário de madeira. As maçãs ainda são presença obrigatória, agora complementadas pelas pastilhas Gorila, chouriços, doces e vinho. “Na loja queremos ter produtos de qualidade, que não estejam acessíveis nos supermercados”, acrescenta. No entanto, a peculiaridade não se restringe à mercearia, o antigo armazém transformou-se num ponto para ciclistas e galeria de arte. “A única regra que nos propusemos a cumprir é a venda exclusiva de produtos nacionais ou lusófonos”, indica Tiago.














“A Mimosa resulta de uma partilha de paixões comuns, a comida, a arte e as bicicletas”, diz Gabriel Garcia. Além da venda de bicicletas e selins, a marca de roupa Rasto serve de linha exclusiva aos ciclistas, podendo mesmo vestir-nos de nostalgia com um boné e pala a condizer. “A nossa loja serve de pequena oficina comunitária, com bombas de encher e remendos”, indica Tiago, que além de lojista é adepto das bicicletas. O outro ciclista no activo é Gabriel Garcia, que além da vida sobre rodas ainda se dedica às artes de pincel sobre a tela. “Não queremos concorrer com galerias, apenas mostrar algum trabalho”, conta. 


















A oferta democrática e dinâmica da Mimosa coincide com a reinvenção de alguns espaços em Lisboa. “Um dos nossos objectivos é entrar no circuito dinâmico dos novos espaços”, revela Gabriel. Entre decoração original e encontrada na rua, os primeiros dias de abertura têm sido característicos pela clientela que reencontra a mercearias de outros tempos mas muito diferente. No futuro esperam-se provas de degustação, tertúlias e apresentações de novos projectos. Na saudável mistura do tradicional com o peculiar, será possível vender mais alguma coisa? 

“Também vendemos charme”, dizem-nos.
(Texto in Jornal i)










Mimosa da Lapa


Rua da Bela Vista à Lapa, 92-96,
Lisboa
www.amimosadalapa.pt

Todos os dias 10h – 20h

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lisboa Arruinada: o OBNI de S. Mamede




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Conferência Lisboa: a espessura do Tempo



A conferência Lisboa: a espessura do Tempo põe em perspetiva a ideia de que a construção da Cidade de Lisboa enquanto uma forma de Paisagem é um fenómeno que se pode compreender a partir do conhecimento da sua Natureza, da transformação dessa Natureza em Paisagem, da construção da sua Paisagem enquanto fenómeno Cultural e do potencial de desenvolvimento que contém no seu próprio Corpo e Identidade. A aproximação à complexidade desta forma de Paisagem que se constitui como Cidade é feita de forma não-linear, porque o que resulta do conhecimento a partir de diferentes perspetivas (a Natureza, a Construção, a Cultura e a sua Revelação) não pode jamais ser entendido de forma fragmentada, mas através da sua articulação. Terá a Paisagem da Cidade de Lisboa uma Genética que contem todos estes dados e a explica? Poderá ser entendida enquanto Erupção, Sedimentação e Metamorfose de factos Naturais e Culturais interrelacionados e cristalizados na forma urbana e nas suas dinâmicas? Poderá o desenvolvimento de um novo ciclo histórico, cultural e económico, recriar a sua identidade, poder económico e afirmação cultural, e construir uma Cidade, que é uma Região, que é uma Paisagem Global?
Desenvolvendo-se ao longo de quatro sessões durante o mês de fevereiro, a conferência abordará os temas da ‘Natureza da Cidade’, da ‘Paisagem como Transformação’, da ‘Paisagem como Construção Cultural’ e da ‘Espessura do Tempo’, procurando introduzir diversas perspetivas de conhecimento acerca da formação da Cidade de Lisboa, da sua Natureza subjacente e presente, da sua receção enquanto fenómeno cultural e coletivo, e do seu potencial de renascimento e transformação, questionando de que forma a sua Identidade pode constituir a principal energia e processo de renascimento.
João Gomes da Silva (Lisboa, 1962) é Arquiteto-Paisagista, vive e trabalha em Lisboa e dedica-se à produção de pensamento e espaço de Paisagem. A conferência resulta do seu envolvimento no Laboratório de Paisagem. É professor no Departamento de Arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa, e na Accademia di Architettura di Mendrisio.

SEGUNDAS-FEIRAS
4, 11, 18, 25 DE FEVEREIRO

Grande Auditório · 18h30 
Entrada gratuita


Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início de cada sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.

Este ciclo de conferências será transmitido em direto no site.
Informações
 21 790 51 55
 culturgest.bilheteira@cgd.pt

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lembrar, lembrar sempre



Ao contrário dos presidentes, os reis não morrem. Dir-se-ia que o Rei é um só, com cambiantes de carácter  e do tempo que cada episódio da monarquia vai oferecendo. Enganavam-se os republicanos quando afirmavam que a ideia monárquica desapareceria com a partida de D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe. Enganaram-se uma vez mais quando, sem descendência, morreu D. Manuel II. Mas a ideia ficou, o sentimento de simpatia familiar do povo permaneceu inquebrável,  não obstante os poderosos tudo terem feito para que ao longo de décadas a nossa família real fosse exilada, censurada, minimizada e, até, ridicularizada. Mais de um século após a infame matança, eis que o Chefe da nossa Casa Real é um dos mais respeitados homens do país, de decência, patriotismo e desinteresse pessoal absolutamente inquestionáveis. O mistério da monarquia não tem mistério porque, afinal, o Rei também somos nós, portugueses aspirando à libertação, à partilha de tudo quanto dos une, ao bem que desejamos para esta terra. O Rei é todos num homem. Por isso não tem agenda, não tem partido, não negocia, não trai, não promete, não vive do contingente, não tem amigos na acepção comercial de um interesse.