sexta-feira, 4 de março de 2011

Tóbis: à venda. A triste canção de Lisboa.







No Lumiar, Estúdios da Tobis à venda, um ícone do Cinema Português

O Estado Português quer vender a sua actual participação maioritária no capital da Tobis, o estúdio histórico do cinema português, localizado no Lumiar, em Lisboa. A base de licitação para a operação pode aproxima-se dos sete milhões de euros.

O anúncio da venda já saiu em Diário da República, com a indicação de que as propostas de aquisição deverão ser entregues junto do Instituto de Cinema e Audiovisual, até 9 de Março próximo. Nesse mesmo dia, as propostas recebidas serão abertas em sessão pública.

Gostaria de deixar um pouco da sua história, é sempre bom reviver momentos de ouro do cinema Português e da sua ligação ao Lumiar.

Em 1920 – Francisco Mantero vende terreno com antigas edificações da Quinta das Conchas, mediante escritura de 5 de Janeiro, à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha.

Em 1932 A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm é constituída a 3 de Junho. Um mês de depois, adquire uma parcela de terreno da Quinta das Conchas, outrora vendido por Francisco Mantero à empresa Técnica Publicitaria Film Gráfica Caldervilha e aqui nascia o primeiro estúdio da companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm.

Em 1934 A companhia Portuguesa de filmes sonoros Tobis Klangfilm, que entretanto mudou a sua designação para Tobis Portuguesa, inaugura a 17 de Agosto o novo estúdio, aqui viriam a ser filmados obras como:

A Canção de Lisboa, realizado por Cottinelli Telmo (com Beatriz Costa, Vasco Santana, António Silva e... Manoel de Oliveira). (1933)

As Pupilas do Sr. Reitor, de Leitão de Barros, segunda longa-metragem. (1935)

Maria Papoila de Leitão de Barros. (1937)

João Ratão, de Jorge Brum do Canto, apresentado com o filme cultural Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul de Fernando Fragoso e Raul Faria da Fonseca. (1940)

O Pai tirano de António Lopes Ribeiro ou O pátio das Cantigas produzido por António Lopes Ribeiro e realizado Francisco Ribeiro (Ribeirinho). (1941)

O Costa do Castelo, de Arthur Duarte. (1943)

A Menina da Rádio, de Arthur Duarte.
O Leão da Estrela, de Arthur Duarte, com António Silva, Milú, Erico Braga, Curado Ribeiro, Laura Alves, Artur Agostinho, Maria Olguim. (1947)

A Tobis, teve um papel importante no âmbito da indústria cinematográfica nacional, na sua contribuição para o desenvolvimento do cinema em Portugal e na sua inserção no contexto mais geral da história contemporânea portuguesa; próximo de 80 anos de história na fabricação de cinema em Portugal, está a viver uma pagina negra na sua historia, o futuro para os 66 trabalhadores não está fácil, a maioria com mais de 25 anos de casa, não são excepção no que toca por vezes ao pagamento do salário em atraso.

Os estúdios estão integrados numa malha urbana, bastante apetecível aos especuladores imobiliários, vamos ver o que este filme nosso reserva, esperando que tenha um final feliz.
João Carlos Antunes

Depois de Galliano, nada será como dantes.


Loja Sisley, no Chiado.

D. Carlos I, fotógrafo.


Obrigado, Vítor Freire!

Caro(a) Amigo(a)



Tomámos conhecimento da recente demissão do director do Pavilhão de Segurança, Museu do Hospital Miguel Bombarda, Dr. Vítor Freire, decidida pelo Conselho de Administração de Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

A demissão do director do Museu, a única pessoa que conhece profundamente o seu acervo, é naturalmente preocupante numa altura em que o Hospital Miguel Bombarda está prestes a encerrar, o seu espólio não está totalmente recolhido e inventariado, e quando não existe uma decisão da Senhora Ministra da Saúde e do Governo face à continuidade e ao necessário desenvolvimento do único Museu de Arte de Doentes / Outsider Art e de Neurociências da Península Ibérica.

Recordamos que a 23 de Dezembro foi apresentado um Apelo propondo o alargamento do Museu para a zona do edifício conventual contígua ao Balneário, dispondo de salas para exposições temporárias, atelier para doentes, sala de conferências no Salão Nobre com azulejaria barroca, além do imprescindível acondicionamento das colecções e do valiosíssimo Arquivo Histórico, de alto nível europeu, Apelo esse subscrito por grandes personalidades, como António Damásio e Paula Rego. (ver anexo).

Vítor Albuquerque Freire é economista, administrador hospitalar de carreira e com o antigo mestrado de história pela Faculdade de Letras, sendo figura bem conhecida no campo da administração hospitalar e da história dos hospitais. Exercendo funções no Hospital Miguel Bombarda desde 1999, a ele se deve:

- Elaboração do estudo e proposta ao IPPAR para classificação do Pavilhão de Segurança e do Balneário D. Maria II, aceite em 2001, colocando na agenda mediática estes notabilíssimos edifícios votados até então ao esquecimento, e que acabam de ser formalmente classificados como Conjunto de Interesse Público com ZEP em Dezembro passado;

- Direcção das meticulosas obras de restauro do Pavilhão de Segurança, durante três anos, com apoio do IPPAR e DGEMN;

- Autor do livro "Panóptico, Vanguardista e Ignorado", bastante elogiado pelos meios académicos e pela crítica, em resultado de profunda investigação em história da arte e da ciência sobre o Pavilhão de Segurança, um dos seis edifícios panópticos no mundo e antecessor do design e arquitectura modernista;

- Criação do Museu de Sítio, instalado no Pavilhão de Segurança, com visitas guiadas ao Balneário e Gabinete onde o Prof. Bombarda foi assassinado, e actividade cultural regular (é divulgado em vários Sites estrangeiros, como Go Lisbon, Turismo de Portugal nos EUA, Lonely Planet, além dos dedicados a Outsider Art);

- Progressiva recolha e salvaguarda das várias colecções que formam o acervo do Museu em grande parte inventariadas e também estudadas: de Arte de Doente, com perto de 5.000 exemplares (reconhecida internacionalmente como muito valiosa) , incluindo pintura e desenho, pequenas esculturas, poesia e prosa; de fotografia, com cerca de 4.500 exemplares; material clínico e mobiliário; manuscritos diversos, incluindo os Livros de Registo de todos os doentes de 1848 até 1942.

Em artigo publicado no jornal Público do dia 13 de Fevereiro, (em anexo), Vítor Freire defendeu a não dispersão das colecções e arquivos do Hospital, a sua classificação como património nacional, e a sua integração no futuro Museu de Arte de Doentes e de Neurociências, instituição moderna de nível europeu, uma mais valia para o país para a cidade e para a Cultura Portuguesa, instalado na zona de entrada do edifício do antigo convento, no Balneário D. Maria II e no Pavilhão de Segurança.

Daí a nossa estupefacção e o nosso protesto por esta demissão.

Melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Carlos Moura e Fernando Jorge


O BLOGUE LISBOA SOS ASSOCIA-SE POR INTEIRO A ESTE PROTESTO.

Petição: pelas piscinas do Campo Grande!





Os abaixo-assinados solicitam ao Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, e ao Senhor Vereador do Desporto, Dr. Manuel Brito, que corrijam junto do promotor, com carácter de urgência, o projecto de arquitectura referente à reabilitação da Piscina Municipal do Campo Grande.

Como tem sido afirmado publicamente pelos mais variados sectores da sociedade, e que aqui os abaixo-assinados reafirmam, trata-se de um projecto de estética duvidosa e, mais grave, potencialmente atentatório ao projecto original de Keil do Amaral, referência da arquitectura paisagística do século XX, e ao próprio Jardim do Campo Grande, enquanto espaço de lazer e desporto, livre, tanto quanto possível, de construções.

Os abaixo-assinados saúdam os procedimentos e os esforços desenvolvidos pela Câmara de Lisboa em tentar reabilitar as piscinas municipais do Areeiro, Campo Grande e Olivais, mas declaram-se contra a adulteração do projecto original do Arq. Keil do Amaral e a construção de um edifício de três pisos e 5.000m2 no Campo Grande.

http://www.gopetition.com/petition/43575.html





Ainda o túnel...



Conclusão do Túnel do Marquês arranca para a semana

O estaleiro das obras de conclusão da saída do Túnel do Marquês para a Avenida António Augusto Aguiar (Lisboa) vai começar a ser instalado na quarta-feira, revelou hoje a vereação do PSD. A informação foi confirmada pela câmara.
Numa nota divulgada hoje na sua página da Internet, o grupo, que foi notificado para retirar do local o outdoor que contestava o atraso da empreitada, para que a mesma possa agora avançar, «congratula-se» com a medida, confirmada pelo vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva (independente eleito na lista do PS).
A vereação liderada por Pedro Santana Lopes considera que a colocação da mensagem «Tanto tempo passado e o túnel ainda tapado. Inaceitável!», em Janeiro, alcançou os seus objectivos.
«Depois dos inúmeros apelos e insistências por parte da vereação face às várias promessas falhadas do executivo camarário e adiamentos consecutivos, vão finalmente recomeçar os trabalhos no Túnel do Marquês», refere o PSD.
Os vereadores lembram que a obra, a última relativa ao túnel, está quase concluída, «bastando apenas desbloquear a rampa de saída» para a António Augusto Aguiar, e sublinham que os atrasos na abertura tem motivado «um enorme transtorno diário a milhares de automobilistas».
Lusa/SOL

A imperatriz Josefina.





Josephine Baker lembrada
A actuação de Josephine Baker no Teatro da Trindade, em Lisboa, há 70 anos, é motivo para um conjunto de iniciativas sobre a cantora negra nascida nos EUA, que foi espia e activista dos direitos cívicos.

As iniciativas incluem uma exposição documental e de pintura que é inaugurada hoje no Trindade, um musical (também nesse teatro, nos dias 11 e 12), a edição de um livro e um passeio pelos locais que a cantora visitou.

Baker, que se naturalizou francesa em 1937, visitou várias vezes Portugal entre 1939 e 1960. Além de vir cantar, as suas deslocações serviram também para desenvolver actividade de espionagem para a Resistência contra os nazis.
(in Correio da Manhã).

Vale de Santo António: um buraco COLOSSAL.





O Cidadania Lx denuncia o MONSTRO que querem fazer. Esta gente não pára? Não pára para pensar? Querem meter um viaduto cidade dentro, pela Olegário Mariano, um verdadeiro MONSTRENGO. Que está no fim do mar? Não, que lhe vai entrar pela porta, amigo cidadão. Em tempo de crise... não está mal.
http://cidadanialx.blogspot.com/2011/03/pu-do-vale-de-santo-antonio.html

Ofícios do Património.



http://oprurb.org

quinta-feira, 3 de março de 2011

Insistimos...

Panóptico, Vanguardista e Ignorado. A 8.ª ou o Pavilhão de Segurança do Hospital Miguel Bombarda.

“Aqui, pensou o médico, desagua a última miséria, a solidão absoluta , o que em nós próprios não aguentamos suportar, os mais escondidos e vergonhosos dos nossos sentimentos, o que nos outros chamamos de loucura que é afinal a nossa e da qual nos protegemos a etiquetá-la, a comprimi-la de grades, a alimentá-la de pastilhas e de gotas para que continue existindo, a conceder-lhe licença de saída ao fim de semana e a encaminhá-la na direcção de uma «normalidade» que provavelmente consiste apenas no empalhar em vida” [...] “quando ali entrara no início do internato e o levaram a visitar o decrépito edifício medonho do hospital de que apenas conhecia até então o pátio e a fachada, cuidara-se num casarão de província habitado pelos fantasmas de Fellini: escorados por muros que escorriam de humidade pegajosa, débeis mentais quase nus masturbavam-se em movimentos de balanço voltando para ele o espanto desdentado das bocas; homens de cabeça rapada estendiam-se ao sol, mendigavam ou acendiam cigarros cujas mortalhas eram pedaços de jornal escurecidos de cuspo; ocos de ideias, vegetais trémulos durando apenas; e havia o redondel da 8.ª enfermaria e as pessoas contidas pelos ferros, símios vagarosos moendo frases desconexas, a encalharem ao acaso nos buracos de curro em que dormiam”. (in Memória de Elefante, 1979. António Lobo Antunes)

Uma imagem que diz muito.





Observemos bem a imagem. Parece apenas mais um sinal vertical de trânsito mas é mais um sinal de uma doença crónica de Lisboa. É assustador.

Que tipo de cidade é esta onde a meio de uma avenida urbana a CML resolve colocar um "aviso" aos automobilistas alertando para a existência de peões?! É nesta cidade que queremos viver?!

Os passeios desta ex-nobre avenida estão reduzidos à miníma expressão que se vê na imagem; a placa central arborizada, desenho oitocentista típico das Avenidas Novas, está ocupada (com a conivência da CML) por estacionamento selvagem; as árvores que sobrevivem estão doentes, vão sendo abatidas e algumas morrem mesmo atropeladas - todas sacrificadas a esse todo poderoso cidadão principal chamado «O Senhor Carro»!

Concluíndo, 90% deste arruamento foi entregue, de mão beijada, à circulação e estacionamento do automóvel.

Lisboa transforma bem desenhadas avenidas urbanas em estradas perigosas, cenário anti-urbano, degradado e de cariz suburbano.

E perante este caso concreto a CML, alguns anos atrás, só falava em fazer nesta avenida mais uma saída do túnel do Marquês!

Fernando Jorge

Vê «com preocupação a situação».







Arquivo do Miguel Bombarda estudado na Torre do Tombo


O secretário de Estado da Cultura disse ontem numa audição parlamentar que o seu ministério vê "com preocupação a situação" do Hospital Miguel Bombarda. Elísio Summavielle respondia a uma pergunta sobre o arquivo e a colecção daquele hospital, que está a ser encerrado, e cujo destino ainda não está definido. O arquivo do Miguel Bombarda, garantiu, "está já a ser estudado" por técnicos da Torre do Tombo.

Summavielle esclareceu que o espólio do Miguel Bombarda - que inclui o Pavilhão de Segurança, um "documento único da arquitectura e da medicina a nível europeu", um arquivo fotográfico, documentação científica e uma "colecção notável" de arte bruta feita pelos doentes - não pertence ao Ministério da Cultura (pertence ao da Saúde). "Não queremos tutelar, mas sim ajudar", sublinhou. Summavielle disse também que na zona de Belém foi já concluída "uma obra fundamental" no leito do rio Seco, por baixo do edifício da Cordoaria, para o qual o MC pretende transferir o Museu Nacional de Arqueologia, actualmente no Mosteiro dos Jerónimos. Esta obra protege o edifício, que se "encontra em perfeito estado de conservação" e cujas paredes "não têm uma única fissura".

Questionado sobre a reestruturação em curso dos serviços do Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), e os receios que está a provocar nos meios da arqueologia, Summavielle garantiu que "as atribuições e competências do Igespar não vão mudar", mas será dada às direcções regionais de cultura "mais operacionalidade na decisão e acompanhamento nessas matérias, mais técnicos, mais capacidade de intervir no terreno." Alexandra Prado Coelho

Um abraço aos nossos colegas do Porto!



http://outra-face.blogspot.com

António Costa recandidata-se a Lisboa em 2013.





António Costa recandidata-se a Lisboa em 2013

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, vai recandidatar-se, em 2013, a um último mandato na autarquia da capital, avança o jornal Público.

António Costa só se vai candidatar se tiver o apoio do partido, e caso seja eleito este será o seu último mandato na Câmara de Lisboa.

A nova lei limita a três mandatos o tempo máximo de permanência de um presidente à frente de um executivo camarário.


(in A Bola).

MUDE: sem pagar a quem trabalha, é fácil...



O seguinte texto apresenta-se como um depoimento que pretende expor publicamente a situação que ocorre com a equipa de assistentes de exposição do MUDE - Museu do Design e da Moda, Lisboa.

Contexto Geral


À data de abertura, em Maio de 2009, o MUDE inicia a sua actividade contando com uma equipa de assistentes composta por cerca de 30 jovens, tendo este número actualmente evoluído para cerca de 70. Este corpo de assistentes de exposição é composto por estudantes do ensino superior, nas áreas das artes (Design, Artes Plásticas, História de Arte, Conservação e Restauro, Teatro, etc.) e licenciados nas mesmas. A estratégia da direcção do museu requer funcionários com qualificação a nível superior, sobre o acordo de receber 4,5€ por hora, num regime de disponibilidade para preenchimento de turnos.

A equipa é encarregue do funcionamento do museu -- recepção, serviço de bengaleiro, vigilância das exposições, receptividade ao diálogo com os visitantes. Diariamente, esta dedica-se ao projecto no sentido de assegurar, acima de tudo, um serviço de qualidade.

Os assistentes prestam serviços através de recibos verdes, sendo actualmente contratados por uma associação sem fins lucrativos denominada Associação de Dinamização Cultural Aumento d'Ideias.

Esta é, por sua vez, contratada pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) com o fim de coordenar os assistentes bem como o serviço educativo do MUDE.

Objectivo da denúncia

Dado o contexto de atrasos nos pagamentos que se tem verificado em praticamente toda a história de funcionamento do MUDE, e sem perspectivas de melhoramento, o objectivo é dar exposição ao caso no sentido de acelerar as regularizações em falta.

Pretende-se expor, não a situação de trabalho em regime de Recibos Verdes (o qual sempre foi aceite por todos os prestadores de serviço), mas sim as falhas relativas aos intervalos de tempo excessivos de pagamento que os assistentes têm sofrido. Para este efeito, o presente texto pretende contextualizar o historial dos acontecimentos que culminam na situação actual.

Sem intenção de difamar a instituição ou impor uma imagem pejorativa, revela-se unicamente o modo como foram conduzidos os acontecimentos, as decisões tomadas e as respectivas consequências. O objectivo é, como já foi referido, obrigar à justa e correcta valorização do trabalho do corpo de assistentes, e, desta forma, contribuir para o prestígio da instituição.


Atrasos nos pagamentos

MAIO a AGOSTO de 2009
Desde a inauguração do MUDE, em Maio de 2009, até Agosto de 2009, a forma de pagamento esteve por definir. Ainda que, fosse do conhecimento geral que seria a C. M. L. a disponibilizar a verba para os pagamentos da equipa de assistentes, durante esta época, nunca existiu modo de canalizar essas verbas.

AGOSTO a DEZEMBRO de 2009
Em Agosto de 2009, a C.M.L. faz uma parceria com a empresa de serviços de segurança, Growth, Lda., criando assim a ponte para a equipa de assistentes. Neste momento, os assistentes são conduzidos a assinar um contrato, que para fins burocráticos declara que passariam a ser funcionários desta empresa. Apenas quem assinasse o contrato poderia continuar a trabalhar no museu.
O primeiro ordenado surge então em Setembro.
Devido à não resolução do atraso dos pagamentos, pela dinâmica de trabalho da empresa de segurança, esta termina este contrato em Dezembro de 2009.


JANEIRO a JUNHO de 2010
Entre Janeiro e Junho de 2010, o corpo de assistentes assegura a abertura e o funcionamento do Museu, apesar da sua situação relativamente aos pagamentos não se encontrar regularizada. Por conseguinte, durante estes seis meses os assistentes prestam serviço sem serem remunerados.


JUNHO até 14 de SETEMBRO de 2010
Em Junho de 2010 é celebrado um contrato com a Associação de Dinamização Cultural Aumento D’ideias, que fica responsável pela remuneração e coordenação da equipa.
Até 14 de Setembro de 2010, pela primeira vez os pagamentos são feitos dentro da normalidade.


15 SETEMBRO de 2010 até FEVEREIRO de 2011
Neste período de tempo, os pagamentos aparecem mais uma vez de modo fragmentado. Em Novembro é efectuado o pagamento de 15 de Setembro até 14 de Outubro, e em Fevereiro o pagamento referente ao último trimestre de 2010.

SITUAÇÃO ACTUAL
Parecem ter sido tentadas por parte da entidade coordenadora novas medidas para regularizar os pagamentos do mês de Janeiro.
Continuamos até à presente data sem notícia clara de quando, em que condições, e com que regularidade, serão efectuados os próximos pagamentos.

Uma vez mais, os assistentes estão a trabalhar sem receber.

Aspectos do estatuto dos assistentes

O estatuto do assistente não está oficialmente definido para além das tarefas estipuladas no início da colaboração. Como tal, o assistente acaba por se desdobrar noutras funções: assistente de produção e montagem, registo fotográfico ou videográfico de eventos, etc. Sendo grande parte destas tarefas, distribuídas pelos assistentes que se encontram a fazer turno
sem aviso prévio.

Os assistentes estão a trabalhar actualmente sem contrato (o qual terminou em Setembro de 2010). Sem serem remunerados no devido tempo e sem receber qualquer tipo de juros de mora pelos atrasos.
Como trabalhadores independentes, os assistentes são obrigados a pagar um seguro de acidentes de trabalho, sem que a situação dos pagamentos tenha sido resolvida.
É ainda estabelecido como requisito do trabalho a presença “obrigatória” nas formações e reuniões de coordenação (não remuneradas).


Diálogos

Seguidamente passamos a expor a conduta que tem vindo a ser levada a cabo pelas entidades coordenadora e directora.
A resposta a quaisquer tentativas de negociação é: "estas são as condições, se não quiserem trabalhar nestas condições são livres de terminar o vínculo".
Face à passividade por parte das entidades coordenadora e directora, geraram-se ondas de descontentamento ao longo do tempo.

A entidade coordenadora, face a esta insatisfação propõe a realização de um inquérito, o qual é realizado próprios assistentes, enviado posteriormente a quem o requereu. Este não chega a circular por aparente falta interesse da coordenação.

Entretanto, é sugerida uma movimentação formal no seio do corpo de assistentes e comunicada à entidade coordenadora. Esta consistiria em não dar disponibilidade nos dias 11, 12 e 13 de Março de 2011, fim-de-semana correspondente à Moda Lisboa (com eventos a ter lugar no museu) e à Marcha da Precariedade. O objectivo da mesma seria forçar esclarecimentos e acelerar o processo de regularização de forma permanente e decisiva.

Esta tentativa de movimentação teve com consequências ultimatos de término da prestação de serviços com os elementos que manifestassem abertamente vontade em participar. O que acabou por ser posto em prática.
A Associação Aumento d’Ideias dispensou vários assistentes, alegando incompatibilidades com tais "posturas públicas".

Já foram também dirigidas queixas à Autoridade para as Condições de Trabalho, cuja resposta obtida foi apenas que, não haveria qualquer possibilidade de resolver a questão dos atrasos de pagamento sem dar início a um processo judicial.

Conclusão

A direcção do MUDE - Museu do Design e da Moda, optou por constituir uma equipa de assistentes que valorizasse o projecto e prestasse um serviço proactivo de qualidade; mas nunca considerou as questões relativas ao seu pagamento. A direcção insiste em manter esta equipa sem assegurar as devidas e justas condições para o desempenho do seu trabalho.

Ao longo do período de funcionamento do museu, a situação foi passível de ser mantida na irregularidade devido à conformação por parte dos jovens. Durante todos os períodos em falta, a equipa de assistentes continuou a desempenhar as funções regulares, bem como em eventos especiais (visita das Primeiras Damas no âmbito da Cimeira da Nato, do estilista Tommy Hilfiger, entregas de prémios, etc.).

Mesmo sem uma solução à vista, a entidade coordenadora continua a empregar mais jovens.

Pretende-se, portanto, segundo um princípio de responsabilidade cívica que se acredita obrigatória, denunciar publicamente a conduta lamentável das entidades directora e coordenadora, cujos métodos são baseados em princípios de exploração e abusos morais, procurando-se uma sensibilização geral face a esta situação, e, promover uma acção que vise
contemplar soluções correctas, justas e legais.

Sendo o MUDE um centro de mobilização cultural, de reanimação da Baixa Lisboeta e um vértice de divulgação da cultura portuguesa, assim como, recepção de inúmeros acontecimentos de relevante importância nacional e internacional (galardoado recentemente com prémio de Inovação e Criatividade da APOM - Associação Portuguesa de Museus), é,
sem dúvida, fundamental dignificar este projecto.

Lisboa, 2 de Março de 2011
Grupo para a Defesa dos Direitos dos Assistentes do MUDE

Uma opinião controversa, mas respeitável. Opinem os leitores!



















Para quem estiver na cidade de Lisboa e passar na Av. Fontes Pereira de Melo, vai encontrar 3 edifícios emparedados, mas com desenhos surpreendentes sobre os suportes das fachadas e alçados laterais.

Desenhos que expressam algumas emoções, através dos elementos que compõem as várias obras ali gravadas, associado a um ideal de belo, conseguem absorver a nossa atenção, ficando para segundo plano o facto dos edifícios estarem devolutos.

Esta arte urbana é um produto da evolução da humanidade que expressa as suas experiencias e emoções criando este tipo de diálogo intencional, conseguindo interferir na Cidade, especialmente se considerarmos a paisagem urbana de Lisboa, abandonada, este tipo de arte, na minha opinião deixa a cidade menos tristes e monótona.

João Carlos Antunes






Há problemas no MUDE. Em breve, damos notícias.





Boa Tarde,


Somos um grupo composto por assistentes do MUDE - Museu do Design e da Moda. Vimos por este meio denunciar as condições de trabalho que actualmente se vivem neste museu, nomeadamente a questão permanente de atrasos de pagamento.


Para este efeito, enviamos em anexo três documentos que dão a conhecer em detalhe esta situação.

1. Nota de Imprensa - Descrição detalhada das condições de trabalho e pagamento dos assistentes desde a abertura do MUDE até à data.

2. Cronograma de pagamentos

3. Inquérito de satisfação no trabalho realizado pelos assistentes


Desde já agradecemos a atenção dispensada.

Com os melhores cumprimentos,




Grupo para a Defesa dos Direitos dos Assistentes do MUDE

De um leitor, ideias para Lisboa.

Automatic car park Budapest

http://www.youtube.com/watch?v=d0iUPtjfByU

www.woehr.de/en/projekte/budapest_m730/index.htm


Na Galiza, Espanha, eles já têm uma segunda a ser construída:
http://www.farodevigo.es/comarcas/2010/12/28/concello-busca-propuestas-segundo-parking-subterraneo/503967.html