domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lisboa Arruinada: o OBNI de S. Mamede




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Conferência Lisboa: a espessura do Tempo



A conferência Lisboa: a espessura do Tempo põe em perspetiva a ideia de que a construção da Cidade de Lisboa enquanto uma forma de Paisagem é um fenómeno que se pode compreender a partir do conhecimento da sua Natureza, da transformação dessa Natureza em Paisagem, da construção da sua Paisagem enquanto fenómeno Cultural e do potencial de desenvolvimento que contém no seu próprio Corpo e Identidade. A aproximação à complexidade desta forma de Paisagem que se constitui como Cidade é feita de forma não-linear, porque o que resulta do conhecimento a partir de diferentes perspetivas (a Natureza, a Construção, a Cultura e a sua Revelação) não pode jamais ser entendido de forma fragmentada, mas através da sua articulação. Terá a Paisagem da Cidade de Lisboa uma Genética que contem todos estes dados e a explica? Poderá ser entendida enquanto Erupção, Sedimentação e Metamorfose de factos Naturais e Culturais interrelacionados e cristalizados na forma urbana e nas suas dinâmicas? Poderá o desenvolvimento de um novo ciclo histórico, cultural e económico, recriar a sua identidade, poder económico e afirmação cultural, e construir uma Cidade, que é uma Região, que é uma Paisagem Global?
Desenvolvendo-se ao longo de quatro sessões durante o mês de fevereiro, a conferência abordará os temas da ‘Natureza da Cidade’, da ‘Paisagem como Transformação’, da ‘Paisagem como Construção Cultural’ e da ‘Espessura do Tempo’, procurando introduzir diversas perspetivas de conhecimento acerca da formação da Cidade de Lisboa, da sua Natureza subjacente e presente, da sua receção enquanto fenómeno cultural e coletivo, e do seu potencial de renascimento e transformação, questionando de que forma a sua Identidade pode constituir a principal energia e processo de renascimento.
João Gomes da Silva (Lisboa, 1962) é Arquiteto-Paisagista, vive e trabalha em Lisboa e dedica-se à produção de pensamento e espaço de Paisagem. A conferência resulta do seu envolvimento no Laboratório de Paisagem. É professor no Departamento de Arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa, e na Accademia di Architettura di Mendrisio.

SEGUNDAS-FEIRAS
4, 11, 18, 25 DE FEVEREIRO

Grande Auditório · 18h30 
Entrada gratuita


Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início de cada sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.

Este ciclo de conferências será transmitido em direto no site.
Informações
 21 790 51 55
 culturgest.bilheteira@cgd.pt

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lembrar, lembrar sempre



Ao contrário dos presidentes, os reis não morrem. Dir-se-ia que o Rei é um só, com cambiantes de carácter  e do tempo que cada episódio da monarquia vai oferecendo. Enganavam-se os republicanos quando afirmavam que a ideia monárquica desapareceria com a partida de D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe. Enganaram-se uma vez mais quando, sem descendência, morreu D. Manuel II. Mas a ideia ficou, o sentimento de simpatia familiar do povo permaneceu inquebrável,  não obstante os poderosos tudo terem feito para que ao longo de décadas a nossa família real fosse exilada, censurada, minimizada e, até, ridicularizada. Mais de um século após a infame matança, eis que o Chefe da nossa Casa Real é um dos mais respeitados homens do país, de decência, patriotismo e desinteresse pessoal absolutamente inquestionáveis. O mistério da monarquia não tem mistério porque, afinal, o Rei também somos nós, portugueses aspirando à libertação, à partilha de tudo quanto dos une, ao bem que desejamos para esta terra. O Rei é todos num homem. Por isso não tem agenda, não tem partido, não negocia, não trai, não promete, não vive do contingente, não tem amigos na acepção comercial de um interesse. 



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Os Santos Nus







 Fachada da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo
























 Fachada da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo


 Anjinho dos "Santos Nus"

Ora então, no domingo convencionado, o povo de Lisboa atraído pelos mistérios da Paixão de Jesus Cristo, subia ao Chiado para ver... o passeio do Senhor em pouca roupa. Jamais o povo teve semelhante ideia de erotização. Porém a devoção popular chamar-lhe-ia, em caricatura: os"Santos Nus" - já São Gonçalo de Amarante não teve melhor sorte. O seu imenso cordel, que servia para que todos os fiéis o pudessem tocar, teve na voz e na malícia do povo outros desígnios evoluindo de fálicos doces até aos "ordinarecos" bonecos das Caldas, que do bento frade evoluí até ao jogador de Futebol. É portanto a eterna alma portuguesa que implorando piedosamente reza, chora e suplica e na sua atitude sadia, como "piece de resistence", ainda graceja piadolas...










Fechando tudo caminhava o Povo lamecha, nos propósitos já descritos, que se acumulava nas esperas da procissão percorrendo-a até ao seu término.





Posted by Bartolomeu at 12:00  em: http://santossantinhos.blogspot.pt/2009/03/procissao-do-triunfo-ou-dos-santos-nus.html