segunda-feira, 27 de abril de 2009

Temos um fã na CML.



Uma semana depois do nosso pequeno reparo sobre as obras no novo espaço infantil do Jardim da Estrela, a CML já mandou tirar os perigosos ferros que lá se encontravam. Porreiro, pá. A sério.



Mas não só. Olha o que sobrou da placa do Continente:


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Realmente, o Zé sempre me pareceu um tipo um bocado ambivalente. Ora fecha a Praça das Flores para a publicidade da Skoda, ora critica a poluição visual e o fecho da Avenida da Liberdade para publicidade de Renault. Ora o Jardim das Francezinhas está óptimo, ora fecha para obras. Ora BE, ora PS. Ora obras no Jardim pagas pelo Eng. Belmiro, ora tira a placa. Decide-te, pá. Assim, não é porreiro, pá.

Lisboa SOS no Diário de Notícias.

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por RUI PEDRO ANTUNES
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Da simples denúncia de problemas à proposta de solução, na blogosfera multiplicam-se os espaços em que Lisboa é tema. O DN foi conhecer as motivações por detrás de alguns destes projectos.
Terminam em blogspot.com mas, tendo em conta os temas sobre os quais incidem, o domínio podia ser outro: blogspot.lx. O domínio "lx" não existe, mas tal não impede vários blogues de terem como tema a cidade de Lisboa e afirmarem-se cada vez mais como espaços de debate, denúncia e informação.
"Um blogue que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na capital". Esta é a premissa do Cidadania LX, um dos blogues do género mais visitados. Não descartando estes "sugestivos" verbos, o administrador Paulo Ferrero acrescenta que o Cidadania é um espaço de "defesa de causas, do património, do ambiente, de melhor mobilidade, de luta por mais oferta cultural e de denúncias de corrupção".
Apesar de hoje ser um motivo de orgulho, Paulo Ferrero não guarda as melhores recordações da origem do blogue. Isto porque "o espaço surgiu para travar o processo de demolição da casa onde viveu Almeida Garrett", em Campo de Ourique mas tal não aconteceu. A primeira causa foi perdida mas ao longo destes cinco anos "várias situações foram corrigidas graças ao blogue", conta.
O Lisboa SOS, o Carmo e a Trindade e a Sétima Colina são alguns dos muitos espaços não políticos que se dedicam à cidade. Muitas vezes são autênticos órgãos de informação que se antecipam à comunicação social. Paulo Ferrero também escreve n'O Carmo e a Trindade e explica que "há notícias que aparecem nos jornais que somos nós que denunciamos dias antes".
António Almeida, autor do Sétima Colina e de mais quatro blogues temáticos sobre a capital, confirma. Foi na "sétima colina" de Lisboa que António, profissional na área das telecomunicações, sempre viveu e, por isso, decidiu adoptar o nome para o blogue pessoal, onde escreve sobre "coisas, locais e cheiros da cidade". Acredita que postar no blogue é um acto de "cidadania" e confessa que para desempenhar essa tarefa goza de um importante privilégio. "Uma presidente de junta que é minha amiga facultou-me uma credencial para aceder a locais e eventos", esclarece.
E se Ferrero gosta de olhar para o Cidadania como um blogue de "denúcia", já António Almeida acredita que "a denúncia só pela denúncia não em interessa. Não se deve perder tempo com isso, é preferível apontar caminhos para as soluções."
Todos os bloguistas que o DN contactou indicaram como blogue "bem conseguido" e "engraçado" o Lisboa S.O.S.. Este espaço é da responsabilidade de seis autores anónimos que vão denunciando, numa sequência de fotografias, situações de degradação na área urbana da capital. O blogue é inspirado no site inglês Fix My Street, onde qualquer pessoa pode indicar o que está degradado na rua onde vive. O conceito foi adoptado pelo Lisboa S.O.S. que pretende alertar para situações deploráveis que, devido ao hábito, já ninguém repara.
Sejam culturais, de consciência ambiental ou políticos, os blogues sobre a cidade de Lisboa são cada vez mais. Seria impossível referir todos, porque ao contrário do que se passa nos blogues, o espaço aqui não é infinito.

Diário de Notícias, de 27 de Abril de 2009

DEMOLIDOS.


Prémio Valmor (1930)
Rua Castilho, 64-66
Arqt.º Raul Lino da Silva


Prémio Valmor (Menção Honrosa) (1930)
Av. da República, 54
Arqt.º Porfírio Pardal Monteiro

Ver estrelas.


United Colors of Leonel Moura.


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Inaugurados os "Jardins Portáteis", de Leonel Moura, junto ao Cais das Colunas.
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Parece que a ideia agradou a muitos dos que passam pela mais nobre e imponente praça de Lisboa, em devaneio turístico ou na correria para o emprego. Talvez por isso, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, foi ontem ver como as oliveiras se movimentam pelo Terreiro do Paço. São assim os 45 "jardins portáteis", idealizados por Leonel Moura, que a autarquia adquiriu por 70 mil euros. Mexem-se à força dos pés de quem se senta na estrutura plástica que sustenta a pequena árvore. Talvez também por isso o autarca já pense em deslocá-las, depois das comemorações do 25 de Abril, para a Praça da Figueira, onde darão o colorido de que o local tanto carece. E Costa lançou novo desafio, convidando outros artistas plásticos a apresentarem projectos para a cidade. A praça encheu-se de gente e, não fosse o vento que a fustigava e a poeira das obras que brindava os visitantes, muitos mais por ali tinham ficado. O artista plástico explicou então que o seu "jardim portátil" permite aos cidadãos, pelo seu movimento, participar na vida da cidade. Sobre a árvore escolhida, destacou que dá sombra a quem nela se acolhe e que está fortemente enraizada à cultura portuguesa e à cidade de Lisboa.
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70 mil euros = 14 mil contos. Andam a brincar com quem?
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O plástico deve estar muito caro. 70 mil euros?!
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Leonel Moura, “o artista do regime”, nem sempre tem sido feliz. Lembro as rotundas na Marginal encomendadas pela Câmara Municipal de Cascais. Relvados abaulados que secaram e acabaram por ser substituídos. Desconheço se a intenção era tratar-se da "arte efémera", como efectivamente se tornou.

No âmbito dos festejos das comemorações do 25 de Abril, sem prazo para serem retirados, os 45 “jardins portáteis” adquiridos pela Câmara Municipal de Lisboa por 70 mil euros vão estar frente ao Cais das Colunas. Mesmo ali ao lado, nas arcadas da Praça junto da entrada do Ministério das Finanças, continuam a viver vários sem-abrigo sem qualquer apoio do município que pelos vistos ainda tem 70 mil euros aqui, e ali. Enfim...
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É com isto que nos atiram areia para os olhos? A obra da Praça já não vai estar prontinha a tempo, pois não? Assim, entretêm as pessoas. Gestão António Costa: Praça aberta, sem carros mas com barracas de farturas; praça fechada, com obras; praça com bonecos de 14 mil contos. Bonito. Carote. Um fartote. Fartote vilanote. Vilanagem. Ao dinheiro? Uma aragem lhe deu. Por favor, mais decoro, menos decoração. Menos Leonel Moura, mais Machado de Castro. Se faz favor.

Lisboa, 1961.


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Não somos dados a revivalismos sem sentido. Havia muita gente a viver muito mal na Lisboa dos anos sessenta. Houve umas cheias em 67. Na zona da Grande Lisboa, entre 500 e 600 mortos. Mas, vista assim, era uma cidade bem postaleira.
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A Avª dos Estados Unidos da América, sem marquises.
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E, pasme-se, ainda existia aquela coisa que, como é que se chamava? Pois é, havia a Praça do Comércio. Era logo no fim da Rua Augusta. Lembram-se?

Lisboa Sem Sentido


Quando eu era pequenino, ensinaram-me que não era bonito ler os diários alheios, mas, graças à Web, e como homenagem ao «wit» nacional e ilustração da memória pátria, não resisti a mais um suculento naco da prosa intimista do dr. Santana:

Que futuro para a Praça do Comércio? Conferência.


Obrigado, FNando.


Obrigado, Patrícia.