quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Até que a morte os separe.





Cidadãos por Lisboa não podem ser grupo municipal autónomo do PS

Pareceres jurídicos pedidos pela Assembleia Municipal de Lisboa concluíram pela impossibilidade dos Cidadãos por Lisboa,liderados por Helena Roseta, virem a constituir-se como grupo municipal autónomo do PS, conforme pretendiam os deputados independentes eleitos na lista.
(Lusa)

Perhaps prayer with help.



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«We whine to a halt, clang the bell. This morning some little lettuce has parked his car too close to the tramlines just below the Sé (cathedral). The driver does all he can to nudge his tram through the gap but can't pass. He gets out and climbs the Sé's steps. Perhaps prayer will help.»

in Backwards Out Of The Big World - A Voyage into Portugal
Paul Hyland
Flamingo, London 1997


Nota: passados quase 15 anos, este relato do inglês Paul Hyland continua actualíssimo...
Fernando Jorge

Acessibilidade: uma mensagem importante.

Boa tarde, agradecemos a vossa referência ao Núcleo de Acessibilidade da CM Lisboa, e a divulgação do folheto (teremos todo o gosto em enviar-vos a versão integral, em pdf, se quiserem distribui-lo).

Parece-nos importante notar o seguinte:

1. Nos termos da lei vigente, a CMLisboa (como todas as câmaras municipais) tem um prazo para adaptação dos passeios existentes. Enquanto esse prazo não tiver acabado, a falta de largura não configura, em rigor, uma situação de ilegalidade (esta 'nuance' não a torna menos incómoda nem resolve nenhum problema, claro, mas é importante ter presente).

2. O cumprimento das normas de acessibilidade não é função exclusiva do Núcleo de Acessibilidade. A nossa missão é disponibilizar apoio técnico aos diversos serviços da CML que têm - esses sim - competências e (alguns, por vezes poucos) meios para fazer cumprir a Lei. Porque a Acessibilidade diz respeito a todos, e deve ser uma missão de todos.

3. Estamos ao v/ dispor, através dos contactos indicados, para prestar esclarecimentos e partilhar conhecimentos sobre Acessibilidade.

Milionário compra arquivo da Magnum. E tu, Berardo?



Foto de Robert Capa.
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Michael S. Dell comprou 185 mil fotografias que constituíam o arquivo da mais famosa agência de fotojornalismo.
O multimilionário Michael S. Dell (fabricante dos computadores Dell) comprou todo o arquivo impresso da agência de fotografias Magnum: 185 mil imagens, entre as quais as fotografias tiradas por Robert Capa no desembarque da Normandia e os retratos que Cartier-Bresson fez ao pintor Pablo Picasso. O valor do negócio não foi revelado, mas os analistas do mercado estimam que o acervo estará avaliado em cerca de 71,3 milhões de euros.
Dell não comprou os negativos mas as impressões originais, que a agência mantinha no seu arquivo e que eram mostradas aos vários meios de comunicação para serem vendidas. Nas costas das fotografias estão carimbos, selos e as indicações sobre a venda da imagem e onde foi publicada. Isto significa que Magnum mantém os direitos sobre as imagem e continuará responsável pela sua gestão comercial.
Este é um dos mais importantes arquivos fotográficos do século XX. A agência Magnum foi criada em 1947 pelos fotógrafos Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour "Chim", George Rodger e William Vandivert como uma cooperativa, de modo a gerirem directamente o seu trabalho, rompendo assim com o monopólio das grandes agências. Desde a sua fundação, a agência manteve as impressões originais na sua sede, em Manhattan. No entanto, como todas as outras agências, a Magnum passou a digitalizar o seu arquivo em 1998 e começou a considerar a hipótese de vender as impressões.
Apesar de só agora ser conhecida, a venda concretizou-se, discretamente, no ano passado. A MSD Capital, empresa de Michael S. Dell, fez um acordo com o Harry Ranson Center, na Universidade do Texas, em Austin, para o arquivo, estudo e exposição das fotografias por um período mínimo de cinco anos. Em meados de Dezembro, dois camiões viajaram de Nova Iorque até Austin carregados com a preciosa colecção, segundo conta o The New York Times. "Os camiões tinham GPS e eu estava tão nervoso que acompanhei todos os segundos da viagem", contou o director da Magnum, Mark Lubell.
"Ter esta incrível colecção em Austin é especialmente excitante para mim", afirmou, em comunicado, Michael S. Dell, cuja fortuna pessoal está calculada em mais de oito milhões de euros, de acordo com a revista Forbes.
Para a Magnum, esta venda é também uma oportunidade para se reinventar e resistir à crise que afecta o mercado.
(in «Diário de Notícias»).

Dá-te asas... ao orçamento.


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António Costa não esclareceu oposição sobre todos os contornos da operação. Custo mínimo fica em 350 mil eurosContratos diferentes A maioria socialista que governa a Câmara de Lisboa fez ontem aprovar, contra a vontade dos partidos da oposição, o financiamento da corrida de aviões Red Bull, que se realizará em Setembro. Resta agora saber qual será a factura final a pagar pelo município, uma vez que nem todos os gastos foram ainda contabilizados.Ao certo, sabe-se que a autarquia terá de financiar a prova até ao máximo de 350 mil euros. Mas mesmo esse valor pode vir a subir se, por exemplo, o Turismo de Portugal não comparticipar o evento com o meio milhão de euros que atribuiu às edições anteriores, realizadas no Porto. "Creio ser impensável o Turismo de Portugal não atribuir o subsídio", declarou ontem o presidente da câmara, António Costa, tentando dissipar dúvidas. Só que o autarca deixou uma vez mais por esclarecer vários aspectos ligados à operação financeira que suporta a realização da corrida, numa reunião camarária subordinada a este assunto. Em quanto importarão os gastos com segurança e com a logística do evento, que Lisboa e Oeiras terão também de suportar? Ninguém parece saber. Terá a empresa que se comprometeu a encontrar patrocínios para a Red Bull Air Race, no valor de 2,5 milhões de euros, fornecido garantias bancárias que cubram a eventualidade de não conseguir apoios suficientes? Por que razão a Associação Turismo de Lisboa afirmava, há uma semana, que a comparticipação camarária seria de 250 mil euros para afinal ser de 350 mil? António Costa não soube responder nem à oposição, nem aos jornalistas. O empresário de eventos desportivos João Lagos não aceitou o convite do Turismo de Lisboa para angariar patrocínios. Mesmo assim, não tem dúvidas: "O país precisa de eventos destes, que a população vai com certeza adorar." Então porque não se associou? "Não tinha disponibilidade." E também havia um certo risco financeiro, admitiu ao PÚBLICO.
(in «Público»).

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O exemplo de Cascais. Os Tutores de Bairro.

A revista «Visão» traz uma interessante reportagem sobre uma experiência em Cascais. Alguns moradores são escolhidos como «patrulhas verdes» no concelho, com o nome de «tutores de Bairro». São 93, cobrindo 85% do concelho. Em 2009, fizeram 1.743 pedidos, o que equivale a 8 pedidos diários. A experiência do programa «Tutor de Bairro» tem sido um sucesso. Porque não a aplicar em Lisboa?

Em defesa do Príncipe Real: um novo blogue.


Acompanhe: http://amigosprincipereal.blogspot.com/

Boas notícias para o Hot Clube.


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Clube de jazz está a ultimar um projecto de obras
Hot Clube vai manter-se na Praça da Alegria

A apertada cave onde o jazz entrava pela noite dentro vai desaparecer de vez, mas o Hot Clube de Portugal deverá renascer, ainda que provisoriamente, num prédio devoluto da Câmara de Lisboa, também situado na Praça da Alegria.
Sem apoio camarário será preciso recorrer a mecenas para pôr a nova sede a funcionar (Enric Vives-Rubio)
Em declarações ao PÚBLICO, Luís Hilário, programador e director artístico do Hot Clube, revelou que estão "a ultimar o projecto para a nova instalação do clube", depois do incêndio que inutilizou o antigo espaço em Dezembro. A solução provisória para o mais antigo clube de jazz português e um dos mais antigos do mundo será o rés-do-chão de um prédio devoluto próximo da antiga cave, de "construção mais recente do que o do Hot e que terá sido provavelmente uma loja ou armazém", adianta o mesmo responsável, mantendo para já segredo sobre a localização precisa. Luís Hilário acrescenta, por outro lado, que a Câmara de Lisboa informou o Hot Clube de que a sua antiga cave iria ser demolida, conservando-se apenas a fachada do imóvel. O PÚBLICO não conseguiu confirmar esta informação junto da autarquia.A administração do clube aguarda agora a realização de um orçamento para o novo espaço, que precisa de obras. A avaliação está a ser feita por um gabinete de arquitectura e engenharia composto por antigos frequentadores do Hot Clube, que "estão a trabalhar gratuitamente no projecto", vinca Luís Hilário. "Estamos à espera de saber quanto custaria este novo espaço para depois vermos como vamos financiá-lo", adianta. A expectativa do clube é que a Câmara de Lisboa suporte ou contribua, já que o espaço em questão foi um dos propostos pela autarquia numa reunião realizada em Janeiro. Sem a câmara, "teremos de pensar noutras soluções, como uma campanha de angariação de fundos ou procurar mecenas entre as grandes empresas nacionais", conclui.Luís Hilário não tem previsões de quando possa reabrir o clube no novo espaço. "Podemos ter um novo Hot Clube daqui a seis meses ou para o ano", refere. Enquanto não se resolve a situação, o clube escolheu três espaços - o cabaret Maxime, a Fábrica de Braço de Prata e o OndaJazz para realizar três concertos do quarteto Kari Ikonen, a partir de amanhã.Segundo o director artístico, a ideia é que a nova "sede" do Hot Clube na Praça da Alegria seja provisória, visto que a administração recebeu em Janeiro a garantia por parte da autarquia lisboeta de que o antigo edifício será reabilitado e que se irá avançar com a criação de uma Casa do Jazz, onde se reúna o espólio do fundador Luís Villas-Boas. "Este provisório pode é demorar anos", alerta Luís Hilário, "já que a reconstrução do prédio não pode seguir adiante enquanto não for resolvido nos tribunais o caso Bragaparques".Em Janeiro, numa reunião com a administração do Hot Clube, a autarquia prometeu integrar a recuperação do número 39 no Plano de Pormenor do Parque Mayer mas admitiu que, enquanto o litígio judicial com a Bragaparques não for decidido, não fará nenhuma intervenção no espaço. Em 2005, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a permuta dos terrenos do Parque Mayer (da Bragaparques) por parte dos terrenos camarários da antiga Feira Popular, em Entrecampos. O negócio envolveu ainda a venda em hasta pública do restante espaço da Feira Popular, adquirido também pela Bragaparques. O actual vereador Sá Fernandes denunciou a situação ao Ministério Público, gerando processos nos tribunais que se arrastam até hoje.

Maus tratos a idosos.



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80 idosos vítimas de maus tratos na região de Lisboa.

Almada e Barreiro foram as cidades com índices mais altos
Em 2009, oitenta idosos foram vítimas de maus tratos no distrito judicial de Lisboa. Almada é o concelho com mais casos (24), seguido do Barreiro, com 15 queixas, e Ponta Delgada e Torres Vedras, com oito investigações em curso cada um.
O distrito judicial de Lisboa é ainda composto pelos concelhos de Angra do Heroísmo, Caldas da Rainha, Cascais, Funchal, Amadora, Mafra, Sintra, Lisboa, Loures, Oeiras e Vila Franca. No ano de 2009, segundo dados fornecidos ao DN pela própria procuradoria, apenas Caldas da Rainha, Cascais, Oeiras, Amadora, Sintra e Mafra não registaram queixas de maus tratos a vítimas com mais de 65 anos.
O que não significa necessariamente que este tipo de crime não tenha sido cometido. Mas sim que simplesmente não houve queixa.
Em Janeiro de 2008, o procurador-geral da República, Pinto Monteiro pediu às procuradorias distritais de Lisboa, Porto, Évora e Coimbra que alertassem as autarquias, juntas de freguesia e serviços da Segurança Social , para denunciarem estes casos à medida que fossem tendo conhecimento.
O PGR garantiu na altura que recebia centenas de faxes e cartas a denunciar essas situações. Como se trata de crime público nos casos mais graves - se estivermos perante ofensas corporais graves ou mesmo homicídio, que não estão dependentes de queixa por parte das vítimas - Pinto Monteiro pedia que houvesse uma atenção redobrada dessas instituições face a esta realidade.
"Não há nenhuma crítica que me faça desistir do meu caminho", garantia Pinto Monteiro em Janeiro de 2008, em que revelava que a violência nas escolas e contra idosos iria ser prioridade. O PGR garantiu ainda que os casos que envolvem idosos são pouco denunciados, "razão pela qual é necessá- rio e urgente tomar medidas".
Mas de que tipo de situações falamos? Quando se pensa em violência contra idosos, a tendência é pensar em espancamentos, torturas, privações e aprisionamento - esta última uma situação muito comum, aliás.
Mas, para além destas, existem muitos outros casos de violência que são complexos, de difícil diagnóstico. Muitas vezes é "apenas" negligência dos próprios filhos, ou pequenas agressões físicas por falta de paciência.
Em Espanha, em Novembro, um filho foi condenado a dois anos de prisão por ter deixado de medicar o pai durante meses, que sofria de Alzheimer.
(in «Diário de Notícias»).

Lenços de Namorados na «Arte da Terra».


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Mostra de lenços dos namorados na Arte da Terra

Símbolos de um ritual de conquista, os lenços de namorados terão surgido no século XVII nos salões senhoriais.
Diversos tipos de lenços dos namorados, incluindo alguns exemplares originais, juntamente com outros objectos alusivos ao tema estão patentes ao público na exposição "Lenços dos Namorados - A Modernidade... da Tradição", que irá decorrer até 28 deste mês, no espaço cultural Arte da Terra, localizado num edíficio histórico, junto à Sé de Lisboa.
Símbolos de um ritual de conquista, os lenços de namorados terão surgido no século XVII nos salões senhoris e foram mais tarde adoptados pelas mulheres do povo, que lhe conferiram características próprias.
Depois de anos de esquecimento eis que reaparecem transformados num ícone da cultura portuguesa como o prova a exposição patente na Arte da Terra, que, desde 1999, se tem vindo a dedicar a esta temática. Para tal escolheu a parceria da Aliança Artesanal de Vila Verde, entidade que tem assumido um papel preponderante na recuperação rigorosa desta arte, em termos de cores, de pontos usados e de temas.
Como explicou António Ramos, da Arte da Terra, "a par dos exemplares de lenços, todos eles certificados, apresentamos nesta exposição um conjunto de peças associadas a esta temática, incluindo cerâmica, e até vestuário contemporâneo que incorpora elementos característicos dos lenços".
Recorde-se que os lenços de namorados marcavam ou não, o início de um namoro, consoante o homem visado com a oferta a usasse ou não em público.
A exposição na Arte da Terra poderá ser vista, até dia 28 , de terça-feira a sábado, entre as 11 e as 20 horas, e, aos domingos, das 11 às 18 horas.
(in «Jornal de Notícias»).

Um grande blogue.


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http://amateriadotempo.blogspot.com

A Cadeira de S. Gens.





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Um dos miradouros existentes na cidade de Lisboa é o da Senhora do Monte, situado na zona da Graça. O nome do miradouro vem de uma capela implantada no local, um templo muito antigo, do tempo da conquista de Lisboa aos mouros.

No interior da capela, imediatamente à direita de quem entra, existe uma porta que tapa diagonalmente o canto da edificação. Esta porta está habitualmente fechada à chave. O que se esconde por detrás da porta é uma cadeira de pedra, a que se chama Cadeira de S. Gens. Diz-se que nesta cadeira costumava sentar-se S. Gens, que foi o primeiro bispo de Lisboa, ainda no tempo do Império Romano.

Conta uma lenda que, quando S. Gens nasceu, a sua mãe morreu do parto. Esta lenda está na origem de uma curiosa tradição, que ainda hoje se cumpre. Segundo esta tradição, uma mulher grávida que quiser assegurar-se de que vai ter um parto bem sucedido deve sentar-se na Cadeira de S. Gens. Esta tradição tem tanta força que há grávidas que vão de Torres Vedras e de Vila Franca de Xira até Lisboa, propositadamente para se sentarem na Cadeira de S. Gens.

Como referi, a Cadeira de S. Gens está atrás de uma porta fechada à chave. A própria capela de Nossa Senhora do Monte também costuma estar fechada. Para se poder visitar a capela e ver a cadeira, ou se descobre quem é que tem as chaves, ou se espera por uma ocasião em que a capela esteja aberta.

Eu pude ver a Cadeira de S. Gens por mero acaso, num dia ao fim da tarde, quando a capela estava aberta para a oração do terço. Provavelmente o terço é rezado lá todos os dias. Se alguém for lá ao fim da tarde, terá alguma probabilidade de encontrar a capela aberta. Aos domingos de manhã a capela também poderá estar aberta, pois também se deve celebrar lá pelo menos uma missa. Terminada a missa ou o terço, poder-se-á então pedir ao sacristão para mostrar a milagrosa cadeira. A mim, o sacristão mostrou-ma de muito bom grado.
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Nota Lisboa SOS: nós também lá estivemos, mas é necessária uma autorização especial para fotografar a cadeira. É uma crença que ainda hoje existe. Muitas mulheres, contou-nos a responsável pela Capela, costumam sentar-se na cadeira, na esperança de engravidarem ou de terem um bom parto. Já houve casos de grávidas que saíram da Capela a correr, de ambulância, para a maternidade! Uma cidade é feita destas coisas, grandes & pequenas.

Vamos ter muita coisa para denunciar... Aproveitem!







No Folheto intitulado Uma Cidade para Todas as Pessoas publicado pela CML pode ler-se:

“(…) A cidade tem que respeitar as limitações físicas e sensoriais das pessoas que lhe dão vida. Porque a cidade existe… para as pessoas (…)

A primeira medida que é enunciada no referido folheto, como forma de respeitar as pessoas, é a necessidade de haver

“ Um percurso acessível com 1.2 metros de largura mínima (que o mobiliário urbano não pode estreitar)”

A CML convida todos os Lisboetas a “comunicar situações de incumprimento”:

Centro de atendimento ao munícipe
Telef 808 20 32 32 (24horas)
munícipe@cm-lisboa.pt
ou
núcleo.acessibilidade@cm-lisboa.pt

Tal como a CML refere do seu folheto a “ A acessibilidade é um direito de todos os cidadãos. Exija que o respeitem!”

(in «Cidadania Lx»).

Lisboa: anos 40 e 50.

Lisboa de Hoje e de Amanhã parte 1


Lisboa de Hoje e de Amanhã parte 2


Lisboa de Hoje e de Amanhã parte 3


Lisboa de Hoje e de Amanhã parte 4

Teatro Bocage.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Qualificação urbana.


Clique na imagem para ampliar.

Não dispersem a memória.


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Arquivo Histórico abre ao público em Julho após quase oito anos sem instalações.

A documentação, que remonta ao século XII e inclui o espólio de diversos arquitectos, vai ficar acessível ao público nas caves de um edifício situado no Bairro da Liberdade

A documentação do Arquivo Histórico da Câmara de Lisboa, cujas instalações foram encerradas há mais de sete anos por razões de saúde pública, deverá voltar a estar acessível ao público em Julho de 2010. Só nessa altura, segundo a vereadora da Cultura, estarão concluídas as obras em curso no edifício do Bairro da Liberdade, onde funciona o Arquivo Intermédio, e que vão permitir albergar aquele espólio.
Esta informação foi prestada pela vereadora Catarina Vaz Pinto ao Fórum Cidadania Lisboa, que, em Novembro de 2009, questionou a autarquia sobre a situação "alarmante e vergonhosa" do arquivo municipal, actualmente dividido entre um conjunto de edifícios com os quais o movimento considera que "não estão asseguradas as melhores condições de conservação dos espólios, nem de atendimento aos cidadãos".
O arquivo histórico - que integra documentos da história da cidade que remontam ao século XII, bem como os espólios dos arquitectos Cassiano Branco, Keil do Amaral e Ruy Athouguia - foi transferido para as caves de um edifício de habitação social em Sapadores, na sequência do incêndio verificado nos paços do concelho, em 1996. Essas instalações acabaram por encerrar no fim de 2002, depois de o Instituto Ricardo Jorge as ter considerado impróprias em termos ambientais e de saúde pública.
Desde essa altura, admite a vereadora da Cultura, "grande parte da documentação do arquivo intermédio e toda a documentação do arquivo histórico encontram-se inacessíveis", podendo apenas ser consultados, nas instalações do Bairro da Liberdade, os documentos que já se encontram microfilmados e digitalizados.
O antigo presidente da câmara Santana Lopes chegou a anunciar a construção de um centro cívico no Vale de Santo António, que albergaria a totalidade dos arquivos camarários e a biblioteca central. Depois de terem sido gastos perto de três milhões de euros com o projecto e a escavação e contenção de terras, António Costa desistiu da empreitada.
Catarina Vaz Pinto explica que "as obras iniciadas em 2002, no Bairro da Liberdade, pararam em 2004, só tendo sido retomadas no ano passado", acrescentando que a sua conclusão está prevista para Março de 2010. Depois disso, diz a vereadora enquanto garante que a obra é uma das suas "mais prementes preocupações", serão necessários três meses para "a limpeza de instalações, o transporte da documentação e a sua arrumação".
Com esta solução, continuarão "fracturados pela cidade", como criticou o Fórum Cidadania Lisboa, os arquivos da Câmara de Lisboa. Os arquivos histórico e intermédio (constituído essencialmente por processos de obras) ficam no Bairro da Liberdade e o arquivo administrativo (com documentação produzida pelos serviços municipais desde 1630) no Arco do Cego. Já o arquivo fotográfico funciona na Rua da Palma.
(in «Público»).

Mercado da Ribeira: crónica de uma morte anunciada.


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Mercado das Flores da Ribeira teima em não renascer e já há vendedores a desistir.

"Isto é uma tristeza, uma desilusão", comenta uma cliente. "Está frio e nem um café têm aberto". Câmara de Lisboa diz que está a "acompanhar a experiência"

A pressa com que Bruno Loução descarrega as flores que trouxe das estufas do Montijo faz imaginar um rol de clientes à espera no mercado da Ribeira, em Lisboa, disputando entre si margaridas e gerberas. Mas passados os portões do edifício centenário o cenário não podia ser mais desolador.
As bancas da fruta, do peixe e dos legumes estão já todas tapadas, que o negócio fez-se da parte da manhã, e floristas, por junto, não são mais de cinco, com a mercadoria no chão ou nuns inestéticos recipientes de plástico. Os clientes, esses, são quase tantos quantos os vendedores nesta tarde de sexta-feira. Não fossem os slows do costumeiro bailarico da terceira idade no primeiro andar e o ambiente seria ainda mais soturno.
Lurdes Madureira aconchega-se no casaco, enquanto lamenta o tempo perdido. "Moro junto à Avenida da Igreja e vim cá de propósito. Estava à espera de encontrar um verdadeiro mercado e isto é uma tristeza, uma desilusão", comenta a professora reformada. "Está frio e nem um café têm aberto para tomar qualquer coisa"."É muito fraquinho", concorda a irmã.
Há dois meses e meio, a Câmara de Lisboa decidiu reactivar a tradição da venda de flores na Ribeira, perdida há uma década, quando os produtores foram remetidos para o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, em Loures. Funciona às segundas e quartas de manhã e às sextas de tarde. Destinada a revitalizar todo o mercado, a iniciativa não está, porém, a correr como previsto. Três dos 16 vendedores iniciais já desistiram. Os restantes umas vezes vêm, outras não, consoante o negócio que fazem noutras paragens. "Diga-me lá, quem é que no seu perfeito juízo vem de propósito de manhã, à hora de ponta, aqui comprar flores? E depois vai levá-las para o trabalho?!". Bruno Loução defende que a venda só devia ter lugar à tarde. "Às segundas e quartas estamos aqui parados, a olhar uns para os outros", corrobora uma colega de ofício. "Assim, não dá. E não acredito muito que isto venha a melhorar". Dos magros lucros, os produtores ainda têm de retirar 100 euros para pagar a renda à câmara. Em troca não recebem sequer uma simples banca em que a mercadoria possa luzir aos olhos de quem passa. Talvez o cenário mude quando a Primavera trouxer a sua explosão de flores. Na câmara ninguém parece muito preocupado. "É uma experiência com dois meses que estamos a acompanhar", diz um porta-voz do vereador Sá Fernandes, responsável pela iniciativa.
(in «Público»).

Nada que não estivéssemos à espera.



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«Corrida Red Bull pode custar a Lisboa mais do que o anunciado» (Público, de 2/2/2010).

Zé: e Monsanto?



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Provedor de Justiça pede explicações a Sá Fernandes sobre obras no Parque Florestal de Monsanto.
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O Provedor de Justiça manifestou hoje "reservas" quanto à legalidade das obras iniciadas no Parque Florestal de Monsanto para a construção da subestação elétrica do Zambujal, e pediu explicações ao vereador da Câmara de Lisboa José Sá Fernandes.
Segundo nota difundida pelo gabinete do Provedor de Justiça, a operação, da iniciativa da REN (Redes Elétricas Nacionais), "precisava de obter do Conselho de Ministros a desafetação ao regime florestal que vigora para o Parque de Monsanto, desde 1938", não bastando "a suspensão parcial do Plano Diretor Municipal de Lisboa".
Na comunicação enviada a Sá Fernandes, vereador com o pelouro dos Espaços Verdes, o Provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa, chama a atenção "para o efeito cumulativo de várias operações urbanísticas sucessivamente empreendidas numa área que, supostamente, deveria manter-se incólume".
(Lusa)