A apresentar mensagens correspondentes à consulta correeiros ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta correeiros ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O espalhanço das esplanadas.

























Exmo. Senhor Presidente da CML
Dr. António Costa
Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público
Dr. José Sá Fernandes


Mais de um ano passado sobre a aprovação pela CML de vária regulamentação sobre as esplanadas da Baixa; iniciativa que imediatamente aplaudimos e que foi, aliás, motivo de ampla cobertura mediática (rapidamente se exibiram imagens da Polícia Municipal a retirar mobiliário ilegal, a CML proibindo painéis publicitários de dimensões exageradas que obstruiam a circulação dos peões, etc.), somos a enviar o nosso protesto pela regressão entretanto havida.

Com efeito, voltámos à estaca zero. Juntamos exemplos da Rua das Portas de Santo Antão e da Rua dos Correeiros, exemplos máximos dessa regressão.

É lamentável que Lisboa continue a ter, provavelmente, as esplanadas mais feias de qualquer outra capital europeia. Até quando?

Com os melhores cumprimentos

Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, António Branco Almeida, Virgílio Marques, Júlio Amorim e Fernando Jorge

--
http://cidadanialx.blogspot.com
http://cidadanialx.tripod.com












sábado, 16 de abril de 2011

Grande Cidadania Lx!

Exmo. Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público, Dr. José Sá Fernandes Vimos pelo presente aplaudir a Câmara, na pessoa do seu Presidente, e do responsável pelo Pelouro do Espaço Público, pela coragem de, finalmente, agir em prol da aplicação rigorosa de regulamentação sobre as esplanadas de Lisboa, em particular da Baixa. Com efeito, a situação é caótica desde há muitos anos, um pouco por toda a cidade, e à demissão da CML enquanto zeladora da qualidade das esplanadas da cidade, se devem os maus hábitos adquiridos ao longo do tempo pelos proprietários dos cafés e restaurantes; ocupando a via pública de forma desordenada, poluindo visualmente os arruamentos, etc., etc. Arruamentos como a Rua dos Correeiros e a Rua das Portas de Santo Antão são verdadeiros casos de estudo do que não se deve fazer em ambientes históricos de grande significado patrimonial. O ordenamento e a requalificação das esplanadas são particularmente urgentes. Não só porque a Baixa está "Em Vias de classificação" como Monumento Nacional (e ainda temos esperança que a sua candidatura à UNESCO seja possível) como reflecte um sentimento de brio e auto-estima que importa assumir. Há que disciplinar a publicidade, regulamentar os materiais, as cores e os equipamentos que compõem as esplanadas das zonas históricas da cidade. Há que garantir a boa circulação dos peões. Mas a cidade é muito mais do que a Baixa. Por isso, há que aplicar com urgência os mesmos critérios, pelo menos, a todas as zonas históricas da cidade. Da Sé ao Castelo, passando por Alfama à Mouraria e a Belém, porque toda a cidade sofre de esplanadas e publicidade caóticas (ver exemplos em anexo). Vamos, todos, promover e apoiar um espaço público de excelência! Mas de pouco ou nada valerá esta nobre e bem intencionada iniciativa da CML se a fiscalização continuar a ser insuficiente como até agora. Com os nossos melhores cumprimentos, Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Carlos de Sousa, Jorge Pinto, Virgílio Marques, Fernando Vasco Costa, José Santa Clara, Artur Lourenço e Isabel Goulão -- http://cidadanialx.blogspot.com http://cidadanialx.tripod.com

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lixo em Lisboa é como o Natal: todos os dias


Largo do Martim Moniz


Rua Barros Queirós.


Rua Barros Queirós.



Rua dos Correeiros.

Em Lisboa há um problema grave de limpeza no espaço público. É certo que podemos questionar o trabalho dos funcionários da CML e a organização dos seus serviços. Mas o facto é que estes não conseguem retirar todo o lixo que a incivilidade dos habitantes e dos comerciantes da capital coloca na via pública a qualquer hora do dia e da noite. O respeito pelas regras e horários estabelecidos para a recolha dos resíduos é mínimo em muitas áreas da cidade. Os ecopontos transformaram-se em ilhas de lixo. Este é um problema que não se resolve com campanhas de sensibilização. É preciso agir e multar quem suja.
No entanto, alguém sabe quantas pessoas foram multadas em 2010 por não respeitar os horários de recolha ou por depositar lixo no espaço público?
Alguém sabe se a Polícia Municipal faz algum tipo de fiscalização nesta área?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Esplanadas ilegais na Baixa.





In Diário de Notícias (20/8/2010)
por DANIEL LAM

«Mesas e cadeiras invadem cada vez mais a Baixa. Câmara vai lançar regras mais claras

Grande parte das esplanadas da Baixa lisboeta infringe a lei, colocando o triplo do número de mesas autorizado pela Câmara de Lisboa. Quem cumpre as normas queixa-se de concorrência desleal, pois os infractores só pagam à autarquia a taxa anual de um terço do espaço que ocupam. Os peões sentem-se incomodados sem espaço no passeio para andar, enquanto o autarca da freguesia de S. Nicolau alerta que as viaturas dos bombeiros não podem passar e a segurança da Baixa fica em risco. O vereador José Sá Fernandes garante ao DN que "um novo regulamento vai fazer isto entrar tudo nos eixos, já em 2011".

António Manuel, presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, salienta que "o mais problemático é na Rua dos Correeiros, porque é estreita. Por vezes, põem as mesas a ocupar a rua desde um lado ao outro. As pessoas têm de andar aos 'esses' para passar entre as mesas. E os veículos de socorro dos bombeiros não conseguem passar".

Na sua opinião, "deve haver tolerância zero e fiscalização máxima em relação às esplanadas na Baixa, porque o que está em causa é a segurança da Baixa e de todos".

"Estamos a favor do licenciamento de todas as esplanadas, porque trazem turismo e negócio, desde que cumpram os regulamentos e não interfiram na mobilidade das pessoas e dos veículos prioritários", sublinha o autarca.

Segundo a lei, o empresário paga uma taxa anual à câmara, que determina a área e o número de mesas, cadeiras e chapéus-de--sol que a esplanada pode ter.

Na Rua Augusta, o DN detectou várias esplanadas que só têm licença para doze mesas, mas tinham praticamente o triplo.

Na Rua dos Correeiros, pelas 16.00, quase todas as esplanadas cumpriam as normas, mantendo um corredor de passagem livre no meio. Mais à frente percebeu-se o motivo de tanta legalidade. Tinha acabado de passar ali um veículo da PM, no sentido da Praça do Comércio em direcção ao Rossio.

Mas interrompeu o seu trajecto antes de chegar ao último quarteirão de ligação ao Rossio, onde as mesas das esplanadas se mantinham a ocupar a rua desde um lado ao outro sem formar um canal livre de passagem no meio.

Um restaurante indiano na Rua dos Correeiros só tem licença para três mesas na rua, mas tinha 13.

Na mesma rua, a Marisqueira Popular, com autorização para uma esplanada de quatro mesas, estava com 14, todas ocupadas com clientes. Júlio Alves, responsável do estabelecimento, admitiu ao DN a infracção, explicando que "não há outra hipótese. Se eu pusesse só quatro mesas lá fora, não fazia negócio nenhum, porque as pessoas não querem ficar dentro do restaurante, que está vazio. Iam para outras esplanadas".

Adiantando que "nenhuma esplanada cumpre o limite das mesas licenciadas", o mesmo empresário defende que "nestes meses de Verão, a câmara deveria permitir pôr mais mesas, desde que não seja no meio da rua".

A mesma opinião tem o presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, Manuel Sousa Lopes, advertindo, no entanto, que "as esplanadas não podem ser excessivamente amplas para não prejudicar a passagem dos peões". Critica os abusos e defende "mais rigor no cumprimento das licenças atribuídas".

Considera que "os toldos deveriam ser todos iguais e bonitos, com uma cor viva, como o azul do mar, em vez de serem escuros e sujos. E deviam ter floreiras para dar mais vida e frescura ao local".»

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pormenores.

.
.
O Plano de Pormenor para a Baixa prevê a protecção de uma loja, a Barbearia da Rua dos Correeiros, nºs 42 a 44. Ora, essa loja fechou em... 2007. Há três anos, portanto. A isto chama-se rigor na elaboração dos planos que se chama de «pormenor».

terça-feira, 2 de março de 2010

Comércio de carácter. Viva o Cidadania Lx!


.
Comércio de carácter e de tradição, intervenção da CML, é preciso!

O recente desaparecimento do quase centenário Sr. Oliveira, proprietário e rosto omnipresente da drogaria mais bonita de Lisboa, a Oliveirense (R. da Lapa); as adulterações na farmácia Progresso (Príncipe Real), nos bordados Midões e no gravador Luís Oliveira (todos na Baixa), e a indiferença indómita (aparente contra-senso) de quem de direito pelo iminente desaparecimento na R. dos Correeiros do último daqueles artífices, Vitorino de Sousa, fazem prever o pior quanto ao futuro das lojas de comércio tradicional e de carácter em Lisboa.
As más práticas não são de hoje mas antes o acumular de atitudes e vícios. A questão é complexa porque envolve oferta e procura (por exemplo, a má imagem do comércio antigo - mais caro, maus horários, mau atendimento -, o enviesamento da procura pelo "pronto a qualquer coisa"), mas também interesses e desinteresses instalados, dos lóbis, que tudo açambarcam, aos burocratas, que tudo emperram.
E quando Governo e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) demonstram alguma preocupação pelo assunto accionando fundos comunitários (vide Procom, Urbcom e Modcom), logo o espírito e a coisa se diluem por entre protagonismos estéreis, ineptas e incólumes associações sectoriais, e uma apática tolerância pelas más práticas (veja-se o que aconteceu ao carismático salão de jogos do Jardim Cinema), quando não num "Simplex" que tudo tabela por igual. Daí que seja hoje rara a loja de carácter e tradição de que possamos dizer, com orgulho, "ficou melhor".
A situação é mesmo alarmante. Há bem poucos anos, até as fachadas de relevo histórico e arquitectónico desapareciam de um dia para o outro. Hoje, graças a alguma tomada de consciência, são estimadas, mas os interiores continuam a ser destruídos, travestidos em "coisas" sem gosto e/ou entendimento do que é conservar e promover um comércio de carácter e tradição. A Pompadour (Chiado) e a Nova Açoriana (R. da Prata) são disso exemplos maiores.
Por que não tem sido possível renovar o nosso comércio mantendo o cachet daquelas lojas que ainda o possuem? Por que razão Lisboa não tem lojas como Barcelona, Paris ou Munique? Por que há ainda promotores, por exemplo, os que vão abrir hotéis na Lanalgo e na Pastelaria Suíça, ou os da barbearia centenária do Chiado, que não entendem que ao manterem integrados nos seus futuros empreendimentos, o correeiro já citado, a antiga Manteigaria União e o Cabeleireiro Campos estão a incutir uma extraordinária mais-valia aos seus projectos, atestando-os de verdadeiro charme? Por que razão há que fazer tábua rasa do que é antigo?
E a CML? A nível de preservação patrimonial dos valores arquitectónicos, decorativos e de memória, pode e deve fazer melhor pelo que ainda há de genuinamente valorativo nas lojas de carácter, tanto físico como imaterial. O sapateiro Barroso (Belém) e a Vitorino de Sousa são artesanato de reconhecido valor internacional, tão valiosos quanto os espaços físicos da reverenda A Estrela da Sé e da Farmácia Gomes (à Rua Castilho), cujos proprietários aguardam há anos por uma classificação da CML.
A CML pode ainda fazer valer dois instrumentos legais: Inventário Municipal, anexo ao PDM, e classificação de Interesse Municipal. Mas trata-se de uma questão de vontade, de querer e poder. De fazer cumprir a lei. E de alertar e sensibilizar os promotores para os valores em causa. Aqui, a presença in loco de historiadores e arquitectos é determinante. Mas pode e deve fazer isso rapidamente.
Há que seleccionar os sectores CAE prioritários, a idade e a dimensão das lojas, fazer os respectivos inventários físicos e imateriais. Definir tipologias e âmbito do incentivo: financeiro (isenção de taxas, subsídios reembolsáveis, ...), formativo (dos comerciantes - mudar horários, incutir simpatia no atendimento, ...) e de estímulo (reconhecimento público pelo "serviço à cidade", por exemplo diplomas e prémios, inclusão em guias turísticos).
Mas convém não esquecer a formação intracamarária, devendo a CML investir na formação de fiscais induzindo-lhes a adequada sensibilidade para os interiores históricos.
E como a CML dispõe já de departamentos, unidades e técnicos mais do que suficientes para levar a bom porto este desiderato, a CML tem que avançar JÁ! Pelo Fórum Cidadania Lx: Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, António Sérgio Rosa de Carvalho, Pedro Machado, Carlos Matos, Rita Matias, Jorge Pinto, Pedro Louro e Luís Rêgo
(in «Público»).

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Lisboa de outros tempos: cartões de visita.


.
O Restaurante Múni, na Rua dos Correeiros, completamente transformado.


.
O tempo em que os carteiros deixavam um cartão de Boas Festas. Civilidade.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Debaixo de terra. Sete palmos.

Lisboa debaixo de terra O Palácio Foz

Lisboa debaixo de terra - As Galerias Romanas da Rua da Prata
http://www.youtube.com/watch?v=Ivs6km260Kk

Lisboa debaixo de terra A SÉ de Lisboa
http://www.youtube.com/watch?v=quO0qXC8EFI&feature=related

Lisboa debaixo de terra - Bairro Estrela D'Ouro
http://www.youtube.com/watch?v=vbOW0meYjv4&feature=related

Lisboa debaixo de terra O Teatro Romano
http://www.youtube.com/watch?v=KgRO3C6lxkA&feature=related

Lisboa debaixo de terra - o Reservatório da Patriarcal
http://www.youtube.com/watch?v=l_INtKF8d1g&feature=related

Lisboa debaixo de terra O Convento de Corpus Christi
http://www.youtube.com/watch?v=QMKvo0ZqGVQ&feature=related

Lisboa debaixo de terra O Aqueduto das Aguas Livres
http://www.youtube.com/watch?v=fr2Et9XIvkI&NR=1

Lisboa debaixo de terra O Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros
http://www.youtube.com/watch?v=9XGps3kHVfE&feature=related

Lisboa debaixo de terra O Padrão do Chão Salgado
http://www.youtube.com/watch?v=poyiROJFmM8&feature=related

Lisboa debaixo de terra A Muralha Fernandina
http://www.youtube.com/watch?v=9MCUTjKaFxw&feature=related

Lisboa debaixo de terra Os Moinhos de Vento
http://www.youtube.com/watch?v=PtDw4vK-qkI&feature=relat

domingo, 29 de novembro de 2009

Baixa: candidata a património mundial...




.
Rua dos Correeiros. Vista de uma das janelas da Confeitaria Nacional... Welcome to Lisbon!
Fernando Jorge

terça-feira, 23 de junho de 2009

Os cavalos também se abatem?




.










.
Na Rua dos Correeiros, o último correeiro. Correaria de Victorino de Sousa, Lda. Possivelmente, vai fechar. Os cavalos também se abatem.
.













.
Associação de Classe dos Correeiros de Lisboa. Horário de Trabalho. Salário Mínimo. 1919.
.






.
José de Sousa, neto de Victorino de Sousa. A terceira geração. Conversámos. Diz-me que, mesmo que tenha que sair daqui, a casa não vai morrer. Não são de raça, os cavalos? Este será o último correeiro da Rua dos Correeiros, mas a casa vai continuar. They shoot horses, don't they?, perguntava Horace McCoy. Um homem pode ser destruído, mas não derrotado, dizia Hemingway.
.





































.
Uma cidade que não preserva estas coisas, é uma cidade muito estúpida. Mas mesmo muito estúpida. Quantas cidades não dariam tudo para ter uma loja destas?
.




.
Rua dos Correeiros.