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sábado, 20 de outubro de 2012

CCB no CCB




2 de Outubro | Abertura do Ciclo | Inauguração das exposições
● Exposição
Júlio Pomar: Estudos para O Romance de Camilo de Aquilino Ribeiro
Galeria CCB
Dia 22 de Outubro às 17:00
De 23 de Outubro a 19 de Janeiro de 2013 das 14:30 às 18:30

● Exposição
“Versões de um Amor de Perdição”
Exposição Camiliana da Casa de Camilo
Centro de Reuniões às 17:00
Até 31 de Outubro

● Conferência
O Livro das intensidades por Maria Alzira Seixo
Sala Almada Negreiros
Dia 22 de Outubro às 17:45

● Mesa-Redonda
Isabel Rocheta (moderadora) | Helena C. Buesco | Abel Barros Baptista | Jorge Filipe da Ressurreição | Rui Lage
Sala Almada Negreiros
Dia 22 de Outubro às 18:30

● Exibição filme
Amor de Perdição, de Georges Pallu, 1921
Banda Sonora ao Vivo Nicholas McNair
Pequeno Auditório às 21:00

● Prós e Contras - RTP 1
Camilo Castelo Branco
por Fátima Campos Ferreira
Casa do Artista às 22:00

23 de Outubro | Camilo Castelo Branco e o Cinema
● Conversa
Amor de Perdição: o cinema no labirinto do melodrama
João Lopes com Maria de Medeiros, Margarida Gil e Graça Castanheira
Sala Almada Negreiros às 18h00

● Exibição filme
Amor de Perdição, de António Lopes Ribeiro, 1943
Pequeno Auditório às 21:00

24 de Outubro
● Professores e alunos em debate
Amor de perdição na perspectiva dos amores juvenis de hoje
Coordenação de Daniel Sampaio
Professores e alunos em debate: «Amor de perdição na perspectiva dos amores juvenis de hoje».
Com a participação das escolas: Escola Secundária D. Pedro V, Escola Secundária Rainha D. Leonor, Escola Secundária Vergílio Ferreira, Escola Secundária de Camões, Escola Secundária Professor José Augusto Lucas e Escola Secundária de Gil Vicente.
Pequeno Auditório às 15:15m

● Mesa Redonda
Fernando Pinto do Amaral | Daniel Sampaio | Margarida Braga Neves
Pequeno Auditório

● Exibição filme
Amor de Perdição, de Manoel de Oliveira, 1978
Pequeno Auditório às 19:00

25 de Outubro
● Conferência
A actualidade de Amor de Perdição: amores de ontem e de hoje
por Daniel Sampaio
Pequeno Auditório às 18:00

● Exibição filme
Amor de Perdição, de Mário Barroso, 2009
Pequeno Auditório às 21:00

26 de Outubro | Camilo Castelo Branco e a Música
● Conversa
A Canção: do Amor à Perdição
Conversa com Pedro Abrunhosa
Pequeno Auditório às 18:00




 " Os Amigos"

Amigos cento e dez, e talvez mais,

eu já contei. Vaidades que eu sentia!
Pensei que sobre a terra não havia
mais ditoso mortal entre os mortais.

Amigos cento e dez, tão serviçais,
tão zelosos das leis da cortesia,
que eu, já farto de os ver, me escapulia
às suas curvaturas vertebraís.

Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez, houve um somente
que não desfez os laços quase rotos.

- Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego, não nos pode ver". .
- Que cento e nove impávidos marotos!


sábado, 23 de outubro de 2010

"Mistérios de Lisboa"

«Mistérios de Lisboa» de Raúl Ruiz estreou em Portugal no dia 21 de Outubro e já estão disponíveis aqui o trailer, o making of do filme e outras imagens.



A actual cinematografia portuguesa, tem sido desconsiderada por um público sempre ávido dos conhecidos bang-bang visionados enquanto se mastigam umas pipocas, numa capciosa hegemonia do descartável destinado ao rápido esquecimento. Considerados como filmes chatos, longos e parados, são contudo apreciados por quem gosta de cinema, este mesmo que é em tudo distinto de uma simples banda desenhada ao estilo Manga, habilidosamente recheada de efeitos especiais passados ao video (?).

Não esperem assistir a planos que duram dez ou quinze minutos, nem a lacrimejares acompanhados por gritaria a lembrar um fado desesperado. Não. O chileno Raúl Ruiz rodou uma verdadeira obra prima, onde o interesse do espectador se mantém ao longo das quatro horas de intrincado enredo, numa riqueza de personagens onde os estudos de carácter e as diferenças ditadas por uma coisa nada fortuita que se chama nascimento, preenchem uma história que deverá ser vista num só fôlego. Estando prevista a transmissão sob o formato de novela RTP, cremos perder-se a clara intenção do realizador que sem confundir a audiência, consegue mostrar esta obra de Camilo como um todo bem coeso, de fácil acompanhamento e que sem surpresa, nos esmaga com a grandeza dos cenários criteriosamente escolhidos, música, guarda-roupa e o excelente desempenho dos actores. A nota dominante, é o irrepreensível profissionalismo. De facto, o trabalho de tantos e tão bons artistas que encarnaram as personagens, distingue-se pela coerência, nem sequer valendo a pena ressalvar este ou aquele nome, pois pelo que nos é prodigamente dado a ver, consolida-se uma certa forma de arte bem original e portuguesa, imediatamente identificável pelos cinéfilos mais inveterados.


O realizador Raúl Ruiz.