
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Para Fátima, nossa leitora.
Cão de Muge: o primeiro cão português.
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No Museu Geológico, encontra-se o esqueleto do mais antigo cão doméstico completo encontrado em Portugal. Viveu há seis mil anos. Foi descoberto nas jazidas dos Concheiros de Muge, na zona de Salvaterra de Magos. Pela forma como foi enterrado, pensa-se que o Cão de Muge deverá ter sido estimado pela família com que vivia. Há 6.000 anos, já se amavam os animais. Uma lição. Que pode aprender no Museu Geológico, na Rua da Academia das Ciências. Em Lisboa, claro. Conhecia? Mais um tesouro escondido da nossa capital.
Menos um carro.
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«"Sensibilizar os cidadãos para a utilização dos transportes públicos de forma racional e sustentável". É este o objectivo de "Menos um Carro", movimento apresentado ontem pela Carris, com vista à redução do tráfego em Lisboa.O projecto foi mostrado com recurso a uma campanha de marketing que fez com que os convidados atravessassem de início o Museu da Carris e subissem para a plataforma onde decorreu a cerimónia, onde o ruído de trânsito emitido pelas colunas de som dominava o espaço.Depois de pedir aos convidados para colocarem os auscultadores disponibilizados para que, através do som, cada um entrasse no caos do trânsito, o projecto foi então apresentado como uma forma de "vencer barreiras".O movimento "Menos um Carro" formalizou-se através da assinatura de um protocolo com algumas entidades que se assumiram como parceiras neste projecto, entre elas a PSP, a Agência Portuguesa para o Ambiente, a Direcção-Geral de Saúde, a Quercus e o Instituto Português da Juventude. (...)»
(Jornal de Notícias).
Projecto Onde Vês Lisboa?
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O projecto Onde Vês Lisboa? consiste num desafio. Aos lisboetas, mas não só. A todos aqueles que têm uma visão sobre a cidade, que a visitam, que gostam dela, que não gostam, mas que não deixam de ter uma palavra a dizer. O que é sugerido é simples. Pensem a cidade onde vivem ou onde passam parte do vosso tempo a trabalhar, fazer compras ou passear. Sempre de uma forma pessoal, captem imagens e transformem-nas em fotografias, textos, desenhos, vídeos… e enviem-nos, legendados ou não, mas sempre identificados, para o ondeveslisboa@gmail.com. Provem que podem existir tantas formas de ver Lisboa quantos aqueles que todos os dias a admiram. A ser bem-sucedido o projecto será actualizado neste blog e posteriormente apresentado ao município.
Paulo Silva.
In http://ondeveslisboa.wordpress.com/
Arquivo Histórico: fechado há sete anos.

Imagem: Atlas da Carta Topográfica de Lisboa - 1857 -Planta 26 (Largo do Rato)
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Faz hoje exactamente 7 anos que o pólo do Arquivo Histórico do Arquivo Municipal de Lisboa encerrou ao público. Motivo: não tem instalações. E como vai sendo habitual, não houve qualquer notícia nos Media. Já ninguém parece dar grande importância ao facto. Possíveis novos túneis, "hoteis de charme", novos silos da Emel para estacionamento ou a nova travessia do Tejo são vistos como assuntos mais relevantes.
Mas é importante recordar que desde o dia 28 de Outubro de 2002 que o Arquivo Histórico da nossa cidade não está disponível para consulta. Os munícipes de Lisboa, os restantes cidadãos do país (afinal é o arquivo da capital...) e os investigadores estrangeiros (fomos capital de um império durante séculos...) estão pura e simplesmente privados de consultar o Arquivo Histórico da cidade de Lisboa. Haverá outra capital da UE nestas condições de terceiro mundo?
Quanto aos restantes pólos: o Arquivo Intermédio está "temporariamente" arrumado nas garagens em cave de um imóvel de habitação social no Bairro da Liberdade. Quem o frequenta sabe que no inverno é comum ver a Sala de Leitura decorada com caixas de plástico recolhendo a água da chuva. Quanto ao pólo do Arco Cego, é um milagre ainda não ter sido consumido por um incêndio...
Os funcionários dos Arquivos Municipais são esquecidos e uma espécie de "parentes pobres" da máquina da autarquia.
Mas afinal, estamos a falar de um equipamento cultural. Os milhões de euros que a CML já gastou em flores para os canteiros da Av. da Liberdade assim como os milhões gastos em iluminações de Natal, teriam dado para um Arquivo Municipal como aqueles que vemos em Madrid ou Amesterdão.
Estamos na altura de exigir ao novo executivo, que tomará posse no próximo dia 3 de Novembro, uma solução para os Arquivos Municipais. Lisboa merece um Arquivo digno da sua História.
Fernando Jorge
Mas é importante recordar que desde o dia 28 de Outubro de 2002 que o Arquivo Histórico da nossa cidade não está disponível para consulta. Os munícipes de Lisboa, os restantes cidadãos do país (afinal é o arquivo da capital...) e os investigadores estrangeiros (fomos capital de um império durante séculos...) estão pura e simplesmente privados de consultar o Arquivo Histórico da cidade de Lisboa. Haverá outra capital da UE nestas condições de terceiro mundo?
Quanto aos restantes pólos: o Arquivo Intermédio está "temporariamente" arrumado nas garagens em cave de um imóvel de habitação social no Bairro da Liberdade. Quem o frequenta sabe que no inverno é comum ver a Sala de Leitura decorada com caixas de plástico recolhendo a água da chuva. Quanto ao pólo do Arco Cego, é um milagre ainda não ter sido consumido por um incêndio...
Os funcionários dos Arquivos Municipais são esquecidos e uma espécie de "parentes pobres" da máquina da autarquia.
Mas afinal, estamos a falar de um equipamento cultural. Os milhões de euros que a CML já gastou em flores para os canteiros da Av. da Liberdade assim como os milhões gastos em iluminações de Natal, teriam dado para um Arquivo Municipal como aqueles que vemos em Madrid ou Amesterdão.
Estamos na altura de exigir ao novo executivo, que tomará posse no próximo dia 3 de Novembro, uma solução para os Arquivos Municipais. Lisboa merece um Arquivo digno da sua História.
Fernando Jorge
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Marquises porreiras, pá!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Jorge de Sena
Trinta anos depois da publicação do seu extraordinário romance Sinais de Fogo, e no momento em que se fosse vivo Jorge de Sena completaria 90 anos, o CCB propõe um dia de evocação do autor de Arte da Música.

CCB
1 Novembro às 14h30
Sala Almada Negreiros
Entrada livre
Agente de uma certa ideia do amor (“só não é belo o que se não deseja ou o que ao nosso desejo mal responde”) e da liberdade (“o resistir a tudo o que pretende diminuir-nos ou confinar-nos”), Jorge de Sena foi acima de tudo um agitador das ideias feitas, um corsário das palavras, um salteador de tesouros escondidos na nossa alma. Neste dia de evocação, haverá leituras de poemas seus, música, uma apresentação do romance que deixou incompleto e a projecção do filme que sobre ele foi realizado: Sinais de Fogo, realizado por Luís Filipe Rocha.
Sala Almada Negreiros
Entrada livre
Agente de uma certa ideia do amor (“só não é belo o que se não deseja ou o que ao nosso desejo mal responde”) e da liberdade (“o resistir a tudo o que pretende diminuir-nos ou confinar-nos”), Jorge de Sena foi acima de tudo um agitador das ideias feitas, um corsário das palavras, um salteador de tesouros escondidos na nossa alma. Neste dia de evocação, haverá leituras de poemas seus, música, uma apresentação do romance que deixou incompleto e a projecção do filme que sobre ele foi realizado: Sinais de Fogo, realizado por Luís Filipe Rocha.
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Arte de Amar
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Quem diz de amor fazer que os actos não são belos
que sabe ou sonha de beleza? Quem
sente que suja ou é sujado por fazê-los
que goza de si mesmo e com alguém?
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Só não é belo o que se não deseja
ou que ao nosso desejo mal responde.
E suja ou é sujado que não seja
feito do ardor que se não nega ou esconde.
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Que gestos há mais belos que os do sexo?
Que corpo belo é menos belo em movimento?
E que mover-se um corpo no de um outro o amplexo
não é dos corpos o mais puro intento?
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Olhos se fechem não para não ver
mas para o corpo ver o que eles não,
e no silêncio se ouça o só ranger
da carne que é da carne a só razão.
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Jorge de Sena
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