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terça-feira, 23 de junho de 2009

Os cavalos também se abatem?




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Na Rua dos Correeiros, o último correeiro. Correaria de Victorino de Sousa, Lda. Possivelmente, vai fechar. Os cavalos também se abatem.
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Associação de Classe dos Correeiros de Lisboa. Horário de Trabalho. Salário Mínimo. 1919.
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José de Sousa, neto de Victorino de Sousa. A terceira geração. Conversámos. Diz-me que, mesmo que tenha que sair daqui, a casa não vai morrer. Não são de raça, os cavalos? Este será o último correeiro da Rua dos Correeiros, mas a casa vai continuar. They shoot horses, don't they?, perguntava Horace McCoy. Um homem pode ser destruído, mas não derrotado, dizia Hemingway.
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Uma cidade que não preserva estas coisas, é uma cidade muito estúpida. Mas mesmo muito estúpida. Quantas cidades não dariam tudo para ter uma loja destas?
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Rua dos Correeiros.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Esplanadas ilegais na Baixa.





In Diário de Notícias (20/8/2010)
por DANIEL LAM

«Mesas e cadeiras invadem cada vez mais a Baixa. Câmara vai lançar regras mais claras

Grande parte das esplanadas da Baixa lisboeta infringe a lei, colocando o triplo do número de mesas autorizado pela Câmara de Lisboa. Quem cumpre as normas queixa-se de concorrência desleal, pois os infractores só pagam à autarquia a taxa anual de um terço do espaço que ocupam. Os peões sentem-se incomodados sem espaço no passeio para andar, enquanto o autarca da freguesia de S. Nicolau alerta que as viaturas dos bombeiros não podem passar e a segurança da Baixa fica em risco. O vereador José Sá Fernandes garante ao DN que "um novo regulamento vai fazer isto entrar tudo nos eixos, já em 2011".

António Manuel, presidente da Junta de Freguesia de S. Nicolau, salienta que "o mais problemático é na Rua dos Correeiros, porque é estreita. Por vezes, põem as mesas a ocupar a rua desde um lado ao outro. As pessoas têm de andar aos 'esses' para passar entre as mesas. E os veículos de socorro dos bombeiros não conseguem passar".

Na sua opinião, "deve haver tolerância zero e fiscalização máxima em relação às esplanadas na Baixa, porque o que está em causa é a segurança da Baixa e de todos".

"Estamos a favor do licenciamento de todas as esplanadas, porque trazem turismo e negócio, desde que cumpram os regulamentos e não interfiram na mobilidade das pessoas e dos veículos prioritários", sublinha o autarca.

Segundo a lei, o empresário paga uma taxa anual à câmara, que determina a área e o número de mesas, cadeiras e chapéus-de--sol que a esplanada pode ter.

Na Rua Augusta, o DN detectou várias esplanadas que só têm licença para doze mesas, mas tinham praticamente o triplo.

Na Rua dos Correeiros, pelas 16.00, quase todas as esplanadas cumpriam as normas, mantendo um corredor de passagem livre no meio. Mais à frente percebeu-se o motivo de tanta legalidade. Tinha acabado de passar ali um veículo da PM, no sentido da Praça do Comércio em direcção ao Rossio.

Mas interrompeu o seu trajecto antes de chegar ao último quarteirão de ligação ao Rossio, onde as mesas das esplanadas se mantinham a ocupar a rua desde um lado ao outro sem formar um canal livre de passagem no meio.

Um restaurante indiano na Rua dos Correeiros só tem licença para três mesas na rua, mas tinha 13.

Na mesma rua, a Marisqueira Popular, com autorização para uma esplanada de quatro mesas, estava com 14, todas ocupadas com clientes. Júlio Alves, responsável do estabelecimento, admitiu ao DN a infracção, explicando que "não há outra hipótese. Se eu pusesse só quatro mesas lá fora, não fazia negócio nenhum, porque as pessoas não querem ficar dentro do restaurante, que está vazio. Iam para outras esplanadas".

Adiantando que "nenhuma esplanada cumpre o limite das mesas licenciadas", o mesmo empresário defende que "nestes meses de Verão, a câmara deveria permitir pôr mais mesas, desde que não seja no meio da rua".

A mesma opinião tem o presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, Manuel Sousa Lopes, advertindo, no entanto, que "as esplanadas não podem ser excessivamente amplas para não prejudicar a passagem dos peões". Critica os abusos e defende "mais rigor no cumprimento das licenças atribuídas".

Considera que "os toldos deveriam ser todos iguais e bonitos, com uma cor viva, como o azul do mar, em vez de serem escuros e sujos. E deviam ter floreiras para dar mais vida e frescura ao local".»

sábado, 16 de abril de 2011

Grande Cidadania Lx!

Exmo. Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa Exmo. Sr. Vereador do Espaço Público, Dr. José Sá Fernandes Vimos pelo presente aplaudir a Câmara, na pessoa do seu Presidente, e do responsável pelo Pelouro do Espaço Público, pela coragem de, finalmente, agir em prol da aplicação rigorosa de regulamentação sobre as esplanadas de Lisboa, em particular da Baixa. Com efeito, a situação é caótica desde há muitos anos, um pouco por toda a cidade, e à demissão da CML enquanto zeladora da qualidade das esplanadas da cidade, se devem os maus hábitos adquiridos ao longo do tempo pelos proprietários dos cafés e restaurantes; ocupando a via pública de forma desordenada, poluindo visualmente os arruamentos, etc., etc. Arruamentos como a Rua dos Correeiros e a Rua das Portas de Santo Antão são verdadeiros casos de estudo do que não se deve fazer em ambientes históricos de grande significado patrimonial. O ordenamento e a requalificação das esplanadas são particularmente urgentes. Não só porque a Baixa está "Em Vias de classificação" como Monumento Nacional (e ainda temos esperança que a sua candidatura à UNESCO seja possível) como reflecte um sentimento de brio e auto-estima que importa assumir. Há que disciplinar a publicidade, regulamentar os materiais, as cores e os equipamentos que compõem as esplanadas das zonas históricas da cidade. Há que garantir a boa circulação dos peões. Mas a cidade é muito mais do que a Baixa. Por isso, há que aplicar com urgência os mesmos critérios, pelo menos, a todas as zonas históricas da cidade. Da Sé ao Castelo, passando por Alfama à Mouraria e a Belém, porque toda a cidade sofre de esplanadas e publicidade caóticas (ver exemplos em anexo). Vamos, todos, promover e apoiar um espaço público de excelência! Mas de pouco ou nada valerá esta nobre e bem intencionada iniciativa da CML se a fiscalização continuar a ser insuficiente como até agora. Com os nossos melhores cumprimentos, Paulo Ferrero, Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, Júlio Amorim, Nuno Caiado, Carlos de Sousa, Jorge Pinto, Virgílio Marques, Fernando Vasco Costa, José Santa Clara, Artur Lourenço e Isabel Goulão -- http://cidadanialx.blogspot.com http://cidadanialx.tripod.com

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Lisboa de outros tempos: cartões de visita.


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O Restaurante Múni, na Rua dos Correeiros, completamente transformado.


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O tempo em que os carteiros deixavam um cartão de Boas Festas. Civilidade.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lixo em Lisboa é como o Natal: todos os dias


Largo do Martim Moniz


Rua Barros Queirós.


Rua Barros Queirós.



Rua dos Correeiros.

Em Lisboa há um problema grave de limpeza no espaço público. É certo que podemos questionar o trabalho dos funcionários da CML e a organização dos seus serviços. Mas o facto é que estes não conseguem retirar todo o lixo que a incivilidade dos habitantes e dos comerciantes da capital coloca na via pública a qualquer hora do dia e da noite. O respeito pelas regras e horários estabelecidos para a recolha dos resíduos é mínimo em muitas áreas da cidade. Os ecopontos transformaram-se em ilhas de lixo. Este é um problema que não se resolve com campanhas de sensibilização. É preciso agir e multar quem suja.
No entanto, alguém sabe quantas pessoas foram multadas em 2010 por não respeitar os horários de recolha ou por depositar lixo no espaço público?
Alguém sabe se a Polícia Municipal faz algum tipo de fiscalização nesta área?