segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Publi-cidade.




Exmo. Sr. Presidente do Concelho de Administração da EGEAC
Dr. Miguel Honrado


O Fórum Cidadnia Lx continua a receber alertas de vários cidadãos indignados pelo facto de passados quase 4 meses das "Festas de Lisboa" ainda existir publicidade selvagem do patrocinador principal nos Bairros Históricos de Lisboa. 

Como paradigma disto, enviamos imagens da Rua das Escolas Gerais, no coração de Alfama, onde ainda é possível ver autocolantes das Festas de Lisboa & SuperBock de 3 anos diferentes.  Estes dispositivos de publicidade aparecem colados em cima de fachadas de azulejo, postes de iluminação/eléctrico assim como em portas.

De facto, e tal como já haviamos alertado em comunicações anteriores, muitos destes autocolantes aplicados nas fachadas dos bairros históricos ficam de ano para ano, contribuindo assim para a imagem degradada da nossa cidade.

Apelamos mais uma vez à EGEAC para que sensibilize os vários patrocinadores envolvidos para o respeito do ambiente e património da cidade histórica.

Entretanto, deve a SuperBock/UNICER assumir as suas responsabilidades, retirando todos os autocolantes por si produzidos e que ainda se encontram a desfigurar o património e o espaço público nos Bairros Históricos de Lisboa.

Com os melhores cumprimentos,

Bernardo Ferreira de Carvalho, Luís Marques da Silva, António Branco Almeida, Fernando Jorge, Virgílio Marques e Júlio Amorim


CC: CML, AML, Media, Unicer, Super Bock

domingo, 18 de novembro de 2012

Spek ready made Vendetta












Vendetta by Spek em Campolide

Guy Fawkes (Iorque, 13 de abril de 1570 — Londres, 31 de janeiro de 1606), também conhecido como Guido Fawkes, foi um soldado inglês católico que teve participação na "Conspiração da pólvora" (Gunpowder Plot) na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I de Inglaterra e todos os membros do parlamento durante uma sessão em 1605, objectivando o início de um levante católico. Guy Fawkes era o responsável por guardar os barris de pólvora que seriam utilizados para explodir o Parlamento do Reino Unido durante a sessão.


Porém a conspiração foi desarmada e após o seu interrogatório e tortura, Guy Fawkes foi executado na forca por traição e tentativa de assassinato. Outros participantes da conspiração acabaram tendo o mesmo destino. A sua captura é celebrada ainda hoje no dia 5 de novembro, na "Noite das Fogueiras" (Bonfire Night).
Guy Fawkes nasceu na cidade de Iorque, e se converteu ao Catolicismo aos dezesseis anos. Como soldado era especialista em explosivos. Por ser simpatizante dos espanhóis católicos, adotou também a versão espanhola de seu nome francês: Guido.

Uma representação contemporânea dos conspiradores.

A Conspiração da Pólvora foi um levante liderado por Robert Catesby, que foi executado, assim como outros católicos insatisfeitos, pela repressão empreendida pelo rei protestante Jaime I aos direitos políticos dos católicos por causa de suas atividades subversivas contra a coroa, e para restaurar o poder temporal da igreja católica.
O seu objetivo era fazer explodir o parlamento inglês utilizando trinta e seis barris de pólvora colocados sob o prédio durante uma sessão na qual estaria presente o rei e todos os parlamentares. Guy Fawkes, como especialista em explosivos, seria responsável pela detonação da pólvora.

Porém, os conspiradores recearam que o ato poderia levar à morte de diversos inocentes e defensores da causa católica, portanto enviaram avisos para que alguns deles mantivessem distância do parlamento no dia do ataque. Para infelicidade dos conspiradores, um dos avisos chegou aos ouvidos do rei, o qual ordenou uma revista no prédio do parlamento. Assim acabaram encontrando Guy Fawkes guardando a pólvora.
Ele foi preso e torturado, revelando o nome dos outros conspiradores. No final foi condenado a morrer na forca por traição e tentativa de assassinato. Os outros participantes revelados por Fawkes acabaram também sendo executados.

Ainda nos dias de hoje o rei ou rainha vai até o parlamento apenas uma vez ao ano para uma sessão especial, sendo mantida a tradição de se revistar os subterrâneos do prédio, antes da sessão.
Do mesmo modo foi mantida a tradição de celebrar no dia 5 de novembro a Noite das Fogueiras. Nesta noite é tradição malhar e queimar em fogueiras, bonecos que representam Fawkes, e soltar fogos de artifício.


 V de Vingança é uma série de romances gráficos escrita por Alan Moore e em grande parte desenhada por David Lloyd. A história passa-se em um distópico futuro de 1997 no Reino Unido, em que um misterioso anarquista tenta destruir o Estado, através de ações diretas.

V de Vingança foi publicado originalmente entre 1982 e 1983 em preto e branco pela editora britânica Warrior, mas não chegou a ser finalizado. Em 1988, incentivados pela DC Comics, Allan Moore e David Lloyd retomaram a série e a concluíram com uma edição colorida. A série completa foi republicada nos EUA pelo selo Vertigo da DC e no Reino Unido pela Titan Books. No Brasil, foi publicada em 1989 em cinco edições em cores pela editora Globo e mais tarde pela Via Lettera, em dois volumes em preto e branco; em 2006 teve uma edição especial pela Panini, em volume único, colorido e com material extra. Atendendo a pedidos, em 2012 a Panini relançou esta edição especial.
  
A graphic novel V de Vingança, com roteiro de Alan Moore e arte de David Lloyd, possui influências da "Conspiração da Pólvora". Um personagem que utiliza o codinome V e que utiliza uma máscara inspirada no rosto de Guy Fawkes, tenta promover uma revolução na Inglaterra fictícia (década de 1990) onde é ambientada a graphic novel. A explosão do parlamento inglês também era um objetivoi, buscando-se concretizar, de certa forma, os planos da conspiração da pólvora.
Outra influência é encontrada em pelo menos dois dos livros da saga Harry Potter: em Harry Potter e a Pedra Filosofal, no primeiro capítulo, a história é explicitamente citada quando dois locutores de televisão, ao anunciarem uma chuva de estrelas observada anormalmente no céu, atribuem a sua origem a uma provável comemoração antecipada da Noite das Fogueiras; e em Harry Potter e a Câmara Secreta, no capitulo doze, uma fênix é chamada de Fawkes, tentando traçar um paralelo entre o mito da fênix que, após morrer renasce das suas próprias cinzas, e a necessidade do renascimento social, cultural e político em Inglaterra, concretizável caso a revolução fosse adiante.


No vídeo-jogo Fallout 3, um dos personagens utiliza o nome Fawkes. Quando questionado sobre o porquê da escolha do nome, responde que era o nome de alguém "...que lutou e morreu por aquilo em que acreditava."


O enredo é situado num passado futurista (uma espécie de passado alternativo), numa realidade em que um partido de cunho totalitário ascende ao poder após uma guerra nuclear. A semelhança com o regime fascista é inevitável devido ao fato do governo ter o controle sobre os midia, a existência de uma polícia secreta, campos de concentração para minorias raciais e sexuais, muito perto do que pensou Hannah Arendt no seu livro "Origens do totalitarismo" de 1951. Existe também um sistema de monitoramento feito por câmeras nos moldes de "1984", de George Orwell, escrito em 1948. (Na época, o CCTV ainda não existia tal como o é hoje na Inglaterra quando a obra foi escrita).


A história em quadrinho foi escrita num momento histórico no qual a Inglaterra estava implementando o sistema Capitalista Neoliberal com a primeira ministra Margaret Thatcher. Ao mesmo tempo o "Socialismo Real" da extinta U.R.S.S. (atual Rússia), estava em total descrédito devido aos horrores do Stalinismo.
"V" (codinome do protagonista) tem uma postura Anarquista.

Nesta obra, como definiu tanto Enrico Malatesta no seu livro "Escritos revolucionários" e outros Anarquistas, como Mikhail Bakunin, Pierre Joseph Proudhon, Max Stirner, Emma Goldman, Piotr Kropotkin e Henry David Thoreau, o Estado é visto como limitador da Liberdade, sendo assim Totalitário.



A história começa após o fim do conflito político, com os campos de concentração desativados e a população complacente com a situação, até que surge "V" — um Anarquista que veste uma máscara estilizada de Guy Fawkes e é possuidor de uma vasta gama de habilidades e recursos. Ele inicia uma elaborada e teatral campanha para derrubar o Estado.
No processo, conhece Evey, garota que perdeu os pais durante a guerra. Evey é tratada por V como aprendiz, sempre sendo apresentada à resquícios de uma cultura perdida por causa da guerra.

Na série de manga e Anime "One Piece", existe um personagem cujo nome é Dracule Mihawk, usualmente chamado de "Olhos de falcão". Fica muito claro que este personagem é uma homenagem direta de Eiichiro Oda(criador da série) ao Guy Fawkes, isso pode ser facilmente explicitado observando-se o nome e a fisionomia do personagem criado pelo Mangaka.



Dracule Mihawk
Original: ジュラキュール・ミホーク, Jurakyūru Mihōku



O valor de sua antiga recompensa ainda é desconhecido, mas após ver suas habilidades, o valor deve ser um dos mais altos entre todas recompensas.
Sua arma, a Kokutou Yoru é uma espada negra que é considerada a mais poderosa do mundo de One Piece.




V for Vendetta é um filme de suspense de 2006, dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e pelos irmãos Wachowski, que também escreveram o roteiro. É uma adaptação da série de quadrinhos de mesmo nome de Alan Moore e David Lloyd. Situado em Londres, em uma sociedade distópica de um futuro próximo, Natalie Portman estrela como Evey, uma garota da classe trabalhadora que deve determinar se o seu herói se tornou a grande ameaça a que está lutando contra. Hugo Weaving interpreta V, um carismático defensor da liberdade disposto a se vingar daqueles que o desfiguraram. Stephen Rea vive um detetive que inicia uma busca desesperada para capturar V antes que ele inicie uma revolução.



O filme foi originalmente programado para ser lançado pela Warner Bros em 4 de novembro de 2005 (um dia antes do 400º aniversário da Noite de Guy Fawkes), mas foi adiado, e estreou em 17 de março de 2006. As críticas foram positivas e os ganhos de bilheteria mundial alcançaram mais de US$ 132 milhões, mas Alan Moore, depois de ter ficado desapontado com as adaptações cinematográficas de duas de suas outras novelas gráficas, Do Inferno e A Liga Extraordinária, recusou-se a ver o filme e, posteriormente, distanciou-se dele. Os cineastas removeram muitos dos temas anarquistas e as referências a drogas que estavam na história original e também alteraram a mensagem política para o que eles acreditavam que seria mais relevante para um público de 2006.  



O filme foi visto por muitos grupos políticos como uma alegoria da opressão do governo. Libertários usaram isso como uma afirmação conservadora contra a intervenção governamental na vida dos cidadãos. Anarquistas usaram esse filme para propagar a teoria política do anarquismo.






                           

Após uma guerra civil devastar os Estados Unidos da América, o Chanceler Adam Sutler (John Hurt) impõe um governo autoritário sobre o Reino Unido, através do partido conhecido como "Fogo Nórdico".

Em Londres, uma jovem funcionária de uma estação de TV chamada Evey Hammond (Natalie Portman) é atacada por três integrantes da polícia secreta conhecidos como "Os Homens-Dedo", que planejam estuprá-la. Ela é salva por V (Hugo Weaving), um enigmático anarquista que usa uma máscara de Guy Fawkes, um famoso conspirador inglês. V destrói um importante prédio, o Old Bailey, atraindo a atenção do governo, que envia o problemático Inspetor da Polícia Eric Finch (Stephen Rea) para capturá-lo.

No dia seguinte, V invade a estação de TV onde Evey trabalha e transmite uma mensagem para os cidadãos de Londres, convocando todos aqueles insatisfeitos com o governo a se apresentarem em frente ao parlamento no dia 5 de Novembro do ano seguinte e lutar pela liberdade. Na saída, sua vida é salva por Evey e, em agradecimento, V leva-a para sua base subterrânea, a Galeria das Sombras.



Investigando a vida de Evey, Finch descobre que os pais dela foram mortos pelos Homens-Dedo por questionarem o Fogo Nórdico e que o irmão dela morreu durante um atentado terrorista a uma escola, onde uma arma biológica foi liberada e matou milhares de crianças. Paralelamente, Evey acaba sendo envolvida na morte de dois indíviduos, estes mortos por V: o jornalista Lewis Prothero, também conhecido como "A voz de Londres" (Roger Allam), e a cientista Delia Surridge (Sinéad Cusack. Perturbada pelos acontecimentos, Evey oferece ajuda à V, na verdade, na tentativa de fugir para viver com seu chefe Gordon Dietrich (Stephen Fry). O Bispo Anthony Lilliman (John Standing) é morto por V e Evey aproveita para fugir.

Finch descobre que os três (Prothero, Surridge e Lilliman) trabalharam em Larkhill, uma instituição militar onde todas as pessoas consideradas "subversivas" (homossexuais, negros, judeus e etc.) foram enviadas, torturadas e usadas como cobaias para desenvolver a arma biológica que causou a morte do irmão de Evey e que foi, na verdade, ativada por Sutler para deixar o povo em pânico e usar a retórica para convencê-los a aceitar o Fogo Nórdico. V, Finch descobre, era uma das pessoas e tirou seu nome da cela onde foi colocado, a de número 5 ("V", em números romanos). Ele foi usado como cobaia em um experimento que lhe deu superforça, grande resistência e incrível agilidade, que ele usou para destruir Larkhill e assumir a identidade de V em busca de liberdade.

Dietrich, chefe de Evey (com quem ela passou a conviver), é morto pelos Homens-Dedo após fazer comentários contra Sutler em rede nacional. Evey é capturada e torturada por meses pelo governo para revelar a localização de V, mas se recusa e, por fim, descobre que foi capturada pelo próprio V, que fez o que fez para ajudar Evey a se libertar do medo causado pela morte de sua família.

Ela, a princípio, fica horrorizada, mas depois, descobre-se grata, porém, decide ir embora para continuar sua vida, deixando V desolado. Paralelamente, V faz um acordo com Peter Creedy (Tim Pigott-Smith), o psicótico líder dos Homens-Dedo: V irá render-se, em troca, Creedy trará Sutler até ele.

Quando chega o dia 5, Evey e V reencontram-se, e V surpreende Evey com um presente: V mostra a ela um metrô cheio de explosivos que ele pretendia usar para destruir o Parlamento e libertar o povo, e deixa Evey tomar a decisão de destruir realmente o prédio ou não. V despede-se e vai para o confronto com os Homens-dedo e Sutler. Creedy cumpre o prometido e V se despede de Sutler, que fica com medo ao ver V à sua frente e é morto. Em seguida, V vira-se contra Creedy, que é morto pelo anarquista, assim como seus homens.

Mortalmente ferido, V encontra-se com Evey e acaba por morrer, porém, feliz pois seu objetivo seria cumprido. Evey, com a permissão de Finch, que havia descoberto tudo, coloca V no metrô e ativa os explosivos, destruindo o Parlamento e dando ao moribundo V um funeral nada comum. Com Sutler, Creedy e seus homens mortos e o Parlamento destruído, o povo está livre.


     

Anuário do Património.

Participe no Anuário do Património 2013! Construindo uma publicação cada vez mais útil!
O primeiro Anuário do Património em Portugal, publicado em 2012, nasceu para aproximar os intervenientes do sector e criar valor nesta área, partindo da certeza inabalável de agir pela partilha do melhor conhecimento através da criação de um guia de trabalho útil e eficiente.
O AP13, editado pelo GECoRPA - Grémio do Património (www.gecorpa.pt) e pelo Canto Redondo (www.cantoredondo.eu), pretende compilar e divulgar as empresas, associações, instituições públicas e privadas, ONGs e profissionais liberais que trabalham na área da conservação do Património e reabilitação do edificado, organizadas pelo ADN – Directório do Património.

O prazo para se inscrever é até dia 16 de Novembro. Faça-o de uma forma fácil e rápida na nossa página
www.anuariodopatrimonio.com, em ADN - Directório do Património. As inscrições são gratuitas tendo no entanto a possibilidade de participar de uma forma mais relevante.
Para mais informações contacte-nos por mail: conservacao@anuariodopatrimonio.com ou por telefone: +351 21 885 20 35/+351 92 901 69 07.

Publi-cidade: Largo de Camões.




Fotografias de Fernando Jorge

Artistas Unidos.



fracções de JOSÉ FRANCISCO AZEVEDO e RUTH ROSENGARTEN
Inauguração a 21 de Novembro às 21h00
No Teatro da Politécnica de 21 de Novembro a 15 de Dezembro
3ªf e 4ªf 15h00 às 21h00 | 5ªf a Sáb. 15h00 às 23h00

Dois territórios pessoalíssimos. E uma multiplicidade de real invadida de nostalgia.
Próximas por intuição, as fotografias de José Francisco Azevedo e Ruth Rosengarten vivem segundo o princípio de que só poeticamente se está verdadeiramente no mundo.
Fracções da existência. Como se o Tempo no-las deixasse ver uma última vez.
Emanuel Cameira

sábado, 17 de novembro de 2012

"Em Lisboa até à eternidade"

 Um grande português e diplomata, o Embaixador José Eduardo de Melo Gouveia (1930-2012)


Morreu em Lisboa o Embaixador José Eduardo de Mello Gouveia, diplomata eficientíssimo, monárquico e patriota sem mácula, brilhante folha de serviços e um amigo que fiz. Mello Gouveia era oriundo de uma família com pergaminhos no serviço do Estado - o seu bisavô homónimo foi figura marcante da governação entre 1870 e 1890, ocupando funções ministeriais na Fazenda, na Justiça, na Marinha e Ultramar - e dele sempre retive expressões de grande argúcia, inteligência viva, uma graça sem par e raro conhecimento das coisas de Portugal no Oriente, onde foi Embaixador sucessivamente em Camberra, Bangkok e Tóquio. O seu último posto foi Bruxelas, mas não aceitou a reforma, logo oferecendo-se como Assessor Diplomático do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, funções que desempenhou como nenhum outro o poderia fazer. Lisboa ficou-lhe a dever muitos eventos relacionados com a divulgação e estreitamento de relações culturais com o Japão e a Tailândia, mas, sobretudo, a luta quase heróica que travou para conseguir a instalação em Belém do pavilhão em teca dourada que ali se inaugurou no passado ano, por altura das celebrações dos 500 anos de relações luso-tailandesas.


O Jardim das Cerejeiras.


   



 Sala Thai




                                Até à eternidade...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Muito bem, PSP! A informação a que temos direito.




Há muito se previam os acontecimentos ontem despoletados pelo bando de potenciais terroristas urbanos. Por toda a Europa existem grupos organizados e subsidiados não se sabe por quem, abastadamente viajando de capital em capital espalhando a destruição e tendo como único fim, a instalação do medo e do caos que prenunciam o minar das instituições garantes do Estado de Direito. Tal sucedeu ontem em Lisboa. Durante uma hora e meia, a PSP foi de uma abnegada dedicação ao seu dever e se suportou durante um tempo infindo as agressões, insultos ditos em português escorreito - ou melhor, berrados por cúmplices nacionais - e a destruição da propriedade do Estado, tal se deveu à espantosa coragem física dos agentes e ao excepcional treino e preparação psicológica ministrado pelas autoridades. Um exemplo que o mundo viu e comentou. Resta-nos questionar acerca do paradeiro dos "brigadistas" que mercê Schengen livremente  cirandam por Berlim, Amesterdão, Paris, Madrid, Roma, Bruxelas , Atenas, Londres e Lisboa.

A lista de crimes cometidos é longa e pesada:
- intencional destruição de propriedade pública, do Estado - calçadas, sinais de trânsito, contentores e ecopontos, uma delegação do Banco estatal CGD.
- fogo posto
- deliberada destruição de propriedade privada - montras de estabelecimentos e de residências, viaturas parcialmente destruídas, sublinhando-se também agressões físicas e verbais a pacíficos transeuntes desagradados
- desobediência às reiteradas intimações das autoridades do Estado postadas no local, diante da sede da soberania
- agressão verbal ao Estado e aos seus representantes
- extrema violência física dirigida ao Corpo de Intervenção da PSP; ocultação da identidade dos bandoleiros que de cara tapada cometeram os crimes, assemelhando-se estes a claros actos de terrorismo urbano.


Agente agredido pelos manifestantes e a ser acudido pelos companheiros. 


A gente, que assim se manifesta, não nos representa. 

Não podem vir advogados de toga ou de políticas águas turvas, exercer qualquer tipo de coacção mediática - aliás já ontem ajudados por um bastante inábil galináceo da SIC Notícias, que fazendo a reportagem no final da Avenida D. Carlos I, dizia existirem feridos ..."devido à acção da carga policial" -, pretendendo eximir de responsabilidades e correspondentes penas, os autores morais e materiais da violência a que todos assistimos.

Se as autoridades pecaram, isso ter-se-á única e exclusivamente devido à excessiva contemporização e à expectativa demasiadamente longa. A primeira rajada de pedras daria toda a legitimidade de radical reacção da PSP, dispersando facilmente aqueles que quando da investida de auto-defesa policial e imposição da ordem pública, logo debandaram. Consentiu-se no prolongar dos desacatos e destruição da propriedade pública e privada, talvez assim se garantindo a total solidariedade de uma opinião pública escandalizada. Quem ali se manteve assistindo aos crimes, neles participou como auxiliar moral.

O Estado não pode transigir e bem esteve hoje o residente de Belém, quando avisadamente marcou os limites do suportável. Se existir uma próxima vez, esse panarício social deverá ser de imediato lancetado, ficando os citados assistentes passivos igualmente sujeitos aos respectivos "danos colaterais".

Como nota final, estranha-se ou talvez não seja caso para isso, a permissividade das "tropas de choque da Intersindical" - ou melhor, do até ontem cauteloso Partido Comunista -  que como temos todos vindo a observar, são claramente encarnadas pelos nervosos e vociferantes estivadores. Esta espécie de S.A. de bandeira tão vermelha como a pretérita germânica dos anos trinta, entoou cânticos onde o nome do Primeiro Ministro e de outros titulares de altos cargos públicos, foram associados a palavrões impronunciáveis. Era esta a parte visível da manifestação da Intersindical. Estava assim preparado em pleno Chiado, o caldeirão que fervilharia de turras urbanos em S. Bento.

A Intersindical, ou melhor, o Partido Comunista, possui recursos sobejamente capazes de afastarem os grupelhos de facínoras oportunistas das grandes concentrações. Sabe-se qual é a posição política que os chefes da Intersindical alimentam quanto à existência deste regime apodado de "democracia burguesa". Quanto a isso ninguém tem ilusões. Não detendo e consequentemente não entregando os bandidos às autoridades quando facilmente o poderiam fazer numa questão de escassos minutos, os promotores da manifestação arriscam-se a surgir perante a opinião pública, como óbvios coniventes com os perpetradores da destruição. 

Nos telejornais, nem sequer faltaria o salivoso comentário do normalmente tolo Saraiva de Carvalho. Mas esta já é uma questão de folclore, desviando as atenções do essencial.


sábado, 10 de novembro de 2012

Pois...











Lusa/SOL

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O poder da multidão na pintura europeia 1850-1930

"HOSPITAL" EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA


EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA "HOSPITAL"
 Início » 4º Congresso Internacional dos Hospitais

O hospital é um tema recorrente do fotojornalismo mas nem tanto dos artistas que usam a fotografia como ferramenta dominante. Encontramos, mesmo assim fotógrafos que dedicaram exposições e livros a esta temática, tanto a nível nacional como internacional.

No entanto, o tema do hospital é aliciante porque fornece matéria para qualquer artista, é o local simbólico do confronto entre a vida e a morte e um palco de revelação da natureza humana, mas é também diversificado nas possibilidades de abordagem: edifício, ruína, máquina, tecnologia, arquivo, face, gesto, solidão, corpo, mente, nascimento, morte, claridade, escuridão, alegria, tristeza...

O objectivo é, como acontecimento paralelo ao 4º Congresso Internacional dos Hospitais, que se realizará em Lisboa de 7 a 9 de Novembro de 2012, produzir uma exposição de fotografia e vídeo  que tenha como tema o Hospital, e que reúna alguns dos melhores artistas portugueses da actualidade, que tenham a fotografia ou o vídeo como meio privilegiado de expressão.

Esta exposição decorrerá no panóptico (pavilhão de alta segurança) do Hospital Miguel Bombarda, edifício singular e esquecido da cidade de Lisboa. A ideia do panóptico foi introduzida pelo filósofo inglês Jeremy Bentham (1748-1832), que concretizava num edifício circular com múltiplas celas e uma torre central de observação, um modelo de prisão (ou manicómio) que permitia a observação total da vida de um individuo com intuito disciplinador. O panóptico do Hospital Miguel Bombarda foi construído em 1896, com um projecto do arquitecto José Maria Nepomuceno (1836-1895) e esteve funcionar, como o pavilhão de alta segurança,  até ao ano 2000. Em 2001 foi classificado como imóvel de interesse público, pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e, em 2003, foi transformado em museu, reunindo material iconográfico desde o primitivo Hospital de Rilhafoles, o primeiro hospital psiquiátrico em Portugal, aberto em 1848 e posteriormente designado Hospital Miguel Bombarda. No pavilhão de alta segurança viveram pessoas como o poeta Ângelo de Lima, Jaime Fernandes ou Valentim de Barros. O panóptico já serviu de cenário para filmes de António Reis, Monique Rutler e João César Monteiro e é o único panóptico na Europa num hospital psiquiátrico.. Mais informação por exemplo no site:

Os artistas participantes nesta exposição são: André Cepeda, André Gomes, André Príncipe, António Júlio Duarte, Augusto Alves da Silva, Augusto Brázio, Catarina Botelho, Duarte Amaral Netto, Inês d`Orey, João Paulo Serafim, João Serra, Jordi Burch, Jorge Molder, José Maçãs de Carvalho, José Pedro Cortes, Luísa Ferreira, Manuel Valente Alves, Maria José Palla, Paulo Catrica, Pedro Letria, Pedro Rio, Pedro Ventura, Sandra Rocha, Valter Vinagre.


 Pormenor de fotografia de Augusto Brázio. Sem titulo, Hospital Curry Cabral, 2009.


Duarte Amaral Netto.  Casos de tratamento da fístula da parótida. Hospital de Braunschweig, 1940/2012.