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terça-feira, 14 de maio de 2013

IMAGINE: Edward Hogg




Imagine um café de Alfama

Em 2010, quando aceitou o pedido do realizador polaco Andrzej Jakimowski para gravar algumas das cenas do filme ‘Imagine' no seu café, Sandra Duarte estava longe de imaginar a repercussão que tal decisão iria ter.

"Ele disse que ia fazer o meu café famoso e dois anos depois parece que resultou", conta a proprietária do Café do Eléctrico, que, juntamente com o pai, João Duarte, foi figurante da obra protagoni-zada pelo inglês Edward Hogg e a romena Alexandra Maria Lara.

Estreado em abril na Polónia e na Rússia, a película fez do café uma estrela internacional. Desde então são vários os turistas que se deslocam ao bairro popular de Alfama, em Lisboa, para tirar fotografias e conhecer o local que, em maio de 2011, acolheu Jakimowski e a sua equipa para contar a história de um professor cego que quebra as regras para ajudar uma aluna a redescobrir os prazeres da vida. "De há três semanas para cá aparecem sempre turistas com vontade de ver o sítio porque pensam que é uma montagem", explica Sandra Duarte, que recorda "dez dias de rodagem excelentes", em que "todas as pessoas da zona ajudaram", e aguarda agora "ansiosa" a estreia do filme em Portugal.

De acordo com a Filmes do Tejo, coprodutora portuguesa, a obra aguarda ainda aquisição por parte de uma distribuidora nacional. ‘Imagine' também foi filmado na Graça, outro bairro histórico da capital, e no Convento de Évora. Atores como João Lagarto, Teresa Madruga, Luís Esparteiro e Filipe Duarte integram o elenco da película que ganhou o Prémio do Público no Festival de Varsóvia.

Fonte: Correio da Manhã

domingo, 3 de março de 2013

Marés vivas e marés mortas





Eu estive lá, na manifestação de 2 de Março “Que se lixe a Troika”. Foram muitos os que se manifestaram: uma imensidão de gente sem cartazes, palavras de ordem, sem demagogia,  desorientados, avançando num silêncio que incomoda mais que os gritos, mais que as palavras. 




Várias marés. A maré dos organizadores de braço dado com a maré dos de sempre, dos “Zés Pereiras” deste país, dos idiotas de serviço,  daquela classe de gente que se recusa dar a mais pequena parte do seu vencimento para ajudar aqueles que menos têm. Onde estava essa gente toda nos anos gordos, que fizeram eles para que este país não continuasse com as reformas de miséria; com ordenados mínimos que não permitem a ninguém viver com dignidade. Onde estavam? Porque estão aqui hoje? Para a grande maioria dos portugueses a vida nunca foi muito diferente de agora.






Vi os que não encontram nem verbo nem ideias, até dos cultores das mais elaboradas sentenças poéticas

Vi jovens velhos e velhos jovens de mão dada.





Ali estava a onda dos oportunistas, que aproveitaram a maré jogando o boneco de povo.



Um jogo em que as cartas viciadas se confundem no mesmo baralho.


Vi a maré dos estrangeirados, que na prosa deixam cair a máscara. A violência e a incapacidade para jogar o jogo da democracia.







Vi a maré das corporações que jamais prescindem dos “seus” direitos adquiridos, mesmo que tal signifique a ausência total de direitos para os outros. 60 Euros por consulta, uma saltada à clínica, mais a negociata dos remédios; em suma, o baronato da medicina.











Vi a maré dos sem vergonha na cara. Num círculo de cavaqueira, calculei 20.000 Euros por mês...pagos pelo contribuinte, mais prémios literários, avenças e lugares cativos na imprensa cor-de-rosa. 




Vi os que não querem ver: os obnubilados, os cegos voluntários, os mitómanos.








Eu estive lá! Vi muita gente... Não vi um mar de gente, nem lhe senti as vagas. Muita burguesia - a classe média - brincando com os chapéus acachapados dos velhos de sempre.


Somos um país de mar sem marinheiros. No Cais das Colunas, aguardando o Dom Sebastião que trará o ouro e a mirra para uma nova era de abundância.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Os portugueses são solidários.


    O eixo da solidariedade venceu o eixo do mal! Sem hipocrisia nem “má-língua”.

Bancos Alimentares recolheram 1300 toneladas no primeiro dia







sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Alimente esta Ideia





O QUE FAZEMOS

Uma acção
Aproveitar onde sobra, para distribuir onde falta. É este o nosso objectivo: evitar o desperdício de alimentos fazendo-os chegar às pessoas que têm fome. O Banco Alimentar recebe toda a qualidade de géneros alimentares, ofertas de empresas e particulares, em muitos casos excedentes de produção da indústria agroalimentar, excedentes agrícolas, da grande distribuição e ainda, produtos de intervenção da União Europeia.

São recolhidos localmente e a nível nacional, no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar.

A estas dádivas, acrescentam-se os produtos oferecidos por particulares, nas campanhas de recolha efectuadas nas superfícies comerciais.

Uma logística
Os Bancos Alimentares possuem uma organização logística profissional para:

a recolha e o encaminhamento de produtos alimentares;
a sua triagem e armazenagem;
o controlo de qualidade;
rede de frio;

Uma partilha
Os Bancos Alimentares abastecem, ao longo de todo o ano, instituições de solidariedade  com actividade em Portugal. Para além da entrega gratuita de alimentos destinados às pessoas com carências alimentares, os Bancos Alimentares acompanham e partilham a acção das instituições no sentido de lutar contra a exclusão social.

Agir com as instituições
Cada Banco Alimentar celebra acordos com as instituições de solidariedade da sua região, tendo em conta as suas características próprias de actuação. A ajuda alimentar é efectuada na forma que melhor se adapta às necessidades da população apoiada:

cabazes de produtos alimentares entregues às famílias;
refeições confeccionadas: servidas nos lares, creches, ATL, ou outros centros; distribuídas na rua aos sem abrigo; entregues ao domicílio; etc.

Uma total transparência
Os Bancos Alimentares são instituições não governamentais, apolíticas e não confessionais. Comprometem-se a praticar uma gestão transparente que obedece a regras estritas, idênticas para todos os Bancos. Possuem contabilidade organizada e as contas são auditadas anualmente por uma empresa exterior, que garante a sua idoneidade.


sábado, 17 de novembro de 2012

"Em Lisboa até à eternidade"

 Um grande português e diplomata, o Embaixador José Eduardo de Melo Gouveia (1930-2012)


Morreu em Lisboa o Embaixador José Eduardo de Mello Gouveia, diplomata eficientíssimo, monárquico e patriota sem mácula, brilhante folha de serviços e um amigo que fiz. Mello Gouveia era oriundo de uma família com pergaminhos no serviço do Estado - o seu bisavô homónimo foi figura marcante da governação entre 1870 e 1890, ocupando funções ministeriais na Fazenda, na Justiça, na Marinha e Ultramar - e dele sempre retive expressões de grande argúcia, inteligência viva, uma graça sem par e raro conhecimento das coisas de Portugal no Oriente, onde foi Embaixador sucessivamente em Camberra, Bangkok e Tóquio. O seu último posto foi Bruxelas, mas não aceitou a reforma, logo oferecendo-se como Assessor Diplomático do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, funções que desempenhou como nenhum outro o poderia fazer. Lisboa ficou-lhe a dever muitos eventos relacionados com a divulgação e estreitamento de relações culturais com o Japão e a Tailândia, mas, sobretudo, a luta quase heróica que travou para conseguir a instalação em Belém do pavilhão em teca dourada que ali se inaugurou no passado ano, por altura das celebrações dos 500 anos de relações luso-tailandesas.


O Jardim das Cerejeiras.


   



 Sala Thai




                                Até à eternidade...