sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Xadrez de cérceas, por Bic Laranja.


Parabéns: Bic Cristal e, claro, Bic Laranja.


Quer isto no campo Grande? Não quer, mas vai ter.

Piscinas aprovadas
Arquitectura do Campo Grande será negociada















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A transformação das piscinas do Areeiro, Olivais e Campo Grande em ginásios com spa, através de uma parceria com duas empresas espanholas especializadas na construção e gestão deste tipo de equipamentos desportivos, foi aprovada na reunião de ontem da Câmara de Lisboa. No caso do Campo Grande, onde se encontra uma piscina desenhada por Keil do Amaral, o júri que analisou as escassas propostas a concurso vai agora negociar com o concessionário "aspectos relacionados com a qualidade arquitectónica do projecto". Ana Henriques

(in Público).

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Makulatur, de Paulo Nozolino.

Doze fotografias em seis dípticos. A perda, a raiva e a mácula. É a mais pessoal exposição de Paulo Nozolino de sempre. Sóbria e contida, uma reflexão sobre a vida e a morte. “Makulatur” surge dois anos depois de “bone lonely” e será igualmente editada em livro pela alemã Steidl.















Inauguração 24 de Fevereiro 2011
Galeria Quadrado Azul, Largo dos Stephens,Lisboa.













































































































Tudo para Belas Artes.


Praça Luís de Camões.

Tarde, mas chegou.

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Quase 20 anos depois do prometido, a CML vai avançar com a construção de uma creche em Alfama, informa o Jornal de Notícias.

Isto, no Jardim do Campo Grande?


Meter água.

Piscinas ao fundo?
Finalmente, parece que é desta que as piscinas municipais do Areeiro, Campo Grande e Olivais vão voltar a meter água, que não a das chuvas e a das infiltrações decorrentes do estado de crescente decrepitude em que têm vivido de há pelo menos uma década a esta parte. Segundo foi anunciado na semana passada pelos responsáveis da Câmara Municipal de Lisboa, «a abertura ao público está prevista para o Verão de 2012». É uma excelente notícia, sem sombra de dúvida, especialmente para aqueles, e são muitos, que as querem frequentar e não podem.

Que não haja dúvidas sobre a bondade da notícia nem sobre os acertados procedimentos administrativos desenvolvidos com vista a encontrar-se quem pagasse parte das obras de reabilitação das piscinas (um concurso público internacional, que ficou deserto numa primeira fase, quando disse respeito ao “pacote” das três, mas que teve agora bom termo, bem achada que foi a modalidade tripartida), nem sobre os benefícios que advirão para Lisboa do facto dos promotores espanhóis vencedores da concessão por 40 anos, apresentarem como C.V. a gestão de 25 espaços semelhantes, modernos e competitivos em outras tantas cidades espanholas de topo, um, e as Olimpíadas de Barcelona, outro. Muito menos sobre os atraentes novos desígnios daquelas piscinas uma vez renascidas: «salas de fitness, SPA, salas para desportos diversos e espaços exteriores de recreio e jogos, estes últimos a serem construídos no complexo dos Olivais».

Só é pena dois pequenos detalhes, que alguns parecem ter esquecido: a piscina do Areeiro será demolida, “tout court”, e a piscina do Campo Grande verá serem construídos juntinho a si 5.000m2 compreendendo um edifício de 3 pisos com estacionamento automóvel em subsolo (no Cp. Grande?!).

Ora, se é certo que a piscina do Areeiro não é particularmente bonita (longe disso) nem é exemplo de boa arquitectura por aí além, o seu sentido cénico é duvidoso, a sua funcionalidade nunca foi um achado e o seu público fiel, foi-o por falta de concorrência, ela era a única das três que constava até há pouquíssimo tempo no Inventário Municipal e só por isso merecia que a não deitassem abaixo, certo? E se a do Areeiro nunca foi nada daquilo, a do Campo Grande foi-o em toda a linha, porque obra de Keil do Amaral. Não há parecer do IGESPAR, como assim?

Há 5 anos levantou-se meio mundo (este vosso escriba inclusive) quando o então Vereador Pedro Feist se lembrou de dizer que a solução para as três piscinas era demoli-las e que não via interesse algum em qualquer delas, não entendo porque ainda ninguém se voltou a levantar, ainda que q.b., que os tempos são de depressão. Bem vistas as coisas, não fora o tal levantamento e talvez hoje já tivéssemos SPA e “fitness” nas tais de piscinas municipais…
Paulo Ferrero

In Jornal de Notícias (24.2.2011)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um piano na Praça da Alegria.
















http://kunsthalle-lissabon.org/index.php?/exhibitions/wilfredo-prieto/

Viva Domingos Névoa!

















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«Gosto imenso do projecto», diz o vereador troca-tintos, Sá Fernandes, sobre o mono que querem construir no jardim do Campo Grande. Vão destruir uma obra de Keil do Amaral e fazer um mono de 3 pisos. E o artista do Sá Fernandinho, que fez belo trabalho na Praça de Londres (!!), «gosta imenso».
Incrível.
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PS - onde se lê «troca-tintos», leia-se: «troca-tintas».

Não, não é brilhante.














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Ana Henriques

Avolumam-se as críticas e dúvidas em torno da parceria público-privada, válida por 40 anos, que a Câmara de Lisboa quer fazer com duas empresas espanholas para concessionar e transformar as piscinas do Areeiro, Campo Grande e Olivais.

À questão da qualidade arquitectónica dos projectos - o próprio presidente do júri do concurso internacional lançado pela autarquia, Pedro Brandão, admite que "não é brilhante" - juntam-se objecções relacionadas com a destruição de obras que chegaram a ser consideradas emblemáticas da arquitectura portuguesa dos anos de 1960.

Defensora da preservação dos antigos edifícios quando era bastonária dos arquitectos, em 2006, a actual vereadora Helena Roseta deixou de criticar a sua demolição, que será total no caso do Areeiro e parcial no caso do Campo Grande. Apenas as instalações desportivas dos Olivais se manterão, no exterior, semelhantes ao que eram, mas a piscina passa a ser coberta.

"Neste momento já não havia muito para salvaguardar. Se a câmara estivesse a nadar em dinheiro, a solução podia ser outra", conforma-se Roseta. Assim sendo, a autarquia vai celebrar contratos com privados para a construção e exploração dos recintos, de modo a que estas paguem os mais de 20 milhões de euros necessários para modernizar aqueles três espaços com ginásio, piscina e spa. Os concessionários prometem cobrar ao público preços módicos: 35 euros por um livre-trânsito mensal, e 45 para dois adultos com uma criança.

Estes preços suscitam desconfianças ao vereador do CDS-PP, António Carlos Monteiro: "Quando a esmola é grande, o pobre desconfia." O autarca tentou informar-se sobre a capacidade financeira dos parceiros da autarquia, mas sem sucesso. Na reunião de câmara marcada para hoje, que deverá analisar este tema, será suscitada esta e ainda outra questão, relacionada com a volumetria dos projectos do Areeiro, na Avenida de Roma, e do Campo Grande. No primeiro caso, o vereador não tem dúvidas: o projecto vencedor é susceptível de violar o Plano Director Municipal, uma vez que ocupa o terreno adjacente, o chamado logradouro. Quanto ao surgimento, em pleno jardim do Campo Grande, de um ginásio de três pisos no sítio da actual piscina de Keil do Amaral, num total de 5000 metros quadrados, há diversas vozes contra a ideia, nomeadamente na blogosfera. Não é o caso do vereador dos Espaços Verdes, Sá Fernandes: "Gosto imenso do projecto."

A câmara podia ter concorrido a fundos comunitários s, observa a deputada municipal dos Verdes Cláudia Madeira. Já o vereador do CDS teme que uma menor solidez financeira dos concessionários possa conduzir ao abandono das piscinas, como sucedeu no campo de golfe da Bela Vista.

Empresa que ganhou Areeiro contestada

Datam deste mês e do mês passado as mais recentes reclamações relativas à empresa galega que ficou em primeiro lugar no concurso para a reconversão e exploração da piscina do Areeiro, na Av. de Roma.

A Sidecu, que detém os ginásios da marca Supera, reduziu a sua oferta de actividades no complexo desportivo Cachada, na Corunha, o que motivou protestos dos utentes. As autoridades regionais estão, porém, amarradas a um contrato de concessão que só expira em 2022. Segundo a imprensa local, como a Sidecu continua a cumprir os mínimos, não há condições para pôr fim à parceria público-privada. Por outro lado, conflitos laborais relacionados com o aumento de salários têm levado os funcionários a greves que, há um ano, obrigaram ao encerramento de vários destes espaços, nalguns casos durante perto de dois meses.

Desde aí que alguns municípios exigem à Sidecu que devolva aos milhares de frequentadores dos recintos a mensalidade que pagaram nessa altura, mas sem sucesso.

"São problemas pontuais num grupo que gere 25 centros desportivos em toda a Espanha", assegura o porta-voz dos ginásios Supera, Roberto Gómez. "Somos líderes neste modelo de gestão", prossegue. E se a redução de actividades em Cachada se explica por uma "redução da procura" do ginásio, já a não-devolução das mensalidades tem outra razão: "Há diferentes interpretações da lei".

Penha de França encerrada

O PCP apresentou ontem na Assembleia Municipal de Lisboa um requerimento para saber quando reabrirá a piscina da Penha de França, encerrada no final de 2010 por causa daquilo que a autarquia designou por "anomalias estruturais". Não foi indicada aos utentes qualquer data para a sua reabertura.As alternativas indicadas aos frequentadores, Alfama e Casal Vistoso, "implicam mais despesa e maior perda de tempo nas deslocações", observam os comunistas, que querem ainda saber com que regularidade era feita a manutenção deste equipamento e quais os resultados da peritagem técnica levada a cabo depois do seu encerramento.


(in Público).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Tertúlia: a reforma administrativa de Lisboa.

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República.


Estrada da Torre: a lei da selva.










































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Mais uma artéria da cidade de Lisboa, na freguesia do Lumiar, um corredor importante de ligação do Alto do Lumiar ao centro da freguesia, podemos aí encontrar um núcleo habitacional à espera de melhores dias, teimosamente vão resistindo, mas o abandono a que estão votadas, dificilmente vão conseguir evitar a sua degradação e o tempo irá ditar o seu destino, possivelmente a do colapso.



É triste assistir ao abandono deste património, vivendas a serem engolidas pela vegetação outrora ali plantadas como adorno, fazendo agora lembrar um ramalhete gigante.

Quem sai do metro vai dar de caras com uma casa fechada à mais de 20 anos, embora emparedada, o telhado ameaça ruir a qualquer momento, não deve resistir a muitos mais invernos.

Deviam ser tomadas medidas tendentes a evitar que a degradação deste património assuma consequências irreversíveis, medidas essas que permitiriam uma intervenção tendo em vista a execução da respectiva reabilitação destes imóveis, considerando que estes fazem parte da identidade local.

João Carlos Antunes

Lumiar: le Grand Tour.



































































































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Quem fala sobre a história da freguesia do Lumiar, não pode esquecer, este núcleo habitacional antigo na rua do Lumiar.

Este núcleo habitacional quando nasce, ainda o Lumiar era uma aldeia dominado por nobres quintas, olivais e vinhas, sendo os principais frutos da terra o vinho, trigo, cevada e azeite, desenvolvido em torno de uma propriedade régia rural que evoluiu a partir do século XVI.

Hoje quando visitamos a rua do Lumiar e impossível passar indiferente a este desalento e abandono que tomou conta destes edifícios.

Podemos encontrar, edifícios setecentistas, edifício pombalino destinado à habitação e ao comércio, a apresentar uma planta rectangular simples com dois pisos, sótão e águas furtadas. Na fachada principal, destacam-se as janelas rectilíneas com molduras de cantaria salientes e, na fachada lateral direita, uma mansarda totalmente revestida a telha.
Podemos encontrar, edifícios de habitação oitocentista, a apresentar uma planta rectangular regular com dois pisos e águas-furtadas nas coberturas. A sua arquitectura é apalaçada, destacando-se os panos de muro totalmente cobertos com azulejos e as guardas das janelas de sacada em ferraria ornamental.

Podemos encontrar, edifício novecentista com decoração revivalista, construído para habitação e comércio. Apresenta uma planta rectangular com dois pisos e águas-furtadas, sendo a fachada principal rematada por cornija e ampla platibanda plena.

Hoje. Século XXI o Lumiar encontra-se numa capital europeia, muito se fala da cultura e na preservação da historia, como é possível tratar deste modo o nosso património, como é possível coleccionar o desalento e tristeza numa só rua.

Artigo de João Carlos Antunes








Lisboa Menina e Moça.





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Paleofuturo: o futuro que nunca foi.











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