segunda-feira, 14 de maio de 2012

O muro sagrado da estação de Santa Apolónia.





Um grupo de cidadãos vai manifestar-se esta terça-feira, às 19h, contra a falta de segurança no acesso pedonal do lado Norte à estação de Santa Apolónia, em Lisboa. O problema, que se arrasta há anos, já tem uma solução prevista mas não agrada aos moradores. Por isso fazem a Marcha dos Atropelados.




Os utentes da estação exigem a criação de uma porta de acesso à plataforma da estação, numa parte do muro que ladeia a Rua da Bica do Sapato. Porém, a câmara propõe outra solução que implica, entre outras alterações, modificar a circulação automóvel na zona.Na Rua dos Caminhos de Ferro, contígua à Rua da Bica do Sapato, os passeios são estreitos e não há passadeiras para os peões atravessarem. Quem lá passa queixa-se da falta de segurança e do risco de atropelamento. Basílio Vieira, morador na zona, resolveu dar voz ao protesto e lançou, em 2010, o movimento Entrada Norte e uma petição pública - já com mais de 700 assinaturas.A solução proposta pelos moradores, refere Basílio Vieira, “é a mais simples e mais barata”, até porque “a Refer [Rede Ferroviária Nacional] só teria de autorizar a obra, nem sequer teria de pagar”. Isto porque, segundo o presidente da junta de freguesia de Santa Engrácia,José Pires, tanto esta, como a junta de São Vicente de Fora e o grupo Jerónimo Martins (que tem uma loja Pingo Doce no interior da estação) garantem o financiamento necessário, cerca de 10 a 15 mil euros. Em Fevereiro de 2011, a Refer mostrou abertura para aceder ao pedido dos moradores desde que a entrada fosse exclusiva quem se dirigisse aos comboios e não utilizada para se substituir à via pública. No entanto, segundo Basílio Vieira a Refer terá chegado, mais tarde, a um acordo diferente com a câmara. O PÚBLICO questionou a empresa mas não obteve resposta.




Projecto entregue há meses




O vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva, afirma que concluiu “há meses” um projecto que prevê a abertura de uma das portas existentes (actualmente encerradas) que dão acesso pela Rua dos Caminhos de Ferro. Esta solução implica a transformação desta artéria numa via de sentido único, com os passeios alargados e mais lugares de estacionamento. Com este novo ordenamento do trânsito, os veículos teriam de passar a utilizar a Av. Infante Dom Henrique e o viaduto sobre a linha ferroviária para inverterem a marcha. Esta é, segundo Nunes da Silva, a "única solução tecnicamente possível", já que “rasgar a porta no muro iria criar problemas de segurança no acesso às vias férreas”.“Fizemos um projecto de execução que já foi entregue há meses no gabinete do vereador Manuel Salgado [que tutela as Obras Municipais]”, afirma Nunes da Silva. Embora tenha elaborado um projecto diferente do que é exigido pelos moradores, o vereador sublinha que está “absolutamente solidário” com eles por ainda nada ter sido feito. O PÚBLICO tentou contactar Manuel Salgado, mas não obtive resposta.A ideia de transformar a Rua dos Caminhos de Ferro numa via de sentido único não agrada ao presidente da Junta de Freguesia de Santa Engrácia, José Pires (PSD). O principal receio do autarca, partilhado por Basílio Vieira, é que a alteração prejudique a circulação da carreira 735 da Carris, que serve a zona e transporta cerca de 14.300 passageiros por dia.O secretário-geral da Carris, Luís Vale, diz que “não tem conhecimento” do projecto municipal e que a alteração do percurso da carreira num dos sentidos representaria um acréscimo “entre três e quatro minutos”.José Pires diz que está “a 200%” de acordo com a contestação dos moradores e vai participar na Marcha dos Atropelados, manifestação convocada para esta terça-feira. Munidos de ligaduras, tinta vermelha a simular sangue e t-shirts com marcas de pneus a atravessar o peito, os moradores vão concentrar-se às 19h junto à estação de Santa Apolónia, em protesto contra a Refer. “Eles têm uma solução simples mas não querem implementá-la. Parece que aquele muro é sagrado”, remata Basílio Vieira (Público).




Visite o sítio deste grupo de cidadãos e conheça o rídiculo da situação e a desconsideração a que a REFER e a CML votam os cidadãos e contribuintes.

Uma Lisboa diferente



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sábado, 12 de maio de 2012

Pois....

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«Casas vazias duplicaram em Lisboa nos últimos 20 anos» (jornal «Sol»).

Pavilhão em degradação.



Pavilhão Carlos Lopes. Medalha de ouro na arquitectura e de lata no aproveitamento


Por Rui Miguel Tovar

Faltam 15 dias para a maratona de Los Angeles. Em Lisboa, o atleta Carlos Lopes treina-se. Ou talvez não... De repente, é varrido por um carro, perto do Estádio da Luz. O condutor é um tal Lobato Faria, comandante da TAP, ao volante de um Mercedes SL.

“Fui ao ar e fiquei lá por uns segundos. Depois caí, com força. Levei algum tempo a levantar-me com medo de pensar que já não ia a Los Angeles. Ergui-me e comecei a correr, mas o senhor que me atropelou insistiu em levar-me ao Hospital de Santa Maria. Lá, fiz radiografias à cabeça e à bacia. Os exames repetiram--se na Clínica de São Lucas. Estava bem, sentia-me bem e o sonho da medalha olímpica continuava bem presente.”

Uma semana depois, Carlos Lopes parte para Los Angeles, acompanhado por Miranda Calha e Mirandela da Costa, mas não fica hospedado na aldeia olímpica, nas instalações da famosa universidade UCLA. Tal como Rosa Mota, o sportinguista prefere o hotel da Nike. “A UCLA não oferecia as mínimas condições de treino, com as estradas à sua volta cheias de trânsito. A Nike deu-me hotel e todas as condições de treino.” Ao seu lado, Carl Lewis e Alberto Salazar, norte-americano de origem cubana que os ianques queriam fazer símbolo universal do american way of life.

Tudo preparado para a maratona? Sim. São 17 horas em Los Angeles (uma da manhã em Lisboa), quando a maioria da população finta Morfeu para ver uma proeza nacional até então nunca vista nos Jogos Olímpicos. Ao 38.o quilómetro, Carlos Lopes ataca, ganha 200 metros de avanço e nunca mais é incomodado. Nem pelo irlandês John Tracy, nem pelo inglês Charles Speeding, os últimos obstáculos ao ouro.

Já são 3h10 da manhã quando Carlos Lopes, número 723, corta a meta. Só 35 segundos depois, o segundo classificado (Tracy) dá o ar da sua graça. Instantes depois, toca o hino português. Pela primeira vez na história olímpica.

e agora? Já passam 15 dias da maratona de Los Angeles. Em Lisboa, o atleta Carlos Lopes treina-se. Ou talvez não... De repente, é alvo de mais uma homenagem. Está a ver aquele edifício majestoso entre o Parque Eduardo VII e a saída do metro Parque? Esse mesmo.

Idealizado pelos arquitectos Guilherme e Carlos Rebello de Andrade e Alfredo Assunção Santos, é construído no Brasil para a Grande Exposição Internacional do Rio de Janeiro, inaugurada a 21 de Maio de 1923. Mais tarde é reconstruído em Lisboa, com o nome de Palácio das Exposições. A Grande Exposição Industrial Portuguesa é o acontecimento ideal para a sua rentrée, a 3 de Outubro de 1932.

Adaptado para receber eventos musiciais e desportivos desde 1946, é palco do Mundial de hóquei em patins em 1947 (ganho por Portugal, sem uma derota sequer em seis jogos) mais uma infinidade dos afamados Jogos da Cidade de Lisboa (um batalhão de miúdos a subir e a descer a rua entre provas e mais provas), antes de mudar o nome para Pavilhão Carlos Lopes. Desconhecemos se o próprio Carlos Lopes ainda se passeia por lá mas desaconselha-se completamente. Seria varrido outra vez. Por um carro chamado desgosto XXL.

“Aquilo” está ao abandono. Continua a ser uma obra majestosa e grandiosa, com significado histórico, só que ao abandono. As ervas daninhas (calma, ainda não estamos a falar de políticas nem de políticos) circundam o edifício e até aventuram-se dentro dele. As pessoas passeiam--se alegremente pela Feira do Livro e depois deparam-se com “aquilo”. A bela e o monstro ao mesmo tempo.

Quem se assusta facilmente, pára à frente da porta principal e perde segundos, minutos a olhar para a infra-estrutura. Quem não se assusta facilmente, também pára à frente da porta principal e perde segundos, minutos a olhar para a infra-estrutura. É impossível ficar indiferente.
Encerrado desde 2003, é prometida a reabilitação do Pavilhão Carlos Lopes com o sonante Museu do Desporto mas a ideia perde-se entre as ervas daninhas (agora sim). Em 2008, por exemplo, a ideia é lançada pelo governo mas não sai do papel. Chega-se agora à conclusão de erguer um Museu/Casa do Património do Desporto no Palácio Foz, na Praça dos Restauradores, de acordo com o email de resposta de António Matos, assessor de Alexandre Mestre, secretário de Estado do Desporto e da Juventude. Da Câmara Municipal de Lisboa, ninguém atende telefonemas ou responde a mensagens para esclarecer. É o black-out. Um pouco à imagem do Carlos Lopes (o pavilhão), continuamente varrido da memória dos portugueses. O seu interior, claro. Porque o exterior é medalha de ouro na arquitectura e na localização.

ionline

Feira do Martim Moniz: alto e pára o baile.





Obras de renovação da praça ficarão concluídas no próximo mês

Lisboa: Feira no Martim Moniz

A feira irá regressar ao Martim Moniz, em Lisboa, depois de um interregno de 14 anos. A presença dos feirantes terá lugar um dia por semana a partir do próximo mês, de acordo com o contrato assinado na quarta-feira entre a Câmara Municipal de Lisboa, a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) e a empresa NCS – Número de Ciclos por Segundo, que irá gerir o espaço.

A feira semanal irá ocupar 36 stands e deverá privilegiar produtos e bens que traduzam a cultura envolvente, em que o comércio é dominado por lojas asiáticas.

As obras irão readaptar dez quiosques já existentes, nos quais serão instaladas esplanadas que funcionarão como restaurantes, onde o objectivo é servir cozinha de várias partes do Mundo.

Segundo a EPUL, serão criadas instalações sanitárias e requalificados lagos, fontes, pavimento e mobiliário urbano. Haverá também "um palco fixo para a realização de espectáculos", acrescentou a empresa.

A renovação do Martim Moniz insere-se num plano mais vasto que integra a construção de 130 apartamentos, várias lojas e ateliês, com o objectivo de "regenerar o tecido social, dando uma nova vitalidade à Baixa de Lisboa", revela a EPUL.
Correio da Manhã
O que se nos oferece dizer:
1) a zona está consolidada (mal, é verdade, mas está). Estes dinheiros não seriam melhor empregues noutros lados?
2) tendo em conta a zona envolvente, o risco de tornar aquilo numa «feira» no pior sentido da palavra não é grande?
3) não seria melhor tratar do estacionamento de camiões TIR frente ao C Comercial, nas barbas da polícia?
4) sabiam que na esquadra da polícia, até há pouco, o WC estava avariado e os agentes tinham de ir ao café do lado?
5) quem, no seu perfeito juízo, irá para ali? Só um turista distraído...
6) Em suma, com este dinheiro, que vai servir para desfazer o que está feito, não seria melhor recuperar casas e património degradado da CML?

Na Casa da Achada.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Arte Antiga.



Novidades em Arte Antiga. Clique para ampliar.

Martim Moniz vai ter restaurantes e um mercado intercultural.





O local, que está actualmente vedado para obras, será gerido por uma empresa de animação a que a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) concessionou a respectiva exploração, na sequência de um concurso público.De acordo com José Rebelo Pinto, gerente da NCS - Produção, Som e Vídeo, a única concorrente, os dez quiosques de aço inoxidável ali existentes há mais de uma década serão adaptados de forma a receberem os restaurantes que servirão comida pré-preparada. Para explorar cada um deles, a NCS convidou pessoas que já trabalham no ramo, alguns estabelecidos na vizinha Mouraria com restaurantes de cozinha de diferentes países, mas também, diz o empresário, "chefs reputados".Os clientes levarão os seus tabuleiros e instalar-se-ão numa esplanada central, numa área de mesas dotada de estruturas de ensombramento e com capacidade para 300 pessoas sentadas. "Isto funcionará como no Colombo ou em qualquer centro comercial do género. Nós faremos a gestão do espaço", diz Rebelo Pinto. Está prevista a instalação de restaurantes com comida chinesa, africana, japonesa, indiana, portuguesa e não só. Os quiosques e a esplanada vão funcionar 365 dias por ano e aos fins-de-semana haverá uma série de actividades dominadas pela ideia da multiculturalidade, mantendo e aprofundando a vocação adquirida pela Mouraria nos últimos anos como lugar de encontro de povos e culturas.Nos termos do anúncio do concurso lançado em Dezembro pela EPUL, que é proprietária do terreno ocupado pela praça, o objecto da concessão reside na "exploração de dez quiosques destinados a estabelecimentos de bebidas, com esplanadas, e feira semanal, com o máximo de 36 stands". A proposta vencedora contempla um conceito de feira semanal a que Rebelo Pinto chama "mercado de fusão" e que assenta igualmente nas características multiétnicas da Mouraria e do Intendente, onde os comerciantes chineses e indianos e a população imigrante, em especial de origem asiática, adquiriram uma forte implantação."Para lançar este projecto estabelecemos contactos com mais de 60 associações e comunidades e falámos com várias embaixadas", salienta o gerente da NCS, frisando que o novo Martim Moniz "é para ficar virado para a Mouraria e não de costas para a Mouraria."O mercado de fim-de-semana, que se realizará também durante todo o ano, reunirá uma grande variedade de pequenos negócios, que vão desde as roupas aos produtos de mercearia. "Podemos ter cá uma mercearia da Mouraria, um loja de roupas do Bairro Alto, ou uma loja de Campo de Ourique. Mas também teremos o meio alternativo, com os Hare Krishna e outros grupos e associações", descreve Rebelo Pinto.As 36 tendas a instalar ocuparão espaços quadrangulares de três por três metros e apresentar-se-ão como "uma espécie de boxes", que resultam da metamorfose semanal de uma outra estrutura destinada a garantir sombra nos dias de semana. No largo será também instalado um palco quase ao nível do solo, para reduzir o impacte visual, no qual decorrerão regularmente espectáculos de música ao vivo, workshops, conferências, espectáculos com DJ e exposições.Em abono do seu projecto, Rebelo Pinto, que há vários anos promove em Lisboa o festival Out Jazz, evoca o seu papel na transformação do Cais do Sodré numa procurada zona de animação nocturna. "Há nove anos peguei no Cais do Sodré, que estava meio abandonado, fiz um projecto para várias casas nocturnas e hoje é o que é." Segundo o empresário, "é assim que as cidades se desenvolvem, vendo as coisas com dez anos de antecedência".Satisfeito com a transformação prevista para o Martim Moniz mostra-se Nuno Franco, um dos dirigentes da associação Renovar a Mouraria: "É um projecto que vai contribuir para a criação de uma nova centralidade, que já está a acontecer na zona com a requalificação da Mouraria e do Intendente."Quiosques de João Soares revivemFoi há 14 anos, em 1998, que João Soares decidiu instalar 44 quiosques na então reabilitada praça do Martim Moniz, que assim ficou em grande parte ocupada pelas chamadas "gaiolas". O projecto pretendia trazer para o largo comerciantes de antiguidades e alfarrabistas, mas a ideia, que custou ao município mais de 650 mil euros (cada peça ficou em 15.000 euros), revelou-se um fracasso. Meia dúzia de anos depois, os poucos quiosques que continuavam abertos centravam-se no negócio dos telemóveis e o espaço tinha-se transformado num local muito pouco recomendável. Cerca de trinta foram entregues a igrejas, associações e particulares, havendo até um que serve de escritório a um agente imobiliário na Amadora. A actual intervenção na praça está integrada no Plano de Acção da Mouraria e resulta de um protocolo celebrado em Outubro entre a câmara e a EPUL, que lançou o concurso para a concessão da exploração dos quiosques e para a organização do mercado de fim-de-semana. O protocolo de Outubro, assinado por José Sá Fernandes e pelo presidente da EPUL, nunca foi divulgado pela Câmara nem pela EPUL. O PÚBLICO pediu-o na sexta-feira a Sá Fernandes e à empresa, solicitando igualmente o ponto da situação sobre a remodelação da praça, mas não obteve qualquer resposta até às 17h17 de ontem. Nessa altura Sá Fernandes remeteu por email uma cópia do protocolo à redacção do PÚBLICO, quando esta página estava a ser fechada, e, meia hora depois, a EPUL distribuiu a todos os órgão de comunicação um comunicado com as informações pedidas pelo PÚBLICO na sexta-feira (PÚBLICO).


P.S.: Durante anos, a Facção Verde do Lisboa S.O.S. sonhou com um jardim para o Martim Moniz, seguramente a praça mais desgraçada de Lisboa. Seria semelhante ao Boto Machado, no Campo de Santa Clara. Crianças e famílias, turistas, leitores solitários e adoradores de Rá durante o dia. Gradeamento fechado durante a noite. Sem cães, sem grafittis, sem delinquência, mas com muita sombra. Não podendo ser, os restaurantes também serão, concerteza, uma melhoria. Pelo menos é o que pensa a Facção Comilona do Lisboa SOS...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Anthony Bourdain em "No Reservations" faz retrato sobre Lisboa

Tasca do Sol.








Tasca do Sol. Tapas à portuguesa num antigo talho de Lisboa
Por Clara Silva


Abriu há seis meses num talho desocupado há dez anosna Graça e tem petiscos portugueses para todos os gostos.A porta do WC ainda é a da arca frigorífica

Ainda há vestígios dos tempos em que a Tasca do Sol era um talho. Basta ir à casa de banho. A porta ainda é a mesma da arca frigorífica que ali funcionava. Assim como o lavatório, a antiga prancha de corte de carne. Ou os ganchos pendurados no tecto. O talho na Rua do Sol à Graça, meio escondido no bairro lisboeta, estava fechado há dez anos até que Tiago Vieira e Sofia Maciel decidiram pegar no espaço. O casal de 35 anos abriu há seis meses a Tasca do Sol e desde então serve petiscos à boa moda portuguesa, feitos na hora.

O espaço não é grande – ou não se tratasse de um antigo talho –, com apenas 20 lugares. Por isso, a partir de quinta- -feira à noite torna-se tarefa difícil conseguir uma mesa sem antes reservar. “Costumamos dizer às pessoas que esperem”, afirma Tiago. E a maior parte espera, até porque vale a pena.

Tiago, que antes trabalhava num restaurante de cozinha portuguesa cujo nome prefere não revelar, é quem prepara os petiscos. “Isquinhas, bacalhau à Brás, alheira com ovo de codorniz, ovos rotos e morcela com compota de cebola são os mais pedidos.” O objectivo é que se peçam vários pratos, como as famosas tapas espanholas. No entanto, o menu respeita a tradição portuguesa. “Mas também fazemos outros pratos a pedido dos clientes. Isso já aconteceu.”

O atendimento e a comida são a alma do negócio e o restaurante é tão familiar e recôndito que parece que estamos a jantar em casa deste casal. Foi, aliás, também por isso que decidiram abrir um espaço diferente. “Havia falta de sítios deste género na cidade, principalmente na Graça [bairro onde Tiago e Sofia cresceram]. E também porque as nossas situações profissionais não eram as melhores”, explica. Sofia nunca tinha trabalhado num restaurante – “trabalhava para o Estado e sofreu os cortes” –, mas agora também ajuda na cozinha.

COLECÇÃO DE EMPADAS A ementa está escrita a giz numa das paredes e há pratos que surgem do dia para a noite e que voltam a desaparecer. “Costumamos anunciar essas novidades na nossa página de Facebook – www.facebook.com/tascadosol”, diz Tiago. Por exemplo, pernas de rã em tomate ou peixinhos da horta, que vão aparecendo de vez em quando. Na rede social vão anunciando também provas gastronómicas abertas ao público, como as experiências com “a colecção de empadas” no domingo 13 de Maio. Para essa prova vão precisar de oito voluntários “com vontade de gastar meia hora e fazer a prova dos modelos”.

A Tasca do Sol está aberta até à meia--noite e é o sítio ideal para levar alguém que queira impressionar. Ou simplesmente para um jantar de amigos com petiscos não muito caros – o preço médio dos pratos ronda os 4,5 euros e é difícil uma refeição ultrapassar os 15 euros.

A partir deste mês Tiago e Sofia estão a pensar só abrir a partir das 17h, para servir jantares, porque é a essa hora que a maior parte dos clientes chega.

Tasca do Sol. Rua do Sol à Graça, 71-73, Lisboa. De terça a sábado das 12h00 às 00h00. Domingos até às 18h00. Tel.: 218 877 399

Tem a certeza que conhece o Parque Eduardo VII?



Visita Guiada às Árvores do Parque Eduardo VII, Lisboa:

- Sábado, 12 de Maio de 2012, 16h00
- Domingo, 13 de Maio de 2012, 16h00

O Parque Eduardo VII é o maior parque do centro de Lisboa. Com mais de 50 espécies de árvores espalhadas por 26 hectares, muitas são as razões para explorar este espaço verde. O parque guarda muitas espécies exóticas, como eritrinas e belas-sombras, mas também exemplares das árvores e arbustos que constituíam a vegetação natural das colinas de Lisboa, como carvalhos-cerquinho, freixos e adernos-de-folha-larga.

Nesta visita, proponho-lhe que desfrute do sol deste final de semana e venha explorar calmamente as colinas do Parque Eduadro VII, num passeio de hora e meia onde olharemos para as árvores, para as identificar e conhecer. Com a chuva que finalmente caiu em Abril, as árvores estão bonitas, cheias de novas folhas, muitas ainda em flor. A visita terá início no topo Norte do parque e iremos dar uma volta ao redor do eixo central, onde decorrem os últimos dias da Feira do Livro de Lisboa.

O Parque sem Nós

O que aconteceria ao parque se nós, humanos, desaparececemos? Como iria evoluir a vegetação? Ao longo da visita tentaremos também encontrar as árvores que se estão a reproduzir naturalmente e tentaremos imaginar como seria o Parque Eduardo VII sem controlo humano.
A visita será orientada por Rui Pedro Lérias e tem o custo de 4€. O Ponto de encontro é no Monumento ao 25 de Abril, da autoria de João Cutileiro, que se encontra no topo Norte do parque, excelente miradouro sobre Lisboa. Não é necessária inscrição prévia, mas para melhor planear a visita, pedimos que nos indiquem da vossa intenção de ir para o email lojadehistorianatural@gmail.com. É sempre bom ter uma ideia de quantas pessoas se esperam (para saber se levo megafone!). Mas não é peremptório, podem decidir no momento juntarem-se a nós.

Ponto de encontro: topo Norte, perto da estátua homenagem ao 25 de Abril de João Cutileiro. Não necessita de inscrição prévia.


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Loja de História Natural

Cercal da Eira, Lda
Rua Francisco Lyon de Castro, nº. 4 - 4ºA
1600 - 311 Lisboa - Portugal
lojadehistorianatural@gmail.com
Tel: + 351 210 998 725/+ 351 910 998 725

Jazz em Lisboa.



A Lisboa de todo aquele e mais algum jazz
Por Luís de Freitas Branco
João Moreira dos Santos redescobre os espaços da capital por onde o improviso palpitou em «Roteiro do Jazz na Lisboa dos anos 20-50»
Entre os anos 20 e os anos 50 do século XX, Lisboa gerou uma subcultura de concertos, lojas e cafés que formaram um movimento musical pioneiro em Portugal. O investigador João Moreira dos Santos, assumido devoto das coisas do jazz, desde 2005 que faz passeios atentos pelas ruas onde esta música se tocou e ouviu. Em celebração do primeiro dia internacional do Jazz pela UNESCO, no passado 30 de Abril, decidiu reunir num único livro um guia ilustrado destas quatro décadas da história do jazz em Lisboa. Para João Moreira dos Santos o jazz não é apenas material de investigação. “Aprendi contrabaixo no Hot Clube e na Academia Amadora Música”, diz-nos o músico e estudioso. “Sou professor da área de Ciências de Comunicação e foi crítico de discos durante 16 anos na antiga ‘A Capital’”, conta ao i. A edição deste livro pela Casa Sassetti – a antiga difusora do jazz agora nas mãos da editora Principia – publica o trabalho que é fruto de uma década de investigação sobre uma época em que sociedade desconfiava de uma música popular fortemente assente em raízes africanas. Para o autor, este livro vai, “lançar um novo olhar sobre a riqueza da história do jazz no nosso país e do papel que este género musical tem desempenhado na construção de uma sociedade multicultural, democrática e livre”. Lisboa não só serviu como ponto de passagem para muitos músicos que queriam rumar aos EUA como criou epicentros de uma forte produção nacional e de apreciadores desta música. Entre os espaços que marcaram a diferença no período em questão está o já desaparecido Clube Bristol (depois a Casa do Benfica) com decoração de Almada Negreiros. Outros permanecem nos nossos dias, transformados e em silêncio imposto, como o Instituto Superior Técnico. Invariável é, à época e agora, a importância do Hot Clube e do seu patrono Luís Villas-Boas, mesmo com mudança de morada involuntária.
ionline

Bike-sharing: o exemplo de Hamburgo.








Ola Lisboa SOS

Aqui tres imagens e uns pontos sobre o bike sharing em Hamburgo. O
projecto pode ser uma inspiracao.

+ 117 estações
+ 1300 bicicletas
+ postos de aluguer perto de estações de metro e metro de superfície
+ identificação sobre cartão multibanco, cartão credito ou uma moeda rfid.
+ 133.444 utilizador registadas
+ aluguer máximo de duas bicicletas cada utilizador
+ início do projecto em 2009 com 67 estações
+ 5000 alugueres em média cada dia
+ primeira meia hora gratuita depois até a primeira hora 4 ct/minuto e
depois 8 ct/minuto
+ com passe de transporte só 3 ct/minuto e depois 6 ct/minuto
+ 12 € para um aluguer cada dia
+ organização através do Deutsche Bahn (caminhos de ferro)
+ a cidade Hamburgo paga 1,1 Mio. Euro para o Deutsche Bahn

Mais informações:
http://de.wikipedia.org/wiki/StadtRAD_Hamburg (alemão)
http://stadtrad.hamburg.de/ (mapa dos postos)

Petição: assine já!

Bom Dia.



Preciso de ajuda na divulgação de uma petição online que está a decorrer para salvar a Praça do Comércio e manter um símbolo tradicional da cidade na mesma.

Em causa está o eléctrico 355, ou T10, da Carris que serve de bilheteira ao serviço turístico da Carristur. Este eléctrico foi mandado retirar pelo Presidente da Câmara, António Costa pois afirma que reduz a mobilidade pedonal da Praça.

Todos sabemos que o que fornece divisas a sério para a Câmara são os restaurantes que por lá se instalaram mas isso não faz com que seja necessário que o eléctrico desapareça.

Encontram-se também em risco postos de trabalho dos funcionários que lá prestavam serviços e continuam a prestar, uma vez que continua de lá a sair o Circuito de Eléctrico das Colinas da Carristur mas em condições cada vez menos favoráveis (sol, chuva, ventos.....).



A petição é a seguinte: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=PDCT10


Cumprimentos

João Teixeira

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Natal é quando o Costa quiser...





Durante quase 6 meses tivemos de tolerar este barracão desqualificado a ocupar metade da placa central da Praça da Figueira! Apareceu em Novembro de 2011 e só ontem foi finalmente desmontado. É assim com este tipo de estruturas e ocupação do espaço público que a CML pretende ajudar a tirar a Baixa pombalina da mediocridade em que se encontra? Que critérios tem a CML para a Baixa? O "temporário" não merece critérios de qualidade, particularmente quando se trata de uma zona urbana clasificada como de interesse nacional?
Fernando Jorge

Lisboa, capital da selvajaria.





TODOS AO CINEMA EM SÃO BENTO!



Porque um país sem cultura não tem futuro.
Porque um país sem cinema não tem memória.
Para todos os que se recusam a assistir passivamente ao seu extermínio,vamos projectar, ao ar livre, mais de 100 anos de cinema português.
Pela aprovação da nova lei do cinema!
Todos a S. Bento
9 de Maio, 4ªf, 21h
Entrada livre

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Sons pela cidade.


O gamanço compensa



As ferragens/batentes das portas do Palácio do Barão de Quintela, que tinham sido roubadas vai para 20 anos, foram recuperadas recentemente e voltaram a ser colocadas nas portas do palácio.
Curiosamente, os proprietários tiveram de desembolsar mil euros pelo par de batentes, para poderem recuperar o que lhes tinha sido roubado e estava para venda no norte do país.

O Palácio Quintela foi mandado edificar por Luís Rebelo Quintela sobre as casas arruinadas pelo Terramoto que pertenceram aos Condes do Vimioso e Marqueses de Valença. Herdado pelo sobrinho Joaquim Pedro Quintela, Barão de Quintela, este ampliou o Palácio, conferindo-lhe a grandeza que apresenta. Foi neste Palácio que se instalou Junot em 1807/1808, durante as Invasões Francesas.Ao 1.º Barão, sucede seu filho, também ele de nome Joaquim Pedro Quintela, 1.º Conde de Farrobo, que procedeu a vários e importantes melhoramentos no Palácio. Após a falência do Conde de Farrobo, é adquirido por Mendes Monteiro, e, posteriormente, herdado por António Carvalho Monteiro, o construtor da Quinta da Regaleira, em Sintra. Actualmente, funciona neste espaço o IADE, Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing.