domingo, 18 de março de 2012

Avenida de Madrid.


Mais uma imagem fantástica, brutal, de Fernando Jorge.

Travessa do Alcaide.



Freguesia de Santa Catarina.
Zona gerida pela EMEL: «Prioridade às Pessoas».
Travessa do Alcaide.
As imagens são bem emblemáticas: a reconstrução/reparação do passeio ainda não está concluída mas já vemos carros estacionados em cima do passeio! Numa ponta estava o operário a reparar o passeio, e na outra ponta um carro em cima do passeio acabado de ser reparado! Lamentamos o facto do passeio estar a ser reconstruído com as dimensões ilegais que tinha. Em vez de reperfilar o arruamento com um dos passeios já com o mínimo que é de lei, 1.20m de largura. Porque se perdeu esta oportunidade? Apesar da existência de um acesso controlado a esta zona de Santa Catarina, o estacionamento selvagem continua a ocorrer em muitos locais prejudicando diariamente a mobilidade dos peões.
Fernando Jorge

Um chafariz é um chafariz.





Ilustres amigos de Lisboa
Considero este assunto digno de ser partilhado, deixo a vossa consideração a sua de publicação.
Um chafariz é um chafariz
Um chafariz é um chafariz é assim que possivelmente muitos de nós olhamos para este, ainda para mais num estado de abandono, não me espanta que um dia destes seja demolido sem contemplações, apagado sem piedade das nossas memórias urbanas, sinais do implacável “progresso”.Este chafariz, situa-se na Estrada da Torre, na freguesia do Lumiar, em Lisboa, junto ao antigo Restaurante Castanheira de Moura, trata-se de um chafariz de coluna central por onde a água canalizada corria para o tanque redondo em cantaria, parece ser pedra de lióz ligada por ferro fundido, a coluna central torneada e coroada por uma bola.Na minha opinião este chafariz é centenário e importa salvaguardar este património do Lumiar, não podemos deixar apagar a nossa memória urbana.
João Carlos Antunes

Publi-cidade.



Sob a desculpa do "ring de patinagem" conseguiram abrir um verdadeiro stand de venda de automóveis em plena placa central da Praça da Figueira! Reparar no detalhe da zona de recreio para as crianças mesmo ao lado do "show room" de automóveis! Welcome to Lisbon.
Fernando Jorge

Don't take my Kodachrome away.



Aqueduto das Águas Livres.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Construtores do Mundo.

A EPUL, Empresa Pública de Urbanização de Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, promove, durante 2012, um ciclo de quatro conferências inspiradas no tema “Construtores do Mundo”.

O Arquitecto Siza Vieira, o Engenheiro Segadães Tavares, o Médico Sobrinho Simões e o Filósofo Eduardo Lourenço são os convidados de honra destas quatro conferências a realizar em Março, Junho, Setembro e Dezembro de 2012.

Como visualizam, como pensam e como agem sobre o Mundo que nos rodeia é o ponto de partida para um evento que pretende ouvir, questionar e homenagear quem, pelo seu pensamento e acção, tem deixado uma marca indelével no país, na cidade de Lisboa e no espírito dos cidadãos.

A primeira conferência, proferida pelo Arquitecto Álvaro Siza Vieira, vai decorrer no dia 20 de Março de 2012, às 17 horas, no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa.

No final da conferência será apresentado o concerto “Música e Arquitectura”, com Mário Laginha Trio e a participação especial de Rui Veloso.

O músico Carlos Martins é o responsável pela Direcção Artística dos eventos para cada conferência.




Para mais informações contacte:
Isabel Forte
Gabinete de Comunicação

EPUL ‐Empresa Pública de Urbanização de Lisboa
Alameda das Linhas de Torres 198/200
1769 ‐008 Lisboa Portugal
Tlf ++351 21 751 45 00 Fax ++351 21 751 45 99
isabel.forte@epul.pt
www.epul.pt

Lisboa misteriosa.



Ler Devagar.

Estacionamento selvagem.



Caixa Geral de Depósitos, na Av. João XXI.

Taberna 1300: bom garfo!



LXFactory.

I love Lisboa.



quinta-feira, 15 de março de 2012

Céu de Lisboa.



I want to still alive!



LXFactory.

À atenção das Irmãs Oblatas.







Quando voltarão as árvores a dar sombra no novo Largo do Intendente?


Por Joana Freitas Carlos Filipe in Público

Com o início das obras de requalificação do espaço foram cortados os plátanos que ali tinham sido colocados há décadas. Estavam doentes, diz a Câmara de Lisboa, garantindo que serão substituídos


A vista mudou no final da Rua da Palma, acabada de se separar da Avenida Almirante Reis, que já foi da Rainha Dona Amélia, onde bifurca para o Largo do Intendente de Pina Manique, desde há pouco local do gabinete de trabalho do presidente da Câmara de Lisboa. Os quatro plátanos que há décadas sombreavam o largo já lá não estão, cortados sem aviso prévio. A população não gostou da novidade mas a câmara diz que estavam velhos e doentes e que serão substituídos por mais árvores, em quantidade e em espécie.
Onde há obras em curso, especialmente em ambiente urbano, a curiosidade é aguçada, acrescentando-se, também, algum sentido de vigilância ao que está a ser feito. É por isso que é normal deterem-se em observação. Outros miram o que se passa das janelas e correm para as redes sociais a contar a novidade.
Esta obra não se limita ao espaço do largo, onde já está assente piso novo - parte dele em laje, de lióz, outra em calçada, de calcário, basalto ou granítica - e à Rua do Benformoso, ainda esventrada, mas também à recuperação de edificado.
Diante da barbearia, junto ao cartaz que anuncia a intervenção, lamenta-se o abate das árvores. Juvenal Lopes tem 72 anos, mora um pouco mais para cima, na Almirante Reis, e já não trata de canalizações. "Tenho as mãos cheias de artroses, já não consigo colocar uma torneira. E tantas que eu mudei", diz, acrescentando que, no sobe e desce pela avenida, aproveitava para repousar um pouco, à sombra de uma grande árvore, sentado no chafariz. Ambos já lá não estão. "Eles acabam com tudo", diz, com ar aborrecido.

Antigo bebedouro

Aquele chafariz haverá de voltar ao largo. Não é mais que uma taça de pedra de grandes dimensões, mas de onde já não brota água desde os anos 40 do século passado. Uma referência fotográfica do Arquivo Municipal de Lisboa diz que naquele bebedouro público corria uma água sulfatada cálcica, mas que devido a eventuais infiltrações freáticas, acabou por ser desactivado. Era sombreada por uma grande árvore, um plátano (Platanus hybrida), espécie muito comum na cidade por ser de crescimento rápido e muito resistente à poluição urbana, mas também por muitos vilipendiada, por propiciar alergias várias. Naquele arquivo está também depositada uma imagem, da autoria de Eduardo Portugal, que retrata o plátano, de data imprecisa, mas presumivelmente tirada entre 1944 e 1946. Já então se mostrava frondoso e generoso na sombra que proporcionava.
Subitamente, em Fevereiro, tudo mudou. O corte apanhou a população de surpresa. O mesmo aconteceu no Porto, na semana passada, situação muito contestada pelo Bloco de Esquerda, que lamentou o abate de dezenas de árvores sem que a câmara anunciasse à população as razões.
A justificação da Câmara de Lisboa chegou ao PÚBLICO pelo gabinete do vereador José Sá Fernandes, vereador do espaço público: "Foram retirados [os plátanos] devido ao estado fitossanitário dos exemplares, cujas propriedades de resistência mecânica do material lenhoso estavam profundamente degradadas, havendo risco de ruptura e, consequentemente, perigo para a integridade de pessoas e bens. Em sua substituição vão ser plantadas no largo dez árvores - sete plátanos e três freixos -, espécies seleccionadas pelos projectistas."

Risco de ruptura

"Efectuámos o levantamento fitossanitário e de avaliação de risco de ruptura de três plátanos no Intendente, pois nos últimos anos a preocupação da avaliação do risco de queda de ramos e de árvores tem sido uma constante para os técnicos responsáveis pelo verde urbano, na medida em que a sua substituição ou a sua manutenção implica uma decisão que envolve o património e a vida de terceiros, o que também é uma base para prevenir conflitos e reacções contrárias ao abate de árvores", disse Filomena Caetano, coordenadora do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida (LPVVA), a quem a autarquia recorre.
De acordo com a planta da obra de recuperação do Largo do Intendente, orçada em 1,3 milhões de euros e que deverá estar concluída em Junho, ali serão plantados plátanos adultos e jovens freixos. Ainda que os plátanos sejam de crescimento rápido, poderão ajudar a baixar ali a temperatura já neste Verão?
A coordenadora do LPVVA, serviço do Instituto Superior de Agronomia, acredita que sim: "Não é invulgar o transplante com sucesso de árvores adultas na nossa cidade. Aqueles novos plátanos terão um PAP [perímetro à altura do peito] de 30 centímetros pelo que serão exemplares com um porte considerável. Os plátanos são espécies de crescimento rápido e, se bem implantados, depressa desempenharão os benefícios para que foram destinados: sombra e estética."
A idade maior do plátano é atingida aos cinco anos, crescendo um metro por ano. Poderá atingir uma altura média entre 30 e 40 metros, um diâmetro de copa de 30 metros e uma longevidade de 200 anos.

Assim Estamo mal.





José Sá Fernandes acusa Estamo de ter andado a vender direitos de construção ilegítimos.


Por Ana Henriques in Público

O vereador dos Espaços Verdes da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, acusa a imobiliária de capitais públicos Estamo de ter andado a vender terrenos com a promessa de direitos de construção superiores aos autorizados pelo Plano Director Municipal.
Questionado sobre os motivos que terão levado o presidente da autarquia, António Costa, a assinar em Maio passado um protocolo com a Estamo sem disso dar conhecimento aos vereadores da oposição, José Sá Fernandes disse que o acordo serviu para "travar o modo inacreditável como a imobiliária estava a actuar em Lisboa": "Vendia a terceiros terrenos com índices de construção fictícios", maiores do que o permitido nos instrumentos de planeamento do território. O vereador dá como exemplo a Quinta das Garridas, em Benfica, caso em que os actuais responsáveis camarários tiveram de negociar com o actual proprietário uma substancial redução dos índices de construção prometidos pela Estamo.
O protocolo assinado por António Costa abre as portas, ainda que indirectamente, à aprovação de dez grandes projectos imobiliários, parte dos quais a Estamo não conseguiu viabilizar no passado. Ao mesmo tempo, o município assegurou a cedência pela imobiliária de quatro dos seus imóveis para escolas e equipamentos públicos.
Enquanto os vereadores da oposição criticam a falta de transparência do processo, Sá Fernandes prefere sublinhar a forma como o acordo permite "salvaguardar alguns equipamentos cujos usos é do interesse [da câmara] que não sejam alterados". É o caso do Convento do Desagravo, na zona da Feira da Ladra, onde a autarquia quer instalar quatro escolas, e do complexo desportivo da Lapa, que corria o risco, segundo o vereador, de ser transformado "numa urbanização toda catita". Para Sá Fernandes, o protocolo não é, no entanto, mais do que "uma troca de intenções", não configurando "compromissos de qualquer espécie por parte da câmara".
"Não considero que a câmara esteja vinculada por este acordo", considerou também o vereador António Carlos Monteiro (CDS-PP), explicando que tanto os loteamentos como os instrumentos de ordenamento do território são matérias não delegáveis: o presidente da câmara tem de as levar à votação, não podendo decidir sozinho sobre elas.
O PÚBLICO tentou, sem sucesso, obter uma reacção da Estamo sobre as declarações de José Sá Fernandes. Também pouco pacífica foi a decisão tomada na reunião de câmara de ontem de atribuir à Trienal de Arquitectura de Lisboa um subsídio de 320 mil euros, a que se junta a cedência de um palacete para o funcionamento dos respectivos serviços. "Apesar da actual situação económica, a câmara continua a entregar dinheiro a rodos a entidades mediáticas", criticou o vereador social-democrata Victor Gonçalves, sublinhando que nas edições anteriores da trienal as subvenções camarárias nunca ultrapassaram os cem mil euros.
Já Sá Fernandes faz outras contas: "A última trienal custou sensivelmente o mesmo que a próxima, porque aos 150 mil euros que foram atribuídos aos organizadores há que somar um montante idêntico entregue à Ordem dos Arquitectos para o mesmo fim. Está a dar-se quase o mesmo dinheiro para mais eventos." Para António Carlos Monteiro, a atribuição de um subsídio deste valor é uma decisão "irracional". O dinheiro será entregue em várias tranches até ao ano que vem, e servirá para financiar os diferentes eventos promovidos pela trienal, que está neste momento à procura de estagiários e voluntários para integrarem o projecto.

Assembleia municipal de fora

Os vereadores do CDS-PP e do PSD defendem que, tratando-se de uma repartição de encargos, o assunto devia ser submetido ao escrutínio da assembleia municipal, mas António Costa não tenciona fazê-lo. "Temos de impedir que estes projectos desapareçam", justificou José Sá Fernandes, congratulando-se por investidores como a revista Time Out, que quer criar um espaço de lazer com restaurantes e discoteca no Mercado da Ribeira, não terem desistido das suas intenções apesar do cenário económico. A transformação de parte do mercado está, no entanto, atrasada, tendo a câmara aprovado ontem o projecto de reabilitação e prorrogado o prazo de execução da obra. O vereador Victor Gonçalves estranhou, no entanto, a forma como o processo está a correr: "Foi tudo feito à revelia dos serviços do urbanismo da autarquia, que não deram nenhum parecer sobre o projecto." A obra deverá ficar pronta daqui a um ano.