domingo, 25 de setembro de 2011

Ai o PDM...







Vizinhos acusam câmara de ter aprovado projecto de Souto de Moura que viola o PDM

Quatro moradias, uma delas com um jardim infantil, ocupam actualmente o local previsto para o projecto

Vizinhos acusam câmara de ter aprovado projecto de Souto de Moura que viola o PDM
Por José António Cerejo in Publico

Queixosos dizem que o prédio previsto para o Alto de Santo Amaro ultrapassa índices de construção e conta com terrenos que não são do promotor. Câmara e arquitecto não comentam

O menos que se pode dizer é que há lapsos na memória descritiva de um projecto aprovado pela Câmara de Lisboa em Dezembro passado. O projecto tem a assinatura do arquitecto Souto de Moura e prende-se com um edifício de seis pisos e 32 apartamentos que a Sociedade Agrícola Valle Flôr (grupo SLN) pretende construir na Rua do Jau, no Alto de Santo Amaro.

Inconformada com aquilo que considera serem as "gritantes violações do Plano Director Municipal" que caracterizam o projecto, a administração de um condomínio contíguo interpôs há duas semanas uma providência cautelar em que pede a suspensão da eficácia do despacho do vereador Manuel Salgado, que aprovou o projecto. Entre os argumentos dos vizinhos consta o facto de o projectista contar com terrenos que são deles e não da Valle Flôr. De acordo com a memória descritiva assinada por Souto Moura em 2009, a parcela desta empresa tem 2.425 m2, enquanto que a área de implantação do imóvel a construir é de 1.264 m2 e a superfície permeável verde ocupa 2.028 m2.

Aparentemente, estes valores são inconciliáveis, na medida em que a área verde somada à área coberta do edifício (3.292 m2) ultrapassa em 867 m2 a superfície do lote da Valle Flôr. A menos que, dizem os vizinhos, o promotor tenha contado com os 872 m2 do jardim privado do condomínio em que habitam, que está murado e escriturado em seu nome.

Segundo a memória descritiva, o novo edifício ficará assente em pilares de sete metros de altura, "dando continuidade física e visual para dentro do logradouro, transformado num grande jardim de usufruto público". Na acção interposta em tribunal, os vizinhos citam, porém, uma carta da Valle Flôr à câmara em que aquela diz que "as áreas verdes projectadas são propriedade privada para uso exclusivo dos condóminos".

Quanto a confusões, diz um dos queixosos, conta-se também a contradição entre a fotomontagem do prédio a construir que faz parte da memória descritiva e o texto da mesma: a fotomontagem mostra um bloco de cinco pisos e o texto fala em seis.

Os reclamantes insistem, sobretudo, em que o índice de utilização bruto do projecto é de 2,965 ( relação entre a área bruta de construção e a área do lote), quando o PDM estabelece um máximo de 2. Igualmente posta em causa é a ocupação da quase totalidade do logradouro com caves de estacionamento, sem que o sistema de drenagem da cobertura assegure a inflitração da água no solo.

Quanto à profundidade das empenas do edifício, os queixosos alegam que os próprios técnicos camarários reconhecem no processo que ela é superior ao máximo de 15 metros e acusam Souto de Moura de ter tentado escamotear esta violação do PDM recorrendo ao "expediente grosseiro" do desfasamento das empenas, que, segundo a memória descritiva, "simula a presença de dois edifícios paralelos, vazados entre si".

Re-Food.







Reportagem
A pedalar para salvar a comida do lixo e matar a fome envergonhada
Por Marisa Soares

O criador do projecto Re-Food, o norte-americano Hunter Halder (Foto: Filipe Arruda)
O projecto Re-Food nasceu numa das zonas nobres de Lisboa, onde a carência alimentar se esconde atrás das aparências. Cerca de 50 voluntários estão a lutar contra o desperdício e querem chegar a toda a cidade.

No "centro de operações" chamam-lhe Maria Clandestina. É como um código. O seu nome verdadeiro está escrito no post-it amarelo colado ao saco cheio de embalagens com comida. São quase 21h. Hunter Halder pega no saco e vai a pé até ao prédio onde ela mora. Já lá está o alguidar, com o saco de embalagens vazias, do dia anterior. A troca dos sacos é feita discretamente, num local escondido, em poucos segundos. A mulher, com os seus 80 anos, vai buscar a "encomenda" mais tarde. O ritual, que parece uma operação secreta, repete-se todas as noites.

A cena até poderia passar-se num bairro pobre de Lisboa, mas não. Maria Clandestina mora na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, nas Avenidas Novas, uma das zonas nobres da capital. O salário que recebe como porteira não chega para pôr o jantar na mesa todos os dias, mas a vergonha da pobreza é quase maior do que a fome. "Disse-me que precisava de ajuda, mas não queria que os vizinhos soubessem. Preferia morrer", conta Hunter.

"Aqui há muita fome envergonhada", lamenta o consultor norte-americano de 60 anos, a viver há 20 em Lisboa. Inspirado pela campanha do piloto António Costa Pereira, que há um ano lançou uma petição contra o desperdício alimentar, Hunter pôs mãos à obra e montou, com a ajuda do filho Christopher Halder, uma "operação de resgate de comida", assente em duas evidências: todos os restaurantes têm sobras, comida boa que normalmente vai para o lixo, e há cada vez mais pessoas carenciadas, a quem o desemprego bateu à porta ou cujo salário não chega para comer. "Só é preciso que alguém faça a ponte entre as duas realidades."

Desde Março que Hunter está a construir essa ponte, através da Re-Food 4 Good, a associação que criou para pôr no terreno o projecto Re-Food (diminutivo para rescuing good food, ou seja, salvar comida boa). Hoje, o projecto é "alimentado" por cerca de 50 voluntários. Todos trabalham por uma causa: combater o desperdício alimentar e matar a "fome urbana". Estão a fazê-lo, para já, numa zona piloto com sete quarteirões na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, onde identificaram perto de 70 pessoas carenciadas. Em seis meses distribuíram - de bicicleta sempre que possível -mais de seis mil refeições doadas por 31 restaurantes, cafés, cafetarias e pastelarias daquela área.

O objectivo é alargar o projecto a outras zonas da cidade e transformar Lisboa na "primeira cidade sem desperdício alimentar". Os 21 mil euros que receberam do Prémio Voluntariado Jovem Montepio (eram 25 mil, mas distribuíram 1000 por cada um dos outros quatro finalistas), atribuído pela Fundação Montepio e a Lusitania - Companhia de Seguros, vão ajudar no plano de expansão.

Pesadelo da sopa entornada

José Viegas, de 54 anos, é quase sempre o primeiro voluntário a chegar à antiga loja que serve de sede ao Re-Food - antes ficava na cantina da Igreja de Nossa Senhora de Fátima e agora está temporariamente instalada na Av. Conde de Valbom. A porta abre pouco antes de começar a primeira recolha de comida nos estabelecimentos, das 19h às 20h, e só fecha lá para a meia-noite, depois da distribuição e de outra ronda pelos restaurantes, das 22h às 23h. José fica até ao fim, enérgico como se estivesse a começar o dia. Mas o trabalho dele começou cedo, ao almoço, no quiosque ao lado da igreja. "Faço comida para os sem-abrigo. Costumam ser uns 30, mas hoje apareceram 50. Só aqui na freguesia, há 100."

No pequeno espaço da sede as prateleiras estão repletas de sacos e embalagens de plástico, vazias ou cheias de sopa, bem tapadas. "Sopa entornada é o nosso pior pesadelo", diz Hunter, lembrando as vezes que entornou sopa na bicicleta que usa para fazer a recolha nos restaurantes mais afastados. A bicicleta é mesmo a imagem de marca do Re-Food. Tem um cesto forrado a plástico amarelo instalado à frente e outro atrás. No início, foi a pedalar que Hunter promoveu a ideia. "As pessoas ficavam curiosas ao ver um homem com um chapéu de palha na cabeça, a conduzir uma bicicleta com dois cestos cheios de sacos", conta, a rir. Alguns curiosos tornaram-se voluntários, como o senhor Lemos, de 74 anos, que empresta o carro para a distribuição nos bairros mais distantes.A recolha começa a pé. Hunter vai até ao primeiro restaurante. Entra pela porta dos fundos que vai dar à cozinha e logo uma das funcionárias, Maria de Jesus, pega nas caixas que já pôs de lado. Três embalagens de sopa, quatro com arroz, peixe e carne, salada. "Para nós é um alívio. Deitávamos muita coisa fora, porque a crise toca a todos e já tivemos mais freguesia", lamenta. O desabafo vai-se repetindo durante a recolha, à qual se junta Catarina, outra voluntária, de 16 anos. São precisas quatro mãos, há comida para levar em todos os estabelecimentos.

A tarefa seguinte é encher os sacos, verdadeiros cabazes alimentares adaptados a cada família, com sopa, prato principal, fruta e pão ou bolos. José já nem olha para a tabela onde estão escritas as preferências de cada "cliente". Sabe-as de cor. "A Ana Paula não gosta de bacalhau, fica com borbulhas na cara. Outra é diabética. Outra não quer fritos."

O carro do senhor Lemos, que arranca com a mala cheia por volta das 20h15, vai até ao Bairro de Santos. No caminho, o rádio debita o jogo entre o Manchester United e o Benfica, clube pelo qual torce Catarina. Não preferia estar a ver o jogo? "É mais importante levar comida a estas pessoas que não têm nada. Ainda não veio aqui, pois não? Já vai perceber." O carro pára ao pé da Escola Primária n.º 44, onde espera meia dúzia de mulheres com crianças pela mão. Aproximam-se, fazem fila, algumas queixam-se do jantar da véspera. "Vocês não têm culpa, mas é só para avisar", diz uma delas - cabelo apanhado, bem vestida, cigarro na mão - falando da sopa que chegou azeda. Fábio, o filho de Ana Paula, de sete anos, já jantou, mas ela não. Depois de uns minutos de conversa, vai para casa com o saco cheio e um "até amanhã".

São 21h. No Bairro do Rego está um casal de idosos que ainda não jantou. Os voluntários sobem ao primeiro andar do prédio sem luz nas escadas - os interruptores foram arrancados das paredes sujas. A mulher abre a porta e Hunter deixa o saco da comida na cozinha. A visita é rápida, ainda há mais uma paragem a fazer.

À espera está um casal com três crianças que antes bebiam água com açúcar ao jantar.


(in Público).

Re-Food.







Re-food é um projecto sem fins lucrativos, criado para servir como um instrumento para redireccionar reifeições (sobras) para pessoas que passam fome.
Descrição da empresa O projecto Re-food, nesta fase inicial, está a transitar de uma simples ideia para um projecto funcional. Em breve, este será incorporado como uma organização sem fins lucrativos.
Descrição História: Este projecto começou por desenvolver-se em Lisboa, em 2010, pensando que o maior desafio será lutar para mudar as atitudes daqueles que estão encarregues da indústria da alimentação e na área da política – antes de fazer chegar as refeições que sobram nas mãos de pessoas que passam fome. Apenas no início de 2011 percebemos que este trabalho já tinha um caminho trilhado por António Costa... Pereria (ver página do Facebook: Acabar com o Desperdício Alimentar) – quem, mais ou menos sozinho, estava capaz de mudar o status quo para uma nova, positiva e receptiva atitude (ver www.direitoalimentacao.org).

Actual: Re-food pretende seguir esse caminho, essa causa, oferecendo uma estratégia de implementação, ao mesmo tempo, local e global. Pensámos que a solução mais eficaz seria a recepção e entrega de refeições dentro da mesma área local, com voluntários organizados e equipados (com bicicletas). O programa Piloto está a ser implementado na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, no coração de Lisboa, nos primeiros meses de 2011 – e vai, em breve, para as outras freguesias vizinhas.

Visão: A visão global consiste em, simplismente, replicar o mesmo sistema em todos os bairros de Lisboa, depois em todas as cidades, e por fim, em todo e qualquer lado onde haja pessoas dispostas a implementar este sistema. E, para tal, estará disponível uma secção “saber-como” para quem quiser implantar a causa re-food no seu próprio local.

Status: Re-food é um projecto sem fins lucrativos, criado para servir como um instrumento para redireccionar refeições (sobras) para pessoas que passam fome. Re-food não está a procura de donativos em dinheiro, mas é necessario voluntários e materiais – caso esteja interessado, por favor, não hesite em contactar-nos.

Quem Pode Ajudar: Como o projecto será organizado a nível local, os vários elementos deste serão convidados a participar, não só os restaurantes e outras fontes de ‘sobras’, mas sim todos que têm vontade de participar, conforme as suas condições. As igrejas e outras entidades de solidariedade social podem ajudar a identificar aqueles que necessitam de comida; As pessoas e organizações (escuteiros?) com vontade e possibilidade de doar um bocadinho do seu tempo podem juntar-se a equipa de recolha (por bicicleta) ou a equipa de entrega (a pé); As empresas que querem dar apoio material podem ajudar como quiserem, no entanto vamos precisar de bicicletas, cestos, fatos de protecção de chuva,“tuperware”, impressões para publicidade, etc.

Para o projecto avançar, os elementos de todos os sectores da comunidade têm que ser envolvidos.

Re-food é um projecto sem fins lucrativos, criado para servir como um instrumento para redireccionar refeições (sobras) para pessoas que passam fome. Re-food não está a procura de donativos em dinheiro, mas é necessario voluntários e materiais – caso esteja interessado, por favor, não hesite em contactar-nos.
Missão A missão do projecto re-food é diminuir a fome no ambiente urbano ao redirgir refeições (sobras) directamente às pessoas que passam fome mais próximas das fontes de doações.

Como: O projecto pretende assegurar a distribuição imediata da comida que sobra das fontes de refeiçoes, àqueles que mais necessitam e que encontram-se junto destas. Assim é possivel criar uma “Ponte humana” que liga quem tem uma “sobra diária” com quem tem uma “necessidade diaria”.

Esta é a função primária da equipa re-food, receber e entregar reifeições, a pé e por bicicleta, cada dia.

Produtos O projecto Re-food não tem produtos, per se, mas a nossa intenção é produzir efeitos positivos em todos que, de alguma forma, participa desta acção solidária. Vamos, também, produzir uma base de “saber-como” para partilhar com todos que querem expandir o projecto no seu local.
E-mail refood1nsdef@gmail.com
Telefone (351) 918 075 564

Jornadas do Património: Hospital de São José.



Cidadania 2.0

Cidadania 2.0: novas ferramentas sociais ao serviço do diálogo em sociedade

O Cidadania 2.0 (http://cidadania20.com) está de volta. Este ano tem lugar já no próximo dia 13 de Outubro, em Lisboa. O evento pretende mais uma vez partilhar e debater exemplos de como as plataformas online (Facebook, Twitter, e outras) e as ferramentas sociais em geral (wikis, blogues, etc) estão a ser usadas para melhorar o diálogo em sociedade e aumentar a participação activa dos cidadãos em torno dos grandes desafios.
Para esta nova edição estão já confirmadas as presenças de projectos como Irekia – Governo Aberto do País Basco (Espanha), Movimento Milénio (Portugal), Vote Na Web (Brasil) ou Cidades pela Retoma (Portugal), entre outros.
A participação no Cidadania 2.0 é gratuita mas a inscrição é obrigatória. Inscreva-se já em http://cidadania20.com/inscricao/. Acompanhe todas as novidades também através do Twitter - http://twitter.com/cidadania20 - e do Facebook - https://www.facebook.com/event.php?eid=205965516113476

Colectivo Cidades pela Retoma
#1. No economic Recovery without Cities Cidades pela Retoma
Blogue http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/
Mailing-list http://groups.google.pt/group/cidadespelaretoma
Grupo do Facebook: https://www.facebook.com/groups/cidadespelaretoma/
Facebook http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma
Youtube http://www.youtube.com/user/CidadespelaRetoma
Tweeter http://twitter.com/#!/CidadesRetoma
#2. Global City 2.0 (City Civic Movement Network)
http://globalcity.blogs.sapo.pt/
https://www.facebook.com/groups/CityCivicMovements/
#3. Low-Cost & High-Value Ideas for Cities
http://ideasforcities.blogs.sapo.pt/
https://www.facebook.com/IdeasforCities
#4. Great Places
http://greatplaces.blogs.sapo.pt/
https://www.facebook.com/CitiesGreatPlaces


Dá e leva.



Cheira a Lisboa.



.

Já passaram na ETAR da Avª de Ceuta? Fizeram-se obras, dizendo que o cheiro ia melhorar. Hoje, ao fim da tarde, era NAUSEABUNDO. Obrigado, incompetentes.

Amo Portugal.







AMO Portugal – Associação Mãos à Obra Portugal

LIMPAR PORTUGAL 2012: FALTAM SEIS MESES!

Voluntários querem unir 100 países para uma ação de limpeza

Grupos e organizações de voluntários de 100 países estão em vias de concretizar uma ação global de Limpeza Mundial em 2012, o "Let's do It! World Cleanup 2012", tendo como objetivo erradicar as lixeiras ilegais das florestas dos países aderentes, num só dia e assim melhorar a consciência ambiental da população mundial. A expetativa é a participação de mais de 100 países, de 300 milhões de pessoas e de mais de 100 milhões de toneladas de lixo recolhidas: entre 24 março e 25 de setembro de 2012.

“Esta ação não se destina apenas aos amantes da Natureza, destina-se a todo o Mundo que desperta para a realidade de que o desperdício é o recurso mais mal utilizado por toda a parte", disse um dos promotores da ação, o estónio Rainer Nolvak.

Em Portugal o PROJETO LIMPAR PORTUGAL 2012 está a ser enquadrado pela AMO Portugal - Associação Mãos à Obra Portugal, que nasceu da organização do Projeto concretizado por mais de 100 000 Voluntários no dia 20 de Março de 2010, responsáveis pela recolha de 50.000 toneladas de lixo.

Contando apenas com a ação de voluntários na organização e na coordenação o PROJETO LIMPAR PORTUGAL 2012 espera a adesão massiva na sua execução, no dia 24 de Março.

Este evento pretende, essencialmente, promover a educação ambiental e refletir sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável, por intermédio da iniciativa de limpar as florestas, removendo todo o lixo depositado indevidamente nos espaços verdes, nas cidades e nas praias.

Contamos com a ajuda de todos os Voluntários, Associações, Instituições, Empresas, Grupos formais e informais, para participarem nas ações de limpeza dos resíduos depositados ilegalmente: ponhamos todos juntos Mãos à Obra, vamos limpar Portugal a 24 de março de 2012.

Para saber mais, para inscrição individual e para participar como parceiro, aceda a http://www.AMOPortugal.org.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A situação na Escola Marqueses de Távora.

Voz do Operário-CML.
Comunicado
A Situação da Escola Marqueses de Távora é da responsabilidade exclusiva da Câmara Municipal de Lisboa
Vieram a público, nos últimos dias, notícias dando conta da instalação dos alunos da Escola Marqueses de Távora em contentores instalados no quartel dos Bombeiros da Graça.
No desenvolvimento destas notícias a Câmara Municipal de Lisboa declara, através do seu vereador Manuel Brito, ter optado por esta solução, de forma apressada, por terem ficado inviabilizadas as negociações com a Voz do Operário, cuja contra-proposta teriam recebido em finais de Agosto.
Cumpre esclarecer que não só a afirmação não corresponde de todo aos factos, como distorce completamente a realidade.
Devido ao estado degradado em que se encontrava o edifício da Escola oficina N.º1, no
Largo da Graça, onde funcionava a Escola Marqueses de Távora, a CML contactou a Voz do Operário em 2010 para que esta instituição pudesse receber esta escola nas suas instalações a troco de uma compensação financeira, tal como anteriormente havia feito em relação a outras escolas oficiais, tal como a Escola n.º 4, acrescida do custo da alimentação aos alunos.
A Voz do Operário apresentou à Câmara as suas condições, em tudo idênticas às que vigoravam anteriormente, já no tempo da presidência do Dr. Santana Lopes. Apesar dos anos passados e da inflação, nenhum aumento foi proposto à CML.
A Câmara, ainda que nada tivesse respondido, assumiu o espaço em Julho de 2010 e aí instalou a Escola Marqueses de Távora. De então para cá nunca a Câmara Municipal de Lisboa pagou qualquer importância pela utilização das instalações da Voz do Operário, nem tão pouco nos pagou as refeições (almoço e lanche) que diariamente fornecemos aquelas crianças.
Depois de várias promessas de pagamento, da divida vencida e referente ao ano lectivo que terminou, feitas aos membros da Direcção, quer por parte do Vereador Manuel Brito, quer pelo próprio Presidente da Câmara, a Voz do Operário foi confrontada em Julho deste ano com a afirmação de que o valor proposto era considerado excessivo pela CML – ainda que fosse transcorrido um ano – propondo esta entidade um valor substancialmente menor como compensação pelo uso das instalações e pelas refeições, colocando a Voz do Operário na situação de financiador da Câmara Municipal, com a agravante de nem sequer ser pago na totalidade, mas em tranches a dividir por dois anos letivos.
Em princípio de Agosto a Voz comunicou à Câmara Municipal de Lisboa a sua discordância com o teor desta proposta, recordando que a manutenção da Escola Marqueses de Távora nas suas instalações havia já criado encargos à nossa instituição e que começavam a colocar em causa o seu funcionamento de tesouraria, tendo originado a situação de salários em atraso, a qual ainda não foi totalmente regularizada.
A Câmara Municipal de Lisboa comunicou à Voz do Operário através de telefonema de um dos seus assessores, pois nem tiveram ainda a dignidade de formular oficialmente a decisão, e, já na segunda semana de Setembro, informaram os pais dos alunos da Escola Marqueses de Távora, que esta escola passaria a funcionar nos referidos contentores nas instalações dos Bombeiros Sapadores da Graça.
A Câmara Municipal de Lisboa não pode afirmar que não foi informada em devido tempo da posição da Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário, nem pode tentar eximir-se às suas responsabilidades na situação, uma vez que apenas a sua recusa em pagar o que tacitamente acordara e a tentativa de alterar esse acordo afirmando depois de terminado o ano lectivo que não aceitaria a proposta que lhe havia sido transmitida um ano antes, são as responsáveis pela inviabilidade e insustentabilidade da permanência da Escola Marqueses de Távora nas instalações d’A Voz.
A Voz do Operário fica, desde já, disponível para, quer perante os encarregados de Educação quer perante a Comunicação Social, comprovar tudo o que acima è referido.

Lisboa, 16 de Setembro de 2011
A Direcção

Um grande abrasso ao amigo Bic Laranja!

A cor do horto gráfico




Última actualização do dicionário de língua portuguesa

- novas entradas:

Testículo: Texto pequeno
Abismado: Sujeito que caiu de um abismo
Pressupor: Colocar preço em alguma coisa
Biscoito: Fazer sexo duas vezes
Coitado: Pessoa vítima de coito
Padrão: Padre muito alto
Estouro: Boi que sofreu operação de mudança de sexo
Democracia: Sistema de governo do inferno
Barracão: Proíbe a entrada de caninos
Homossexual: Sabão em pó para lavar as partes íntimas
Ministério: Aparelho de som de dimensões muito reduzidas
Eficiência: Estudo das propriedades da letra F
Conversão: Conversa prolongada
Halogéneo: Forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes
Expedidor: Mendigo que mudou de classe social
Luz solar: Sapato que emite luz por baixo
Cleptomaníaco: Mania por Eric Clapton
Tripulante: Especialista em salto triplo
Contribuir: Ir para algum lugar com vários índios
Aspirado: Carta de baralho completamente maluca
Assaltante: Um 'A' que salta
Determine: Prender a namorada do Mickey Mouse
Detergente: Acto ou efeito de prender pessoas
Vidente: Aquilo que o dentista diz ao paciente
Barbicha: Bar frequentado por gays
Ortográfico: Horta feita com letras
Destilado: do lado contrário a esse
Pornográfico: O mesmo que colocar no desenho
Coordenada: Que não tem cor
Presidiário: Aquele que é preso diariamente
Ratificar: Tornar-se um rato
Violentamente: Viu com lentidão
Leitão: Pacote de leite grande


E

E PORQUE O SABER NÃO OCUPA LUGAR!

Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um 'prontus'! Fica sempre bem.

Númaro
Também com a vertente 'númbaro'. Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!

Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina

Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.

Amandar
O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'

Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.

Capom
Tampa de motor de carros que quando se fecha faz POM!

Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.

Disvorciada
Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.

É assim...
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.

Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.

Falastes, dissestes... Articulação na 4ª pessoa do singular

Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES...

Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura... não predura.

Há-des
Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu há-des cá vir um dia...'

Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira. Também existe a variante 'Inclusivel'.

Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.

Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.: 'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.

Prutugal
País ao lado da Espanha. Não é a Francia.

Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais... Ainda não percebi muito bem o quer dizer.

Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'...

Tipo
Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, tás a ver?

Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.


É já amanhã.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

"[A existência de um representante da República é] um sinal de menoridade".






Alberto João Jardim dixit:

"Nós [PSD/Madeira], autonomistas sociais-democratas, consideramos que é um sinal de menoridade que nos querem impor", disse Alberto João Jardim, frisando que "Portugal é um caso único" porque "o representante da República não existe em nenhuma região da Europa dotada de poder legislativo".

"É mais uma das originalidades portuguesas. Portugal é um país atrasado porque tem originalidades tontas".

"Queremos um modelo exactamente igual ao de Espanha", ou seja, "um presidente da região, forçosamente eleito para e pelo Parlamento Regional, e com a fiscalização da constitucionalidade dos diplomas feita pelo respectivo Tribunal Constitucional".

"[O sistema espanhol] não tem nada de novo nem de dramático" e "se deu resultado em Espanha também dará resultado em Portugal".

"[A extinção do cargo de Representante da República é uma] antiga aspiração, dado que este órgão nunca verdadeiramente se enraizou no sistema político constitucional regional e não raro tem sido fonte de enormes equívocos e conflitos, políticos e jurídicos".

"[O PSD/Madeira] sempre considerou obtusa a ideia de um representante, como se a representação do Estado se não pudesse fazer pelos órgãos de soberania e como se fosse necessário manter nas Regiões Autónomas um 'vigilante especial' da ortodoxia constitucional do Estado".

"Apenas queremos [a Madeira] entrar na linha de todas as regiões da Europa que têm poder legislativo".

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Artis.



A pedalar para salvar a comida do lixo e matar a fome envergonhada.



O criador do projecto Re-Food, o norte-americano Hunter Halder (Foto: Filipe Arruda)

No "centro de operações" chamam-lhe Maria Clandestina. É como um código. O seu nome verdadeiro está escrito no post-it amarelo colado ao saco cheio de embalagens com comida. São quase 21h. Hunter Halder pega no saco e vai a pé até ao prédio onde ela mora. Já lá está o alguidar, com o saco de embalagens vazias, do dia anterior. A troca dos sacos é feita discretamente, num local escondido, em poucos segundos. A mulher, com os seus 80 anos, vai buscar a "encomenda" mais tarde. O ritual, que parece uma operação secreta, repete-se todas as noites.

A cena até poderia passar-se num bairro pobre de Lisboa, mas não. Maria Clandestina mora na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, nas Avenidas Novas, uma das zonas nobres da capital. O salário que recebe como porteira não chega para pôr o jantar na mesa todos os dias, mas a vergonha da pobreza é quase maior do que a fome. "Disse-me que precisava de ajuda, mas não queria que os vizinhos soubessem. Preferia morrer", conta Hunter.

"Aqui há muita fome envergonhada", lamenta o consultor norte-americano de 60 anos, a viver há 20 em Lisboa. Inspirado pela campanha do piloto António Costa Pereira, que há um ano lançou uma petição contra o desperdício alimentar, Hunter pôs mãos à obra e montou, com a ajuda do filho Christopher Halder, uma "operação de resgate de comida", assente em duas evidências: todos os restaurantes têm sobras, comida boa que normalmente vai para o lixo, e há cada vez mais pessoas carenciadas, a quem o desemprego bateu à porta ou cujo salário não chega para comer. "Só é preciso que alguém faça a ponte entre as duas realidades."

Desde Março que Hunter está a construir essa ponte, através da Re-Food 4 Good, a associação que criou para pôr no terreno o projecto Re-Food (diminutivo para rescuing good food, ou seja, salvar comida boa). Hoje, o projecto é "alimentado" por cerca de 50 voluntários. Todos trabalham por uma causa: combater o desperdício alimentar e matar a "fome urbana". Estão a fazê-lo, para já, numa zona piloto com sete quarteirões na freguesia de Nossa Senhora de Fátima, onde identificaram perto de 70 pessoas carenciadas. Em seis meses distribuíram - de bicicleta sempre que possível -mais de seis mil refeições doadas por 31 restaurantes, cafés, cafetarias e pastelarias daquela área.

O objectivo é alargar o projecto a outras zonas da cidade e transformar Lisboa na "primeira cidade sem desperdício alimentar". Os 21 mil euros que receberam do Prémio Voluntariado Jovem Montepio (eram 25 mil, mas distribuíram 1000 por cada um dos outros quatro finalistas), atribuído pela Fundação Montepio e a Lusitania - Companhia de Seguros, vão ajudar no plano de expansão.

Pesadelo da sopa entornada

José Viegas, de 54 anos, é quase sempre o primeiro voluntário a chegar à antiga loja que serve de sede ao Re-Food - antes ficava na cantina da Igreja de Nossa Senhora de Fátima e agora está temporariamente instalada na Av. Conde de Valbom. A porta abre pouco antes de começar a primeira recolha de comida nos estabelecimentos, das 19h às 20h, e só fecha lá para a meia-noite, depois da distribuição e de outra ronda pelos restaurantes, das 22h às 23h. José fica até ao fim, enérgico como se estivesse a começar o dia. Mas o trabalho dele começou cedo, ao almoço, no quiosque ao lado da igreja. "Faço comida para os sem-abrigo. Costumam ser uns 30, mas hoje apareceram 50. Só aqui na freguesia, há 100."

No pequeno espaço da sede as prateleiras estão repletas de sacos e embalagens de plástico, vazias ou cheias de sopa, bem tapadas. "Sopa entornada é o nosso pior pesadelo", diz Hunter, lembrando as vezes que entornou sopa na bicicleta que usa para fazer a recolha nos restaurantes mais afastados. A bicicleta é mesmo a imagem de marca do Re-Food. Tem um cesto forrado a plástico amarelo instalado à frente e outro atrás. No início, foi a pedalar que Hunter promoveu a ideia. "As pessoas ficavam curiosas ao ver um homem com um chapéu de palha na cabeça, a conduzir uma bicicleta com dois cestos cheios de sacos", conta, a rir. Alguns curiosos tornaram-se voluntários, como o senhor Lemos, de 74 anos, que empresta o carro para a distribuição nos bairros mais distantes.A recolha começa a pé. Hunter vai até ao primeiro restaurante. Entra pela porta dos fundos que vai dar à cozinha e logo uma das funcionárias, Maria de Jesus, pega nas caixas que já pôs de lado. Três embalagens de sopa, quatro com arroz, peixe e carne, salada. "Para nós é um alívio. Deitávamos muita coisa fora, porque a crise toca a todos e já tivemos mais freguesia", lamenta. O desabafo vai-se repetindo durante a recolha, à qual se junta Catarina, outra voluntária, de 16 anos. São precisas quatro mãos, há comida para levar em todos os estabelecimentos.

A tarefa seguinte é encher os sacos, verdadeiros cabazes alimentares adaptados a cada família, com sopa, prato principal, fruta e pão ou bolos. José já nem olha para a tabela onde estão escritas as preferências de cada "cliente". Sabe-as de cor. "A Ana Paula não gosta de bacalhau, fica com borbulhas na cara. Outra é diabética. Outra não quer fritos."

O carro do senhor Lemos, que arranca com a mala cheia por volta das 20h15, vai até ao Bairro de Santos. No caminho, o rádio debita o jogo entre o Manchester United e o Benfica, clube pelo qual torce Catarina. Não preferia estar a ver o jogo? "É mais importante levar comida a estas pessoas que não têm nada. Ainda não veio aqui, pois não? Já vai perceber." O carro pára ao pé da Escola Primária n.º 44, onde espera meia dúzia de mulheres com crianças pela mão. Aproximam-se, fazem fila, algumas queixam-se do jantar da véspera. "Vocês não têm culpa, mas é só para avisar", diz uma delas - cabelo apanhado, bem vestida, cigarro na mão - falando da sopa que chegou azeda. Fábio, o filho de Ana Paula, de sete anos, já jantou, mas ela não. Depois de uns minutos de conversa, vai para casa com o saco cheio e um "até amanhã".

São 21h. No Bairro do Rego está um casal de idosos que ainda não jantou. Os voluntários sobem ao primeiro andar do prédio sem luz nas escadas - os interruptores foram arrancados das paredes sujas. A mulher abre a porta e Hunter deixa o saco da comida na cozinha. A visita é rápida, ainda há mais uma paragem a fazer.

À espera está um casal com três crianças que antes bebiam água com açúcar ao jantar.

domingo, 18 de setembro de 2011

Geek.





O Puto Contra Ataca ou a loja que o vai transformar numa criança
por Diana Garrido, Publicado em 17 de Setembro de 2011 .É para coleccionadores e saudosistas e promete comover as almas mais empedernidas. Tem Pin y Pon, Heidis, Estrumpfes, Dartacão e muito mais.

Aviso ao leitor: esta loja poderá comovê-lo. Dará por si de boca aberta a descobrir bonecada com que brincava na casa da avó ou na praceta em frente; a apontar e a gritar "eu tive aquilo" com o mesmo entusiasmo de uma criança.

Aqui há, maioritariamente, brincadeiras dos anos 80, algumas dos 60 e 70. David Ribeiro, 35 anos, licenciado em história e dono deste paraíso do revivalismo, é um coleccionador de brinquedos. "Se vendesse tudo o que tenho, a um euro cada peça, era capaz de fazer uns dois milhões", confessa.

Depois de ter visto o seu posto de trabalho extinguido como responsável do arquivo fotográfico do Centro Cultural Casapiano durante dez anos a recibos verdes, decidiu lançar-se por conta própria numa loja para coleccionadores e saudosistas.

Há PVCs (pequenas figuras de borracha tão populares nos anos 80) que vão dos 5 aos 70 euros dos Estrumpfes, David o Gnomo, Fábulas da Floresta Verde, Heidi e Marco (a colecção toda a 30€), Dartacão e muito, muito mais. Há barriguitas cujo cabelo brilha no escuro, a 15€, o dominó da Majora com os bonecos do Livro da Selva, a banheira da Tucha "a boneca que faz o mesmo que tu", há view master a 15€ e respectivos filmes ao mesmo preço do "A-Team". Há Pin y Pon dos antigos ainda em caixas fechadas, novinhos em folha, e Playmobil. E há figuras da saga "Guerra das Estrelas" versão vintage (feitas entre 1978 e 1985) a 14€.

Foi, aliás, pela obra de George Lucas que tudo começou. "Eu costumava levar os meus brinquedos preferidos para todo o lado, dentro de um saco. Um dia romperam a lona do carro do meu pai, um Citroën Dois Cavalos, e roubaram os bonecos. Fiquei destroçado e a achar que a minha vida tinha acabado." Até que os pais entraram em acção: "Generosos como sempre, ofereceram-me três figuras da Guerra das Estrelas. A partir daí comecei a pedir figuras dessas em todos os natais e aniversários."

David é um geek e sabe disso. No entanto, avisa: "Não sou o único geek destas coisas, há mais do que eu". Logo a seguir disserta como ninguém sobre o significado da "Guerra das Estrelas", da mensagem de George Lucas, "o bem que vence o mal, o amor de um pai que no final supera tudo e o ensinamento da personagem de Yoda, em que não se deve julgar as pessoas pela aparência", continua. Confessa que "o coleccionismo é uma doença, mas saudável". "O coleccionismo nunca pára, é um objectivo sem meta", explica.

E antes que os olhos se percam em revivalismos infantis pelas prateleiras da loja, remata: "O coleccionador tem três opções na vida, ou tem filhos ou sobrinhos e consegue passar o testemunho e o gosto; ou eles não ligam nenhuma e perde-se tudo; ou faz um funeral egípcio onde se enterra com tudo."

(in jornal «i»).


NOTA LISBOA SOS: a loja fica na Baixa de Lisboa, em local que não sabemos precisar.

De tanga.



.

Alberto João Jardim iniciou já uma campanha drástica de redução do défice madeirense. Ei-lo a cortar nas despesas de representação para vestuário. Acha caricato? Você paga isto. Ao menos, divirta-se.