terça-feira, 26 de julho de 2011

Five Rings, no CCB.


















Five Rings apresenta-se como um percurso através de uma sequência de «palcos» que nos conduzem até um espaço de memória ficcional. A exposição tem lugar nas salas mais escuras do Museu Colecção Berardo. O intimismo e a total ausência de luz natural foram o que atraiu Orla Barry e Rui Chafes a estes espaços. Desta forma, evitam as grandes e luminosas salas de exposição, criando um espaço de intimidade e de natureza artificial. Os artistas colaboraram em 2001, sendo esta a segunda vez que trabalham juntos. Poderia dizer-se que esta colaboração se desenvolveu ao longo dos últimos 10 anos. Os artistas conseguiram assim produzir atmosferas que dão forma, se complementam e agem como paradoxos umas em relação às outras, numa única obra total. O visitante pode ouvir vozes que falam sobre memória perdida, memória sem imagens, memória retida por pedras negras. Num outro «palco» colorido é possível apreciar a voz ribombante do futuro ao recordar-se dos dias antes do fim. A arte não é um acontecimento natural: é a mais artificial das existências. Nesta exposição, uma nuvem artificial articula os seus mais íntimos segredos.

















Patente ao público até 21 de Agosto, no Museu Colecção Berardo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

De que serve?







De que serve o "remo" informativo se depois tudo à volta rema no sentido contrário? Calçada minada de ervas e um espaço vazio que há-de ter estado um dia fechado, mas que hoje é nada mais nada menos do que o cacifo do senhor arrumador de carros que por ali "trabalha".

Se não conseguimos tomar conta dos detalhes, como há-de o todo funcionar?


Telmo Mendes Leal

Cruz do Castelo.
















Muita atenção para o mau estado de conservação de um imóvel municipal sito na Rua de Santa Cruz do Castelo 70 a 74.

Da fachada do edifício, que se encontra devoluto, têm caído regularmente vidros das caixilharias dos vãos assim como reboco da fachada e beiral.

Nos últimos dias, devido em parte ao vento forte, o destacamento de materiais intensificou-se.

A projecção de materiais para a via pública, nomeadamente vidros e reboco, está a pôr em risco a segurança de pessoas.

Este arruamento central no Bairro do Castelo é muito frequentado por turistas nestes meses de verão.

Vários munícipes já alertaram por diversas vezes a CML.

Fernando Jorge










Praça da Figueira: aqui vive gente.



Fernando Jorge.

Miradouro de Santa Luzia.










Fernando Jorge.




Está assim há um ano...



Praça Duque da Terceira. (Fernando Jorge)

Almack's



Publi-cidade.



Estes dispositivos de publicidade deviam estar numa sala do Museu da Cidade e não ainda nas fachadas de prédios pombalinos, zona urbana em vias de ser classificada como "Monumento Nacional" e com aspirações de ser reconhecida como Património Mundial da Humanidade!
Fernando Jorge

Sinalética.







As autarquias e as empresas municipais contribuem também para a poluição visual dos ambientes urbanos históricos.

Bastava pensar um pouco mais e melhor onde e como implantar a sinalética...
Fernando Jorge

Lisboa: os postais de Fernando Jorge.



Mosteiro de Santa Maria de Belém.

Largo Dr. António de Macedo.



Fernando Jorge.

Campo de Ourique: ameaça iminente.









Este conjunto de 2 edifícios de habitação colectiva com fachada de azulejo - na Rua Almeida e Sousa, 5 e 7 torneja Rua Luís Derouet - estão, por despacho recente do Vereador Manuel Salgado, ameçados de demolição.

Como é possível que a CML entre assim em contradição? No documento da ESTRATÉGIA DE REABILITAÇÃO URBANA DE LISBOA 2011-2024 (que se encontra em consulta pública até 8 de Agosto) afirma, e muito bem, que é preciso incentivar a reabilitação e recuperação, para, entre outros benefícios de âmbito ecológico, preservar a «memória da cidade». Mas depois de afirmar o politicamente correcto, e como já vem sendo hábito, aprova sem hesitar (e ignorando até os próprios pareceres dos serviços municipais) a demolição de imóveis e conjuntos como este de óbvia importância para a memória da cidade. Mais: estes imóveis são perfeitamente recuperáveis. A proprietária destes dois imóveis é a CAFE, a mesma que conseguiu a licença de demolição do prédio de gaveto na Av. Casal Ribeiro 1 (que foi morada de Fernando Pessoa). Coincidências? Contradições?



Estes dois prédios são paradigmáticos da diversidade de revestimento azulejar na arquitectura lisboeta no início do séc. XX. A fachada do nº 7 está totalmente revestida de azulejos estampilhados, com cercadura, em dois tons da mesma cor (verde). Esta técnica foi utilizada num número muito limitado de padrões e num exclusivo da Fábrica Viúva Lamego de Lisboa. A fachada do nº 7, que torneja para a Rua Luís Derouet através de uma elegante curva, está revestida de azulejos estampilhados com cercaduras em todos os pisos. O padrão, conhecido pelo nome de “crochet”, foi produzido por várias fábricas (Viúva Lamego, Carvalhinho, Sacavém) em diversas variantes cromáticas e usando mais do que uma técnica (estampilhagem, aerografagem).

Fernando Jorge






Não, não é Lisboa.











Não, não é Lisboa.


.

Não, não é Lisboa.



Não, não é Lisboa.



Farinha no nariz?!!



Tabacaria Orge.


Sr. Manuel Orge.








Rua do Ouro.


Destinos exóticos.