quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sé Patriarcal de Lisboa.



Contrastes.



Av. Visconde de Valmor.

Nota negativa para a REFER.


Fotografia tirada a 21 de Abril de 2011.


Fotografia tirada a 5 de Julho de 2008.


Estação intermodal de Sete Rios.


Mário de Sá-Carneiro (Lisboa, 19 de Maio de 1890 — Paris, 26 de Abril de 1916)




Quási


Um pouco mais de sol - eu era brasa,

Um pouco mais de azul - eu era além.

Para atingir, faltou-me um golpe d'asa...

Se ao menos eu permanecesse àquem...



Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído

Num baixo mar enganador de espuma;

E o grande sonho despertado em bruma,

O grande sonho - ó dôr! - quási vivido...



Quási o amor, quási o triunfo e a chama,

Quási o princípio e o fim - quási a expansão...

Mas na minh'alma tudo se derrama...

Entanto nada foi só ilusão!



De tudo houve um começo... e tudo errou...

- Ai a dôr de ser-quási, dor sem fim...

- Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,

Asa que se elançou mas não voou...



Momentos d'alma que desbaratei...

Templos aonde nunca pus um altar...

Rios que perdi sem os levar ao mar...

Ansias que foram mas que não fixei...



Se me vagueio, encontro só indicios...

Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;

E mãos de herói, sem fé, acobardadas,

Puseram grades sôbre os precipícios...



Num impeto difuso de quebranto,

Tudo encetei e nada possuí...

Hoje, de mim, só resta o desencanto

Das coisas que beijei mas não vivi...



Um pouco mais de sol - e fôra brasa,

Um pouco mais de azul - e fôra além.

Para atingir, faltou-me um golpe de aza...

Se ao menos eu permanecesse àquem...



Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'

Arrendamento em Lisboa: eis que começam a abrir os olhos!



«De acordo com a Estratégia de Reabilitação Urbana de Lisboa 2011/2024, que o executivo liderado por António Costa (PS) vai analisar hoje em reunião de câmara, caso o edifício/fogo reabilitado atinja o nível de conservação máximo a renda deve ser actualizada no imediato, sem período de transição.

É igualmente sugerido pelo município que nesta mexida no Regime de Arrendamento Urbano seja ponderada a possibilidade de estabelecer o regime de renda livre em todos os arrendamentos de casas sujeitas a obras de reabilitação após 10 anos da conclusão das obras.

A autarquia considera que o Estado deve também reavaliar o regime de subsídio de renda para o “adequar às novas regras” e alargá-lo aos arrendamentos não habitacionais no caso de microempresas cuja permanência seja considerada relevante para efeitos de dinamização da área ou de estabelecimentos de interesse municipal.

Na estratégia, a que a Lusa teve acesso, pretende-se que seja concretizado o regime de seguro de renda, com apoio do Estado se for necessário, e que fiquem isentos de imposto municipal sobre imóveis (IMI) todos os imóveis reabilitados, por um período de cinco anos, alargado por mais cinco, a contar da conclusão das obras.

A câmara entende também que os benefícios fiscais devem ser alargados para incentivar a circulação de propriedade imobiliária que precise de ser reabilitada, propondo para isso a isenção de imposto municipal sobre transações (IMT) na compra de imóveis degradados ou fracções para reabilitação, perdendo-se o benefício se a obra não fosse realizada no prazo de três anos.

É igualmente defendida a isenção de IMT na primeira transmissão de imóveis degradados, seja para habitação própria ou para arrendamento, uma figura agora excluída da legislação, e nas ações de reabilitação certificadas pelo município no âmbito de programas de reabilitação urbana. Aqui, o benefício pode perder-se caso a obra não seja concluída no prazo de quatro anos a contar da data de aquisição.

Além destes benefícios, o novo documento prevê um sistema multicritério de análise e de avaliação do interesse municipal de operações urbanísticas de reabilitação urbana.

Entre os incentivos propõe-se a redução do valor das taxas de ocupação de via pública, a isenção do pagamento de taxas para a colocação de telas publicitárias em andaimes, o recurso a linhas especiais de crédito que venham a ser criadas para o efeito e, em determinados casos, a atribuição de créditos concretos de construção.

Na área da reabilitação a autarquia quer igualmente criar um seguro obrigatório ou uma taxa de protecção civil em áreas de elevado risco sísmico e/ou edifícios cuja estrutura não esteja calculada para esse risco.

A autarquia defende ainda diversos ajustamentos na legislação no que se refere às obras coercivas, na possibilidade de requisitar prédios devolutos para realojamentos temporários e na possibilidade de decretar a venda forçada em operações de reabilitação simples.»




Agora vamos ver se há coragem ou se continuamos no reino dos fala-baratos.

E os TIRs no Martim Moniz? Ninguém os vê?


«A partir de Junho o preço do estacionamento nalguns dos principais eixos rodoviários de Lisboa vai aumentar para o dobro (na primeira hora), e o tempo máximo de permanência será reduzido de quatro para duas horas. O presidente da Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel) sublinha que a subida de preços, que vai sentir-se também nas zonas em redor daqueles eixos mas de forma menos significativa, incidirá sobre 38 por cento dos lugares tarifados.

Nos restantes 62 por cento dos lugares, explica António Júlio de Almeida, a tarifa para a primeira hora de estacionamento será idêntica à que é hoje praticada, verificando-se uma descida de preços nas horas seguintes. Quem deixar o seu carro, durante quatro horas, na chamada "coroa exterior" (a norte da Avenida de Berna, a nascente da Avenida Almirante Reis e a poente da Rua das Amoreiras), vai pagar 3,20 euros em vez dos actuais 5,15 euros.

Os aumentos mais significativos vão sentir-se nos chamados "eixos vermelhos", que incluem as avenidas de Berna, da República, António Augusto de Aguiar, da Liberdade, bem como a zona do Chiado. Artérias que, na definição do novo Regulamento Geral das Coroas Tarifadas têm "especial concentração de comércio e serviços" e "beneficiam da oferta de transportes públicos ou de alternativas ao nível do estacionamento".

Esse e um conjunto de regulamentos de estacionamento foram aprovados pela Assembleia Municipal de Lisboa na semana passada, pelo que o presidente da Emel acredita que as novas tarifas poderão entrar em vigor no dia 1 de Junho. "Vai ser importantíssimo para a gestão da mobilidade em Lisboa", sustenta António Júlio de Almeida, defendendo que "não fazia sentido" que "numa cidade que não é homogénea" continuasse a existir um tarifário único.

A diferenciação dos preços do estacionamento na via pública, alega este responsável, já é aliás praticada "na maior parte das cidades". No caso de Lisboa passará a haver três zonas: a "coroa exterior", a "coroa interior" e os "eixos vermelhos" (ver infografia). Nos dois primeiros será possível continuar a manter o automóvel estacionado no mesmo local por quatro horas.

António Júlio de Almeida garante que as consequências desta medida para as receitas da empresa serão "quase nulas", prevendo-se que os proveitos gerados pelos parquímetros (que em 2010 foram de 13,9 milhões de euros) possam aumentar "0,2 a 0,4 por cento".

Emel testa novas soluções para acesso aos bairros históricos

A Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel) vai testar diferentes soluções tecnológicas para facilitar a vida de quem mora em bairros históricos com acesso automóvel condicionado. A ideia é também procurar soluções para resolver o problema das cargas e descargas na cidade.

Encontrar as respostas mais adequadas para essas "duas questões centrais da mobilidade e do estacionamento na cidade" é um dos objectivos do Plano de Actividades desta empresa municipal para 2011. A diversificação dos meios de pagamento do estacionamento na via pública -através de mensagens escritas enviadas do telemóvel e da utilização dos cartões Lisboa Viva ou Viva Viagem - é outra das metas que a empresa estabeleceu para este ano.

Em declarações ao PÚBLICO, o presidente da Emel revelou que no caso das zonas de acesso automóvel condicionado (Alfama, Bairro Alto, Castelo, Mouraria e Santa Catarina/Bica) pretende-se criar um sistema complementar de gestão das entradas, que permita aos residentes e comerciantes autorizarem em tempo real os acessos de familiares, visitas ou fornecedores.»

Aljube: os «curros».













PORQUE NÃO TRANSFORMAR ESTE ESPAÇO NUM MUSEU ?


Um bife na Brasileira.


Um bife na Brasileira do Chiado
Não tenho dúvidas acerca da data: 17 de Novembro. Além de não ser normal as pessoas esquecerem-se do dia em que saem da prisão, após quase seis meses de regime de isolamento, a verdade é que foi uma data duplamente memorizada porque o meu primeiro filho, à laia de comemoração, exactamente no mesmo dia, três anos depois, saiu de dentro de mim.
Mas já lá vão tantos anos que não consigo lembrar-me da explicação para não ter um tostão comigo quando, nesse dia, recuperei a liberdade.
Porque terá sido? Ficava sempre depositado pela família, na secretaria da cadeia, algum dinheiro, até para se poder comprar cigarros, papel de carta e selos, por exemplo. Porque me encontrei então na rua, subitamente, sem um centavo?
O que me ocorre agora parece-me óbvio e, no contexto, lógico: eles ter-me-ão dado ordem de saída, após o interrogatório daquele dia, na Rua António Maria Cardoso. Devem-me ter perguntado se queria ir à prisão buscar as minhas coisas, e eu: "Não, não, eu vou lá amanhã de carro...". E ala, pus-me a andar que o desejo de respirar Liberdade já não podia ser sustido e adiado.
Além disso, aquele discurso final do Sachetti (inspector) - "vencidos, mas não convencidos" - deixou-me seguramente com pouca vontade de reentrar numa carrinha deles e rumar de novo a Caxias.
Lembro-me de descer aquelas medonhas escadas e, com a porta pelas costas, nem olhar para trás, acelerar o passo, em direcção ao Chiado.
Foi assim que num fim de tarde muito fria fui parar à Brasileira, ao fundo da rua, com a intenção de telefonar à minha família para me virem buscar.
Só então me dei conta de que, não tendo dinheiro, estava impossibilitada de o fazer. Nem pelo telefone do balcão, nem na cabine telefónica.
O aspecto com que me apresentava estava longe de ser o adequado, quer para entrar na Brasileira, quer para aquela época do ano, mas isso, paciência! Tinha saído da cadeia de Caxias, pela manhã, apenas com uma preocupação no que dizia respeito à roupa e ao calçado: que fossem cómodos para mais uma "batalha campal". Pouco agasalhada e, claro, sem carteira ou um saco. Nada nas mãos. Como sempre, nas idas a interrogatório, levava apenas um maço de cigarros e fósforos.
Parei junto à entrada do café e verifiquei, pessoa a pessoa, se não haveria pelo menos um conhecido a quem pedir emprestada uma moedinha para ligar para casa. Ninguém.
Naquela época, os cafés - sobretudo os da Baixa - a qualquer hora do dia, atafulhavam de homens, e raras eram as mulheres por ali sentadas.
A Brasileira não se afastava muito desse figurino. Lá dentro, aqueles velhos do costume, uns republicanos, ou lá o que eram, e outros, escritores e artistas herdeiros dos modernistas que ali se reuniam diariamente, em tertúlias. Olhavam-me sempre do mesmo modo. Como se, nesse precisos momento, eu não devesse estar ali, mas sim num outro sítio, escolhido por eles e, porventura, com eles. Nas poucas ocasiões em que havia transposto aquela porta, sentira-me como mais uma mulher e isso irritava-me.
Dos meus amigos, havia alguns que às vezes passavam pela Brasileira àquela hora, mas, nesse dia, nem um. Fui ficando à porta, ansiando pela chegada de alguém ou por uma ideia que me resolvesse a situação. Se fosse no Café Londres, conhecia bem os empregados, mas como nunca me habituara ao ambiente da Brasileira, raramente me sentava por ali. Não era aí conhecida - pensava eu.
Depois de muito esperar - a fome e o frio já me impacientavam - enchi-me de coragem e decidi pôr em prática um plano entretanto arquitectado, de que me envergonhava um pouco, diga-se. Mas não havia alternativa, estava visto.
Dirigi-me então a uma mesa, sentei-me, chamei um empregado que me fez um vago sorriso, e pedi-lhe um bife e uma imperial.
Sensação única.
Tudo me parecia irreal. O bife era, desde Junho, a minha primeira refeição que tinha cheiro à comida das nossas casas; o prato era em loiça e o copo em vidro - estranha vivência. E, supremo luxo, um objecto que desde há meio ano eu não via: uma faca.
Só o "bru-á-á" que me envolvia perturbava a minha entrada no paraíso. Incomodava-me mesmo porque aqueles meses de isolamento, e tudo o resto, tinham-me deixado uma certa vulnerabilidade a barulhos. Ao primeiro gole de cerveja, receei não vir a ter sequer energia para levar a cabo a minha estratégia. O álcool não entrava na cadeia, obviamente, e eu fiquei logo "zonza". Poucos minutos depois, tinha dado por terminada a minha refeição. Agora, era ir em frente.
Nesse momento, com pressa de ver a família, mas receosa da reacção do empregado, ainda hesitei.
Subitamente, passando à execução do meu plano, atirei-me: fiz-lhe um sinal, de longe, para que me trouxesse a conta. Ainda ele vinha a caminho, a aproximar-se já do canto da sala em que me encontrava, quando eu me pus de pé e, encenando uma expressão de grande aflição, lhe dirigi com a devida ênfase a "fala": "Que horror, com tanto movimento neste café e eu, enquanto falava a uns amigos que estavam de saída, deixei despreocupadamente o porta-moedas sobre a mesa. Veja lá: roubaram-mo! O senhor faz-me um favor? Importa-se de ir ali comigo ao telefone, para eu ligar para casa e pedir que me venham trazer dinheiro? Tenho a certeza de que não demoram, vêm depressinha. E depois, quando eu lhe pagar a conta, pago também a chamada, está bem?"
O coitado só dizia: "Menina, ó menina...", mas eu queria acabar depressa com o discurso que tinha preparado e não o deixava falar.
Finalmente conseguiu: "Por amor de Deus, menina, ia agora deixá-la telefonar... Fica a dever e paga para a próxima. Ia lá telefonar para casa só para não ficar a dever! O pior foi ter ficado sem o porta-moedas... Ainda por cima, logo hoje que eu fiquei tão contente de a ver... já está cá fora connosco...".
E prosseguiu em voz baixa, curvando-se para ficar mais perto do meu ouvido: "Quando a vi à porta, até cometei com o meu colega: olha a menina que costumava vir cá com o senhor doutor A. e com a esposa, aquela menina que estava presa, já saiu... É que, há tempo, perguntei por si ao senhor doutor porque nunca mais a voltei a ver por aqui, e ele contou-me".
Tinha mesmo um ar de alegria, o velhote.
A seguir, inclinando-se ainda mais sobre mim, e mais sussurrante, acrescentou: "Se calhar, quem lhe roubou o porta-moedas foi um tipo dos deles que tem estado aí, na mesa ao lado. Um bufo... Cuidado, menina, eles continuam a estar muito por aí!".
Eu estava incapaz de reagir, perplexa com o que acabara de acontecer e, agora, ainda mais longe de resolver o meu problema do que uma hora atrás. Apesar disso, perdida de riso.
Porém, nem me passava pela cabeça dizer ao pobre homem que eu inventara aquela história, mesmo admitindo que se lhe dissesse a verdade seria, muito provavelmente, compreendida e desculpada, e teria a moedinha de que precisava.
Poderá haver mil e uma explicações para só então me ter ocorrido tomar um táxi para casa e pagar na chegada. Se não estivesse ninguém em casa, teria sempre os vizinhos, caramba... Mas, como se vê, não se saía de Caxias no pleno uso das nossas faculdades mentais.

Helena Pato

In Saudações, Flausinas, Moedas e Simones, Campo das Letras, 2006

Estacionar vai ser mais caro.





Novo tarifário penaliza quem procura o miolo urbano da capital
Estacionar no centro de Lisboa vai ser mais caro a partir de Junho
27.04.2011 - 11:57 Por Inês Boaventura

Nas principais ruas da capital, a primeira hora vai custar o dobro. Zonas periféricas ficam mais baratas. Aumentos para 38 por cento dos lugares.
Vai deixar de haver uma tarifa única (Foto: Mafalda Melo/arquivo)

A partir de Junho o preço do estacionamento nalguns dos principais eixos rodoviários de Lisboa vai aumentar para o dobro (na primeira hora), e o tempo máximo de permanência será reduzido de quatro para duas horas. O presidente da Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel) sublinha que a subida de preços, que vai sentir-se também nas zonas em redor daqueles eixos mas de forma menos significativa, incidirá sobre 38 por cento dos lugares tarifados.

Nos restantes 62 por cento dos lugares, explica António Júlio de Almeida, a tarifa para a primeira hora de estacionamento será idêntica à que é hoje praticada, verificando-se uma descida de preços nas horas seguintes. Quem deixar o seu carro, durante quatro horas, na chamada "coroa exterior" (a norte da Avenida de Berna, a nascente da Avenida Almirante Reis e a poente da Rua das Amoreiras), vai pagar 3,20 euros em vez dos actuais 5,15 euros.

Os aumentos mais significativos vão sentir-se nos chamados "eixos vermelhos", que incluem as avenidas de Berna, da República, António Augusto de Aguiar, da Liberdade, bem como a zona do Chiado. Artérias que, na definição do novo Regulamento Geral das Coroas Tarifadas têm "especial concentração de comércio e serviços" e "beneficiam da oferta de transportes públicos ou de alternativas ao nível do estacionamento".

Esse e um conjunto de regulamentos de estacionamento foram aprovados pela Assembleia Municipal de Lisboa na semana passada, pelo que o presidente da Emel acredita que as novas tarifas poderão entrar em vigor no dia 1 de Junho. "Vai ser importantíssimo para a gestão da mobilidade em Lisboa", sustenta António Júlio de Almeida, defendendo que "não fazia sentido" que "numa cidade que não é homogénea" continuasse a existir um tarifário único.

A diferenciação dos preços do estacionamento na via pública, alega este responsável, já é aliás praticada "na maior parte das cidades". No caso de Lisboa passará a haver três zonas: a "coroa exterior", a "coroa interior" e os "eixos vermelhos" (ver infografia). Nos dois primeiros será possível continuar a manter o automóvel estacionado no mesmo local por quatro horas.

António Júlio de Almeida garante que as consequências desta medida para as receitas da empresa serão "quase nulas", prevendo-se que os proveitos gerados pelos parquímetros (que em 2010 foram de 13,9 milhões de euros) possam aumentar "0,2 a 0,4 por cento".

Emel testa novas soluções para acesso aos bairros históricos

A Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (Emel) vai testar diferentes soluções tecnológicas para facilitar a vida de quem mora em bairros históricos com acesso automóvel condicionado. A ideia é também procurar soluções para resolver o problema das cargas e descargas na cidade.

Encontrar as respostas mais adequadas para essas "duas questões centrais da mobilidade e do estacionamento na cidade" é um dos objectivos do Plano de Actividades desta empresa municipal para 2011. A diversificação dos meios de pagamento do estacionamento na via pública -através de mensagens escritas enviadas do telemóvel e da utilização dos cartões Lisboa Viva ou Viva Viagem - é outra das metas que a empresa estabeleceu para este ano.

Em declarações ao PÚBLICO, o presidente da Emel revelou que no caso das zonas de acesso automóvel condicionado (Alfama, Bairro Alto, Castelo, Mouraria e Santa Catarina/Bica) pretende-se criar um sistema complementar de gestão das entradas, que permita aos residentes e comerciantes autorizarem em tempo real os acessos de familiares, visitas ou fornecedores.

"Procurámos encontrar uma solução que desse um maior grau de liberdade, que contribuísse para reduzir o aspecto de gueto e aliviasse a tenaz que apertava a vida das pessoas", explicou António Júlio de Almeida, admitindo que as restrições de circulação impostas nos bairros históricos complicam, de alguma forma, o dia-a-dia de quem lá vive e trabalha. Segundo este responsável estão a ser testadas diferentes soluções tecnológicas para abrir os pilaretes à distância, incluindo comandos por computador ou através de um botão colocado no interior dos edifícios.Quanto às cargas e descargas, Tiago Farias, administrador da Emel adiantou que "até ao Verão" vão ser experimentadas duas respostas diferentes. Uma delas prevê que os comerciantes passem o seu cartão Lisboa Viva no parquímetro, o que lhes permitirá cargas e descargas gratuitas durante um determinado período de tempo. Fora esse tempo, terá de ser pago à parte. Outra hipótese "mais futurista" é colocar sensores por baixo dos lugares reservados para cargas e descargas, o que permitiria saber se quem lá parava estava ou não previamente habilitado para o fazer.


(in Público).

Palácio do Vidigal.
























«Situado no Monte do Vidigal, nos arredores de Vendas Novas, foi mandado edificar pelo rei D. Carlos I, que viu a sua construção iniciar-se em 1896 e nele trabalhou até à sua morte. Ao palácio foram agregados uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, uma arena, o próximo monte das Faias e o apeadeiro real na Linha do Alentejo.» É um património quase desconhecido. Pertence hoje à Fundação da Casa de Bragança.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Lapa.



Rua da Lapa.

À la Lapa.



Rua de Buenos Aires.

À la Lapa.



Rua de São Caetano.

À la Lapa.



Rua de Sant ' Ana à Lapa.

À la Lapa.



Rua de São Domingos.

À la Lapa.



Rua de São Domingos.

À la Lapa.



Rua de Buenos Aires.

À la Lapa.



Rua da Bela Vista à Lapa.

À la Lapa.








Travessa do Chafariz das Terras.

À la Lapa.




Rua Ribeiro Sanches.