sábado, 30 de agosto de 2008

Obrigado ao The Resident.


Updated: 28 August 2008
Blog paints grim picture of Lisbon

AN INTERNET blog that portrays a side of Lisbon that the city’s tourism board and Câmara would rather not be seen is being inundated with hits and comments. Lisboa SOS (http://www.lisboasos.blogspot.com/) takes an irreverent look at the city with heaps of images of run-down, dilapidated buildings, piles of rubbish, dirty streets, abandoned and wrecked cars, and overgrown green parks. The site, which depicts the depressing side of Lisbon, has been up and running for a month with the express aim of drawing the public’s attention to the city’s rundown public spaces.Under the banner ‘Lisbon SOS – Is this the kind of city you want to live in?’, the site aims at naming and shaming the side of the capital the authorities would rather the public didn’t see, in the hope that by drawing attention to it something will be done.With over 400 daily hits in six weeks, “we are surprised with the success of the site,” says one of its authors who ferociously defend their anonymity.“There are no hidden agendas here, this is a completely apolitical blog and shows things as they are,” said the anonymous author. The vast majority of the photographs published on the site have been taken by the authors themselves, who include university lecturers and a professional photographer. However, lots of visitors to the site are now sending in their own contributions with a simple mention of the place, time and date taken with space for the public to add their own comments. One photograph, taken at the entrance of Lisbon’s Santa Apolónia station, is particularly poignant and shows homeless tramps huddled up between refuse sacks beneath a wall with the inscription ‘Hotel Paludismo’ (Malaria-Infested Hotel). Portuguese journalist Pedro Rolo Duarte wrote an entry to the blog voted ‘comment of the week’ where he mentions “photographs, scores of photographs of a Lisbon where no one would choose to live: run-down, filthy, absurd, ridiculous, crawling, abandoned, poverty-stricken, and lost.”“Some of the photographs are really shocking – abandoned and uninhabited buildings, architectural monuments and statues falling to pieces, rubbish littering the pavements and roads, dirt and filth of the most unimaginable and unexpected nature.”Reactions from the authorities are not known, although graffiti on the statue of São Vicente in Largo das Portas Sol and on the walls of the Ministry of Public Works in Rua de São Mamede ao Caldas have been cleaned up since the blog appeared six weeks ago.

O poder da Natureza é infinito. Edifício no Saldanha a ser tragado por planta trepadeira.






Bairro Alto aposta na videovigilância.

Estão pendentes na CNPD outros pedidos de autorização de videovigilância em versões mais económicas.

Em que é que ficamos?


Obrigado

Ao Blogue Atlântico, ao Margens de Erro, ao Maquiavelices, khiasma, ao Estado Civil, ao Conto de Fuga, ao Esse Cavalheiro, ao Estado Sentido, ao Vidro Duplo, ao Cidadania Lx, ao Anti-tretas, ao Caracoleta, a O Doutor Dá Licença?, ao Arcadia, ao estrelatos, ao Cibertúlia, a Luís Marques da Silva, ao Womenage a Trois, ao Briefe an Konrad, a O Carmo e a Trindade, ao Hoje há Conquilhas, ao 802701, ao Insecto, ao Eternas Saudades do Futuro, ao Alexandermanns Blog, ao Suite de Ideias, ao A Saga Urbana, ao Blasfémias, ao Bola na Quinta, ao Floresta do Sul, ao Pelo Mar Aberto, ao Bomba Inteligente, ao O Sexo dos Anjos, ao Swindon - A vida longe daí, ao Complexidade e Contradição, ao Gasolim, ao Lobi, ao Porta do Vento, à Loja de Ideias, ao Lei de Murphy, ao PS Lumiar, ao Saudade, ao Nocturno, ao Bic Laranja, ao Combustões, ao Demokratia, ao Anti-tretas, ao Blog de Leste, ao Jornal de Saúde Ambiental, ao Aliás, ao Mastiga e deita fora, ao As imagens e nós, ao Lx Cadernos, ao Estrada Poeirenta, ao A Defesa de Faro, ao In a Silent Way, ao venha o que vier, ao Overwhelmed by Life, ao lisbona (спасибо!), ao Alhos Vedros ao Poder, ao Para Lá de Bagdade, à Anita, ao Pena Digital, ao Pastel de Vouzela, ao Vieiros (Olá Galiza!), ao Zone 41 e aos sítios Cidadãos por Lisboa e Por Marvila pelas ligações que fizeram a este blogue (e desculpem se nos esquecemos de alguém). Obrigado também a Pedro Rolo Duarte por ter escolhido o Lisboa S.O.S. como blogue da semana e ao TEK pelo destaque. Obrigado a Carla Quevedo, ao Público, ao 24 Horas e ao The Resident. E especialmente, obrigado aos leitores pelas dezenas e dezenas de fotografias que nos têm enviado. Este blogue é vosso.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Resolvida a eterna dúvida: o Terreiro do Paço é mesmo a Praça do Comércio.



Em boa hora a Câmara Municipal de Lisboa lançou a iniciativa «Aos Domingos o Terreiro do Paço é das pessoas». Como a imagem assim o atesta, há duas pessoas na Praça do Comércio. Sim, amplie por favor, são aqueles dois bonequitos domingueiros ao lado do eléctrico encarnado.
É, por isso, destituída de qualquer fundamento a notícia inserta no jornal “Público”, na sua edição de 27 de Agosto do corrente, segundo a qual que a iniciativa «Aos Domingos o Terreiro do Paço é das pessoas» não tem suscitado o devido entusiasmo dos moradores, dos comerciantes e dos autarcas da capital.
António Rosado, da Associação de Moradores da Baixa Pombalina, disse, no mesmo jornal, que vários habitantes se têm mostrado insatisfeitos com a concentração de trânsito nas restantes artérias, opinião partilhada pelo presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, José Quadros, para quem as iniciativas levadas a cabo nesta praceta de Lisboa são «muito aleatórias e não são motivo de visita ao Terreiro do Paço». Há gente que parece que veio ao mundo só para desfazer o que os outros fazem. Incrível.

Pior ainda, mas a essa ninguém se atreveu, seria dizer que esta iniciativa não tem suscitado o merecido entusiasmo das populações. Só quem não passa aos domingos pelo Terreiro do Paço poderia fazer tal afirmação. De facto, como aqui mostramos, o Terreiro do Paço converteu-se num pólo de grande animação cultural e cívica. Milhares e milhares de seres humanos afluem aos domingos à Praça do Comércio. Só nestas fotografias poderemos contabilizar nada menos do que 22 (vinte e duas) pessoas. Ah, e se contarmos com o nosso repórter, estiveram naquela manhã domingueira 23 (vinte e três) pessoas no Terreiro do Paço.

A Câmara Municipal devia pensar em estruturas amovíveis para minimizar «a chuva e o vento de Inverno» e «O sol que bate de chapa no Verão», afirma o autarca João Mesquita (PSD). Aqui, concordamos com o Presidente da Junta de Freguesia de São José. Até agora, foi possível contar com o apoio da empresa Águas Castello e com os seus guarda-sóis, como veremos. Mas, falhando a iniciativa privada, o Estado tem de avançar. A isto chama-se princípio da subsidiariedade.


Sendo aos milhares os aderentes, como é que se entretém tanta gente ao mesmo tempo?

Ora bem:


Logo a abrir, duas alternativas culturais, duas opções de vida. A clássica, de cariz nacionalista, assente na entremeada de porco (3,50 €), na bifana simples (2,00 €) e no prego no pão (3,00 €). Também se oferece uma alternativa cosmopolita, mais arrojada, que tem por base a pita shoarma (4,50 €), o hambúrguer duplo c/ovo (3,50 €) e o abrasileirado cachorrão (2,50 €).


«A actividade cultural que ali se desenrola não é desejável nem cria dinâmica na Zona. A escala e a dimensão do Terreiro do Paço não são compatíveis com este tipo de iniciativa» disse o Presidente da Junta de Freguesia de São José, João Mesquita (PSD).

Não é de agora a aversão do Sr. João Mesquita à bifana simples (2,00 €) e ao cachorrão (2,50 €). Vários comentadores políticos, como José Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa, têm analisado, ao longo dos anos, a crónica repulsa deste homem público pela
pita shoarma (4,50 €) e pelo hambúrguer duplo c/ovo (3,50 €).

Agora, uma coisa é não gostar de B.B. (Berthold Brecht, Brigitte Bardot, Béla Bartók, Baptista Bastos ou, neste caso, a Bela Bifana), outra é desapreciar, numa postura elitista e insuportavelmente snobe, o legítimo artesanato português. Aí já entramos nos caminhos do antipatriotismo. Não estamos mesmo, mesmo no antipatriotismo, mas andamos muito lá perto. Não é patriótico, por exemplo, dizer que o cenário apresenta fragilidades estéticas, como os guarda-sóis Água Castello, os arranjos florais pobrezitos ou as pequenas crateras no terreiro do Terreiro do Paço.
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Por outra banda, os produtos expostos têm genuinidade e absoluto merecimento para figurar numa exibição na Praça do Comércio, banalmente designada por «sala de visitas de Lisboa». A Praça do Comércio derrotou por completo o Terreiro do Paço.
Como é sabido, Lisboa SOS tem por regra deontológica não se pronunciar sobre questões de gosto. Mas tal regra, como é evidente, aplica-se apenas àquilo que se poderia considerar «mau-gosto». Ora, não é o caso destas carteirinhas artesanais. Sim, claro, são foleiríssimas. Mas o seu foleirismo é tão, mas tão grande que até se converte em autêntico, porque absolutamente ingénuo. Aqui não há intenções perversas ou segundas leituras. Isto é arte, senhores. E ponto final. Ou seja: .


Ainda haverá de vir um intelectual da linha do Estoril para nos dizer que esta bolsinha com camafeu não merece ser exposta no Terreiro do Paço. Há gente azeda que nasceu para dizer mal.
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O quadro de um carro amarelo a avançar para a gente com um dístico a dizer «Lisboa» fica sempre bem em qualquer sala de estar de Helsínquia ou Estugarda. Apenas os 15 € podem ser considerados obscenos. Mas quem paga e dá é que sabe o valor que as coisas valem.



Vender a Família Aguiar a 4 euros é que já nos parece que merecia uma análise por parte do Ministério Público. Ainda que o não pareça, a Kátia Aguiar só tem 7 anitos e o pai de família, o Dr. Armindo Anacleto Aguiar, é uma pessoa louçã que nunca faltou com nada em casa. Vender os Aguiares por 4 euros, assim o agregado inteiro, parece-nos poder configurar um crime de tráfico de seres humanos. Isto, sim, temos dúvidas que possa estar em exposição no Terreiro do Paço.


Quanto à falta de adesão popular a esta iniciativa, Lisboa SOS constatou que é uma atoarda, uma ideia que se tentou transmitir à opinião pública da Beira Interior, mas sem correspondência com a realidade dos factos. Já atrás o dissemos: 22 (vinte e duas) pessoas no Terreiro do Paço. Gozando pacatamente as amenidades climatéricas lisbonenses, este conhecido xadrezista croata aguarda o seu parceiro sérvio para uma partidinha nas mesas de plástico da Praça do Comércio. Além dele, entrevistámos um casal de septuagenários, sentados na mesma esplanada, à espera da chegada da restante equipa de basquetebol sénior. No centro da Praça, um «performer» praticava equitação, mantendo-se imóvel durante longos minutos para gáudio dos muitos visitantes.
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Fronteiro ao arco da Rua Augusta, nada mais apropriado do que um carro de farturas. Fazem mal ao colestrol, bem o sabemos, mas um dia não são dias. E uma farturinha, só uma, até ajuda a empurrar a bifana.


Enquanto as senhoras se deliciam com a espontaneidade naïf do artesanto português, os cavalheiros queimam mais um domingo de ócio em jogos populares. Ao fundo, tabelas para a prática do basquetebol. Em primeiro plano, o lançamento da fartura queimada, desporto em que, dizem-nos, somos dos melhores à escala mundial.
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Pasmando para o rio, pasmando para a cidade, operários e contabilistas disputam-se em actividades lúdicas e recreativas. Um domingo inocente e, não hesitamos em concluí-lo, decerto muito bem passado. Família & Amigos, há lá melhor?



E o matraquilho, uma arte tão portuguesa, poderia lá faltar no Terreiro do Paço?


Vão por certo acusar-nos de manipularmos imagens, de gostarmos de criticar por criticar, de sermos uns pedantes, MAS FOI EFECTIVAMENTE COLOCADA UMA MESA DE MATRECOS BENFICA X SPORTING EM PLENO TERREIRO DO PAÇO. Agora, opinião sobre isto, cada um tem a que quiser. Nós só mostramos.
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Para os amantes do desportismo radical, estes veículos de duas rodas constituem certamente uma oportunidade ímpar para viver momentos inesquecíveis. Não é todos os dias que se anda de trotinete no Terreiro do Paço. O leitor, por certo, estará cheio de adrenalina ao olhar para estas imagens. Só lhe podemos responder: azar o seu. Mas, descanse, não faltarão oportunidades. A Câmara Municipal de Lisboa tem uma capacidade única para nos surpreender. Lutas de mulheres na lama ou lançamento de anões em pleno Rossio? Concursos de «Miss T-Shirt Rasgada» e «Miss T-Shirt Molhada» frente à Basílica da Estrela? Tudo é possível.
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Cansado de aguardar pelo seu adversário sérvio, o nosso xadrezista croata, Lazslo Tladic, ensaia uma demonstração de radicalismo a duas rodas. A alegria do rosto não consegue dissimular a emoção da experiência. Depois disto, Lazslo não será o mesmo. Nós também não.
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As esplanadas, cheias de nacionais e de estrangeiros, mostram aos Portugueses a dimensão do êxito desta iniciativa camarária. «Aos Domingos o Terreiro do Paço é das pessoas». As pessoas, uma vez mais, é que não têm o civismo de colaborar, sentando-se nestas multicoloridas cadeiras em plástico que em boa hora a autarquia disponibilizou (a encarnada, com o apoio da «Superbock»).
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As arcadas, como se vê, a abarrotar de gentes. Nós é que, por pirraça e má-fé, apagámos o pessoal todo com recurso ao Photoshop.

(Foto extraída do blogue Cidadania LX, com os devidos agradecimentos)

Havendo uma razoável oferta no domínio da fartura e da fritura na região de Lisboa, é incompreensível a contratação da empresa «Farturas à Scalabitano». São líderes de mercado, bem sabemos. São uma multinacional de referência, também o sabemos. Mas compete a uma autarquia fomentar o empreendedorismo e captar as sinergias que existem na área sob sua jurisdição. E só mesmo um inaceitável preconceito antimonárquico poderá ter levado à exclusão do «Rei das Farturas» e do «Imperador do Frito», empresários lisbonenses que têm provas dadas neste escorregadio e oleoso segmento de mercado.

(Foto extraída do blogue Cidadania LX, com os devidos agradecimentos).

A estátua equestre de D. José, Churros e Porras. Um motivo mais do que suficiente para correr a pontapé uma vereação inteira.
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Agradecemos a colaboração dos milhares de lisboetas presentes no local, do blogue Cidadania Lx, da família Aguiar, do cavaleiro tauromáquico D. José I, da Equipa de Basquetebol Sénior da Praça do Comércio, do artista plástico Machado de Castro, do sr. Lazslo Tladic, dos comentadores políticos José Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa e, enfim, de todos os responsáveis públicos e privados por esta pândega pombalina. Apoios institucionais: Águas Castello, Farturas à Scalabitano, Random Corporation, Associação dos Moradores da Baixa Pombalina (sociedade unipessoal), Fórum Davos e Museu de Arte Efémera.

TV Rural: a Tapada da Ajuda.

Diz o guia que foi o Marquês de Pombal que mandou plantar para D. José caçar. 100 hectares no meio da cidade. Hoje é do Instituto Superior de Agronomia. Bute lá ver.

Antiga vacaria. O relógio está certo duas vezes por dia.


Pavilhão de Exposições, Auditório da Lagoa Branca e a dita cuja. Os funcionários dizem que o Auditório abre uma vez por ano, se tanto. A Lagoa está seca. Parece que dantes o Instituto Superior de Agronomia não pagava a conta da água. Depois começou a ter de pagar. Realmente é chato.






Lá está, a cena de pagar a água. Tudo normal.

Ouvi dizer que existe na Tapada o "Banco de Junot", onde o franciú supostamente descansava no caminho para o Palácio da Ajuda (devia ir lá para pedir uns subsídios ou assim). Mas não deve ser este:
Nem este:

Este também não:

Também não me cheira que seja este:

Será que os gajos se enganaram no guia e era a "cadeira de Junot"?

Poltrona, cadeirão, sofá, sei lá pá.

Ah. E é "do" Junot. Compincha. Isto na antiguidade havia menos diferenças sociais.

Então? Bué de água, afinal.

Mas deve ser para regar isto. Campo de râguebi. Não sei se é assim que se escreve, que os gajos no site têm Rugby. Gandas Lobos, é assim mesmo. Ganda prestação no Campeonato do Mundo. Só vitórias. Nada como esses badamecos que foram aos Jogos Olímpicos.

Rugby, Sevens, Club House. Depois dizem que não é um desporto elitista. Um gajo tem de falar estrangeiro para poder jogar. O que vale é que os Wolves cantam o hino aos berros antes de cada jogo. Como é que se diz "levar uma cabazada" em inglês?


Isto da Tapada está muita bem feito porque é tal e qual como quando um gajo anda a passear pelo campo em Portugal, digam lá se não é?


E não é só no entulho que é parecido. Nas estradas, a mesma coisa:

Agora só um intervalo rápido que eu já venho.

Eh lá, União Europeia, Ciência e Tecnologia, projecto, deixa lá ver isto.

Eu gostava mesmo é que o pessoal nos países ricos da Europa que pagaram esta cena toda viessem cá ver como cá também se fazem coisas fabulosas com os impostos dos gajos.


A estufa é para aquecer as plantinhas mas depois fica quente demais e é preciso a ventoínha. Tem lógica.

Mas também há outras estufas que já vêm sem paredes, e já não é precisa a ventoínha. Está tudo calibrado automaticamente e poupa-se energia. Deve ter sido no tal projecto que inventaram esta cena. Ganda patente.


Estes aparelhos que eles põem nas árvorezinhas é que devem ter custado balúrdios.

Mal sabia eu que o pessoal que planta as hortas à beira da IC19 andou aqui em Agronomia a aprender a fazer estas cenas com as garrafas de plástico.

É pena é não terem inventado um sistema para pôr as placas direitas, mas com outro projecto na FCT...

Mas isto não é só estufas e hortas, claro. Também é preciso maquinaria moderna:

E hoje já não se faz nada sem computadores, claro.

E tubos e cenas, sei lá.

Observatório Astronómico. Isto de esperar que apareça Saturno deve dar cá uma sede...

Mais União Europeia. Arranjo do caminho da Terra Grande. Ficou fixe, mas é um bocado curto.



Senhores ladrões de azulejos, como é?

Por acaso estes podiam levar todos.

E um miradouro de onde não se vê népia.


Apícola é abelhas, não é?

Olha elas. Cheira a mel, aqui.

Mas é linda, a Tapada, e não devo ser o único a achar. Merecia melhor.

Piqueniques, não era? Actividades de Verão e visitas de estudo para a miudagem, ver as abelhinhas e plantar hortas e tal. E um mercado de produtos do campo? No Botânico da Ajuda fazem. E restaurantes e cafés que estivessem abertos em Agosto? Não era mal visto.


E aproveitar o auditório para uns concertos ao ar livre, sei lá.


Até podiam cobrar mais pela entrada que a gente não se importava. Enfim, este people não tem imaginação nenhuma. Deviam ir ao Terreiro do Paço e aprender como se anima um espaço público comodevedesser.