segunda-feira, 25 de abril de 2011

Em defesa do Posto de Comando do MFA.


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Otelo.
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Vítor Crespo.
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Um amplo movimento defende que o Posto de Comando do MFA, na Pontinha, seja preservado. Concorde-se ou não, isto é HISTÓRIA - e temos de protegê-la:


http://postodecomando.blogspot.com/

Bertrand do Chiado, a livraria mais antiga do mundo.









A Voz das Vítimas e «48».







Voz das Vítimas Memórias dos presos políticos em exposição
por Diana Garrido, Publicado em 23 de Abril de 2011 .A antiga cadeia do Aljube reabre para uma exposição com nomes como Mário Soares ou Álvaro Cunhal, entre muitos outros anónimos que sofreram às mãos da PIDE

"O inquiridor terá de ser paciente, usar de doçura, seriedade, imparcialidade, flexibilidade e não ter ideias preconcebidas." Este é um excerto do Manual da Escola Técnica da PIDE no que toca às técnicas de interrogação dos detidos.

"Algemaram-me com as mãos atrás das costas. Mal entrei na sala de interrogatório, entraram quatro torcionários que, sem mais, me espancaram, insultaram, depois... saíram. Foi o começo." Este é o testemunho real de um dos milhares de presos políticos que sofreram às mãos da PIDE. A suposta doçura perdeu-se algures entre as estaladas e torturas aplicadas aos detidos durante dias a fio.

"Aljube - A Voz das Vítimas", é uma exposição que tem como objectivo honrar a memória e o sacrifício de todos os que foram presos e torturados durante o Estado Novo. Para que nunca se esqueça o que se passou durante mais de 30 anos. A exposição está patente na Cadeia do Aljube, em Lisboa, que funcionou como prisão política de 1928 a 1965, data em que fechou as portas. Por lá passaram presos como Mário Soares, Álvaro Cunhal, Miguel Torga, Urbano Tavares Rodrigues, António Borges Coelho, Salgado Zenha, Fernando Rosas ou Vasco Granja.

Conceição Matos, antiga funcionária da PCP, também. Foi uma das mulheres que mais sofreu nas mãos da polícia política. Numa das salas da exposição - que nas paredes tem referências a algumas das técnicas de tortura utilizadas (tortura do sono; tortura da estátua; ameaças à família; espancamentos; choques eléctricos) - a ex resistente dá o seu testemunho, gravado, do que passou. E conta, a preto e branco, como esteve três dias sem dormir, graças à tortura do sono, que foi obrigada a fazer as necessidades no chão, na mesma divisão onde estava presa, e como as fezes eram limpas com a própria roupa, que os guardas lhe iam despindo.

Há fotografias de presos, de funcionários da PIDE, histórias de fugas e espancamentos.

Alfredo Caldeira, da Fundação Mário Soares, uma das instituições que patrocinou a iniciativa (assim como o Instituto de História Contemporânea da Universidade de Lisboa e o movimento cívico Não Apaguem a Memória), também esteve preso no Aljube. Tem 65 anos e, à medida que nos guia pelas escadas em direcção a mais uma parte da exposição, confessa, sem se querer alongar sobre o assunto, que também ele esteve encarcerado num "curro", uma cela de dois metros quadrados onde os presos eram fechados dias a fio. Foram reconstruídos alguns curros, já que os verdadeiros foram destruídos pelo Estado em 1965. Se tiver coragem de entrar num deles, pode ouvir batidas na parede, a única forma de comunicação entre os detidos, obrigados ao isolamento total. Na mesma sala, junto à mesa do guarda, um telefone toca estridente, como antigamente, anunciando o que os presos temiam: um deles iria ser levado para interrogatório, para a sede da PIDE, na rua António Maria Cardoso.

A exposição "Aljube - A Voz das Vítimas" alonga-se por três pisos e tem um pouco de tudo, fotografias, documentos, material histórico e uma sala multimédia onde pode ouvir testemunhos de vários presos, incluindo Álvaro Cunhal e Mário Soares. No último piso, há uma parede forrada a fichas de detidos "homens, mulheres, de várias ideologias políticas e idades, porque a memória é plural", explica Alfredo.

Ao longe ouve-se a voz de Maria Flor Pedroso e de Rui Pêgo, a enumerar nomes e idades de cerca de cem pessoas que não sobreviveram à perseguição da PIDE. Contas feitas muito por alto, diz Alfredo, desde 1928 que mais de duas pessoas eram detidas por dia, em média. A ditadura só acabou em 1974. Faça as contas.

"Aljube - A Voz das Vítimas" estará na antiga cadeia do Aljube até dia 5 de Outubro. A entrada é livre.

“48”. As fotografias também podem dar filmes

Estreou esta semana o documentário de Susana de Sousa Dias, com as imagens de cadastro e testemunhos de presos políticos

lll São fotografias paradas, no ecrã Fotografias de cadastro a preto e branco, de frente e perfil. Uma sorri – era a fotografia de saída da prisão, não de entrada. Os outros oscilam entre o desprezo, o medo e a tristeza profunda. São todos presos políticos. Foram todos encarcerados pela PIDE e muitos deles torturados e mal tratados. Outros, poucos, escaparam ilesos.


“48” é o documentário de Susana de Sousa Dias que estreou esta semana nos cinemas. Foi premiado no Festival Internacional do Documentário e Cinema de Animação de Leipzig, na Alemanha e no festival Cinéma du Réel, em França. O título refere-se ao número de anos de ditadura em Portugal.
Por trás das fotografias paradas, que Susana filmou nos arquivos da PIDE, estão as vozes dos presos, entrevistados pela realizadora, entre 2000 e 2009. Diz que, “apesar de ser mais difícil para quem fala e conta do que para quem ouve”, foram entrevistas complicadas: “Deparei-me, até, com questões éticas: devo fazer esta pergunta? Devo parar? Até que ponto tenho o direito de perguntar isto? E houve histórias que não me saíram da cabeça.”


O facto de não haver qualquer imagem actual dos protagonistas do documentário tem duas explicações: “As fotografias de cadastro são o único momento que nos permite penetrar no universo da prisão e era isso que me interessava. Por outro lado, se eu os mostrasse agora, seria o presente a contar o passado e as fotografias apenas uma ilustração dessa altura e não era isso que queria.”


Este documentário nasceu de outro filme, o “Natureza Morta”, sobre duas enfermeiras do Estado Novo que tinham sido presas. “Quando se começa a puxar um fio descobrem-se muitas coisas que não foram tratadas. Entrei no arquivo da PIDE, por causa do outro filme e não consegui parar”, conta. A primeira vez que entrou no arquivo, em 2000, filmou as fotografias que queria, sem qualquer problema. Em 2003, quando quis voltar, foi diferente: “Disseram-me que tinha de ter autorização por escrito de todos os fotografados e as certidões de óbito dos que já tinham morrido. Foi muito difícil. E tive vergonha. Já viu, pedir aos familiares certidões de óbito?” A razão, explica, prende-se com questões legais: “Aplicaram o direito à imagem dos presos políticos. Desvalorizaram as fotografias enquanto documentos históricos.”


A realizadora está a trabalhar noutro projecto “Luz Obscura”, também fruto das suas visitas aos arquivos da polícia política do Estado Novo: “Encontrei a única fotografia de cadastro de uma criança, que foi presa com a mãe. Descobri esse menino, que hoje tem 50 e tal anos, e a partir daí fiz um documentário sobre toda a rede familiar por trás dos presos.”

(ionline).

Camilo.



Património da Educação.

























http://www.sg.min-edu.pt/pt/patrimonio-educativo

Património da Educação.




Adeus.







Miguel Bombarda vai ficar vazio nas próximas semanas
por DN.pt23 Abril 2011


Álvaro Carvalho, coordenador nacional para a Saúde Mental, espera que mudança para residências seja rápida. Associações recebem pagamento de 50 mil euros/mês.

Fica numa das zonas nobres de Lisboa, tem elevador exterior e 34 divisões. É assim a nova casa dos últimos doentes a viver no Hospital Miguel Bombarda. A saída da unidade acontecerá finalmente nas próximas semanas. Álvaro Carvalho, coordenador nacional para a Saúde Mental, acredita que a desocupação será até ao final do mês, mas a direcção não tem a mesma certeza.

Uma GRANDE reportagem do Cidadania Lx!





http://cidadanialx.blogspot.com/2011/04/o-que-antonio-costa-poderia-ter-feito.html

Caipirinha para o Zé! Faz-lhe falta.







Quiosques com caipirinhas e bolo de chocolate para animar a Av. da Liberdade por Ana Henriques in Publico
No Verão de 2008, a Câmara Municipal de Lisboa prometeu substituir os velhos quiosques que mandou retirar do local no prazo de um ano, mas afinal foi preciso esperar quase três
Cinco novos quiosques com refeições leves, bolo de chocolate e caipirinhas vão abrir na Avenida da Liberdade no início de Maio.

RICARDO SILVA O responsável pela empresa que ganhou o concurso para a concessão e construção lançado pela Câmara de Lisboa explica que as esplanadas vão funcionar de manhã à noite todos os dias da semana. “Garanto que a avenida nunca mais vai ser a mesma”, promete Bernardo Delgado, que tem apenas 27 anos e está à frente de uma firma do ramo alimentar que vai estrear-se com este negócio, a Banana Café. A abertura dos quiosques coincide com o surgimento de uma feira mensal de rua na mesma artéria. Aos segundos sábados de cada mês, a avenida será invadida por alfarrabistas, antiquários e outros comerciantes.

No Verão de 2008, o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, mandou retirar da avenida dois dos três quiosques ali existentes, com a promessa de os substituir no prazo de um ano. Há muito que nenhum deles pagava a renda à autarquia. Um estava sempre fechado, o outro tinha entrado em decadência. Só que, até agora, a substituição nunca teve lugar. Das velhas estruturas metálicas da avenida manteve-se apenas o restaurante Trimar, defronte do elevador da Glória. Será mais tarde substituído por um quiosque de crepes.

Sá Fernandes tem justificado os atrasos na abertura dos novos estabelecimentos com a necessidade que houve de repetir os concursos para a concessão, por forma a introduzir melhorias no caderno de encargos e “eliminar a subjectividade toda”.

Pizzas e crepes

O quiosque dos crepes irá juntarse, em Novembro, aos outros cinco que abrem agora em Maio: o do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo (é uma marca registada que não deixa os seus créditos por mãos alheias), também com pastelaria e gelados; o de tapas de produtos portugueses, vinhos regionais e cachorros quentes gourmet; o das comidas italianas ( pizzas e bruschettas do restaurante Maritaca, do chef Fausto Airoldi); e dois outros com batidos de fruta e vegetais frescos, wraps, saladas e cones de frutos secos.
Todos funcionarão das 9h às 23h, horário que se prolongará até às 2h às quintas, sextas e sábados. “Os almoços e pequenos-almoços constituirão o principal negócio”, explica Bernardo Delgado, que quer também que a avenida se torne “um novo destino nocturno da cidade, mais leve e familiar” do que o vizinho Bairro Alto.

“O preço médio de refeição vai rondar os seis euros”, assegura. “E haverá animação constante dia e noite, para as pessoas saírem dos centros comerciais e virem para aqui passear”.

Rendas de 1250 euros

Os Quiosques Liberdade, como foram baptizados, têm um formato muito próximo do tradicional, por exigência da Câmara de Lisboa. Já foram colocados nos sítios onde irão ficar: entre a Alexandre Herculano e os Restauradores. Abertas ao público, as suas casas de banho usarão água reciclada das máquinas de lavar. Já as esplanadas propriamente ditas, de 60 metros quadrados, terão guarda-sóis de lona branca, sem referências publicitárias. “Será tudo o mais minimalista possível”, diz Bernardo Delgado, que irá pagar ao município por cada quiosque uma renda mensal de 1250 euros. No entanto, em Julho passado a Câmara de Lisboa tinha anunciado uma mensalidade mínima de três mil euros. O dono do Banana Café diz que a sua empresa foi a que ofereceu a renda mais alta, “mas o preço-base era de 500 euros mensais”.

A concessão é por dez anos, renováveis por mais seis. E, embora a abertura esteja prevista para o início de Maio, a inauguração oficial dos espaços só terá lugar a meio do mês.

O PÚBLICO tentou obter mais pormenores sobre a concessão junto da autarquia, mas sem sucesso.

Um novo livro.







Sofia Areal, na Cordoaria.



Aljube: brevemente, uma reportagem Lisboa SOS.



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