terça-feira, 28 de setembro de 2010

Inteiramente justo, absolutamente merecido.





Gonçalo Ribeiro Telles homenageado por Lisboa
28 de Setembro, 2010
A Câmara de Lisboa, pelas mãos do presidente, António Costa, entregou a Medalha Municipal de Mérito - Grau Ouro ao arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, pelos 70 anos de carreira, e inaugurou a exposição 'Plano Verde - Estrutura Ecológica Municipal'.
António Costa, presidente da autarquia da capital, falou à agência Lusa sobre o arquitecto paisagista e considerou que «a entrega da medalha» é a «melhor homenagem» que a cidade lhe podia prestar.

Em simultâneo e sendo Gonçalo Ribeiro Telles «mentor do Plano Verde», foi inaugurada uma exposição que divulga o conjunto dos princípios em que assenta o plano «enquanto peça fundamental de planeamento urbanístico», acrescentou o autarca.

A iniciativa visa a «difusão das medidas e acções concretas propostas no Plano Verde», bem como a divulgação e apreciação das «implicações da estrutura ecológica urbana no planeamento da cidade», destacou António Costa.

O galardoado Gonçalo Ribeiro Telles salientou à Lusa «a importância de os políticos, de as pessoas responsáveis e de as pessoas urbanas» compreenderem a dependência que têm do mundo rural e salientou que «não há cidade sem campo».

Para o arquitecto, a entrega da medalha é um reconhecimento que no «mundo moderno» não é possível «individualizar», ou seja, sublinhou, este é um prémio para «toda a gente» com quem trabalhou.

A estrutura da exposição inclui uma introdução ao planeamento de Lisboa, ilustrada com desenhos de Gonçalo Ribeiro Telles, a apresentação da Estrutura Ecológica Municipal, figura básica do Plano Verde, a exibição dos aspectos do plano já realizados ou em projecto e a exploração das suas implicações em relação à biodiversidade e à protecção ambiental.

A exposição 'Plano Verde - Estrutura Ecológica Municipal', no Mercado de Santa Clara, em Lisboa, estará patente até 14 de Novembro e tem entrada livre.

Lusa / SOL

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Igreja do Santo Condestável.














Campo de Ourique.

Escadinhas Damasceno Monteiro.






É tudo meu.


Graça.

Miradouro da Srª do Monte.


Miradouro da Srª do Monte.


Vila Sousa.


Graça.

Para meditar...

Educados a la fuerza
Los ayuntamientos andaluces imponen fuertes multas por tumbarse en el césped, tender ropa en los balcones o practicar sexo en la calle
JUANA VIUDEZ

Acostarse en el césped de Marbella (Málaga), jugar con un avión de aeromodelismo en una calle en Sevilla, o mover a deshora los muebles en Granada tienen multa. Los ayuntamientos andaluces han sucumbido al furor de las ordenanzas de convivencia, aunque resulten de difícil cumplimiento.

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Granada abrió la espita en noviembre de 2009 con una normativa inspirada en la de Barcelona, ciudad famosa por sus problemas vecinales con la prostitución. El articulado regula hasta 250 conductas incívicas, incluidas las que se desarrollan en el interior de las viviendas. Saltos, golpes, música o portazos están vedados a la hora de la siesta. Por la noche, no se pueden hacer ni reparaciones domésticas ni cambios de muebles. Prevé hasta 3.000 euros por mantener relaciones sexuales en la calle, y 300 euros por vender pañuelos o hacer malabarismo.

El próximo jueves, la capital de la Costa del Sol llevará a pleno su ordenanza. Como ya han hecho en Granada, Marbella o El Ejido (Almería), sancionarán las relaciones sexuales, con pago o sin él, en el núcleo urbano. La Unión de Policías Locales y Bomberos de Andalucía (UPLB) ha reclamado al Ayuntamiento malagueño la definición de "relación sexual", para que no haya confusiones. Julio Andrade, edil de Participación Ciudadana , alega que "sólo hace falta sentido común para identificar estas prácticas". Aún así, darán charlas formativas a los agentes sobre la ordenanza.

Málaga se ampara en los resultados de Granada. En los 11 meses que lleva en vigor, las prostitutas se han trasladado a los pueblos colindantes para evitar las multas, que sí se apresuran a pagar los clientes para que no les llegue la notificación a casa. Contra los gorrillas, otro de los colectivos afectados, se han abierto más de 100 expedientes, pero sólo se ha recaudado una multa. Las vendedoras de claveles no han dejado de leer el futuro de los turistas en los alrededores de la catedral granadina, y los mimos y artistas callejeros siguen actuando, aunque con permiso.

En Sevilla tampoco se multa a los aparcacoches ilegales, a pesar de que su ordenanza, de 2008, prevé sanciones de hasta 120 euros. La normativa sevillana castiga también el vertido de desagües de aparatos de aire acondicionado en la calle, el uso de juguetes de aeromodelismo en lugares no autorizados o las apuestas de los trileros. Las multas que oscilan entre 1.500 y 3.000 euros.

El municipio almeriense de Carboneras es uno de los últimos en sumarse a las ordenanzas de convivencia. Prevé multas de 600 euros por tender en los balcones o por salpicar a un peatón. La capital almeriense ya prepara su ordenanza.

(in El País).

Duas sugestões.





Lisboa (duas sugestões)
por MARIA DE LURDES VALE


Lisboa é uma cidade de sonho. Branca pela manhã, cor de salmão ao entardecer e luminosa de noite. De Inverno, tem uma névoa que a enobrece e, de Verão, um céu azul-pastel que lhe dá um tom impressionista. Depois, há o Tejo a abraçar o Atlântico. Que dizer da grandeza deste rio que atravessa Espanha quase clandestino e que vai alargando margens quando entra em Portugal e lhe cheira a mar? O Tejo em Lisboa é um cenário único. Lisboa podia ser uma exposição permanente, admirada por quem a visita e mais cuidada por quem nela vive. Cada um de nós deveria poder acrescentar mais uma pincelada de cor às colinas que a definem, sublinhar os bairros que a preenchem e fazer colagens com as janelas e portas das casas mais antigas.

De Lisboa oiço amigos de outras paragens dizer que tem tudo para ser a cidade mais bonita do mundo e com uma excelente qualidade de vida. Mas falta-lhe energia, gente nas ruas, comércio ao ar livre e modernidade. Parece que parou no tempo. No tempo errado. Pode ser que a culpa seja dos lisboetas que a trocam por outros sítios; pode ser que a existência de tantos centros comerciais e o declínio do comércio tradicional tenham contribuído para este isolamento; pode ser que a falta de verbas para renovar fachadas, arranjar jardins e praças também esteja na origem de um certo desleixo com que nos confrontamos no dia-a-dia; pode ser que exista falta de visão sobre o que está à vista de todos. Pode ser por tudo isto, mas Lisboa tem milhares de possibilidades para ser uma cidade atraente, cobiçada e vivida. Duas sugestões: o comércio deveria funcionar até mais tarde, o encerramento das lojas às 19.00 faz com que a cidade fique deserta e que a alternativa para as compras para quem sai do trabalho não seja outra que a dos centros comerciais.

Outro aspecto importante é o da reabilitação de espaços decadentes. Tomo como exemplo o Mercado de San Miguel, em Madrid, um velho edifício de ferro, construído em 1916, e que abriu as portas há dois anos totalmente renovado e com as tradicionais bancas transformadas em boutiques gastronómicas. É uma autêntica catedral dos sentidos e da degustação, situada junto da Plaza Mayor, aberta todos os dias das 10.00 até às 24.00 (quintas, sextas e sábados até às duas da manhã) e sempre a fervilhar de gente. É também um ponto de atracção para os turistas que sabem que naqueles três mil metros quadrados encontram uma selecção do melhor de toda a Espanha e também de alguns países vizinhos como Portugal, Itália, Áustria e França. É dos tais que vale a pena copiar. O Mercado da Ribeira, na 24 de Julho, poderia ser assim ou até melhor. Senhor presidente da câmara, pode tomar nota?

Despoluição do Tejo: promessas...





O estuário do Tejo vai ficar "completamente despoluído em 2011", altura em que deverão estar concluídas todas as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), anuncia a vice-presidente da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, Simone Pio. O montante global de investimento no estuário "ascende aos 914 milhões de euros".

O processo estará concluído no próximo ano com a finalização das infra-estruturas localizadas mais a sul de Lisboa, nomeadamente na Moita, Barreiro e Seixal. "Todos os efluentes da área metropolitana de Lisboa serão, a partir de 2011, encaminhados para a ETAR de Alcântara e o conjunto destas infra-estruturas de recolha e tratamento vai permitir que as águas residuais deixem de ser descarregadas, como efluente bruto, no estuário do Tejo", revela, acrescentando que tal vai contribuir para a melhoria da qualidade da água, permitindo a reintrodução de espécies como a ostra ou a cultura de arroz e a navegabilidade de certos troços do rio.

Também as estações de caminho-de-ferro desactivadas nas localidades ribeirinhas vão ser aproveitadas para a criação de centros de interpretação, no âmbito do Polis Tejo, informa o coordenador do programa José Pinto Leite, afirmando que o programa "vai dar uma vida nova" a toda a região ribeirinha. Ontem, decorreu em Vila Nova da Barquinha a Festa da Água do Tejo, que juntou a comunidade científica e as populações para uma reflexão sobre a defesa, protecção e valorização da zona. Lusa

(in Público)

Amoreiras: 25 anos.



Amoreiras: 25 anos.





O Shopping que mudou os hábitos dos lisboetas
Telma Roque
Houve excursões. Veio gente de todo o país e muitos lisboetas saltaram da cama já a pensar em ver de perto essa obra controversa, demasiado arrojada para a época e que estava a ser vendida como "uma cidade dentro da cidade", inaugurada faz hoje 25 anos.

“Ainda me lembro da polémica. Tudo aquilo parecia demasiado grande e exuberante. Ou se criava uma grande empatia com aquela arquitectura modernista, ou odiava-se”, diz Aurora Piedade, residente na zona das Amoreiras.

Aurora confessa que, a dada altura, se sentiu “chocada” à medida que as paredes cresciam, mas não nega que isso lhe aguçou a curiosidade. Como seria lá dentro? E assim foi uma entre as milhares de pessoas que circularam pelos corredores na abertura ao público, um dia após a cerimónia oficial, presidida pelo general Ramalho Eanes, que ocupava então o cargo de presidente da República. Hoje, se Aurora entrar no Shopping das Amoreiras, a obra mais emblemática do arquitecto Tomás Taveira, será recebida com champanhe e tapas, numa acção de charme da administração.

Inovador, a começar logo pela arquitectura, o Amoreiras foi o primeiro grande espaço de comércio e serviços, acabando por mudar hábitos. “As idas ao cinema vulgarizaram-se. Foi neste shopping que soube o que era um hamburguer, uma pizza e comida chinesa. Já podia comprar roupas parecidas com aquelas que via nos filmes e nas novelas”, revela Andreia Nunes, uma cliente.

Durante mais de uma década reinou sem concorrência. O Centro Colombo, ainda maior, retirou-lhe alguns clientes. Veio anos mais tarde, o Vasco da Gama e o El Corte Inglés, qualquer um deles com o metro à porta a “descarregar” milhares de clientes. O Amoreiras ajustou-se à nova realidade. Transformou o que seria uma desvantagem numa vantagem. “É este sossego, este ambiente quase familiar que me fideliza”, diz a cliente Susana Marques.

E engane-se quem pense que foram os outros centros entretanto inaugurados (entre os quais o Dolce Vita Tejo, na Amadora) que mais abalaram o shopping. A construção do túnel das

Amoreiras foi altamente prejudicial. “Evitem as Amoreiras” devido às obras foi um slogan mortífero.

No ano passado, a administração anunciou obras de remodelação, mas pouco mais fez do que substituir parte da cobertura. Nelson Leite, director-geral do Amoreiras optou por não dar explicações. Tomás Taveira, que, em 2009, fez saber que as travaria em tribunal, por terem sido entregues a outro arquitecto, também se remeteu ao silêncio.

(Jornal de Notícias).

Pequeninos, mas organizados.





Esperar horas por 15 minutos romanos
por ISALTINA PADRÃO

Milhares de pessoas na fila para visitar galerias romanas que estão abertas só três dias por ano. Hoje é o último.

Já é um ritual. Desde a década de 80 do século XX, três dias por ano as Galerias Romanas da Rua da Prata, em Lisboa, são abertas ao público. A limitação de tempo e o facto da visita a este monumento da primeira metade do séc. I d.C. ser gratuita aguça a curiosidade e leva milhares de pessoas, nacionais e estrangeiras, a fazerem uma fila interminável para as visitar.

E é ver a desilusão nos rostos de quem passa três, quatro ou cinco horas a andar a passo de caracol e, no final, não consegue entrar naquele buraco no asfalto da Rua da Conceição (acesso às galerias) "porque por hoje terminaram as visitas". Para resolver este problema, quase todos são unânimes: "Se fosse a pagar, todos os interessados entravam. Assim, junta-se esta multidão." Há até quem sugira maior divulgação dos dias em que o espaço é visitável e que as entradas sejam feitas através de reserva em museus e outros locais culturais de norte a sul do País, "porque vem gente de todo o lado".

E vem mesmo. Uns tiveram sorte e viram o trabalho feito no subsolo pelos nossos antepassados na sexta-feira ou ontem, e outros prometem voltar hoje para a derradeira tentativa. De panfleto na mão para abrir o apetite, quem ontem "perdeu a viagem" leva um conselho da organização: "Abrimos por volta das 09.45, mas é melhor estarem aqui pelas sete da manhã." "Vamos tentar, dizem uns. "A essa hora, não", garantem outros.

Quem não hesitou em "acampar" junto ao acesso às galerias pelas três da manhã de ontem foi um grupo de estudantes de Arqueologia, que conseguiram ser os primeiros visitantes do segundo dia de entradas. "Estavam no Bairro Alto e decidiram fazer tempo até à abertura", informam os técnicos do Museu da Cidade que orientam as visitas. "Pode avançar o próximo grupo." E, um a um, 25 a 30 pessoas vão sendo "engolidas" pelo chão até às catacumbas, onde um arqueólogo os transporta para tempos que já lá vão.

"Estamos num criptopórtico", começa por dizer o arqueólogo António Marques, cujo "palavrão" proferido num compartimento rochoso e à média luz deixou expectante a plateia com pessoas de todas as idades. E o que é afinal um criptopórtico? O arqueólogo explica: "É uma solução de engenharia que os romanos adoptaram para fazer face aos problemas das construções da Baixa. Com a criação desta plataforma foi possível estabilizar os solos de forma a construir outros edifícios por cima."

Esclarecido, o grupo segue por um serpenteado de corredores estreitos e baixos que dão acesso aos vários recantos da construção que chegou a ser confundida com umas termas, dada a quantidade de água que emana. Água que "tem que ver com os níveis freáticos que correm no subsolo de Lisboa".

Apesar de nestes dias a água ser sugada, a Luísa Varandas - que, "finalmente", conseguiu o que não foi possível noutros anos: entrar - deram jeito os chinelos que levou calçados. Maria e Vera, mãe e filha, foram com "sapatos normais", mas os 15 minutos de visita soube-lhes a pouco e Maria vai tentar voltar. No final, Vera concluiu: "Fiquei com a ideia de que os romanos eram muito pequeninos, devido à altura dos espaços, mas organizados."

(in Diário de Notícias).

Então o fim de semana? Passou-se, o habitual...





Rixa acaba à facada no Bairro Alto
Dois jovens de 20 e 24 anos ficaram feridos com gravidade depois de serem esfaqueados nas costas, ontem de madrugada, no Bairro Alto, em Lisboa. Um deles continua ainda internado no Hospital de Santa Maria, mas apenas em observação. O outro teve alta a meio da manhã de ontem. Ao que o CM apurou, junto de fonte policial, os agressores não foram nem detidos nem identificados, apesar de uma patrulha ter sido enviada ao local para apurar os factos.

As duas vítimas foram brutalmente agredidas numa rua junto a bares, onde se encontraram com o grupo agressor. Os golpes terão sido desferidos com uma faca. Até ontem não tinha sido possível apurar as razões para os confrontos. Pelo menos um dos dois jovens apresentou queixa na PSP, que já está a investigar os contornos da agressão. Refira-se que já na noite anterior um jovem tinha sido espancado naquela zona.

(in Correio da Manhã).

Post-Oil Cities.





Visite a exposição "Post-Oil Cities"

A Casa da Vizinha e a Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos inauguram a 17 de Setembro, às 17h00, na Galeria de Exposições da Sede Nacional, duas exposições relativas ao tema Post-Oil Cities. A entrada é livre.

A exposição POC está dividida em duas partes:

1- POST-OIL CITIES: Imagining Cities Beyond Oil , uma exposição itinerante, que inclui projectos, ideias, utopias, acções urbanas, movimentos sociais ao redor do mundo que ilustram ou um modelo de mudança que nossas cidades estão a experimentar nas mais diversas áreas: alimentos, energia, mobilidade, educação, e que contribuem para uma não dependência do petróleo. Esta exposição é apoiada por uma parte informativa - World Oil History - com uma linha do tempo que ilustra vários dados desde 1850 até o presente consumo de petróleo, que mostra a história do petróleo do mundo e a nossa cultura dependente deste recurso.

2- POC 2010 LX: exposição dos trabalhos realizados com cada um dos tutores, durante o período do workshop – designadamente Atelier DATA, Campos Costa Arquitectos e Arquitectos Anónimos.

"A par da inauguração do dia 17 de Setembro, vai decorrer, às 18h00 no Auditório Nuno Teotónio Pereira, na Sede Nacional, um debate com a presença de Maria João Rodrigues (Energia), Mário Alves (Transportes e Mobilidade), João Seixas (Geógrafo), Miguel Nery (Arquitecto) e a arq. Leonor Cintra Gomes, presidente da OASRS".

"O desafio POST-OIL CITIES em Lisboa, recorde-se, consiste numa série de actividades que terão lugar na cidade de Lisboa com o objectivo de pensar a cidade no futuro, dirigido não só a arquitectos, mas a todos aqueles que tenham vontade de reflectir sobre a cidade", explicam os organizadores.

"As cidades, onde mais de 50 por cento da população mundial vive, são campos abertos para explorar novas possibilidades de diferentes modos de vida e têm um grande potencial para criar os melhores ambientes que podemos imaginar para viver. POST-OIL CITIES procura imaginar como podemos transformar as nossas cidades nesses lugares agradáveis que necessitamos para viver, com acções presentes no campo do urbanismo e arquitectura".

As exposições estarão patentes até ao dia 30 de Setembro.

Back to the Future?





Projectos
Arquitectos propõem uma Lisboa futurista

Um silo alimentar na Praça da Figueira, uma piscina sobre o rio no Terreiro do Paço, hortas nos terraços dos edifícios e prédios feitos de bioplástico. É este o olhar de arquitecto para uma Lisboa "pós-petróleo". As ideias futuristas de uma capital menos dependente do petróleo podem ser vistas na exposição "Post Oil Cities - 2010 Lisboa", patente na sede nacional da Ordem dos Arquitectos.

"Identificámos as carências da Baixa e tentámos resolvê-las. Definimos as nossas propostas nessa base", explicou à Lusa Emmanuel Novo, que em conjunto com o Atelier Data (tutor do projecto) agarrou na Baixa lisboeta de hoje e a transformou.

Neste conjunto de ideias aparece um megassilo alimentar no Terreiro do Paço, onde o leite produzido pelas vacas alinhadas no primeiro piso é bebido no piso térreo pelos visitantes do café. "A ideia era reinventar o conceito do antigo mercado da Praça da Figueira, recuperar a ideia, mas associá-la a um silo de produção alimentar e marcar a relação directa entre produtor e consumidor", explicou André Martins, outro dos arquitectos participantes no projecto. "Pretendíamos que quem habitasse na Baixa pudesse ter aqui todas as infra-estruturas de que precisa, sem ter de se deslocar, o que reduz também as perdas de energia", acrescentou.

Para quem julga que a Lisboa "pós-petróleo" representa uma ruptura com o passado desengane-se. Na Baixa do futuro tudo vai coexistir. Carros, elevadores, eléctricos e teleféricos.

"O estilo de vida das pessoas não mudará de forma abrupta (...). Os carros continuam, mas movidos a outros tipos de energia, e as pessoas continuam a ter conforto, mas com outra tecnologia, com energias produzidas localmente", sublinhou, apontando para uma das imagens que mostram um grupo de painéis solares num terraço.

Painéis fotovoltaicos nos viadutos, hortas municipais em zonas de estacionamento para camiões ou um teleférico na Ponte Vasco da Gama, movido a energia eólica, para reduzir as deslocações pendulares de automóvel. São estas algumas das 40 ideias a espalhar pela cidade em Outubro/Novembro.

(in Diário de Notícias).