
domingo, 12 de setembro de 2010
Subway Life, de António Jorge Gonçalves.

Sai para a semana. Um grande livro de ilustração. Instantâneos captados pelo traço de António Jorge Gonlaves, nas carruagens de metro de todo o munxdo - Lisboa incluída. A não perder.
http://www.antoniojorgegoncalves.com/
sábado, 11 de setembro de 2010
Macau, sentir o património.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
"O outro lado de São Roque"

Exposição Ofício de Margarida Correia
Inauguração dia 14 de Setembro às 17h30
Museu de São Roque em Lisboa
Workshop - "O outro lado de são Roque" / Sábado dia 18 de Setembro
Horário: das 10h30/12h30 e 14h00/16h00
De manhã os participantes terão oportunidade de falar com Margarida Correia sobre o seu processo de trabalho, neste e noutros projectos anteriores, nomeadamente aspectos relacionados coom a escolha de espaços, a relação que estabelece com as pessoas, e a componente técnica. De seguida, a fotógrafa fará uma visita guiada à exposição. Da parte da tarde, o grupo será convidado a desenvolver um mini projecto fotográfico em Poloroid com o registo da visita a espaços da igreja e do museu, alguns dos quais normalmente inacessíveis ao público. Em cada sítio serão feitas fotografias que a autora posteriormente digitalizará e colocará on-line, num álbum.
Gratuito. Inscriições por email ac/Helena Mantas: helena.mantas@scml.pt
Tel. 21 323 54 44 / 54 49
Tel. 93 115 0901
Informações
Museu de São Roque
Largo Trindade Coelho
1200-740 Lisboa
Tel.: 21 323 54 44
Queer Lisboa.

Festival: Queer Lisboa 14 decorre de 17 a 25 deste mês no São Jorge
Cinema gay de regresso a Lisboa
É num cinema São Jorge renovado que o Queer Lisboa 14 – Festival de Cinema Gay e Lésbico – arranca já no próximo dia 17. Ao longo de uma semana, o desfile de 118 filmes atrai especialmente os jovens, "sobretudo estudantes, interessados em ver esta produção cinematográfica", como diz o director artístico, João Ferreira. Portugal marca presença na secção de curtas-metragens com filmes de Vicente Alves do Ó, André Santos e Marco Leão, e Márcio Laranjeira.
Para João Ferreira, a reduzida amostra é um "reflexo de uma produção cinematográfica não muito elevada em Portugal, em geral, e menor ainda no que respeita à temática gay e lésbica".
No júri internacional da competição de Melhor Longa-Metragem, saltam à vista dois nomes portugueses: Rita Blanco, actriz, e José Luís Peixoto, escritor.
Também o poeta e artista plástico Mário Cesariny será recordado na 14ª edição do Queer Lisboa, com a exibição de documentários e uma exposição de arte surrealista.
O Queer Lisboa arranca às 21h00 de sexta-feira, dia 17, e decorre até dia 25. O evento custou 123 mil euros e tem nos Estados Unidos a maior representação, com 30 filmes em cartaz.
(in Correio da Manhã).
Compras de noute, onde já se viu, Deus meu?

Fashion's Night Out estreia-se em Lisboa
por CATARINA VASQUES RITO
Amanhã o comércio no centro da capital vai estar aberto entre as 19.00 e as 24.00. A não perder uma noite diferente e inédita...
Quando está a pensar em ir fazer compras, após um dia de trabalho, sabe que tem de se dirigir a um centro comercial devido ao horário alargado do comércio nesses espaços. Amanhã o centro de Lisboa tem uma novidade para si!
O Fashion's Night Out vai proporciona-lhe uma experiência inédita... fazer compras fora de horas no comércio tradicional. Entre as 19.00 e as 24.00 as lojas da Avenida da Liberdade, do Chiado e da Rua Castilho vão estar abertas à sua espera, com muita animação adicional.
Este projecto começou o ano passado em Setembro na Austrália, Espanha, Itália e Alemanha pelas mãos da revista de moda Vogue. Portugal decidiu aderir este ano, com organização da revista portuguesa, na mesma altura em que acontecem os outros Fashion's Night Out.
"Em 2009 foi-nos dada a hipótese de fazermos o Fashion's Night, mas não estavam reunidas as condições para o projecto correr como desejávamos. Este ano achámos que era importante organizar este evento para a dinamização do comércio lisboeta", explicou Paula Mateus, directora da Vogue Portugal ao DN.
Amanhã organize a sua vida para poder visitar as lojas que mais gosta e não tem oportunidade ou tempo para visitar durante a semana.
No Fórum Tivoli pode ver trabalhos de criadores portugueses - Ana Salazar, Storytailors, Miguel Vieira, Luís Buchinho, Pedro Pedro, Manuel Alves/Manuel Gonçalves ou Lidija Kolovrat (ver caixa em baixo); o Hotel Tivoli oferece cocktails a quem passa; algumas lojas têm pequenos mimos a quem entra como descontos ocasionais; algumas marcas de bebidas estarão presentes com espaços estrategicamente localizados para saciar a sede aos transeuntes.
"Os espaços comerciais que aderiram a esta iniciativa foram muito receptivos desde a primeira abordagem e sabem que projectos desta envergadura podem trazer mais-valias no futuro. Por isso, contamos repetir no próximo ano", adianta Paula Mateus.
A solidariedade também está presente através de uma T-shirt com ilustração de Luís Silva. Esta peça estará à venda nas lojas por 12 euros, revertendo a favor da Ajuda de Berço.
"O nosso papel é facilitar ao contrário do que possam pensar. Este projecto é de louvar pela dinamização desta zona lisboeta. Não vimos razões para vetar esta iniciativa", salientou Fátima Madureira, directora do Departamento de Turismo da Câmara Municipal de Lisboa.
(in Diário de Notícias).
António Costa vai trabalhar no Largo do Intendente (*)
Que fazer com as nossas cidades? Novamente o Porto.
Público: Caderno Cidades.

«Envie-nos uma pergunta concreta sobre um problema da sua rua, bairro ou cidade e nós procuramos a resposta junto das autoridades responsáveis, presidente da câmara, vereador, departamento estatal, etc.
Escreva para: queixascidades@publico.pt
O PÚBLICO fará uma selecção das perguntas recebidas para garantir variedade geográfica e temática. Por favor, inclua identificação, morada e um número de telefone ou endereço electrónico para o caso de ser necessário algum contacto adicional.»
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Atenção, azulejos.


A tecnologia, afinal, tem coisas deliciosamente boas. Isto é, depois de um dos mais belos edifícios da zona da Estefânia ter ido abaixo, ainda nos podemos deleitar, no Google Mapas, com a forma como o cruzamento onde desaguam, por exemplo, a rua Pascoal de Melo e a avenida Casal Ribeiro, tinha um prédio lindíssimo e harmoniosamente enquadrado no espaço na esquina da rua do Almirante Barroso com a avenida Casal Ribeiro. Por outro lado, tem também coisas terrivelmente más, pois, através da mesma ferramenta podemos observar os azulejos que decoravam a sua fachada e relembrar que terão ido abaixo, junto com o prédio em questão e todos os materais que o compunham, como guardas de varanda em ferro trabalhadas ou cantarias em pedra esculpidas, e ninguém se deu ao trabalho de salvaguardar nada. Não houve um S.O.S. Azulejo ou um Museu Nacional do Azulejo (MNAz) que fossem lá recolher os azulejos, nem há em Lisboa algo como um banco de materais destinado a fazer o devido levantamento deste tipo de património cultural e a salvaguardá-lo quando não é possível manter-se na sua função original. A continuar assim, Lisboa terá futuro, esse ninguém lho tira, o problema está em que à medida que esse futuro vira presente, continuamente, se aperceberá que não tem passado e não é por ele não existido, mas sim por não ter devidamente valorizada a sua existência.
T
Lisboa Domiciliária.

Gostaria de lhe apresentar o filme LISBOA DOMICILIÁRIA
LISBOA DOMICILIÁRIA é um documentário de 92’ desprovido de qualquer apoio financeiro, com cariz extremamente social.
Em Lisboa, as casas que olhamos quando passamos na rua parecem vazias, mas muitas vezes não estão.
As casas morrem de velhas, mas não morrem sozinhas.
Por detrás das janelas há pessoas, idosos na sua maior parte, quase imóveis. Muitos não saem às ruas.
Para entrar nestas casas, e encontrar as pessoas que as habitam, é preciso olha-las de frente, respeitando os seus tempos, as suas pausas e não esquecer nunca que aquele corpo é-nos simétrico.
Marta Pessoa, manifesta total disponibilidade para uma entrevista e/ou apresentação do filme.
Para melhor conhecer Marta Pessoa, convido a visitar o site da REALIZADORA
Grata pela sua atenção.
Os meus mais cordiais cumprimentos,
http://realficcao.com/html/lisboa_domiciliaria.html
Agradessemos que não fassam erros ortugráficus.
«Vai-te foder».

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Mas quando estava ali sentado, vi uma coisa que me ia deixando doido. Alguém tinha escrito na parede «Vai-te foder». Aquilo ia-me deixando doido. Pus-me a pensar que a Phoebe e os outros miuditos iam ver aquilo, e iam perguntar que raio queria dizer, e então um qualquer miúdo ordinário dizia-lhes - tudo baralhado, naturalmente - o que aquilo queria dizer, e eles iam andar uma data de dias a pensar naquilo e às tantas até preocupados. Fiquei com vontade de matar a pessoa que tinha escrito aquilo. Imaginei que tinha sido um vadio tarado que se tinha esgueirado para dentro da escola à noite para dar uma mija ou coisa assim e depois escreveu aquilo na parede. Fiquei a imaginar-me a apanhá-lo em flagrante e como havia de lhe partir a cabeça nas escadas de pedra até ele estar morto e mais que morto e cheio de sangue. Mas também sabia que não teria tomates para o fazer. Sabia que não. Isso deixou-me ainda mais deprimido.
(...)
Desci por outras escadas e vi outro «Vai-te foder» na parede. Tentei apagá-lo com a mão, mas este estava gravado, com um canivete ou coisa assim. Não saía. É inútil, de qualquer modo. Mesmo que tivéssemos um milhão de anos para o fazer, não conseguiríamos apagar metade dos «Vai-te foder» que escreveram no mundo todo. É impossível.
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J. D. Salinger, À Espera no Centeio [The Catcher in the Rye], Trad. portuguesa de José Lima, 2ª ed., Lisboa, Difel, 2010.
Regresso ao Porto: A encosta dos Guindais e das Fontainhas.
Há quem não goste do granito pesado e cinzento. Mas para nós o Porto é uma cidade bonita. Desta vez colocamos algumas fotos das escarpas do Douro.
Dos Guindais às Fontainhas, concentram-se, novamente, os defeitos que encontramos por Portugal inteiro: habitações degradadas e devolutas, decadência e esvaziamento populacional e económico dos centros urbanos, ocupação do espaço público por toxicodependentes, ausência de medidas que controlem a degradação da paisagem urbana e que limitem fenómenos com os discos das antenas de televisão ou a invasão dos grafittis e dos tags, falta de espaços verdes, incapacidade das câmaras em levar avante os projectos e as intenções de reabilitação. A lista podia continuar e seria longa.
Na escarpa das Fontainhas já houve várias derrocadas e até incêndios. O bairro é regularmente notícia em jornais nacionais como o «Público», o «Diário de Notícias» ou o «Jornal de Notícias». Em 2000 50 famílias tiveram de ser realojadas porque parte da encosta cedeu. Outras continuam à espera em habitações miseráveis. O último incêndio, a 26 de Julho de 2010, destruiu 20 casas abandonadas. Apesar da beleza cenográfica, esta parte da escarpa do Douro continua a parecer a versão nacional de uma favela. Em Lisboa houve em tempos um arquitecto palerma que se lembrou de acentuar a extraordinária beleza do Casal Ventoso, como se uma cidade fosse só feita de edifícios. Pena é que morem pessoas lá dentro, pena que essas pessoas mereçam bem melhor.
Já se fizeram vários projectos para a zona da escarpa das Fontainhas, alguns deles do arquitecto Adalberto Dias, de quem os lisboetas, provavelmente, só se recordam pelo polémico elevador para o Castelo de São Jorge, projectado em 2001. No Porto, ele foi o responsável pelo funicular dos Guindais que nos surpreendeu pela simplicidade e elegância. Pena ele não ter proposto uma solução semelhante para as colinas de Lisboa. Tínhamos todos ficado a ganhar.
Na escarpa das Fontainhas já houve várias derrocadas e até incêndios. O bairro é regularmente notícia em jornais nacionais como o «Público», o «Diário de Notícias» ou o «Jornal de Notícias». Em 2000 50 famílias tiveram de ser realojadas porque parte da encosta cedeu. Outras continuam à espera em habitações miseráveis. O último incêndio, a 26 de Julho de 2010, destruiu 20 casas abandonadas. Apesar da beleza cenográfica, esta parte da escarpa do Douro continua a parecer a versão nacional de uma favela. Em Lisboa houve em tempos um arquitecto palerma que se lembrou de acentuar a extraordinária beleza do Casal Ventoso, como se uma cidade fosse só feita de edifícios. Pena é que morem pessoas lá dentro, pena que essas pessoas mereçam bem melhor.
Já se fizeram vários projectos para a zona da escarpa das Fontainhas, alguns deles do arquitecto Adalberto Dias, de quem os lisboetas, provavelmente, só se recordam pelo polémico elevador para o Castelo de São Jorge, projectado em 2001. No Porto, ele foi o responsável pelo funicular dos Guindais que nos surpreendeu pela simplicidade e elegância. Pena ele não ter proposto uma solução semelhante para as colinas de Lisboa. Tínhamos todos ficado a ganhar.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
TODOS - Caminhada de Culturas.

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Viagem pelos continentes sem abandonar a Mouraria
por DAVIDE PINHEIRO
A vereadora Manuela Júdice, responsável pelo projecto, apresentou o TODOS como "mais do que um festival" que pretende ajudar a promover "uma das zonas mais desconhecidas de Lisboa". Em causa está o Martim Moniz, que "nem sempre é falado pelas melhores razões", reconheceu. E, não inocentemente, a apresentação do programa de quatro dias decorreu no Largo do Intendente.
Em traços gerais, o festival TODOS tem quatro dias de música, circo, dança e outras iniciativas com artistas das várias comunidades que habitam na Mouraria, alvo de um programa específico para recuperar edifícios e espaço público. O formato é semelhante ao do ano passado, com Martim Moniz, Anjos, Largo do Intendente e Mouraria a assumirem-se como os pontos de partida desta iniciativa cultural.
"Queremos cruzar o fado com a música ucraniana, a guitarra portuguesa com a cora da Guiné", assumiu a vereadora. Para o efeito, uma equipa esteve no terreno a efectuar o chamado trabalho de prospecção de artistas locais.
Igualmente presente, o vereador Manuel Salgado destacou a "intervenção integrada" que a autarquia está a levar a cabo na Mouraria, num investimento global de 7,5 milhões de euros, com uma comparticipação de 3,5 milhões de fundos comunitários, através do programa FEDER. "O TODOS integra-se numa intervenção considerada prioritária, que abrange a Avenida Almirante Reis e a colina do castelo", juntou o vereador do Urbanismo.
O TODOS não é, como fez questão de frisar o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, uma acção isolada. Em curso está um plano de intervenção na Mouraria que inclui a criação de um percurso entre o Largo do Intendente e o Largo Adelino Amaro da Costa, a recuperação da casa onde viveu a fadista Severa, a criação de um centro de inovação (incubadora de empresas) no Quarteirão dos Lagares, de um museu judaico e a escavação de parte da cerca fernandina, entre outros projectos. "O papel da câmara municipal neste projecto é recuperar espaços públicos, calçadas e arruamentos, com propostas de introdução de elevadores públicos nalguns edifícios, pequenas intervenções para melhorar acessibilidades e intervenções em equipamentos", defendeu Manuel Salgado.
Entre os dias 16 e 19, a Mouraria bairrista abre portas ao fado, ao Oriente, à África e à América Latina com o objectivo de aproximar tradições, culturas e povos. Músicas e concertos, religiões, gastronomia, comércio, passeios a pé, circo, teatro, dança, livros escritos por moradores e fotografias do bairro estarão disponíveis para os moradores, e não só.
(in «Diário de Notícias»).
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