quinta-feira, 15 de julho de 2010

Postais de Rafael Santos.





Boas,

Como há muito não vos mando nada, aqui vos deixo uns postais que tirei hoje naquela que já foi belíssima, mas que agora é SIMPLESMENTE Pç.Comércio. Ou Terreiro do Paço como preferirem.

Até porque ele é das pessoas, segundo António Costa. Contudo, há por vezes pessoas que não são muito civilizadas e António Costa esqueceu-se desse pormenor. É que para o Terreiro do Paço ser das pessoas é preciso estar minimamente limpo. Vejam a recordação que milhares de turistas têm levado para os seus países....

As imagens falam por si e estão mesmo em frente ao Arco da Rua Augusta, na estátua que conseguiu resistir á renovação da praça que está novamente esburacada....

«Se a praça do comércio podia ter o encanto de outros tempos? Poder podia, mas não era a mesma coisa!»

Abraços

Rafael Santos

De chupar por mais.



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Santini abre amanhã no Chiado com novos sabores
Famosa gelataria vai estar aberta o ano inteiro. Além dos gelados, venderá café e o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo

A partir de amanhã já não é necessário ir até Cascais para poder comer um gelado Santini. Às 10.00, os famosos gelados abrem portas na Rua do Carmo, em Lisboa, e estarão abertos todo o ano.

Segundo Martim de Botton, administrador do Santini, "a loja tem relativamente o mesmo espaço que a gelataria de Cascais, no entanto tem mais recantos", que pretende ver preenchidos por "pessoas de todo o mundo".

A abertura da loja chegou a ser anunciada para Abril mas sofreu vários atrasos. O responsável garante que tal aconteceu devido a atrasos na chegada dos equipamentos de ar condicionado e dos arrefecimentos dos compressores das bancadas provenientes de Itália, assim como nos estudos do projecto. "Acredito que a espera provoca expectativa, e que por sermos reconhecidos pela qualidade dos gelados, duvido que isso afecte de qualquer forma o negócio."

Com a nova loja, Eduardo Santini, responsável pela produção, lança novos sabores: laranja amarga com chocolate, limão com framboesas, limão com fios de chocolate, doce de ovo com pinhão, pêssego paraguaio, maracujá roxo, entre outros. A gelataria terá ainda uma zona de pastelaria que venderá o Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, café Nespresso, entre outras "surpresas".

"Pretendemos lutar contra o estereótipo de que só se comem gelado no Verão, e com a pastelaria todos poderão complementar o gelado com um crepe ou com uma fatia de bolo, tanto no Inverno, como no Verão", frisou Eduardo Santini, neto do fundador da famosa casa de gelados (ver caixa).

O Santini Chiado estará aberto das 10.00 à 00.00 durante o todo o ano. O estabelecimento de Cascais continua a funcionar apenas nos meses quentes, como já vem sendo tradição.

(in Diário de Notícias).

Enquanto o mundo se preocupa com o filho do Ronaldo...



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Demolição do Cinema Europa prestes a arrancar
A colocação de fitas impedindo o estacionamento em redor do antigo Cinema Europa, em Campo de Ourique, indicia que a demolição do edifício poderá estar para breve. Para já, não se sabe quando terão início as obras, mas prometem ser longas e alterar a vida de habitantes e comerciantes da área.

Desde Fevereiro que a demolição do antigo Cinema Europa estava autorizada. Mas foi apenas na noite de anteontem que a área circundante começou a ser vedada. A medida apanhou de surpresa Rui Remígio, membro do Movimento de Cidadãos SOS Cinema Europa, que confessou ao DN suspeitar de "que vão aproveitar o período de férias para afectar o mínimo possível os cidadãos".

Apesar disso, os comerciantes das imediações do antigo Cinema Europa não têm dúvidas de que as obras vão afectar o negócio. Na Farmácia Porfírio, localizada mesmo em frente do edifício do antigo cinema, a opinião é que, com o barulho e o pó, os clientes, a pouco e pouco, deixarão de lá ir.

Opinião semelhante tem Martinho Gabriel, da sapataria MS, também localizada na Rua de Francisco Metrass. Ao DN mostra, desolado, como já tinham cortado metade da rua e vários lugares de estacionamento. E acrescenta que os futuros moradores do condomínio fechado que ali será construído não comprarão na sua loja. Bom para o negócio, acredita, seria que "remodelassem o cinema", que "chamaria mais pessoas".

Também Ilda Ramos e Conceição Cardoso, residentes em prédios localizados perto do antigo Cinema Europa, preferiam assistir a uma remodelação do espaço que conhecem desde sempre.

O movimento de Cidadãos SOS Cinema Europa, que lutou contra a demolição do espaço, viu aprovado no Orçamento Participativo uma verba de 690 mil euros para o futuro centro cultural a instalar no piso térreo do edifício. Falta a autarquia adquirir o espaço.

Contactado pelo DN, o presidente da Junta do Santo Condestável, Pedro Cegonho, disse desconhecer quando começam as obras e se há algum plano para ajustar o trânsito do bairro à obra.

Ao final da tarde de ontem ouvia-se nas ruas de Campo de Ourique que "a sentença de morte" estava "assinada."

(in Diário de Notícias).

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Contra o encerramento da Biblioteca Nacional!

http://tv1.rtp.pt/antena1/index.php?t=Entrevista-a-Miguel-Metelo-de-Seixas.rtp&article=2166&visual=11&tm=16&headline=13

Ui, ui...




Bragaparques: Parque Mayer recorre da anulação de permuta
Mas não afasta a hipótese de negociações com a autarquia

CML vai expropriar Parque Mayer se não houver diálogo com Bragaparques

Em declarações à agência Lusa, a advogada Rita Matias, citou a disponibilidade manifestada, na segunda-feira, pelo presidente da autarquia, António Costa, de dialogar com a empresa.

«A PM está decidida a recorrer, mas também a negociar, se houver alguma viabilidade», resumiu a advogada.

Bragaparques: Câmara de Lisboa «perdeu muito dinheiro»

Rita Matias, que defende a empresa detida pela Bragaparques, lembrou existirem negociações desde que João Soares liderava a autarquia e que defendia como solução o projecto do arquitecto Norman Foster.

«A PM depois negociou com Santana Lopes, que apontou como solução a proposta do arquitecto Frank Gehry e depois falou em expropriação. Depois a solução de Carmona Rodrigues era óptima até à acção popular de José Sá Fernandes», referiu.

A Parque Mayer «esteve sempre disponível para negociar, mas como empresa privada tem de defender os seus interesses», assim como «exercer os seus direitos», concluiu.

O presidente da Câmara de Lisboa expressou na segunda-feira «total disponibilidade» para dialogar com a Bragaparques sobre o futuro do Parque Mayer, mas afirmou que a autarquia avançará com a expropriação caso a empresa não mostre a mesma abertura.

Em declarações aos jornalistas, António Costa (PS) referiu que o acórdão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, que anulou a permuta dos terrenos do Parque Mayer e da antiga Feira Popular, constitui uma «oportunidade» para corrigir um processo mal conduzido e que motivou, através de uma «pesada imobilização de capital», prejuízos para a cidade e para os particulares envolvidos.

«Pela nossa parte temos total disponibilidade para dialogar e esperamos que da parte contrária haja igual disponibilidade», afirmou, pondo de parte a possibilidade de pagar à
Bragaparques pelo Marque Mayer, até porque «a empresa vai recorrer da decisão do tribunal».

«Acho que [o diálogo] seria bom para a cidade e não seria mau para a Bragaparques. Se não for essa a intenção da Bragaparques, a intenção da câmara é conhecida e muito clara: nós ficaremos com o Parque Mayer e, portanto, procederemos à sua expropriação se for necessário», acrescentou.

(in Diário de Notícias).

Grande gestão, Sr. António Costa.

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A CML pretende contrair um empréstimo de 39 milhões de euros para «acorrer a dificuldades de tesouraria» (Correio da Manhã. de 14/7/2010).

terça-feira, 13 de julho de 2010

Onde há névoa não há transparência.


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Lisboa
Permuta de terrenos da Feira Popular e Parque Mayer volta à estaca zero
por Marta Cerqueira,
Câmara de Lisboa avança com expropriação do Parque Mayer, se não houver diálogo com a Bragaparques

Cinco anos depois do negócio entre a Câmara Municipal de Lisboa e a empresa Bragaparques, o Tribunal Administrativo anulou a permuta dos terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer. Segundo o acórdão, a que o i teve acesso, o tribunal decidiu também anular a hasta pública da restante área da Feira Popular. Com a decisão do tribunal, a Bragaparques volta a ter a propriedade dos terrenos do Parque Mayer e a Câmara volta a tomar posse dos terrenos da Feira Popular. O agora vereador José Sá Fernandes - que interpôs uma acção popular contra a permuta - considera que a decisão do tribunal é "uma grande vitória". "Empenhei-me enquanto cidadão para repor um negócio que foi péssimo para a câmara e para a cidade de Lisboa", explicou ao i. Foi na sequência deste negócio que Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, foi acusado de corrupção activa em acto lícito pela tentativa de suborno a José Sá Fernandes. Por sua vez, o Ministério Público pediu ao Tribunal de Braga a condenação de Sá Fernandes pelo crime de difamação agravada, na pessoa de Domingos Névoa, tendo aquele acabado por ser absolvido.Arguidos No âmbito deste processo, o antigo presidente da autarquia Carmona Rodrigues e os ex-vereadores Fontão de Carvalho e Eduarda Napoleão chegaram a ser constituídos arguidos, mas recentemente o tribunal considerou "inútil" o seu julgamento. Na opinião de Rui Patrício, advogado de Eduarda Napoleão, vereadora do Urbanismo durante o mandato de Santana Lopes, "esta sempre foi uma questão administrativa, e não criminal". O advogado explicou ao i que "o desfecho imposto pelo Tribunal Administrativo não tem relevância nem repercussões no âmbito do processo crime", mas lembra que a sentença é passível de recurso. Consequências O presidente da Câmara de Lisboa expressou ontem "total disponibilidade" para dialogar com a Bragaparques sobre o futuro do Parque Mayer. "Acho que [o diálogo] seria bom para a cidade e não seria mau para a Bragaparques. Se não for essa a intenção da Bragaparques, a intenção da câmara é conhecida e muito clara: nós ficaremos com o Parque Mayer e portanto procederemos à sua expropriação se for necessário", sublinhou António Costa.Para Júlio Calçada, porta-voz dos comerciantes do Parque Mayer, "a câmara deve agora fazer tudo para recuperar o espaço, através da expropriação". Ao i, o responsável confessa ficar "mais descansado" se o Parque Mayer voltar às mãos da autarquia. "Sei que com a câmara a parte cultural será salvaguardada. Com a Bragaparques isso não é uma certeza", acrescentou. Para Sá Fernandes, a expropriação é apontada como a melhor solução. "A câmara deve expropriar o terreno, mas por um valor justo", longe dos 50 milhões pedidos pelo empresário Domingos Névoa.A semana passada, a Câmara de Lisboa aprovou a proposta de plano de pormenor para o Parque Mayer, que inclui vários parques de estacionamento subterrâneos e até 1700 lugares de espectadores no Capitólio, no Teatro Variedades e num novo auditório. Ontem, António Costa garantiu que a anulação da permuta não vai adiar o plano de pormenor.Permuta O caso recua ao início de 2005, quando a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por maioria, à excepção da CDU, a permuta dos terrenos do Parque Mayer e dos terrenos camarários no espaço da antiga Feira Popular, em Entrecampos. O negócio envolveu ainda o direito de preferência, atribuído à Bragaparques, para a venda em hasta pública do lote restante dos terrenos, que foi adquirido pela mesma empresa. No acórdão do tribunal é reconhecida a "violação de lei imputado ao acto de atribuição do direito de preferência", determinante para a anulação da hasta pública.
(jornal «i»).

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Intervenção Prioritária.

Câmara analisa carta dos 61 bairros e zonas de intervenção prioritária


A Câmara de Lisboa analisa quarta feira a Carta dos Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária, que identifica 61 áreas em toda a cidade que deverão ser alvo de uma intervenção social e urbanística especial.
Na proposta, a vereadora da Habitação, Helena Roseta, sugere que a carta que define quais os bairros e as zonas de intervenção prioritária em Lisboa seja submetida a debate público até 15 de Setembro e incluída na proposta de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).

É igualmente sugerido que fique previsto no plano e orçamento municipais de 2011 e seguintes uma dotação anual, que será repartida através das juntas de freguesia.

A freguesia de Marvila é a que mais zonas de intervenção tem definidas, com nove áreas, entre as quais os bairros dos Lóios, Amendoeiras, Flamenga, Condado, Armador, Alfinetes e PRODAC.

Na freguesia da Ameixoeira estão definidos quatro bairros de intervenção prioritária (Grafanil, Quinta da Torrinha, Quinta dos Mouriscos e Ameixoeira/PER) e em Carnide outros quatro (Centro Histórico, Padre Cruz, Azinhaga dos Lameiros/Azinhaga da Torre do Fato e Horta Nova).

Há ainda bairros e zonas de intervenção prioritários definidos nas freguesias de Ajuda, Alcântara/Prazeres, Alto do Pina, Beato, Benfica, Campo Grande, Campolide, Charneca, Lumiar, Pena, Santa Maria dos Olivais, Santo Contestável, São João, São José, São Paulo e Prazeres.

A definição dos bairros de intervenção prioritária era uma das medidas previstas nos objetivos do Plano Local de Habitação (PLH), aprovados em 2009 pela autarquia, que incluía a concretização de programas adequados de regeneração urbana para estas áreas.

Para definição dos territórios de intervenção prioritária foram tidos em conta diversos critérios, desde as prestações sociais recebidas pelas famílias, às áreas urbanas consideradas sensíveis pela PSP, passando pela cobertura de destas zonas ao nível dos equipamentos de proximidade (creches e pré-escolar), da recolha de lixo e de transportes.

Para estas 61 áreas a vereadora Helena Roseta defende uma espécie de “urbanismo de reciclagem”, requalificando os bairros numa ótica ambiental e social.

A metodologia de intervenção baseou-se na definição aplicada aos chamados ‘bairros críticos’, abrangidos por iniciativas específicas de requalificação e reinserção urbana.

Destak/Lusa destak@destak.pt Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar in: http://www.destak.pt/

Plano de Pormenor ou Pormenor de Plano?



O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa convida V. Exa. a participar na sessão de esclarecimento do Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina, que terá lugar no dia 12 de Julho, às 18:30, no Auditório do Montepio Geral (Rua do Ouro 219-6º).

Foto: estrutura pombalina integralmente demolida na Rua Ivens 21 a 33. Para muitos edifícios pombalinos este PP já não vem a tempo... e para muitos outros será apenas um plano para contornar e ignorar pelos grandes...

Fernando Jorge

Photowalkers.



Uma cidade de grão em grão Fotografia
Parecem turistas, mas não têm nada a ver com eles. O exercício deles é fotografar, o alvo são cidades de norte a sul do país e o resultado é um grupo de amigos. Também os há pelo mundo fora e dentro de duas semanas voltarão à rua. Já conhece os photowalkers? Por Eduarda Sousa

Um domingo de sol, uma manhã na cidade. Num cemitério, um jovem casal de namorados aproveita os primeiros raios, depois de uma noite chuvosa.A lógica aqui é ver as coisas pelo seu avesso, como a imagem invertida de uma lente, ou o retrato ainda e só no negativo. Por um lado, os namorados, Eduardo e Ana, não estão a namorar. Por outro, aqui o cemitério é ponto de partida. O plano é entrar no mais famoso eléctrico de Lisboa, o 28, sair nos sítios mais emblemáticos da capital e, com olho de lince, apontar e disparar. Um passeio de máquina fotográfica em punho, e pelo caminho, perpetuar Lisboa no grão da película fotográfica. Porque essa é uma regra fundamental dos raides Photowalkers, que se realizam mensalmente em diversos pontos de Portugal e do planeta, nem sempre com a mesma periodicidade. O retro está in, o passado nunca saiu de moda e da mesma forma como os discos de vinil reapareceram no mercado, as máquinas analógicas continuam a ter muito uso e adeptos por aí.Eduardo Calvet, 39 anos, e Ana Nunes, 29, são dois dos administradores do Fórum PT-Photowalkers que organiza mensalmente passeios desta natureza. Um pouco de inglês permite descodificar esta actividade: photowalkers, passear e fotografar."Uma vez por mês combinamos um photowalk e um jantar", diz Ana, de óculos de sol vermelhos, a condizer com a sua máquina de eleição, uma Holga. Este tipo de máquina de médio formato, produzido na China, utiliza filmes de 120mm. Cada rolo dá para 12 a 16 fotogramas. O corpo em plástico ajuda à competitividade no preço (45 euros, online). O contrário da Holga é a Hasselblad 500ELM, de Ivo Lázaro, 23 anos. No tempo das analógicas, uma Hasselblad era uma fortuna. A marca popularizou-se por muitas coisas, uma delas pelo facto de ser usada na década de 1960 pela agência espacial norte-americana, a NASA. Hoje em dia, continuam caras, mas o que custava 4000 euros há uns anos encontra-se actualmente por uns 500 ou 600 euros. A popularidade da fotografia digital, mais imediata e acessível às massas, desvalorizou a película e as máquinas analógicas, que a indústria praticamente já só produz para nichos reduzidíssimos, como coleccionadores. Nos encontros mensais dos Photowalkers, os rolos de película são o ingrediente principal. Há quem leve máquina digital, mas a maioria traz analógicas. O resto da ementa não tem segredo. Via-se a um endereço na World Wide Web, no qual se aloja um fórum virtual, que mais cedo ou mais tarde é descoberto por gente que se interessa pelo tema e que, mesmo não se conhecendo antes, socializa através da Internet e desenvolve os seus interesses mutuamente, ainda que à distância. A coisa só começa a tornar-se física nos encontros propriamente ditos. E nas salas de revelação, onde também entra a química indispensável que traz à tona do papel o que antes estava guardado no rolo.Frederico Claudino, 43 anos, chega ao Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, com o cansaço estampado no rosto. "Estive a trabalhar até às 8h30. Venho de directa", diz este técnico de áudio. Não passou pela cama, nem passa sem o que define como "convívios" que servem para "trocar experiências". Comentários sobre as máquinas que cada um traz e a colocação de rolos marcam os momentos que antecedem a viagem. O relógio marca 10h30. Photowalkers são dez. É altura de partir. Um dos ícones da Carris, o eléctrico 28, ainda não parou e já as máquinas disparam na direcção da caixinha amarela, carregada de recordações.O Jardim da Estrela, em frente à basílica, é a primeira paragem. Num recanto, a estátua de Antero de Quental, da autoria de Barata Feyo, namora com a Hasselblad.Disparar é um pretextoDescemos a Calçada da Estrela, em direcção à Rua de S. Bento, e parámos no Jardim das Francesinhas, à Lapa, mesmo ao lado da Assembleia da República. Uma pausa para sentar, colocar novos rolos e trocar de equipamentos. Nas mãos de Francisco Gomes, 20 anos, estudante na Escola Superior de Música de Lisboa, uma máquina que chama a atenção: uma Bronica SQ-A, um modelo muito semelhante à Hassebald, que nos remete para o tempo dos nossos avós. "Comecei a interessar-me por fotografia há três anos, quando comprei uma máquina digital. Depois passei para o analógico."O ruído da campainha do eléctrico acorda o grupo. "Os nossos passeios costumam ser em Lisboa, porque quase todos os membros activos do Fórum PT-Photowalkers moram aqui", diz Ana Nunes. Já estiveram na Ericeira, Aveiro, Setúbal, Santarém, Sintra, Porto, Peniche, Almada, Sintra, Cascais ou Cacilhas. De vez em quando, apontam as objectivas para algo mais particular, como uma visita ao Jardim Zoológico, uma ronda pelos museus da cidade.Victor Hertizel, 33 anos, historiador arquivista, adepto incondicional de máquinas analógicas: "Estes encontros são apenas um pretexto para estarmos juntos." Porque a fotografia, diz Hertizel, é para ele um acto solitário. "São raros os momentos em que tiro fotografias em grupo e acabo por gostar do resultado final."Na cabina de madeira do Elevador de Santa Justa, apertados entre turistas, chegamos ao topo. Uma vista esplêndida sobre o Rossio, a Baixa de Lisboa, o Castelo de S. Jorge, na colina oposta, o rio Tejo e as ruínas da Igreja do Convento do Carmo. Máquinas de muito valorO valor das máquinas presentes neste photowalk ultrapassa os 5000 euros. Para evitar assaltos o grupo só organiza passeios com um número considerável de participantes. "Um simples visitante do Fórum PT - Photowalkers, que não esteja registado, só tem acesso aos encontros já realizados. Não consegue ver os que estamos a preparar", acrescenta Claudino, que garante ser imprescindível o sigilo. Voltamos ao eléctrico 28. Nos bancos de madeira, entre sacudidelas e muitos apertos, os photowalkers não dão descanso às máquinas e aproveitam para captar imagens dos passageiros ou da azáfama das ruas. O próximo destino é a Sé e um dos bairros mais antigos e emblemáticos da cidade - Alfama. Procuram-se as gentes de Lisboa, que à janela ou sentadas nos bancos até sorriem para a fotografia.O trajecto está prestes a terminar. Descemos no Martim Moniz e seguimos até à Ginginha, um minúsculo estabelecimento que continua a servir esta popular bebida. "Há personagens muito boas para fotografar", diz Victor Hertziel, enquanto caminha em direcção ao Terreiro do Paço. Músicos que tocam na rua provocam muitas paragens. O registo da vida urbana que emerge da Baixa lisboeta é o último motivo do passeio photowalker. Mas não acaba por aqui.Há muitos rolos por revelar. O passeio prolonga-se nos próximos dias pelo fórum e pela conta do grupo no Flickr, onde vão chegando aos poucos as fotografias do encontro. "Se há coisa que me chateia quando saio num photowalk, é ver depois as outras fotografias e pensar: "Como é que eu não vi aquilo?"", escreve Victor Hertizel, ao comentar uma imagem tirada por Francisco Fernandes. Todos percorreram o mesmo trajecto. Mas cada um captou Lisboa de maneira diferente.
(in Público).

domingo, 11 de julho de 2010

Os Cromos da Bola.



















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O Mundial de Futebol aproxima-se do fim. Portugal foi eliminado, mas Lisboa continua em frente. Que estranha tribo é esta? Que religião professam? Que mística os atrai? São os coleccionadores de cromos. Os cromos dos cromos. Miúdos e gente crescida (= miúdos grandes). Encontraram-se frente à Estação do Rossio para trocarem os rostos e as figuras que lhes faltavam. Vivências urbanas. Há muitas lisboas dentro de Lisboa. Esta é a Lisboa dos maluquinhos dos cromos. Um passatempo saudável, que não incomoda ninguém. E assim se vai vivendo, nesta capital calorenta, é Julho de 2010.

sábado, 10 de julho de 2010

Lá vai mais um.

Perigo de derrocada desaloja família
Prédio na Lapa junta-se aos oito mil edifícios em mau estado

CRISTIANO PEREIRA
Obras aparentemente não fiscalizadas num rés-do-chão provocaram a instabilidade de um prédio no bairro da Lapa, em Lisboa. A família que vive no piso superior foi obrigada a sair de casa. Em Lisboa existem 1117 edifícios em risco de segurança.

"Nas últimas semanas abriram-se fissuras onde cabe um dedo de uma pessoa e o chão está abater. Pisamos o soalho e parece que estamos em cima de um trampolim", descreveu, ao JN, Ricardo Marques, de 23 anos, morador no número 57 da Rua de São Ciro, à Lapa.

O jovem vive com os pais no 1º andar e contou-nos que há pouco mais de um mês começaram a reparar que no piso inferior, rés-do-chão, se iniciavam obras. Em poucos dias, a família viu a sua casa encher-se de fissuras e temeu pela sua segurança.

Ontem, a mãe chamou a Protecção Civil que, depois de uma vistoria, concluiu "que as pessoas do primeiro andar não podem estar no imóvel", como confirmou ao JN Emília Castela, do Serviço Municipal da Protecção Civil de Lisboa.

"Do rés-do-chão para o primeiro andar você consegue ver o nosso soalho", prosseguiu Ricardo Marques, convencido de que também "faltam paredes que lá deviam estar".

A casa em obras foi comprada há pouco tempo por Rui Palma. "A casa estava bastante degradada e resolvi ver se era um investimento que me favorecia mas pelos vistos está acontecer muita coisa", justificou ao JN. "São obras de conservação e não mexi na estrutura", prosseguiu, asseverando que "não foram tiradas paredes". "Espero que não seja o bode expiatório de todos os males que já estavam no edifício", rematou.

Esta versão foi, no entanto, desmentida por outros testemunhos recolhidos no local pelo JN. Segundo estes, ao que tudo indica, as paredes terão sido mesmo derrubadas. Outros deixaram no ar a hipótese de a obra não estar devidamente legalizada.

A família desalojada vai passar este fim-de-semana em casa de familiares no Alentejo. Segunda-feira, depois de devidamente estudados os licenciamentos da obra, haverá uma nova vistoria da Protecção Civil e uma reunião com o intuito de encontrar uma alternativa temporária para o alojamento da família que, por seu turno, tentará encontrar uma solução com o senhorio.

"Lisboa está em risco de cair"

Segundo números apresentados recentemente pela vereadora da habitação, Helena Roseta, só na cidade de Lisboa existem 1117 edifícios (municipais e privados) em grave risco de segurança e mais de 6800 em mau estado de conservação.

Na altura em que foram divulgados estes números, Roseta considerou que "Lisboa está em risco de cair" e apelou à ajuda do Governo, considerando que a Câmara e os privados não conseguem arranjar todos os imóveis. Como tal, sugeriu ao Governo um plano nacional de reabilitação urbana.

(in Jornal de Notícias).

La cucaracha.





Calor e humidade aumentam baratas gigantes em Lisboa
por ANA BELA FERREIRA


Espécie que vive nos esgotos tem invadido casas em várias zonas de Lisboa. Especialista acredita que número vai diminuir naturalmente.

Nos últimos dias os habitantes de Lisboa foram surpreendidos com uma invasão de baratas. A cidade parece estar a viver uma praga destes insectos, pelo menos atendendo ao número de pessoas que já se queixaram. "Nos últimos dias temos recebido muitas chamadas e hoje [ontem] também já recebemos muitas queixas de pessoas que dizem ter visto baratas em casa", confirmaram ao DN, os serviços de higiene urbana da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Este surto pode estar ligado às altas temperaturas e à humidade dos últimos dias. O especialista da Universidade de Coimbra, João Paulo Sousa, acredita que o número de baratas vai diminuir naturalmente.

Rute Lagoas vive num sétimo andar de um prédio em Campo de Ourique e na quinta-feira à noite viu um insecto no tecto. "Era enorme, tinha uns sete centímetros e voava. Tive de chamar o meu marido para a matar", conta ao DN. Esta foi a primeira vez que teve uma barata dentro de casa. Depois de ligar para a CML ficou a saber que esta espécie é conhecida por barata americana e que vive nos esgotos, saindo quando está muito calor. Rute não vai para já fazer nenhuma desbaratização, mas confessa que já comprou todos os insecticidas que havia no supermercado.

Já no prédio de Sónia Branco, no Parque das Nações, os moradores decidiram contratar uma empresa para matar os insectos. "Na garagem do prédio apareceram muitas baratas e por isso chamamos os 'extreminadores implacáveis' para as matar. Aquilo era um cenário dantesco", conta Sónia, que adianta ter um medo irracional de baratas.

O facto de poderem transmitir bactérias, fungos ou vermes, tornam estes animais perigosos para a saúde. A boa notícia é que a praga pode desaparecer naturalmente.

"É possível que depois desta explosão, acabem por baixar para o seu número normal. Quando as temperaturas e a humidade estabilizarem para valores mais baixos", explica o professor do departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), João Paulo Sousa.

(in Diário de Notícias).

sexta-feira, 9 de julho de 2010

EPUL: Rua do Benformoso.






















































No dia 25 de Outubro de 2004, a EPUL publicou no seu sítio o seguinte comunicado de imprensa:

«A EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa inicia hoje a comercialização de 59 apartamentos e de nove lojas inseridas na operação EPUL Reabilitação Urbana, sendo 25 dos apartamentos exclusivamente destinados à aquisição por Jovens, através de sorteio, e as restantes fracções (34 apartamentos e 9 lojas) para venda através de apresentação de proposta de preço em carta fechada.
As fracções agora comercializadas estão inseridas nos programas "Lx a Cores" e "Repovoar Lisboa" e estão situadas em edifícios que serão alvo de um processo de reabilitação ou reconstrução, localizados em zonas históricas de Lisboa, nomeadamente São Bento, Mouraria, São Paulo, Necessidades e Alfama.

Os apartamentos em comercialização têm áreas privativas de 41 a 173 m2, com preços compreendidos entre os 67.800 (sorteio para Jovens) e os 359.400 Euros (preço base para apresentação de proposta) e, uma vez que, na sua grande maioria, se tratam de habitações reabilitadas e/ou reconstruídas respeitando as configurações exteriores originais, têm tipologias desde o T0 ao T4. O presente concurso decorre até ao próximo dia 25 de Novembro.

Concurso por sorteio para Jovens

Para venda exclusiva junto do público mais jovem, desde os 18 até aos 35 anos (ou cuja soma de idades não ultrapasse os 60 anos sendo pessoas casadas ou a viver em união de facto), estão incluídos 25 apartamentos em edifícios situados na Rua de São Bento, na Rua do Benformoso, na Rua da Amendoeira, no Largo da Achada e nas Escolas Gerais, com áreas de 41 a 108 m2 e preços de 67.800 (T0) a 184.900 Euros (T3).»

Seis anos depois, os apartamentos da Rua do Benformoso continuam por vender e desocupados. Assim, como cidadãos de Lisboa, gostaríamos de colocar algumas questões à EPUL e à CML:
1) Quem foi o génio do marketing que teve a ideia peregrina de reabilitar e comercializar um edifício a poucos metros de um notório e descontrolado centro de tráfico e consumo de droga a céu aberto?

2) A EPUL gosta de ter prejuízos e de se sabotar?

3) Afinal para que serve a EPUL (e as suas boas intenções) quando a empresa pública se comporta como mais um agente económico, praticando preços de mercado e contribuindo para as distorções que impossibilitam a reabilitação urbana e a ocupação efectiva da cidade por novas gerações?

4) A EPUL Jovem não se deveria chamar EPUL Jovem Afluente?

5) Já ocorreu à EPUL arrendar ou ceder por tempo limitado os imóveis desocupados?

CineConchas.



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Pelo terceiro ano consecutivo, o CineConchas irá animar as noites de Julho, na Quinta das Conchas, ao Lumiar. Cinema ao ar-livre, com entrada gratuita, todas as 5ª, 6ª e Sábados, às 21h45, com uma programação que aposta, uma vez mais, no ecletismo de estilos e géneros.

O CineConchas 2010 começará a 1 de Julho, com o vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2009, “Quem Quer Ser Bilionário?”, de Danny Boyle. Haverá oportunidade ainda para rever grandes clássicos como “Vertigo”, de Alfred Hitchcock ou “Amadeus”, de Milos Forman, filmes românticos como “Crepúsculo”, a história de um vampiro que se apaixonou por uma jovem mortal, o deslumbrante “O Segredo dos Punhais Voadores”, história de dinastias, samurais e artes difíceis de dominar, passado nas estepes asiáticas.

Para a família, serão exibidos dois filmes de animação, “A Princesa e o Sapo” e “Up – Altamente”, vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação em 2010.

Quem gosta de policiais com muita adrenalina não pode perder “Ultimato”, onde Jason Bourne (Matt Damon) resolve finalmente a misteriosa teia que o perseguiu nos dois filmes anteriores.

Teremos também Pedro Almodóvar, com “Volver”, numa história com alma, fantasmas e muitas emoções, “New York, I Love You”, uma colecção de curtas-metragens de vários realizadores, com um ambiente muito curioso e uma Big Apple mais europeia que nunca.

Tempo ainda para ver o inspirador “Invictus”, de Clint Eastwood, que homenageia Nelson Mandela e “Bem vindo ao Norte”, uma divertida comédia francesa.

O evento decorre na lindíssima Quinta das Conchas, em Lisboa (Metro linha amarela – Quinta das Conchas), espaço público onde será montado um ecrã de 12x5m e uma plateia de 600 lugares. Quem preferir, pode ver os filmes sentado ou deitado na relva.

Lisboa perigosa.


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Pois o animal na imagem (sim, o do lado esquerdo) tentou agredir-me hoje a meio da tarde. Em plena luz do dia, na Rua 1º de Dezembro, a escassos metros do Rossio. Já aqui avisámos várias vezes: há um grupo de «alternativos» que ocupa (ou okupa?) o centro de Lisboa, passeando pelo Chiado, chateando quem passeia. Pintalgam tudo: de São Vicente à Sé, passando pela Praça da Figueira ou pelos Restauradores. Já tivemos vários encontros nada simpáticos com estes amigos. Desta vez, foi pior: primeiro, tentou dar-me um pontapé pelas costas; a seguir, lançou-me uma garrafa de cerveja de litro para cima; depois, já estatelado no chão, largou os cães. Pancadaria, a polícia a aparecer no final, um clássico. Coitado, desta vez teve azar... Que lhe sirva de lição, o que duvido. Lisboa está a ficar perigosa.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cabinet d'Amateur.


Arte Naïf na Allarts Gallery.


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II Exposição Internacional de Arte Naïf de Lisboa

II Exposição Internacional de Arte Naïf de Lisboa
A Allarts Gallery apresentou há um ano a I Exposição Internacional de Arte Naïf de Lisboa com o objectivo de dar a conhecer a qualidade e a autenticidade desta expressão artística e de mostrar, no nosso País, um conjunto variado de novos artistas, de diferentes geografias, com vivências e contextos culturais variados e portanto com abordagens temáticas e estéticas muito singulares.
Lançamos agora, com o mesmo entusiasmo, a II Exposição Internacional de Arte Naïf de Lisboa que conta com a presença de 30 conceituados pintores de vários países do mundo que, pela originalidade e qualidade artística das obras que apresentam, surpreenderão certamente quem visite esta mostra na Allarts Gallery .

Alfredo Cunha: retrospectiva.



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Quarenta anos de imagens que registam a história
por DAVIDE PINHEIRO
Inaugura-se no Arquivo Fotográfico lisboeta a exposição "Estamos no Mesmo Sítio 1970 - 2010", de Alfredo Cunha, que irá doar o seu espólio ao acervo
Quarenta anos de fotojornalismo praticados pelo actual director adjunto da Global Imagens, Alfredo Cunha, são passados em revista na exposição "Estamos no Mesmo Sítio 1970 - 2010". A inaugu- ração está marcada para as 18.00 de amanhã e assinala a doação do seu espólio ao Arquivo Fotográfico lisboeta, onde a mesma irá decorrer.
Apesar do título irónico, o fotógrafo é da opinião que era muito diferente ser fotojornalista há quarenta anos devido a questões "profissionais e técnicas". Por um lado, o universo jornalístico "não estava tão profissionalizado" e, por outro, a tecnologia disponível "era muito menor". Obrigado pelo pai a escolher a actividade pela qual agora é reconhecido, Alfredo Cunha continua a gostar da profissão, embora reconheça que o cargo que agora ocupa o impede de "ir fotografar para a rua tantas vezes".
Sobre a exposição propriamente dita, "o fio condutor é o tempo", reconhece o autor. "São 40 anos de fotojornalismo em que retratei as ex-colónias e o fim do comunismo". Nessa abordagem "muito social e humanística", há uma ligação estreita com o universo político que se prolonga, por exemplo, num retrato de Mário Soares. As memórias de Alfredo Cunha dizem que "os momentos marcantes foram a descolonização e a Guerra do Iraque" porque "é aí que nos sentimos pequenos". E embora reconheça ter chegado a correr risco de vida, desvaloriza esse dado por ser "uma condição inerente à profissão de jornalista".
(Diário de Notícias).

A gente vai levando...

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«Prédio [no Parque das Nações] arde duas vezes em seis meses» (in Correio da Manhã).