terça-feira, 6 de abril de 2010

Publi-cidade: um pouco mais de azul...


























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Publicidade, de legalidade duvidosa, que há vários anos desfigura a fachada de um prédio pombalino na Rua da Conceição 93-99 torneja Rua Augusta. Um estabelecimento comercial, para turismo de massas, aplicou dispositivos publicitários em todos os vãos assim como nos muros. Este caso é particularmente grave porque a vítima é o imóvel onde nasceu o poeta Mário de Sá Carneiro. O impacto é negativo tanto para a fachada como para a elegante placa comemorativa. A CML já foi alertada.

Fernando Jorge

Publi-cidade: Largo das Fontaínhas.































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Cartazes afixados ilegalmente nas fachadas de imóveis na área urbana do Largo das Fontaínhas.
Alguns dos cartazes apresentam o logotipo da própria Câmara Municipal de Lisboa...

Fernando Jorge

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Lisboa dos espiões.

Há uma Lisboa secreta que vai contando a sua história
Há muitas formas de descobrir a capital portuguesa. Uma delas é repisar os caminhos dos agentes secretos que, à sombra da neutralidade portuguesa na II Guerra, fizeram de Lisboa uma plataforma no jogo bélico entre Aliados e o Eixo.

Na cena final do filme Casablanca (Michael Curtiz, 1942), Ilsa Blund (Ingrid Bergman) e o marido Victor Laszlo - um importante membro da resistência checa em fuga ao regime nazi interpretado por Paul Henreid - despedem-se de Rick Blaine (Humphrey Bogart) no aeroporto, para prosseguirem viagem até aos Estados Unidos. Aquele voo levá-los-ia até Lisboa, de onde seguiriam de barco para a América. Já então na neutral cidade de Lisboa campeava a espionagem dos principais beligerantes, a Inglaterra e a Alemanha. Não passou despercebida, e foi muito mais notada e decisiva do que se imagina. Da ficção à realidade, as referências à capital portuguesa são diversas e importantes, na medida em que ali se desenvolveram numerosas acções secretas de informação e contra-informação. Em Lisboa (des)informou-se a Alemanha nazi da localização do desembarque Aliado na Europa que mudaria o curso à guerra, tentou-se a preparação de uma segunda tentativa de assassinato de Hitler, e também onde pretendiam os alemães raptar o duque de Windsor, que - diz-se - nutriria simpatia pela causa alemã. O duque, que esteve alojado no Estoril na residência do banqueiro Espírito Santo, acabou por embarcar para as Baamas, como desejava o chefe do Governo, Winston Churchill.Em Lisboa viviam os espiões num habitat tranquilo e a alta sociedade europeia nela se refugiou ao abrigo do luxo de suítes, algumas delas do melhor que a hotelaria poderia à época oferecer. A revista americana Life assim descrevia o hotel Aviz. 007: Bond ou Popov?Estoril e Cascais faziam parte do roteiro de exilados e espiões, nos melhores hotéis, em palácios da aristocracia portuguesa, ou em jogadas arriscadas no casino. E por aqui vale a pena nova referência cinematográfica. Ian Fleming, escritor que imortalizou o espião James Bond, 007, agente do MI-6, também passou por Lisboa, ao serviço do esforço de guerra dos Aliados, como agente dos serviços secretos navais ingleses. Antes de morrer, admitiu que o seu Bond foi criado à imagem de Dusko Popov, um agente duplo jugoslavo fiel aos britânicos, com nome de código "Triciclo" - alegadamente por se fazer sempre acompanhar de duas belas senhoras. Popov, que mais tarde haveria de ser retratado como o mais extraordinário agente duplo da II Guerra, ao mesmo tempo que jogava fortunas no Casino do Estoril alertava os ingleses dos planos da Gestapo alemã para raptar o duque de Windsor.Outro herói da espionagem foi Juan Pujol de Garcia, catalão, que depois de ter sido obrigado pelo pai a combater pelo regime de Franco na Guerra Civil espanhola decidiu oferecer os seus serviços aos dois blocos beligerantes - Aliados, que o conheceriam por "Garbo", e ao Eixo, que o conheceram pelo nome de código "Arabel". Um e outro, a mesma pessoa, agente duplo, mas também fiel aos serviços britânicos, na convicção que o faria em nome dos princípios da liberdade.Supunham os alemães que "Arabel" desempenhava a sua missão em Londres, que já não podiam sobrevoar ou bombardear, uma vez perdida a supremacia aérea, ali anotando hábitos de vida e a forma como se processava o esforço de guerra. Porém, fazia-o a partir do lisboeta Suíço-Atlântico, hotel com entrada pela Rua da Glória, paredes-meias com a calçada por onde se iça o Elevador da Glória. "Garbo", que se servia dos magazines e dos boletins cinematográficos da época para alimentar a Abwher - a máquina alemã de serviços secretos -, executou na perfeição o papel de duplo agente, contaminando-a com contra-informação, alguma dela do maior relevo, ao ponto de ter ajudado os alemães a decidirem-se, erradamente, pela deslocação dos seus exércitos para a região de Pas de Calais, o ponto mais estreito do canal da Mancha. Mas quando a operação Overlord procedeu ao desembarque de 155 mil homens dos Aliados, fê-lo numa faixa de 100 quilómetros em cinco praias da Normandia, mais a sul. Assistir-se-ia, daí em diante, ao colapso do império nazi.Lisboa como BerlimParte do que se passou em Lisboa ainda se conta pela cidade, muito mais pela rama, ainda que, com rigor histórico, mas inequivocamente com o desejo de despertar curiosidades e a vontade de querer saber mais. É isso que acontece com os passeios Lisbon Walker (www.lisbonwalker.com), que se centra nos passeios a pé. "Os Berlin Walks serviram de inspiração ao nosso modelo, mas os temas foram adaptados à realidade lisboeta, e também o profundo desejo de dar a conhecer a cidade não só aos turistas, mas também aos portugueses", diz Rita Prata, guia e autora de guiões dos percursos. "A base são sempre os factos históricos. A bibliografia é muito diversificada, centrando-se na produção de olisipógrafos, mas também em livros de História e História da Arte de autores reconhecidos e conceituados. A Cidade de Espiões foi escrito e é continuamente actualizado por leituras de uma bibliografia de produção essencialmente internacional, especifica Rita Prata, citando a autobiografia de Dusko Popov - Espionagem e Contra-Espionagem e Nigel West, Operação Garbo, a história pessoal de um dos mais bem sucedidos agentes duplos da II Grande Guerra.Há variada obra publicada em Portugal sobre a espionagem durante o conflito mundial, casos de Espionagem durante a II Guerra Mundial em Portugal, Histórias curiosas de Portugal (Reader"s Digest, 2004), da historiadora Irene Pimentel, distinguida com o Prémio Pessoa em 2007; O Diário Secreto que Salazar não Leu, do jornalista Rui Araújo (Oficina do Livro, 2008); Nathalie Sergueiew: uma agente dupla em Lisboa, do advogado José António Barreiros (O Mundo em Gavetas, 2006).Conta Irene Pimental naquele trabalho que, "sob os olhares atentos dos portugueses e da imprensa, passaram por Lisboa embaixadores dos países beligerantes, a caminho da Europa ocupada ou de Londres e dos EUA". "Através de uma política sinuosa de exploração das contradições entre os dois campos beligerantes, Salazar conseguiu manter uma neutralidade, declarada em 1 de Setembro de 1939. Neutralidade possibilitada tanto pelo Eixo como pelos Aliados, que começou por ser equidistante."Se Portugal mantinha uma aliança secular com a Inglaterra, também vendeu toneladas de volfrâmio, metal duro agora mais conhecido por tungsténio, necessário à Alemanha para o fabrico de material bélico. E também recebia parte do ouro roubado pelos alemães aos países ocupados e às vítimas da guerra. Houve protestos, de qualquer um dos lados, face às actividades colaboracionistas do Governo e dos agentes que operavam em Lisboa, que envolveriam constantes denúncias, de um e outro lados. Isto levou a Polícia de Vigilância e de Defesa do Estado (PVDE, antecessora da PIDE) a dar mais atenção às movimentações dos espiões.A partir de 1943 - lê-se também no trabalho de Irene Pimental -, após o desembarque no Norte de África e a derrota alemã em Estalinegrado, quando o desejo salazarista de uma "paz sem vencedores nem vencidos" se tornou inexequível, instalou-se no regime o medo de que a vitória aliada acarretasse o fim do Estado Novo. Foi nesse período, num contexto interno de agitação social, que a neutralidade portuguesa passou de equidistante a colaborante com os Aliados anglo-americanos. E também porque se temia que os Aliados não permitissem a sobrevivência do império colonial em África. Todavia, antes, Salazar pendia para o lado alemão. Conta Rui Araújo na sua obra que pela morte de Hitler a bandeira portuguesa foi oficialmente colocada a meia haste.Vida sumptuosaCom a guerra aportaram também em Lisboa os refugiados, na sua maioria gente de posses, judeus abastados, os que tinham meios para comprar abrigo na Lisboa neutral. E que melhor poiso do que o hotel Aviz, um sumptuoso palácio nas Picoas, nos terrenos onde posteriormente foram erguidos o hotel Sheraton e o edifício Imaviz. "Era o símbolo da Lisboa romântica dos anos 40 (...), tendo acolhido reis, actores de cinema, grandes escritores e espiões que não dispensavam o conforto e as mordomias de um dos mais requintados hotéis de Lisboa", lê-se na nota de imprensa do novo Aviz, aberto em 2005 na Duque de Palmela. Com o Palace Hotel do Bussaco, eram os hotéis de luxo do país, compreendendo-se assim como foi casa de Calouste Gulbenkian durante os 13 anos que ali permaneceu, desde 1942 até à data da sua morte, em 1955. Conta Marina Tavares Dias, em Lisboa Desaparecida (Quimera, 1987), que o próprio Gulbenkian acorria frequentemente às dívidas do hotel. O tempo da guerra era de crise, embora uma diária no Aviz custasse 500 escudos, quando os quatro restantes de primeira classe - Palace, Borges, Tivoli e o Vitória - não exigiam mais que 140 escudos. O luxo era evidente. Conta-se que o realizador e produtor cinematográfico norte-americano Cecil B. de Mille acreditava que na casa de banho da suíte presidencial do Aviz poderia muito bem filmar-se uma superprodução. Outros distintos hóspedes das suites - e estão referenciados Frank Sinatra, Ava Gardner, Eva Perón, Maria Callas, ou os ex-reis Carol da Roménia, D. Juan de Espanha e Humberto da Itália - conviviam com os mais célebres espiões. Popov, o "Triciclo" também ali passou. Descendo o então Passeio Público da Avenida da Liberdade, muitos outros acoitavam os agentes dos países beligerantes, fossem o Tivoli, o Vitória (hoje o Centro de Trabalho do PCP), o Suíço-Atlântico, o Duas Nações, o Metrópole, o Palace, nos Restauradores.Este último, com átrio de cobertura translúcida em vitral, de inegável deslumbre, está colado à estação ferroviária do Rossio, e diz-se que um corredor no 4.º andar o ligava à plataforma da estação. Ambos são do arquitecto José Luís Monteiro, e terá sido por ali que, de forma incógnita, escapando ao controlo de identidades da PVDE, importantes personalidades, espiões, refugiados, davam entrada em Lisboa, directamente para o hotel ou para o acesso ao Novo Mundo a que Casablanca fazia referência.Reis sem tronoTambém na Costa do Estoril, e quase colado ao Casino está o Palácio, com grande história na vida da espionagem daquele tempo. Uma nota de introdução ao Espaço Exílio, inaugurado em 1999 no Estoril, diz que, "com particular ênfase para o período da II Guerra Mundial, estadistas, reis sem trono, escritores, artistas, pensadores, espiões, homens de negócios, mas também milhares de pessoas anónimas encontraram um local de refúgio no eixo Cascais-Estoril, pontuado por uma significativa rede de hotéis e pensões e de toda a espécie de recursos afectos a uma estância balnear". No Estoril, os alemães escolheram o Hotel Atlântico, o Grande Hotel do Monte Estoril e o Hotel do Parque, enquanto o Grande Hotel da Itália, no Monte Estoril, e o Hotel Palácio eram os preferidos dos Aliados. Mas todos se cruzavam no Inglaterra, no Paris, espiões ou refugiados.Destes, alguns menos afortunados chegavam a Lisboa em grande número, pelos ofícios do "Schindler português", Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus. Em Lisboa, olhando do Terreiro do Paço para o arco da Rua Augusta, avista-se a estátua de Viriato, o guerreiro lusitano. Qual a relação com a Lisboa dos espiões? Nenhuma, a não ser que foi vítima de outro tipo de espionagem - a traição -, morto por companheiros de armas que o assassinaram enquanto dormia. Uma vil traição que haveria de recompensar aqueles pelos romanos com a morte. É dito, também, pelos passeios pela Lisboa dos espiões, que quem teve a culpa disto tudo foi Sun Tzu, mestre chinês da estratégia militar, não tivesse descrito na obra A Arte da Guerra que não há guerra sem vitória, nem vitória sem espiões.Conquistar os muitos segredos que Lisboa ainda encerra pode estar à distância de um passeio.
(in Público)

Mais uma trapalhada.

EPUL anuncia venda de casas ignorando recomendação do vereador do Urbanismo

Manuel Salgado, vereador do Urbanismo e vice-presidente da Câmara de Lisboa, defende que as casas para jovens da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) devem ser arrendadas em vez de vendidas, para evitar a especulação imobiliária. E garante que deu indicações à administração daquela empresa para que estudasse a hipótese de aluguer. Contrariando essa determinação, a empresa anunciou que vai vender "a breve prazo", e por sorteio, cerca de 80 habitações em Entrecampos e no Paço do Lumiar.
A EPUL já entregou a jovens perto de 2500 fogos
"Não é isso que está combinado", reagiu o vereador Manuel Salgado ao PÚBLICO, quando confrontado com o teor desse anúncio, feito anteontem através de uma nota de imprensa divulgada pela Lusa, e na qual se dizia que o conselho de administração da EPUL tinha aprovado, nesse mesmo dia, a venda em concurso público "com atribuição por sorteio". A nota da empresa acrescentava que as fracções seriam alienadas com um "período mínimo de retenção de cinco anos" - durante o qual as casas não podem mudar de proprietário - e remetia para 14 de Abril a aprovação definitiva das "normas, preços e outras condições" deste concurso EPUL Jovem. Porém, anteontem, horas antes de a Lusa divulgar a nota de imprensa da EPUL em que se anunciava o concurso público por sorteio, Manuel Salgado garantia que ainda não estava decidido qual o método de venda das casas em Entrecampos e no Paço do Lumiar. E acrescentou que tinha duas hipóteses em cima da mesa: manter a venda por sorteio com preço fixo ou mudar para o arrendamento.Alugar é "mais saudável"Ontem, em entrevista ao PÚBLICO, o vice-presidente da autarquia reafirmou que o arrendamento desses fogos - e de todos os que venham a ser entretanto construídos pela EPUL - é a melhor solução para evitar a especulação imobiliária. "Era mais saudável e criava condições para efectivamente fixar mais população em Lisboa", disse, salvaguardando que é preciso estudar a "viabilidade económica e financeira". A ideia, segundo explicou, é que as casas da EPUL sejam transferidas em bloco para uma entidade financeira, que passaria a receber as rendas com valores abaixo dos de mercado. Manuel Salgado admitiu a hipótese de o rendimento ser um dos critérios para a escolha dos arrendatários desses fogos, mostrando mais uma vez a sua discordância com a administração da EPUL - que tentámos, sem êxito, contactar ontem por diversas vezes, através da sua porta-voz, Isabel Forte. Há uma semana, o PÚBLICO noticiou que a EPUL se preparava para colocar à venda 88 habitações através do método de licitação em carta fechada, depois de ter confirmado que era essa a informação que estava a ser dada aos interessados na loja da empresa, em Entrecampos. Sobre isto, Manuel Salgado adiantou ter dito à administração da empresa que essa modalidade de venda não era para avançar.A EPUL entregou cerca de 2500 casas desde o arranque do programa para jovens, na década de 1990. No corrente ano, deverá colocar no mercado 318 fogos, no Lumiar. Segundo Manuel Salgado, para os próximos anos estão já projectados outros 1400 fogos, em locais como a Quinta José Pinto, em Campolide, e o Vale de Santo António. Quanto ao empreendimento para jovens no Martim Moniz, que o vereador admite ser "uma história triste" que se arrasta há quase dez anos, prevê-se que a obra actualmente parada seja retomada no fim de 2010.

(in Público)

Eléctricos, os mal-amados.

Carros mal estacionados são pesadelo para os eléctricos

Um terço das interrupções em toda a rede acontece na carreira 28, a preferida dos turistas.
É uma situação frequente nas ruas de Lisboa: carros mal estacionados que bloqueiam a passagem dos eléctricos da Carris. Na célebre carreira 28, bastante frequentada por turistas e não só, o problema é particularmente evidente. A empresa quer combater a praga.
Todos os passageiros que, em Lisboa, viajam regularmente no eléctrico 28 - que vai do Martim Moniz aos Prazeres - já viveram, por certo, a experiência: um carro mal estacionado impede a passagem do veículo e, consequentemente, geram-se atrasos que não raras vezes chegam a hora e meia de trânsito parado. Muitas vezes, os carros que seguem atrás do eléctrico acabam, também, por ficar retidos até que a situação se resolva.
Desde 2004 que a Carris mantém uma parceria com a Câmara Municipal de Lisboa para tentar combater o problema: um serviço de "vigilantes".
Basicamente, a missão dos vigilantes é cuidar das condições de exploração do transporte público, nomeadamente ao nível do respeito pelos corredores BUS e áreas de paragem, bem como procurar salvaguardar as situações que dificultem manobras mais difíceis. Este serviço funciona entre as 8 e as 20 horas e actualmente existem duas viaturas tripuladas por um funcionário da Carris e um agente da Polícia Municipal.
Mais de nove mil multas
No âmbito deste serviço, e segundo Nuno Correia, adjunto do secretário~geral da Carris, "a Polícia Municipal já fez mais de 9300 autuações e mais de 350 pedidos de reboque". "Naturalmente que os vigilantes são muito úteis", disse ao JN, "mas a sua actuação é manifestamente insuficiente face ao volume de infracções que diariamente penalizam a operação dos transportes públicos".
Segundo o responsável, são cinco as zonas mais críticas para a ocorrência deste problema: Graça, Chiado, São Bento, Estrela e Martim Moniz. "Normalmente o período nocturno é mais complicado e as situações repartem-se por todos os dias da semana", explica.
E o que deve ou pode fazer um guarda-freio ou um motorista no momento em que se depara com um carro mal estacionado? "Quando confrontados com uma impossibilidade de prosseguir a marcha, comunicam de imediato a situação à Central", explicou. A partir daí, a "central de comando de tráfego comunica a ocorrência à PSP ou Polícia Municipal, solicitando a remoção da viatura estacionada irregularmente" e, em simultâneo, e "envia meios móveis da Carris para tomar conta da ocorrência".
Nuno Correia assegurou ao JN que "mais de 40% dos veículos em infracção são rebocados pelas autoridades". Todavia, nos casos em que o condutor em infracção retira o veículo antes da chegada das autoridades "a Carris, por intermédio dos seus agentes que presenciam a ocorrência, procede à elaboração de uma denúncia, posteriormente remetida à PSP que procede à respectiva autuação".
(in Jornal de Notícias)

Mexer na Universidade.


Mexer na Cidade Universitária para mudar o tráfego e dar coerência
Academia quer construir duas residências e transformar o Centro Comercial Caleidoscópio num espaço para estudantes
O diagnóstico está feito e não é animador. A Cidade Universitária, área para a qual a Câmara de Lisboa vai elaborar um plano de pormenor, sofre de "falta de coerência e eficácia da sua estrutura urbana", tem um sistema viário "inadequado", "grandes áreas de terreno não tratado e desqualificado" e redes de infra-es- truturas "em deficiente estado de con- servação". Em causa está uma área de 126 hectares, na freguesia do Campo Grande, que inclui os terrenos da Universidade de Lisboa (UL), do Museu da Cidade, da Torre do Tombo e do núcleo habitacional da Rua do Dr. João Soares. Segundo Eduardo Campelo, chefe da divisão de coordenação de instrumentos de planeamento da autarquia, a futura intervenção deve servir para fazer o "ordenamento da circulação automóvel e reduzir o tráfego de atravessamento". O vice-reitor da Universidade de Lisboa aplaude essa intenção, lembrando que "o trânsito é perfeitamente caótico nas horas de ponta". Parque subterrâneoVasconcelos Tavares admite que o trânsito é "um problema de difícil solução", mas diz que até já propôs à autarquia uma solução para evitar que quem quer aceder à 2.ª Circular continue a atravessar a Avenida do Professor Gama Pinto. Uma segunda hipótese, que seria "ideal" mas dificilmente exequível por ser "muito cara", seria a construção de um parque por baixo do relvado, junto à Alameda da Universidade, e de uma avenida em túnel que desembocasse junto ao Hospital de Santa Maria. Outro problema é o estacionamento selvagem, que a UL já tentou, sem sucesso, resolver "por vários meios", com pilaretes ou mesmo a criação de um parque "bastante grande e que nunca está cheio" em frente ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. O plano de pormenor aprovado pela Câmara de Lisboa, na última quarta-feira, também tem como objectivo novas construções, "novos equipamentos, em particular na área dos institutos e da investigação", diz o arquitecto Eduardo Campelo. A es- se respeito, o vice-reitor admite que a UL "está empenhada" nessa área, mas não levanta o véu porque os pro- jectos ainda estão em desenvolvimento. Mais certa pode estar a construção, em terrenos na Rua do Dr. João Soares, perto do Campo Grande, de duas residências universitárias com lotação de 200 camas. O vice-reitor, que é também responsável pelos serviços de Acção Social, sublinha que esta é uma necessidade real, já que actualmente existem apenas 700 camas para cerca de 22 mil alunos.Dar vida ao Campo Grande Outro projecto que a UL quer desenvolver, em parceria com a autarquia, é transformar o Centro Comercial Caleidoscópio num "espaço global" vocacionado para os estudantes, onde estes possam "estudar, comer uma re- feição ligeira à noite", no fundo, fazer vida de estudante. Um projecto que iria fazer com que o Jardim do Campo Grande tivesse um movimento constante e visse assim aumentar a sua segurança, frisa o vice-reitor. Incerto é o futuro da centenária Sociedade Hípica, que ocupa terrenos que foram cedido à UL na década de 1950, através de um despacho governamental que previa, em troca, a atribuição de contrapartidas que "nunca foram dadas até hoje", como explica este responsável académico. "Seria natural, em termos de espaço e de evolução, que a Universidade pudesse ocupar parte dessa área", argumenta Vasconcelos Tavares, ad-mitindo a possibilidade de aí se construírem mais residências universitárias quando os terrenos forem desocupados.
(in Público)

Voluntários para o SOS Azulejo.

ABERTAS CANDIDATURAS para BOLSA DE VOLUNTARIADO SOS AZULEJO
CALL FOR VOLUNTEERS
O Projecto SOS Azulejo pretende criar uma Bolsa de Voluntários que possam e queiram contribuir para a causa da salvaguarda do património azulejar português. Assim, se tem interesse pela temática da protecção dos azulejos históricos e artísticos portugueses e pelo Projecto SOS Azulejo, se subscreve a causa da sua salvaguarda, se tem algum tempo livre e vontade de dar o seu contributo, envie para o Museu de Polícia judiciária – através do e-mail museu.pj@pj.pt - os seguintes dados:
-Nome:-Idade:-Cidade onde vive:-Nº do BI:-Profissão:
-Razão porque pretende aderir ao Projecto SOS Azulejo (responda no máximo em ½ página A4; se tiver ideias ou sugestões para o Projecto, inclua-as):
-Contactos (telefone e endereço de e-mail):
Todas as candidaturas serão apreciadas. Alguns candidatos serão também convidados para uma entrevista presencial. Todos os proponentes obterão, assim que possível, uma resposta.
(In Cidadania Lx)

sábado, 3 de abril de 2010

Eastbanc?











Janelas abertas...

Pormenores.


Príncipe Real.

Pormenores.






Pormenores.
























Príncipe Real.
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Pormenores.


Príncipe Real.

Limpador de vidros.


Vendedor de óculos.


Vendedor de lenços.


Boa Páscoa.


Boa Páscoa.