terça-feira, 30 de março de 2010

Bad Luck: os anos 50 em Lisboa. Rockabilly!


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Quem sobe a Rua do Norte e conta até ao N.º 85, depara-se, ao longe, com um simpático Elvis Presley. Pés estacionados no Bairro Alto, em Lisboa, estamos em frente à Bad Luck – a única loja rockabilly style pelas redondezas, e que continua a dar boleia ao espírito retro. A Bad Luck pertence à Bad Bones (loja de tatuagens de imaginário Stray Cats). Pé dentro, é com «boa sorte» que o sorriso de Sara Vargas (foto) rima com os cartazes alusivos aos «Fabulous fifties» e rima com a You´re sixteen do Johnny Burnette. Sara estuda Design de Equipamento na Faculdade de Belas Artes de Lisboa e trabalha na Bad Luck desde Setembro de 2006 – part-time que lhe assenta como uma luva, visto que sempre lhe agradou o universo e o imaginário vintage, «pelo glamour das roupas, pelos carros antigos, pelas pin-ups e, sobretudo, pelos film noir do cinema», diz ela. Será por isso que se apresenta ao público por detrás do balcão como saída do Pleasentville: rede no cabelo, batom vermelho, brincos de botão e toda uma série de acessórios «billy» que condizem com o recheio da loja.

(in http://rascunho.iol.pt/).

Loja Bad Luck
Rua do Norte, nº 81

Embaixada Lomográfica de Lisboa.



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O que é a lomografia?

“Corria o ano de 1982 e o mundo ainda estava em plena Guerra Fria. Na URSS, o general Igor Petrowitsch Kornitzky, do Ministério da Indústria e da Defesa Soviético, ordenou ao director da empresa LOMO, Michael Pantiloff, a produção maciça de máquinas fotográficas pequenas, robustas e fáceis de usar. O general amante da fotografia, Tinha-se deixado encantar por uma pequena máquina japonesa, muito resistente e cujas lentes eram de qualidade excepcional. A ideia era produzir Lomos baratas para que estas se tornassem verdadeiros instrumentos de propaganda, Com todas as famílias da URSS a documentarem amplamente, graças a elas, o estilo de vida soviético.
A Lomo Kompact Automat foi produzida em série e vendida não só na União Soviética, mas tembém em países como o Vietname, a Alemanha de Leste e Cuba.


A "Lomomania" propriamente dita começa em Praga em 1991, quando dois jovens vienenses, de férias na capital da República Checa, descobriram a máquina Lomo. Começaram então a fotografar tudo, muitas vezes sem sequer olhar através da objectiva. De regresso a casa, o fascínio dos dois fotógrafos pela cor, a luz e a qualidade das imagens ( focadas ou desfocadas) foi tão contagioso que rapidamente a moda das Lomo se espalhou entre os jovens da cidade.
Em 1995 nascia em Viena, na Áustria, a Sociedade Lomográfica e a primeira LomoEmbaixada, com o objectivo de impedir o desaparecimento das pequenas máquinas fotográficas russas, uma vez que a fábrica de São Petersburgo tinha acabado com a produção. A Sociedade Lomográfica organizou uma série de vendas de Lomos no âmbito de diversos eventos culturais, que serviram para afirmar o valor artístico da Lomografia.


A arte de fotografar com uma Lomo consiste em fotografar ao acaso, de forma imprevisível. A Lomografia não é uma fotografia encenada, produzida; é uma fotografia do quotidiano.


Um dos grandes projectos da Sociedade Lomográfica em colaboração com as várias embaixadas espalhadas por mais de 50 cidades em todo o mundo, É a constituição do LomoWordArchive, um registo visual, à escala mundial, graças às fotografias do lomógrafos de todo o mundo.


Desde o lançamento da Lomo em Lisboa a 11 de Dezembro de 2000 já foram organizadas várias exposições, festas, concursos lomográficos, workshops, publicações e website, perpetuando a imagem colorida e descontraída deste género fotográfico. Lomomania, Lomografia, Lomógrafo tornaram-se expressões correntes nesta nova forma de fotografar.”

Os lomógrafos detentores de um fanático voyeurismo do quotidiano, convivem com 10 regras de ouro da Lomografia.

01 . Leva a tua Lomo onde quer que vás.
02 . Usa-a a qualquer hora do dia ou da noite.
03 . A Lomografia não interfere na tua vida, torna-se parte dela.
04 . Aproxima-te o mais possível do objecto a fotografar, se assim o desejares.
05 . Não penses …… lomografa.
06 . Sê rápido.
07 . Não precisas de saber antecipadamente o que fotografaste.
08 . Nem depois.
09 . Fotografa a qualquer ângulo.
10 . Não te preocupes com quaisquer regras.

In http://www.lomografiaportugal.com
Embaixada Lomográfica de Lisboa
Rua da Atalaia, 31

segunda-feira, 29 de março de 2010

Casa de Alcolena.

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Ampliação da casa da Rua de Alcolena é como pintar uns "bigodes à Gioconda"
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Historiadora de arte diz que obra licenciada pela autarquia descaracteriza a habitação que tem uns painéis de Almada Negreiros - uma "obra de arte total" que deveria ser um museu

A ampliação da casa conhecida por ter painéis de azulejos de Almada Negreiros, na Rua de Alcolena, em Lisboa, vai "descaracterizar e destruir" aquele que é "um dos mais belos e raros exemplos de diálogo inter-artes em Portugal no século XX". Quem o diz é a historiadora de arte Barbara Aniello, que acusa a câmara de Lisboa de ter autorizado uma obra com consequências tão devastadoras "como fazer bigodes à Gioconda".
Os trabalhos na Rua de Alcolena arrancaram no dia 19 de Março, segundo uma denúncia do Fórum Cidadania Lisboa (ver caixa), com "obras de preparação do trecho de terreno à direita da moradia número 28, para construção de um edifício geminado". A habitação original foi projectada na década de 1950 pelo arquitecto António Varela e saltou para as páginas dos jornais no início de 2009, quando a autarquia recebeu um pedido de demolição que veio a ser indeferido.

O projecto que está agora a ser desenvolvido, da autoria do atelier do arquitecto Vasco Massapina, viria a ser aprovado uns meses mais tarde, em Julho do ano passado, e inclui a construção de um segundo corpo ao lado da vivenda que se encontra em processo de classificação. Nessa altura, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, garantiu que o projecto mais recente "salvaguarda todas as questões patrimoniais e respeita integralmente o Plano Director Municipal".
Mas não é essa a opinião de Barbara Aniello, que desenvolveu, em 2009 e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, uma monografia sobre a dita habitação privada. Depois de três meses a estudar o caso para um projecto de pós-doutoramento intitulado "O diálogo inter-artes em Portugal no século XX", esta especialista afirma que ficou "desolada"quando percebeu o destino da casa.

Isto porque, explica a investigadora, o projecto de ampliação em curso "não só anula a continuidade do jardim simbólico" - em que cada árvore e elemento decorativo tinha sido escolhido a dedo pelo seu significado - "como apaga o alçado sudeste da casa, cancelando a sua perspectiva geométrica, o seu valor cúbico, a sua orientação metafórica".
Além disso, o anexo a construir "altera também o propositado jogo entre simetria e assimetria do edifício, pensado colectivamente pelo arquitecto António Varela, pelo poeta José Manuel Mota Gomes Fróis Ferrão, pelo pintor José de Almada Negreiros e pelo escultor António Paiva". Devido a esse "carácter inter-artístico", o número 28 da Rua de Alcolena é, resume a historiadora de arte, "uma verdadeira obra de arte total" que importa preservar como tal.

Por essa riqueza e também pela sua "colocação no panorama histórico e geográfico de Lisboa, a sua unicidade e unidade", a investigadora entende que a moradia que ganhou notoriedade pelos painéis de azulejos que exibe "poderia perfeitamente acolher um museu ou um centro de estudo permanente dedicado a Almada Negreiros". O trabalho desenvolvido por Barbara Aniello está disponível na Internet, em http://casadaruadealcolena.blogspot.com/.

(in Público).

domingo, 28 de março de 2010

Cartaxo SOS.





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Boas,

Aqui vão algumas fotos do abate de árvores no jardim da Praça 15 de Dezembro. Também tenho o estudo paisagístico que deu origem a este abate que foi entregue à Câmara do Cartaxo em 20/12/2007 mas só foi colocado o Edital para consulta pública em 15 de Janeiro de 2010!
Das 332 árvores e arbustos identificados, cerca de 140 foram alvo de corte, sendo algumas delas com a razão de "má poda" (falta de manutenção) ou por "estacionamento subterrâneo"!

2 anos na gaveta?!

Abraço,
Cartaxo S.O.S., Carlos Gouveia

Pela Vila Ana e pela Vila Ventura. Parabéns, Alex!



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Queres ajudar a salvar a Vila Ana e a Vila Ventura?

Junta-te ao Movimento de Cidadãos e à STIMULI/UNISBEN, no próximo dia 17/04/10 (Sábado), e aparece no Mercado de Benfica (entrada pela Rua João Frederico Ludovice), às 11h, para um simpático evento (animado e devidamente legalizado) a ter lugar pela preservação destas duas vilas centenárias, símbolo da memória histórica da freguesia de Benfica e da cidade de Lisboa.

Contamos contigo!

DIVULGA ESTE EVENTO JUNTO DOS TEUS CONTACTOS.

Obrigada!



P'lo Movimento de Cidadãos pela Preservação da Vila Ana e da Vila Ventura,


(Alexandra Carvalho)

Progresso, pois então.


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Antena Parabólica na Torre Sineira da Igreja de S. Luís dos Franceses (Rua das Portas de Santo Antão).
Fernando Jorge

A Direcção-Geral de Turismo dá o exemplo.






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Rua de São Sebastião da Pedreira. Sem comentários...
Fernando Jorge

Para que servem os passeios da Rua das Janelas Verdes?




Imagens de Fernando Jorge.

Bonito. Não, Júlio Amorim?



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Um notável portal barroco mas profusamente guarnecido de caixilharia de alumínio e cabos. Muitos cabos! Este imóvel está presente na Carta Municipal do Património. E pode ser visto na Rua de São Paulo, junto do Ascensor da Bica (MN).
Fernando Jorge

Na minha terra isto chama-se um «flop».


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O movimento de contentores no terminal de Alcântara, em Lisboa, em 2009, ficou 30% abaixo das previsões de crescimento que serviram de base ao prolongamento do contrato de concessão com a Liscont.
(in Jornal de Notícias).

Serviço completo.


Casa de Alcolena: um caso de polícia.




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Cidadãos pedem ao PGR que investigue "intervenção ilegal" na casa de Alcolena
Primeiro foi a polémica provocada pelo início da retirada dos painéis de azulejos de Almada Negreiros da moradia da Rua de Alcolena 28, no Restelo, e agora é o novo edifício projectado para surgir no jardim desta casa de traça modernista. O movimento Fórum Cidadania Lisboa escreveu ontem ao procurador-geral da República e ao provedor de Justiça a pedir averiguações ao que classifica de "intervenção ilegal" na casa de Alcolena.

Nas missivas, o movimento cívico pede a Pinto Monteiro e a Alfredo José de Sousa que mandem averiguar todos os procedimentos relativos à moradia desde Dezembro de 2008 e que conduziram, na semana passada, ao arranque as obras de construção de um novo edifício no jardim da casa, geminado ao edifício antigo.

Segundo o Fórum Cidadania Lisboa, isto "implicará a alteração da fachada direita [da casa], através do seu rasgamento e da sua ocultação". Um procedimento que o movimento considera ilegal, desde logo porque o imóvel está abrangido pela zona especial de protecção conjunta do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) e integra o inventário municipal do património do Plano Director Municipal de Lisboa desde 1992, "o que por si só inviabilizaria qualquer intervenção de vulto" naquele edifício.

O movimento diz mesmo que todo o processo da casa de Alcolena "levanta as maiores dúvidas desde o seu início, isto é, desde a venda da moradia à aprovação do projecto de ampliação agora iniciado, passando por pareceres que não foram acatados e outros que deviam ter sido formulados e não o foram, etc".

A casa da Rua de Alcolena foi comprada em 2008 pela Sociedade de Investimentos Dominiais (Sonindol) à empresa de activos imobiliários Principado do Restelo. Na altura, o contrato promessa de compra e venda estabelecia a retirada dos painéis de azulejos de Almada Negreiros, que começou ainda a ser feita em Fevereiro do ano passado, mas acabou por ser embargada pela Câmara de Lisboa. No mês seguinte, um parecer da autarquia dizia que "a moradia deve ser mantida na íntegra", aceitando-se apenas alterações pontuais.

Depois de a moradia ser classificada como imóvel de interesse municipal, em Abril de 2009, foi apresentado um novo projecto, que sofreu alterações até ter luz verde da autarquia, em Julho. Em declarações anteriores ao PÚBLICO, o vereador do Urbanismo Manuel Salgado garantiu que o projecto de ampliação "salvaguarda todas as questões patrimoniais e respeita o plano director municipal".

(in Público).

Capitólio: salvo da demolição.



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Começaram no Parque Mayer as obras de reabilitação do Cine-teatro Capitólio
Depois de ter estado para ser demolida, obra pioneira do modernismo português vai ter uma segunda vida. Trabalhos deverão ficar prontos dentro de dois anos

As obras de reabilitação do Cine-teatro Capitólio, no Parque Mayer, arrancaram na segunda-feira, estando neste momento em curso os trabalhos de demolição dos elementos que ao longo dos anos foram acrescentados ao projecto inicial do arquitecto Cristino da Silva, como o telhado.

Quando a recuperação tiver terminado, o que deverá acontecer daqui a dois anos, aquela que é uma obra pioneira do modernismo português estará maior, como uma nova fachada nas traseiras e voltará a contar com um terraço no topo, local onde decorrerão sessões de cinema ao ar livre. No interior do cine-teatro haverá dois palcos, que resgatarão o edifício a muitos anos de degradação. "Vamos recriar a relação com o espectador, que tanto poderá a assistir aos espectáculos dentro do edifício, como, nalguns casos, estando sentado cá fora, numa praça que vai ser criada ao lado do cine-teatro", explica o arquitecto que ganhou o concurso para a reabilitação, Alberto de Souza Oliveira. O contrário também será possível: estar dentro do edifício a assistir a um espectáculo que esteja a decorrer cá fora. Como? "Os envidraçados são móveis e permitem abrir a grande sala sobre o exterior, conferindo ao ambiente uma relação muito especial, ao jeito de esplanada coberta, em comunicação com as áreas ajardinadas envolventes", refere a memória descritiva do projecto.

Ecrãs nas traseiras

Souza Oliveira diz que procurou estabelecer um equilíbrio entre uma obra que Cristino da Silva criou depurada, numa integração na altura inovadora entre o betão e o vidro, e as suas necessidades de funcionamento no séc. XXI. O arquitecto quer que o Capitólio recupere o glamour que tinha em 1931, quando abriu. A ampliação da zona das traseiras, essa deriva da necessidade de resolver um problema do projecto inicial: a pouca profundidade do palco. É aqui que surge a maior inovação: a fachada das traseiras será composta por um quadriculado de ecrãs digitais, "apoiado numa tecnologia a cores de elevada definição".

Quanto à fachada principal, "apresentará a restituição do alçado de 1929 com o seu lanternim em vidro". Um lanternim que se suspeita ter sido desenhado não por Cristino da Silva mas por um amigo seu, o também arquitecto Pardal Monteiro.

Prestes a ser demolido há alguns anos, o velho Capitólio vai assim ganhar uma segunda vida. Quando foi construído, ignorava-se que o betão nele empregue não ia durar para sempre. As mazelas que foi contraindo ao longo do tempo vão obrigar a um minucioso trabalho, que passa pelo reforço quer dos principais pilares do cine-teatro quer das paredes. "Como sociedade não soubemos conservar até hoje esta peça de arquitectura de grande dimensão estética", critica Souza Oliveira. "A sua reabilitação fará surgir um público defensor desta e de outras obras do modernismo".

O vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, visita hoje o Capitólio, acompanhado pelos vereadores da Cultura e das Obras Municipais. Por decisão da autarquia o cineteatro passará no futuro a designar-se por Teatro Raul Solnado. Nesta empreitada vão ser gastos dez milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino de Lisboa.

Por resolver continua, no entanto, o imbróglio do negócio em que a autarquia ficou com o Parque Mayer em troca da Feira Popular, e que agora quer desfazer. Se conseguir os seus intentos, deixará de ser proprietária do recinto da Av. da Liberdade, que voltará às mãos do grupo Bragaparques, com o Capitólio já recuperado, ou em vias disso. O presidente da câmara tem dito que, nesse caso, a solução será expropriar o Parque Mayer, invocando o interesse público.

(in Público).

À beira de um ataque de

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Lisboa faz muito mal ao coração.
Estudo do Instituto Ricardo Jorge mostra que os habitantes da capital são os que mais morrem de enfarte e AVC.
(in «Expresso»).

Em defesa da Vila Ana e da Vila Ventura!



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Benfica pede obras para salvar vilas antigas

Dois edifícios apalaçados parecem estar abandonados à espera de demolição, mas ainda têm três inquilinos

A população de Benfica, em Lisboa, está unida numa petição que luta pela preservação de duas vilas centenárias existentes no número 674 da Estrada de Benfica e que, apesar de ainda serem habitadas por inquilinos, apresentam um avançado estado de degradação. Técnicos da Câmara de Lisboa até já fizeram uma vistoria aos dois imóveis e aconselharam os seus proprietários a realizarem obras de reabilitação. Mas nada foi feito.

Receando que estes edifícios acabem por ser demolidos, moradores decidiram criar o Movimento de Cidadãos pela Preservação da Vila Ana e da Vila Ventura. Os dois imóveis "são representativos das chamadas Casas do Brasileiro e são um dos últimos testemunhos históricos e arquitectónicos das casas apalaçadas e quintas através das quais a freguesia de Benfica era conhecida no século XIX", revelou Alexandra Carvalho, daquele movimento.

Lembrou que ali "viveram pessoas ilustres, como António Spínola, o escritor Luiz Pacheco e um dos priores de Benfica, o padre Francisco Xavier da Silva".

Segundo explicou ao DN, "a Vila Ana tem projecto de 1890 e a Vila Ventura é de 1910. Estão salvaguardadas por estarem incluídas no Inventário Municipal do Património (IMP), só podendo ser demolidas se correrem o risco de ruir. Ainda não estão, mas se continuarem sem receber obras, poderão chegar a essa situação".

"O problema foi apresentado à Câmara de Lisboa, que, em Março de 2009, vistoriou as vilas e informou a empresa proprietária - Ormandy Portuguesa - que iria intimá-la para fazer obras", contou.

Adiantou que, "depois, a empresa entregou, na Divisão de Projecto do Departamento de Conservação de Edifícios Particulares da câmara, relatórios, referindo que "nada justifica a inserção daquele conjunto no Inventário Municipal de Património, pelo que se justifica plenamente a sua demolição".

O movimento de cidadãos "pretende que as duas vilas se mantenham no IMP e recebam obras de recuperação. É um património histórico e cultural de Benfica, que não se pode perder. Os únicos vestígios antigos que ainda restam são as casas pequeninas da Rua Ernesto da Silva, que estão a ser recuperadas", frisou Alexandra Carvalho. Adiantou que "os moradores e comerciantes de Benfica querem que as vilas se mantenham e muitos têm assinado a petição".

Junto de fonte da Câmara de Lisboa, o DN soube que o processo encontra-se na Estrutura Consultiva do PDM, que vai deci- dir manter ou não as vilas no IMP.

O DN contactou a empresa Ormandy Portuguesa para algum responsável se pronunciar sobre a questão, mas quem atendeu o telefonema referiu não ser possível, "porque estão ausentes no estrangeiro e só voltam para a semana".

Nas duas vilas, que muita gente pensa estarem abandonadas devido ao aspecto degradado, ainda vivem três inquilinos.

(in Diário de Notícias).

Em centenário de república, espeto monárquico...





Adega Machado em "Silêncio"

Adega Machado "Silêncio" aqui não se vai mais cantar o fado...

Bairro Alto e os seus amores tão delicados

Amolador - afia facas e tesouras, também conserta guada-chuvas




sábado, 27 de março de 2010

Assim e não Assado /Recordar João César Monteiro


João César Monteiro na estreia de "Branca de Neve" 2000



Pedro Gomes, "Rua 31 de Janeiro", 2010. DVD,5'

Ramiro Guerreiro HJM, (Hospital Julio de Matos), HMB (Hospital Miguel Bombarda) e HSFX (Hospital São Francisco Xavier), 2010. Desenho s/impressão fotográfica em papel Hahnemuhle, 310g/m2 100 x 70 cm.

Ramiro Guerreiro HMB (Hospital Miguel Bombarda), 2010

Confessionário, instalação sonora de Ana Jottta, 2010

Rita Magalhães. O último olhar, 2010. Caixas de luz. Diâmetros 60 cm, 50 cm, 40 cm. Profundidade 6,5 cm. Madeira Impressão LUMIJECT.
E fiquemo-nos pelo estreito declive que vai da Praça das Flores ao Princípe Real (Manuel de Freitas, Vai e Vem, Lisboa, Assírio e Alvim, 2005, p.9)

Esmolas para as Almas do Purgatório, Ana Jotta, 2010

Convento dos Cardaes, Rua do Século, 123 Lisboa
Horário:
De 2 Março a 2 Abril 2010 Segunda a Sábado das 14h30 às 17h30
Entrada livre para a exposição