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domingo, 28 de fevereiro de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Limpar Portugal: atenção, fotógrafos!

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Caros amigos fotógrafos e a todos os que se quiserem associar a este Projecto:
Para vosso conhecimento e se quiser associar-se a este projecto nacional e internacional, e para uma inscrição se o quiser fotografar, basta contactar o coordenador do mesmo de nome
Vasco Ribeiro
917 101 730
United Photo Press I 2010 AIB
Email: vasco.ribeiro@unitedphotopressworld.org
República de fachada: Rua de Santa Catarina, nº 27.
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Mais um palacete do séc. XIX de que já só restam as fachadas. As tão apreciadas novas estruturas de betão armado já estão feitas, mal escondidas atrás das fachadas oitocentistas. É mais um exemplo de perda patrimonial mas que vai, com toda a certeza, aparecer nas estatísticas nacionais como "Reabilitação Urbana". É a República de Fachada a engordar.
Fernando Jorge.
Mais um palacete do séc. XIX de que já só restam as fachadas. As tão apreciadas novas estruturas de betão armado já estão feitas, mal escondidas atrás das fachadas oitocentistas. É mais um exemplo de perda patrimonial mas que vai, com toda a certeza, aparecer nas estatísticas nacionais como "Reabilitação Urbana". É a República de Fachada a engordar.
Fernando Jorge.
Tóino Costa: cem dias, sem governo.
Os cem dias do executivo de António Costa
Por Victor Gonçalves (*)
Passaram 100 dias desde a posse deste executivo que governa Lisboa liderado pelo socialista António Costa, cem dias que foram de rotura com os 100 dias anteriores ao início deste mandato.
Antes Lisboa fervilhava de actividade: viam-se obras por todo o lado, arranjavam-se passeios, limpavam-se paredes dos "graffiti", construíam-se à toa novas ciclovias, colocavam-se nos prédios grandes cartazes "Obra a Obra..." Em período pré-eleitoral todas as promessas foram feitas, todos os desígnios seriam satisfeitos.
A bem da propaganda socialista tudo se mobilizou, apesar de se queixarem da falta de dinheiro. As obras do Terreiro do Paço seriam rapidamente finalizadas, o trânsito sairia do caos, pela mão de um novo e experiente vereador, a reabilitação urbana seria acelerada, a Baixa iniciaria um novo ciclo e em breve o seu repovoamento seria visível, pois a casa já estava arrumada e as contas em ordem.
Cem dias passados, a tal meta mítica que revela o espírito, a capacidade e a vontade de quem governa e o que é que o cidadão de Lisboa vê? Uma cidade parada, com os cartazes nos prédios a apodrecer, a desfazerem-se. Nas calçadas, nos passeios vão-se soltando as pedras; as ruas não são limpas nem com um décimo da frequência de antes das eleições - vale a chuva; o trânsito, cada vez mais caótico, não sofreu a mínima alteração ou melhoria. Lisboa parou.
Apesar disso, António Costa faz o milagre de gastar mais dinheiro que todos os seus antecessores. Não apresenta contas, atrasa o orçamento, não responde nem à assembleia municipal, onde quase não aparece, nem aos vereadores da oposição, segue o seu rumo numa direcção que só ele sabe. Como é possível manter o trânsito na Baixa no estado actual? Sacrificam-se milhares de pessoas todos os dias sem razão, só por teimosia, o que, além de incompetência, revela um absoluto desprezo pelos lisboetas. As alterações feitas na zona ribeirinha atingem toda a cidade: para fugir ao inferno da zona Cais do Sodré-Santa Apolónia, o trânsito tenta inventar fugas pelo interior da cidade.
Porque é que o presidente da câmara obriga os passageiros que desembarcam na Estação Sul e Sueste e querem apanhar um táxi ou um autocarro a percorrer mais de 100 metros com bagagens, à chuva, ao vento ou ao calor?
Porque será que o presidente da câmara, no mínimo, não diminui a carga dos transportes públicos na Rua do Arsenal, Terreiro do Paço, Rua da Alfândega, aumentado duas vias junto ao rio e dedicando uma dessas faixas para transportes públicos, no sentido nascente-poente? Porque será que pelo menos não prevêem abrir as laterais do Terreiro do Paço aos transportes públicos? Que dizer das 2500 bicicletas que este executivo quer pôr a circular pela cidade com 250 estações, onde serão levantadas. Em 2009, a CML avaliava esta operação em 50 milhões de euros.
Nos jardins de Lisboa, abatem-se árvores centenárias, fazem-se alterações à revelia das freguesias e dos cidadãos, negam-se os estudos de avaliação ambiental para todos os novos projectos de urbanização ou loteamento, retira-se mais uns milhares de metros quadrados à serra de Monsanto. O(i)rresponsável por este pelouro tem demonstrado a mesma criatividade que quando estava na oposição e batia em tudo o que mexesse, mas agora fazendo o pior. António Costa que tem apenas um olhar para a Câmara de Lisboa e toda a atenção virada para o PS e o Governo, vem demonstrando dia-a-dia que não tem mesmo vocação para presidente da câmara.
(*) Vereador do PSD na Câmara de Lisboa
(in «Público»).
Antes Lisboa fervilhava de actividade: viam-se obras por todo o lado, arranjavam-se passeios, limpavam-se paredes dos "graffiti", construíam-se à toa novas ciclovias, colocavam-se nos prédios grandes cartazes "Obra a Obra..." Em período pré-eleitoral todas as promessas foram feitas, todos os desígnios seriam satisfeitos.
A bem da propaganda socialista tudo se mobilizou, apesar de se queixarem da falta de dinheiro. As obras do Terreiro do Paço seriam rapidamente finalizadas, o trânsito sairia do caos, pela mão de um novo e experiente vereador, a reabilitação urbana seria acelerada, a Baixa iniciaria um novo ciclo e em breve o seu repovoamento seria visível, pois a casa já estava arrumada e as contas em ordem.
Cem dias passados, a tal meta mítica que revela o espírito, a capacidade e a vontade de quem governa e o que é que o cidadão de Lisboa vê? Uma cidade parada, com os cartazes nos prédios a apodrecer, a desfazerem-se. Nas calçadas, nos passeios vão-se soltando as pedras; as ruas não são limpas nem com um décimo da frequência de antes das eleições - vale a chuva; o trânsito, cada vez mais caótico, não sofreu a mínima alteração ou melhoria. Lisboa parou.
Apesar disso, António Costa faz o milagre de gastar mais dinheiro que todos os seus antecessores. Não apresenta contas, atrasa o orçamento, não responde nem à assembleia municipal, onde quase não aparece, nem aos vereadores da oposição, segue o seu rumo numa direcção que só ele sabe. Como é possível manter o trânsito na Baixa no estado actual? Sacrificam-se milhares de pessoas todos os dias sem razão, só por teimosia, o que, além de incompetência, revela um absoluto desprezo pelos lisboetas. As alterações feitas na zona ribeirinha atingem toda a cidade: para fugir ao inferno da zona Cais do Sodré-Santa Apolónia, o trânsito tenta inventar fugas pelo interior da cidade.
Porque é que o presidente da câmara obriga os passageiros que desembarcam na Estação Sul e Sueste e querem apanhar um táxi ou um autocarro a percorrer mais de 100 metros com bagagens, à chuva, ao vento ou ao calor?
Porque será que o presidente da câmara, no mínimo, não diminui a carga dos transportes públicos na Rua do Arsenal, Terreiro do Paço, Rua da Alfândega, aumentado duas vias junto ao rio e dedicando uma dessas faixas para transportes públicos, no sentido nascente-poente? Porque será que pelo menos não prevêem abrir as laterais do Terreiro do Paço aos transportes públicos? Que dizer das 2500 bicicletas que este executivo quer pôr a circular pela cidade com 250 estações, onde serão levantadas. Em 2009, a CML avaliava esta operação em 50 milhões de euros.
Nos jardins de Lisboa, abatem-se árvores centenárias, fazem-se alterações à revelia das freguesias e dos cidadãos, negam-se os estudos de avaliação ambiental para todos os novos projectos de urbanização ou loteamento, retira-se mais uns milhares de metros quadrados à serra de Monsanto. O(i)rresponsável por este pelouro tem demonstrado a mesma criatividade que quando estava na oposição e batia em tudo o que mexesse, mas agora fazendo o pior. António Costa que tem apenas um olhar para a Câmara de Lisboa e toda a atenção virada para o PS e o Governo, vem demonstrando dia-a-dia que não tem mesmo vocação para presidente da câmara.
(*) Vereador do PSD na Câmara de Lisboa
(in «Público»).
O Zé faz falta: «nestas coisas não há milagres».

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Relvado da Torre de Belém continua sem data para reposição.
Vereador José Sá Fernandes responde a críticas do CDS dizendo que será o mais depressa possível, mas defende que nesta matéria não há milagres
Relvado da Torre de Belém continua sem data para reposição.
Vereador José Sá Fernandes responde a críticas do CDS dizendo que será o mais depressa possível, mas defende que nesta matéria não há milagres
Foi ainda no final de Novembro de 2009 que o Governo português acolheu, numa grande tenda instalada no relvado dos jardins fronteiros à Torre de Belém, em Lisboa, os chefes de Estado e de governo para a realização do acto inaugural da cimeira ibero-americana. Três meses depois, aqueles mesmos terrenos continuam em muito mau estado após a retirada da estrutura de acolhimento, e continua a não haver data para a reposição do relvado, o que valeu reparos ao executivo camarário na última reunião municipal.
Os terrenos, que apresentam uma enorme pelada, já terão sofrido uma primeira intervenção dos funcionários dos serviços camarários, quer para a remoção do lixo, quer para o necessário arejamento da terra, mas segundo o vereador do Ambiente Urbano, José Sá Fernandes, nestas coisas não há milagres: "Os serviços estão a agir o mais rapidamente possível e temos tudo preparado para intervirmos logo que possível."
O autarca respondeu assim ao vereador do CDS, António Carlos Monteiro, que na reunião de quarta-feira do executivo fez reparos ao actual estado de manutenção daquele relvado: "Uma das principais salas de visitas de Lisboa está num estado indigno de uma capital europeia. Não é possível aquele lamaçal continuar assim."
O vereador centrista admite também que as actuais condições climatéricas têm sido muito adversas, mas não aceita que não haja uma forma de remediar a situação. "Apesar do estado climatérico, a sala de visitas por excelência da cidade não pode continuar assim. É indigno como se deixou degradar aquele espaço."
A crítica não comoveu o vereador responsável pelos Espaços Verdes, que não revelou uma data para a reposição do relvado: "Não é assim que se fazem as coisas, pois os terrenos têm que ser preparados, e há que ter boas condições para os trabalhos. Estamos atentos e a intervenção será o mais expedita possível. É que nestas coisas não há milagres."
(in «Público»).
Os terrenos, que apresentam uma enorme pelada, já terão sofrido uma primeira intervenção dos funcionários dos serviços camarários, quer para a remoção do lixo, quer para o necessário arejamento da terra, mas segundo o vereador do Ambiente Urbano, José Sá Fernandes, nestas coisas não há milagres: "Os serviços estão a agir o mais rapidamente possível e temos tudo preparado para intervirmos logo que possível."
O autarca respondeu assim ao vereador do CDS, António Carlos Monteiro, que na reunião de quarta-feira do executivo fez reparos ao actual estado de manutenção daquele relvado: "Uma das principais salas de visitas de Lisboa está num estado indigno de uma capital europeia. Não é possível aquele lamaçal continuar assim."
O vereador centrista admite também que as actuais condições climatéricas têm sido muito adversas, mas não aceita que não haja uma forma de remediar a situação. "Apesar do estado climatérico, a sala de visitas por excelência da cidade não pode continuar assim. É indigno como se deixou degradar aquele espaço."
A crítica não comoveu o vereador responsável pelos Espaços Verdes, que não revelou uma data para a reposição do relvado: "Não é assim que se fazem as coisas, pois os terrenos têm que ser preparados, e há que ter boas condições para os trabalhos. Estamos atentos e a intervenção será o mais expedita possível. É que nestas coisas não há milagres."
(in «Público»).
Helena vai ao circo.
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Helena Roseta reúne-se com artistas de circo.
A vereadora Helena Roseta, responsável pelo pelouro da Habitação, reuniu-se, anteontem à noite, quinta-feira, com os moradores do parque dos artistas de circo, em Lisboa, para onde está prevista a construção do novo centro de saúde de Carnide.
O encontro, mais um no âmbito de um processo que já se arrasta há vários anos, serviu para apresentar às cerca de 60 famílias que ainda se encontram naquele terreno, os critérios de realojamento previstos na lei.
Helena Roseta, que pretende ter o problema resolvido até final do mês, marcou já outras duas reuniões com os moradores, para os dias 9 e 11, agora em grupos mais pequenos, com 15 famílias no máximo.
Segundo a vereadora, as famílias que ainda residem no parque de Carnide estão em situações muito diversas. A reunião serviu para informar os moradores sobre as regras do realojamento, que limitam o direito a uma casa a quem demonstra ter ali uma habitação permanente e não possui qualquer outra casa ou terreno.
Ao JN, Helena Roseta revelou que a Câmara possui já algumas casas prontas a acolher famílias e outras que a Gebalis (empresa que gere os bairros municipais) deverá entregar até ao final de Março.
Um dos problemas que tem atrasado o processo é a recusa de algumas famílias perante as casas ou as localizações que estão a ser oferecidas. Uma das soluções poderá passar por indemnizar em vez de atribuir casa, situação que já aconteceu no passado.
Outro dos problemas está relacionado com o número de animais de estimação. Há famílias que têm mais do que três animais, sendo que este é o limite máximo permitido em casas municipais, adiantou a vereadora da Habitação Helena Roseta.
O parque, que existe desde os anos 80, junto à Casa do Artista, na Quinta de S. Lourenço, está em péssimas condições. Os realojamentos começaram no mandato de João Soares na Câmara de Lisboa e arrastam-se desde então.
(in «Jornal de Notícias»).
Igreja de S. José dos Carpinteiros.
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Câmara fez vistoria à Igreja de S. José dos Carpinteiros.
Técnicos da Direcção Municipal de Conservação e Reabilitação Urbana da Câmara de Lisboa fizeram, anteontem, uma minuciosa vistoria à igreja de S. José dos Carpinteiros e à Casa dos 24, em Lisboa, cujas instalações se encontram muito degradadas.
Em causa estão as infiltrações e fissuras existentes naquele edifício do século XVI, classificado como imóvel de interesse público. Dentro de vários dias, será feito um relatório sobre a situação, que poderá dar origem a obras de salvaguarda da igreja.
A vistoria foi feita a pedido do Grupo de Amigos da Igreja de S. José dos Carpinteiros, que está a reunir fundos para reabilitar o templo, através de donativos e da organização de eventos.
Imagem retirada
A vistoria dos técnicos da Câmara coincidiu com uma visita de elementos dos museus do Azulejo e de Arte Antiga, e ainda com a retirada da Imagem da Senhora da Fé, que estava a ser fortemente atingida com infiltrações de água e de queda de pedaços de talha.
O Grupo de Amigos pretende que estas entidades procedam a uma "intervenção com carácter de urgência no sentido de ser colocada uma cobertura provisória na Igreja e "Casa dos 24", evitando maiores perigos e danos". Entendem ainda que "deverão ser realizadas obras nos dois edifícios que incluam a reparação integral das coberturas, algerozes, tubos de queda, estancando a sua degradação, travando a entrada de águas pluviais e resolvendo os problemas de outras infiltrações e humidades. Para dia 8, está marcada uma visita da Comissão de Acompanhamento da Cultura da Assembleia Municipal.
(in «Jornal de Notícias»).
Técnicos da Direcção Municipal de Conservação e Reabilitação Urbana da Câmara de Lisboa fizeram, anteontem, uma minuciosa vistoria à igreja de S. José dos Carpinteiros e à Casa dos 24, em Lisboa, cujas instalações se encontram muito degradadas.
Em causa estão as infiltrações e fissuras existentes naquele edifício do século XVI, classificado como imóvel de interesse público. Dentro de vários dias, será feito um relatório sobre a situação, que poderá dar origem a obras de salvaguarda da igreja.
A vistoria foi feita a pedido do Grupo de Amigos da Igreja de S. José dos Carpinteiros, que está a reunir fundos para reabilitar o templo, através de donativos e da organização de eventos.
Imagem retirada
A vistoria dos técnicos da Câmara coincidiu com uma visita de elementos dos museus do Azulejo e de Arte Antiga, e ainda com a retirada da Imagem da Senhora da Fé, que estava a ser fortemente atingida com infiltrações de água e de queda de pedaços de talha.
O Grupo de Amigos pretende que estas entidades procedam a uma "intervenção com carácter de urgência no sentido de ser colocada uma cobertura provisória na Igreja e "Casa dos 24", evitando maiores perigos e danos". Entendem ainda que "deverão ser realizadas obras nos dois edifícios que incluam a reparação integral das coberturas, algerozes, tubos de queda, estancando a sua degradação, travando a entrada de águas pluviais e resolvendo os problemas de outras infiltrações e humidades. Para dia 8, está marcada uma visita da Comissão de Acompanhamento da Cultura da Assembleia Municipal.
(in «Jornal de Notícias»).
Estufa Fria: fechada há 9 meses.

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Estufa Fria está fechada há nove meses para reabilitação e só agora vai entrar em obras.
Estufa Fria está fechada há nove meses para reabilitação e só agora vai entrar em obras.
Trabalhos arrancam na segunda-feira e deverão durar seis meses, mas ninguém arrisca uma data para o seu fim. Empreiteiro foi escolhido por ajuste directo, devido à urgência da obra
Custos podem ascender a 1,7 milhões de euros
Encerrada há nove meses pela Câmara de Lisboa, por a sua estrutura ameaçar colapso, a Estufa Fria ainda não entrou em obras.
Os trabalhos deverão começar na segunda-feira, tendo uma duração prevista de seis meses, mas neste momento nem o arquitecto encarregue do projecto, João Appleton, nem a autarquia arriscam uma data de reabertura do equipamento.
Questionado recentemente sobre o facto de as obras ainda não terem arrancado, o presidente da câmara, António Costa, deu uma explicação para o atraso diferente da que tem sido fornecida pelo vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes: "Tanto quanto sei, o projecto [de reabilitação] foi concluído e está em curso o processo concursal" para a adjudicação da empreitada.
Na realidade, a alegada urgência das obras levou o município a decidir dispensar a obra de concurso público logo em Maio do ano passado, aquando do encerramento, e a optar por um ajuste directo, depois de consultadas três empresas, à construtora HCI. O risco de colapso havia sido detectado num estudo técnico encomendado a uma empresa privada pelo vereador. Previa-se nessa altura que o recinto pudesse reabrir nove meses depois, ou seja, agora. Qual o motivo de tamanho atraso?
João Appleton, do gabinete de arquitectura Appleton e Domingos, invoca três ordens de razões. "Quando aqui chegámos, percebemos que isto não ia ser simplesmente uma obra de restauro. Era preciso repensar globalmente a estufa". Embora as obras que começam segunda-feira não vão além da substituição ou reparação da cobertura, formada por ripas de madeira, e das vigas e pilares metálicos em que ela se apoia, para uma segunda fase estão previstas várias outras transformações, como a abertura de uma cafetaria e de um centro de interpretação. "Fez-se quase um masterplan", explica o arquitecto.
Em segundo lugar, "foi preciso fazer o levantamento topográfico da estufa e das zonas envolventes", bem como dos espécimes existentes. Os mais raros, como certas cameleiras brancas, foram assinalados com uma pequena fita de riscas brancas e vermelhas igual à que a polícia coloca nos locais dos crimes, numa tentativa de minimizar danos durante os trabalhos. Já os fetos que se enrolam por muitos dos pilares acima devem ter os dias contados, dada a necessidade de substituir todas as estruturas metálicas. João Appleton aponta para uma viga desalinhada rente à cobertura: "Tem deformações brutais, de mais de 15 centímetros. E há pilares que já nem assentam no solo. Estão sustentados pela cobertura que deviam suportar".
A terceira ordem de razões invocada para o atraso no começo das obras relaciona-se com a obrigatoriedade de os trabalhos serem autorizados pela Direcção Regional de Cultura, dado o valor patrimonial da Estufa Fria. "Houve um parecer que demorou uns dois meses a ser emitido", alega também o vereador, desvalorizando a demora: "Os trabalhos vão ser feitos com todo o rigor científico, arquitectónico e de engenharia necessário a um equipamento desta importância". Um garante desse rigor é a colaboração neste processo de Ana Tostões. Especialista na arquitectura do séc. XX, conhece como poucos a obra de Keil do Amaral, autor do pórtico de entrada do recinto.
E como proteger as plantas durante a obra? Está previsto que, em redor de cada pilar, seja montado um andaime e que os operários circulem num passadiço abaixo da cobertura, que, aliás, será sobreelevada, de forma a aumentar o pé-direito da estufa. Mas será isso suficiente? "Vamos recorrer muito a trabalho manual e a máquinas pequenas", refere o arquitecto.
Já a recuperação da nave concebida pelo engenheiro Edgar Cardoso e usada para a realização de eventos ficará também para a segunda fase dos trabalhos.
(in «Público»).
Custos podem ascender a 1,7 milhões de euros
Encerrada há nove meses pela Câmara de Lisboa, por a sua estrutura ameaçar colapso, a Estufa Fria ainda não entrou em obras.
Os trabalhos deverão começar na segunda-feira, tendo uma duração prevista de seis meses, mas neste momento nem o arquitecto encarregue do projecto, João Appleton, nem a autarquia arriscam uma data de reabertura do equipamento.
Questionado recentemente sobre o facto de as obras ainda não terem arrancado, o presidente da câmara, António Costa, deu uma explicação para o atraso diferente da que tem sido fornecida pelo vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes: "Tanto quanto sei, o projecto [de reabilitação] foi concluído e está em curso o processo concursal" para a adjudicação da empreitada.
Na realidade, a alegada urgência das obras levou o município a decidir dispensar a obra de concurso público logo em Maio do ano passado, aquando do encerramento, e a optar por um ajuste directo, depois de consultadas três empresas, à construtora HCI. O risco de colapso havia sido detectado num estudo técnico encomendado a uma empresa privada pelo vereador. Previa-se nessa altura que o recinto pudesse reabrir nove meses depois, ou seja, agora. Qual o motivo de tamanho atraso?
João Appleton, do gabinete de arquitectura Appleton e Domingos, invoca três ordens de razões. "Quando aqui chegámos, percebemos que isto não ia ser simplesmente uma obra de restauro. Era preciso repensar globalmente a estufa". Embora as obras que começam segunda-feira não vão além da substituição ou reparação da cobertura, formada por ripas de madeira, e das vigas e pilares metálicos em que ela se apoia, para uma segunda fase estão previstas várias outras transformações, como a abertura de uma cafetaria e de um centro de interpretação. "Fez-se quase um masterplan", explica o arquitecto.
Em segundo lugar, "foi preciso fazer o levantamento topográfico da estufa e das zonas envolventes", bem como dos espécimes existentes. Os mais raros, como certas cameleiras brancas, foram assinalados com uma pequena fita de riscas brancas e vermelhas igual à que a polícia coloca nos locais dos crimes, numa tentativa de minimizar danos durante os trabalhos. Já os fetos que se enrolam por muitos dos pilares acima devem ter os dias contados, dada a necessidade de substituir todas as estruturas metálicas. João Appleton aponta para uma viga desalinhada rente à cobertura: "Tem deformações brutais, de mais de 15 centímetros. E há pilares que já nem assentam no solo. Estão sustentados pela cobertura que deviam suportar".
A terceira ordem de razões invocada para o atraso no começo das obras relaciona-se com a obrigatoriedade de os trabalhos serem autorizados pela Direcção Regional de Cultura, dado o valor patrimonial da Estufa Fria. "Houve um parecer que demorou uns dois meses a ser emitido", alega também o vereador, desvalorizando a demora: "Os trabalhos vão ser feitos com todo o rigor científico, arquitectónico e de engenharia necessário a um equipamento desta importância". Um garante desse rigor é a colaboração neste processo de Ana Tostões. Especialista na arquitectura do séc. XX, conhece como poucos a obra de Keil do Amaral, autor do pórtico de entrada do recinto.
E como proteger as plantas durante a obra? Está previsto que, em redor de cada pilar, seja montado um andaime e que os operários circulem num passadiço abaixo da cobertura, que, aliás, será sobreelevada, de forma a aumentar o pé-direito da estufa. Mas será isso suficiente? "Vamos recorrer muito a trabalho manual e a máquinas pequenas", refere o arquitecto.
Já a recuperação da nave concebida pelo engenheiro Edgar Cardoso e usada para a realização de eventos ficará também para a segunda fase dos trabalhos.
(in «Público»).
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Chamem os bombeiros!
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Neste local existiu o Convento da Esperança, edificado em 1530. O Quartel dos Bombeiros que o substituiu, com projecto do Arqtº. José Luis Monteiro, é datado de 1891. Actualmente, encontra-se aqui instalado o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Não sabemos se é do estacionamento das viaturas, se é da erosão do tempo. O certo é que os azulejos do Quartel estão completamente danificados. Nem no interior dos Bombeiros? Ele há coisas inexplicáveis.
Neste local existiu o Convento da Esperança, edificado em 1530. O Quartel dos Bombeiros que o substituiu, com projecto do Arqtº. José Luis Monteiro, é datado de 1891. Actualmente, encontra-se aqui instalado o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Não sabemos se é do estacionamento das viaturas, se é da erosão do tempo. O certo é que os azulejos do Quartel estão completamente danificados. Nem no interior dos Bombeiros? Ele há coisas inexplicáveis.
«O perigo é real».
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“O perigo é real. Lisboa está em risco de cair e é preciso uma intervenção urgente.” O alerta partiu da vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Helena Roseta, que pede ajuda ao governo. “A câmara e os privados sozinhos não conseguem arranjar todos os edifícios. O governo devia fazer um plano nacional de reabilitação urbana.” Acrescenta mesmo: “Não é possível fazê-lo sem um plano nacional.”
“O perigo é real. Lisboa está em risco de cair e é preciso uma intervenção urgente.” O alerta partiu da vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Helena Roseta, que pede ajuda ao governo. “A câmara e os privados sozinhos não conseguem arranjar todos os edifícios. O governo devia fazer um plano nacional de reabilitação urbana.” Acrescenta mesmo: “Não é possível fazê-lo sem um plano nacional.”
Ao todo são 1117 edifícios (municipais e não municipais) na capital do país que estão em grave risco de segurança. A estes acrescentam-se ainda todos aqueles que estão classificados como em mau estado de conservação, que ultrapassam os 6800.
Ao pedido da vereadora, em forma de repto, o executivo de José Sócrates, questionado pelo i, responde para já com as medidas que fazem parte do Orçamento do Estado para 2010, em que consta o arranque do Programa de Apoio à Reabilitação Urbana, que “tem como meta multiplicar por cinco a média anual de fogos reabilitados com apoio do Estado”.
Também José António Barros, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), defendeu ontem a reabilitação urbana como o “investimento mais rapidamente reprodutivo”, e que deve ser uma aposta do executivo.
Coração da cidade
Ao pedido da vereadora, em forma de repto, o executivo de José Sócrates, questionado pelo i, responde para já com as medidas que fazem parte do Orçamento do Estado para 2010, em que consta o arranque do Programa de Apoio à Reabilitação Urbana, que “tem como meta multiplicar por cinco a média anual de fogos reabilitados com apoio do Estado”.
Também José António Barros, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), defendeu ontem a reabilitação urbana como o “investimento mais rapidamente reprodutivo”, e que deve ser uma aposta do executivo.
Coração da cidade
O problema não se levanta apenas nas zonas históricas da cidade de Lisboa , mas também no centro.
Segundo o levantamento feito pelos técnicos da CML para o Programa Local de Habitação, a freguesia do Coração de Jesus tem 341 edifícios em mau ou muito mau estado de conservação. Ou seja, 49% dos edifícios da freguesia não estão em condições. “Estamos a falar do coração da cidade, mesmo junto ao Marquês de Pombal. Está tudo a cair. É um sinal de alerta que não podemos ignorar”, acrescenta a vereadora.
Nos últimos lugares da tabela, pelo bom estado dos edifícios, estão as freguesias de São Francisco Xavier, com apenas 32 prédios em mau ou muito mau estado, Benfica (com 91 em mais de 6 mil edifícios), São João de Brito (46) e Alvalade (25).
O choque
Segundo o levantamento feito pelos técnicos da CML para o Programa Local de Habitação, a freguesia do Coração de Jesus tem 341 edifícios em mau ou muito mau estado de conservação. Ou seja, 49% dos edifícios da freguesia não estão em condições. “Estamos a falar do coração da cidade, mesmo junto ao Marquês de Pombal. Está tudo a cair. É um sinal de alerta que não podemos ignorar”, acrescenta a vereadora.
Nos últimos lugares da tabela, pelo bom estado dos edifícios, estão as freguesias de São Francisco Xavier, com apenas 32 prédios em mau ou muito mau estado, Benfica (com 91 em mais de 6 mil edifícios), São João de Brito (46) e Alvalade (25).
O choque
A idade dos edifícios da cidade de Lisboa está acima da média nacional. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao ano de 2001, os edifícios lisboetas têm em média 53,8 anos de idade, quando a média nacional é de 33,9 anos.
“Um parque envelhecido que precisa de reparação”, diz a vereadora, que acrescenta que a CML “já pediu um empréstimo para reabilitação urbana, mas não é suficiente. Fiquei muito preocupada com a dimensão dos números.”
Só edifícios propriedade da CML em perigo de derrocada são 145, a juntar a mais 35 em mau estado. Na freguesia da Graça concentra-se a maioria dos edifícios camarários em risco de cair – 24 prédios.
A Câmara diz estar a responder a esta situação: “Já estamos a fazer realojamentos nos casos mais urgentes, mas isto ultrapassa a capacidade da câmara”, explica Helena Roseta. A vereadora acrescenta que o plano de recuperação dos 145 edifícios em risco está a ser posto em marcha “um a um”.
O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário, Reis Campos, junta-se ao coro: a reabilitação deve ser “uma prioridade absoluta”.
Na última semana caíram em Lisboa quatro edifícios, o que obrigou ao realojamento de 12 famílias. O último caiu em São Bento, depois de nos últimos dias ter caído um prédio de habitação em Alfama, o que afectou 11 famílias, e de dois prédios devolutos – um na Graça e outro na Mouraria.
(in «i»).
“Um parque envelhecido que precisa de reparação”, diz a vereadora, que acrescenta que a CML “já pediu um empréstimo para reabilitação urbana, mas não é suficiente. Fiquei muito preocupada com a dimensão dos números.”
Só edifícios propriedade da CML em perigo de derrocada são 145, a juntar a mais 35 em mau estado. Na freguesia da Graça concentra-se a maioria dos edifícios camarários em risco de cair – 24 prédios.
A Câmara diz estar a responder a esta situação: “Já estamos a fazer realojamentos nos casos mais urgentes, mas isto ultrapassa a capacidade da câmara”, explica Helena Roseta. A vereadora acrescenta que o plano de recuperação dos 145 edifícios em risco está a ser posto em marcha “um a um”.
O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário, Reis Campos, junta-se ao coro: a reabilitação deve ser “uma prioridade absoluta”.
Na última semana caíram em Lisboa quatro edifícios, o que obrigou ao realojamento de 12 famílias. O último caiu em São Bento, depois de nos últimos dias ter caído um prédio de habitação em Alfama, o que afectou 11 famílias, e de dois prédios devolutos – um na Graça e outro na Mouraria.
(in «i»).
Afinal, há «abertura»...

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Câmara de Lisboa mostrou "abertura" para resolver infiltrações em lojas da Rua do Carmo
Comerciantes do Chiado aguardam por peritagem da autarquia para apurar responsabilidades
As cinco lojas da Rua do Carmo, no Chiado, em Lisboa, que estão a ser afectadas por infiltrações e fissuras terão de aguardar pelo próximo mês para saber quem vai pagar os estragos. De acordo com a Associação de Valorização do Chiado, a peritagem que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a realizar vai determinar a responsabilidade sobre os custos das obras nos estabelecimentos.
As infiltrações e fissuras nas lojas parecem ter sido provocadas pela construção de um jardim suspenso junto ao Convento do Carmo, um projecto que integra o plano de reabilitação do Chiado e cujas obras estão, portanto, a cargo da CML.
"A peritagem vai mostrar de onde vêm as infiltrações, se é mesmo das obras dos Terraços do Carmo", disse ao PÚBLICO o presidente da Associação de Valorização do Chiado, Vítor Pereira da Silva, depois de se ter reunido, ontem à tarde, com o presidente da CML, António Costa. O mesmo representante acrescenta, contudo, que "está fora de questão a câmara ou outra entidade não assumir as responsabilidades", sublinhando que a autarquia evidenciou "abertura" e "boa vontade" no sentido da resolução do problema.
O vereador das infra-estruturas e obras municipais, Nunes da Silva, tinha já informado que o relatório que autarquia está a preparar sobre as infiltrações das lojas estará pronto no final da próxima semana.
Duas das lojas afectadas são propriedade da Câmara de Lisboa, enquanto as restantes pertencem à Direcção-Geral do Tesouro. Além de uma livraria e de uma sapataria, foram também atingidas por infiltrações uma loja de tecidos, uma joalharia e uma loja da estilista Ana Salazar. Alguns lojistas já ameaçaram avançar para tribunal com um pedido de embargo das obras do jardim suspenso, se a CML não resolver o problema.
(in «Público»).
As infiltrações e fissuras nas lojas parecem ter sido provocadas pela construção de um jardim suspenso junto ao Convento do Carmo, um projecto que integra o plano de reabilitação do Chiado e cujas obras estão, portanto, a cargo da CML.
"A peritagem vai mostrar de onde vêm as infiltrações, se é mesmo das obras dos Terraços do Carmo", disse ao PÚBLICO o presidente da Associação de Valorização do Chiado, Vítor Pereira da Silva, depois de se ter reunido, ontem à tarde, com o presidente da CML, António Costa. O mesmo representante acrescenta, contudo, que "está fora de questão a câmara ou outra entidade não assumir as responsabilidades", sublinhando que a autarquia evidenciou "abertura" e "boa vontade" no sentido da resolução do problema.
O vereador das infra-estruturas e obras municipais, Nunes da Silva, tinha já informado que o relatório que autarquia está a preparar sobre as infiltrações das lojas estará pronto no final da próxima semana.
Duas das lojas afectadas são propriedade da Câmara de Lisboa, enquanto as restantes pertencem à Direcção-Geral do Tesouro. Além de uma livraria e de uma sapataria, foram também atingidas por infiltrações uma loja de tecidos, uma joalharia e uma loja da estilista Ana Salazar. Alguns lojistas já ameaçaram avançar para tribunal com um pedido de embargo das obras do jardim suspenso, se a CML não resolver o problema.
(in «Público»).
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NOTA LISBOA SOS: recorde-se que, de início, a CML descartou quaisquer responsabilidades...
Joana Vasconcelos: exposição no Museu Berardo.

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Joana Vasconcelos expõe no Museu Berardo a 1 de Março
Vai ser inaugurada dia 1 de Março, no Museu Berardo, a exposição «Sem Rede», que exibe diversas obras da artista plástica Joana Vasconcelos.
Trata-se da primeira exposição antológica de Joana Vasconcelos, composta por cerca de 35 obras, segundo a organização.
Comissariada por Miguel Amado, a mostra traça «uma panorâmica» do trabalho da artista.
O certame foca a produção dos últimos 15 anos, compreendendo «não só as principais obras de grande escala realizadas na última década, mas também diversas obras dos anos 1990, muitas delas inéditas desde a sua apresentação original», sublinha o museu.
O público poderá visitar de 1 de Março a 18 de Maio, todos os dias, entre as 10:00 e as 19:00 (sábados, até às 22:00), na galeria do Piso -1, no Piso 0 e no exterior do Museu Colecção Berardo.
A entrada é gratuita.
(in «Diário Digital»).
Joana Vasconcelos expõe no Museu Berardo a 1 de Março
Vai ser inaugurada dia 1 de Março, no Museu Berardo, a exposição «Sem Rede», que exibe diversas obras da artista plástica Joana Vasconcelos.
Trata-se da primeira exposição antológica de Joana Vasconcelos, composta por cerca de 35 obras, segundo a organização.
Comissariada por Miguel Amado, a mostra traça «uma panorâmica» do trabalho da artista.
O certame foca a produção dos últimos 15 anos, compreendendo «não só as principais obras de grande escala realizadas na última década, mas também diversas obras dos anos 1990, muitas delas inéditas desde a sua apresentação original», sublinha o museu.
O público poderá visitar de 1 de Março a 18 de Maio, todos os dias, entre as 10:00 e as 19:00 (sábados, até às 22:00), na galeria do Piso -1, no Piso 0 e no exterior do Museu Colecção Berardo.
A entrada é gratuita.
(in «Diário Digital»).
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Palácio Nacional da Ajuda: solidariedade com a Madeira.

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PROLONGAMENTO DA EXPOSIÇÃO
OBRAS DE REFERÊNCIA DOS MUSEUS DA MADEIRA
Prevista para terminar no final de Fevereiro, o Ministério da Cultura decidiu prolongar até ao dia 6 de Abril a apresentação da exposição “Obras de Referência dos Museus da Madeira”, na Galeria de Pintura do Rei D. Luís I, no Palácio Nacional da Ajuda, revertendo a receita da bilheteira integralmente para a Região Autónoma da Madeira.
Patente ao público desde 20 de Novembro, a exposição “ Obras de Referência dos Museus da Madeira” apresenta uma selecção de cerca de 300 peças, num percurso cronológico iniciado no séc. XV até meados do séc. XX. Provenientes de vários museus e instituições da Região Autónoma da Madeira, estas peças, representativas das colecções de escultura, pintura, ourivesaria, mobiliário, cerâmica, fotografia, etc., reflectem a importância estratégica do arquipélago no contexto da expansão portuguesa, e depois europeia, ligada aos seus ciclos do Açúcar, Vinho e Turismo, como elementos fundadores do seu desenvolvimento.
Incluem-se nesta exposição onze das mais significativas peças do acervo do Museu do Açúcar, instituição museológica que sofreu graves danos na sua colecção, devido à intempérie que assolou a Região Autónoma da Madeira no passado dia 13 de Fevereiro e que, por se encontrarem nesta exposição, ficaram a salvo das consequências das inundações que afectaram o Museu.
O Ministério da Cultura pretende, com este prolongamento da exposição “Obras de Referência dos Museus da Madeira”, no Palácio Nacional da Ajuda, homenagear a Cultura madeirense neste momento trágico, permitir que mais visitantes a conheçam e dar um contributo para a recuperação do Museu do Açúcar.
http://exposicao-museusdamadeira.com
PROLONGAMENTO DA EXPOSIÇÃO
OBRAS DE REFERÊNCIA DOS MUSEUS DA MADEIRA
Prevista para terminar no final de Fevereiro, o Ministério da Cultura decidiu prolongar até ao dia 6 de Abril a apresentação da exposição “Obras de Referência dos Museus da Madeira”, na Galeria de Pintura do Rei D. Luís I, no Palácio Nacional da Ajuda, revertendo a receita da bilheteira integralmente para a Região Autónoma da Madeira.
Patente ao público desde 20 de Novembro, a exposição “ Obras de Referência dos Museus da Madeira” apresenta uma selecção de cerca de 300 peças, num percurso cronológico iniciado no séc. XV até meados do séc. XX. Provenientes de vários museus e instituições da Região Autónoma da Madeira, estas peças, representativas das colecções de escultura, pintura, ourivesaria, mobiliário, cerâmica, fotografia, etc., reflectem a importância estratégica do arquipélago no contexto da expansão portuguesa, e depois europeia, ligada aos seus ciclos do Açúcar, Vinho e Turismo, como elementos fundadores do seu desenvolvimento.
Incluem-se nesta exposição onze das mais significativas peças do acervo do Museu do Açúcar, instituição museológica que sofreu graves danos na sua colecção, devido à intempérie que assolou a Região Autónoma da Madeira no passado dia 13 de Fevereiro e que, por se encontrarem nesta exposição, ficaram a salvo das consequências das inundações que afectaram o Museu.
O Ministério da Cultura pretende, com este prolongamento da exposição “Obras de Referência dos Museus da Madeira”, no Palácio Nacional da Ajuda, homenagear a Cultura madeirense neste momento trágico, permitir que mais visitantes a conheçam e dar um contributo para a recuperação do Museu do Açúcar.
http://exposicao-museusdamadeira.com
Quatro dias, quatro derrocadas.

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Quatro derrocadas em quatro dias revelam estado de ruína de Lisboa.
Helena Roseta diz que 40 a 60 por cento dos imóveis nas zonas históricas estão em mau estado e reclama mais pressão sobre Governo
Quatro derrocadas em quatro dias revelam estado de ruína de Lisboa.
Helena Roseta diz que 40 a 60 por cento dos imóveis nas zonas históricas estão em mau estado e reclama mais pressão sobre Governo
A derrocada parcial de um edifício de habitação, ontem à tarde, na Rua dos Poiais de São Bento, foi a quarta ocorrência do género na capital nos últimos quatro dias, o que revela o péssimo estado de conservação do edificado de Lisboa, particularmente nos bairros históricos. O diagnóstico já estava feito pela vereadora camarária, mas Helena Roseta pediu ontem ao executivo municipal para que exerça mais pressão sobre o Governo, no sentido de facultar mais meios financeiros, de forma a não deixar cair Lisboa, que sucumbe à idade dos edifícios e aos rigores de um Inverno muito chuvoso.
Roseta, eleita pelo movimento Cidadãos por Lisboa, dirigiu-se ontem ao plenário camarário para fazer o ponto de situação sobre as últimas derrocadas de edifícios na cidade, quando não era ainda conhecida o quarto caso, o de São Bento, que tal como os demais não provocou feridos. A escadaria do edifício ruiu e a sua única habitante, uma mulher de 63 anos, recusou abandonar o imóvel, tendo assinado um termo de responsabilidade para pernoitar na casa, afirmou Manuel de Brito, citado pela Lusa. Ainda segundo o vereador da Protecção Civil, será hoje encontrada uma alternativa de residência para esta habitante.
A vereadora com o pelouro da Habitação explicou também que as outras duas derrocadas ocorreram em edifícios devolutos na Rua do Sol à Graça e nas Escadinhas de São Cristóvão, na Mouraria, precisando que ambos serão demolidos, pois apresentam estruturas instáveis. Exemplificando o mau estado de conservação dos edifícios em Lisboa, Roseta, com recurso a dados do Atlas do Programa Local de Habitação, disse que a autarquia é proprietária de 180 edifícios em mau estado de conservação, dos quais 145 apresentam grave risco de segurança. Segundo o mesmo documento, a idade média das construções quase atinge os 54 anos (dados do INE, relativos ao Censos de 2001), quando se estimava perto dos 51 anos em 1991.
Também está estabelecido um ranking de antiguidade do edificado nas freguesias de Lisboa, surgindo a de Santiago à frente (90,1 anos), seguida de Encarnação (89,3) e por São Miguel (87,9). Segundo a autarca, entre 40 a 60 por cento dos edifícios das zonas históricas estão em muito mau estado.
(in «Público»).
Roseta, eleita pelo movimento Cidadãos por Lisboa, dirigiu-se ontem ao plenário camarário para fazer o ponto de situação sobre as últimas derrocadas de edifícios na cidade, quando não era ainda conhecida o quarto caso, o de São Bento, que tal como os demais não provocou feridos. A escadaria do edifício ruiu e a sua única habitante, uma mulher de 63 anos, recusou abandonar o imóvel, tendo assinado um termo de responsabilidade para pernoitar na casa, afirmou Manuel de Brito, citado pela Lusa. Ainda segundo o vereador da Protecção Civil, será hoje encontrada uma alternativa de residência para esta habitante.
A vereadora com o pelouro da Habitação explicou também que as outras duas derrocadas ocorreram em edifícios devolutos na Rua do Sol à Graça e nas Escadinhas de São Cristóvão, na Mouraria, precisando que ambos serão demolidos, pois apresentam estruturas instáveis. Exemplificando o mau estado de conservação dos edifícios em Lisboa, Roseta, com recurso a dados do Atlas do Programa Local de Habitação, disse que a autarquia é proprietária de 180 edifícios em mau estado de conservação, dos quais 145 apresentam grave risco de segurança. Segundo o mesmo documento, a idade média das construções quase atinge os 54 anos (dados do INE, relativos ao Censos de 2001), quando se estimava perto dos 51 anos em 1991.
Também está estabelecido um ranking de antiguidade do edificado nas freguesias de Lisboa, surgindo a de Santiago à frente (90,1 anos), seguida de Encarnação (89,3) e por São Miguel (87,9). Segundo a autarca, entre 40 a 60 por cento dos edifícios das zonas históricas estão em muito mau estado.
(in «Público»).
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