quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pela Igreja de S. José dos Carpinteiros.

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Chuvas condenam à morte Igreja de S. José
Infiltrações obrigam a retirar imagem de Nossa Senhora da Fé


O mau tempo dos últimos dias agravou o estado de degradação em que se encontra a Igreja de S. José, em Lisboa. Temendo o pior, o grupo de amigos daquele templo vai hoje, quinta-feira, tentar apear a imagem Senhora da Fé. Dizem que as quedas de talha já são diárias.

Há muito que a imagem de Nossa Senhora da Fé tinha a seus pés vários baldes de plástico para amparar a água que entra pela Igreja de S. José dos Carpinteiros. Mas a degradação atingiu tal dimensão que a Senhora da Fé passou enfrentar outros perigos, entre os quais o da queda de pedaços de talha.

Também hoje, alguns técnicos dos museus Nacional do Azulejo e Nacional de Arte Antiga, deslocam-se à Igreja construída no século XVI, de estilo barroco e pombalino, para avaliar os "estragos" patrimoniais causados por anos a fio de abandono.

"Também convidámos o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, para que veja o estado em que está a Igreja. Esperamos que possa vir e que accione os mecanismos necessários para a colocação, tão rápido quanto possível, de andaimes e cobertura temporária sobre o conjunto da igreja e edifícios anexos", avançou ao JN Paulo Ferrero, do Grupo de Amigos da Igreja de S. José dos Carpinteiros

O grupo de amigos foi constituído no mês passado e inclui dezenas de pessoas, entre as quais Gonçalo Ribeiro Telles, que preside à Irmandade de S. José. O objectivo é reunir fundos para a recuperação daquele templo que, apesar de estar classificado como Imóvel de Interesse Público, parecia condenado à "morte".

No próximo dia 8, representantes da Comissão de Acompanhamento da Cultura da Assembleia Municipal de Lisboa vão visitar a Igreja durante a tarde.

O Grupo de Amigos conta ainda realizar uma missa no dia 19 e um concerto de música barroca para angariar fundos para a recuperação da Igreja e anexos. O grupo pretende ainda envolver os comerciantes locais no esforço de restauro daquele templo.

(in «Jornal de Notícias»).

Money, money, money.


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'Superficialidade' no plano da CML contra corrupção
Medidas deixam de fora várias áreas municipais


Só seis departamentos da Câmara de Lisboa constam do plano de combate à corrupção, entregue no Tribunal de Contas. Com críticas da oposição e, até, de Roseta, a sua número dois, quanto à superficialidade das medidas, Costa prepara-se para alterar aquele plano.

Uma rotatividade das equipas de fiscalização do Departamento de Urbanismo, para que quem vigie obras não sejam as mesmas pessoas que estudaram os seus projectos, ou a publicitação periódica - no site do município na internet - de todos os apoios financeiros concedidos e quais as entidades beneficiadas, são apenas duas das medidas que constam no plano de prevenção dos riscos de gestão da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

Elaborado por uma equipa de auditores da autarquia, liderada pelo jurista Nelson Duarte, o documento já foi entregue ao Tribunal de Contas (TC), mesmo depois de ter sido concluído fora de prazo e de não ter passado por reunião da Câmara ou pela Assembleia Municipal, porque assim não é obrigatório.

Mas as fortes críticas ao plano de toda a oposição [PSD, CDS-PP e CDU], à qual se juntou a voz da vereadora Helena Roseta, por deixar de fora departamentos do município, onde nos últimos anos mais ocorreram casos que acabaram na barra dos tribunais, levaram, ontem, o presidente António Costa a admitir que serão introduzidas alterações naquela ferramenta de combate à corrupção.

Para Roseta, seria indispensável corrigir a inexistência de medidas para as áreas do Património - terrenos e edifícios municipais - ou Habitação - ainda na lembrança a problemática atribuição de casas municipais. "Em suma, o processo de avaliação e de acompanhamento do Plano é insuficiente, frágil e pouco ambicioso e não nos afigura que avance muito mais do que a situação que ocorre actualmente", comentou a vereadora, num memorando que esteve na origem de acesas acusações do PSD à maioria socialista.

"O presidente apresenta um plano que é criticado pela senhora vereadora [Roseta], num documento que desconhece. Se eu fosse presidente e o senhor vereador António Carlos Monteiro (CDS) fizesse o mesmo comigo, garanto que a confiança política terminava", disse Pedro Santana Lopes, do PSD, sugerindo que a votação do plano fosse adiada para a inclusão de propostas.

Mesmo concordando com o adiamento para a próxima semana, Costa realçou que as áreas incluídas no plano foram apenas as sugeridas pela Associação Nacional de Municípios, destacando o "trabalho intenso e exemplar" da equipa responsável. "Este plano não é estático e poderão ser inseridas sugestões", frisou Costa.


(in «Jornal de Notícias»).

Lisbon: slowly dying out.



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DW-TV EUROPA - European Journal - 24 Fev 2010

The Magazine from Brussels - Europe fears a Euro crash. As well as Greece, other EU nations are mired in debt. European Journal focuses on Portugal's debt trap and Iceland's EU ambitions.


«Lisbon is one of Europe's most beautiful cities but it is slowly dying out. The economic crisis is robbing the city on the Tejo of its children.»


Para ver o sector onde se trata da morte lenta do centro de Lisboa, e da inoperência da CML e do Governo, o programa repete:


25.02.10 10:30 UTC
26.02.10 04:30 UTC

O Programa também está disponível na net aqui:

http://www.dw-world.de/dw/0,,3065,00.html

http://www.dw-world.de/popups/popup_single_mediaplayer/0,,5283313_type_video_struct_3065_contentId_5228192_start_56_end_1630,00.html


Foto: Edifício em Alfama, perto do Palácio Dona Rosa (retratado n1o programa da DW-TV).

Fernando Jorge

Madeira SOS.


Imagem exclusiva Lisboa SOS.

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Imagem exclusiva do blogue Lisboa SOS.

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Istambul: fotos no CCB.


Clique para ampliar, sff.

Muita lindo!


Av. Dom Carlos I.

Prémio Valmau.


Av. Dom Carlos I.

Lisboa em reflexão.


Câmara de Lisboa tem 145 edifícios em grave risco de segurança.



A Câmara Municipal de Lisboa é proprietária de mais 180 edifícios em mau ou muito mau estado de conservação, dos quais 145 apresentam grave risco de segurança, segundo dados divulgados hoje pela vereadora da Habitação, Helena Roseta.
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Os números apurados pela autarquia apontam para a existência de 4414 edifícios do património disperso do município, dos quais 145 apresentam grave risco de segurança e 36 estão em mau estado de conservação.
A maior concentração destes edifícios com grave risco de segurança está na freguesia da Graça, onde quase metade (24) deste património está em muito mau estado.
De acordo com o “ranking” global (mau e muito mau estado) elaborado pelos técnicos da autarquia, a primeira posição é ocupada pela freguesia de S. Jorge de Arroios, com 10 dos 11 edifícios municipais ali existentes a apresentar grave risco de segurança. A segunda posição do “ranking” é ocupada pela freguesia da Graça e a terceira pela de Santa Isabel, que dos 28 edifícios do património disperso da autarquia tem nove em muito mau estado e três em mau estado.
A freguesia da Ajuda ocupa a 10.ª posição do “ranking”, com 23 dos 195 edifícios do património disperso da autarquia em muito mau estado de conservação.
Segundo os dados do Programa Local de Habitação, nos últimos 10 anos foram recuperados 2218 edifícios e 13.859 fogos em Lisboa.
Lisboa tem mais de 7700 edifícios não municipais degradados.
Ainda segundo dados apresentados por Helena Roseta durante a reunião camarária, o município de Lisboa tem mais de 7700 edifícios não municipais em mau ou muito mau estado de conservação e as freguesias de Coração de Jesus, Santos-o-Velho e Santa Justa são as que apresentam pior “ranking”.
Dos quase 55.000 edifícios (54.934) não municipais em Lisboa, mais de 7757 estão em estado de mau ou muito mau estado de conservação. Deste grupo, quase mil (972) apresentam grande risco de segurança.
De acordo com os dados disponibilizados pela autarquia, a freguesia com maior percentagem de edifícios não municipais em mau ou muito mau estado de conservação é a de Coração de Jesus, onde quase metade dos 698 edifícios está nestas condições.
Depois da freguesia de Coração de Jesus, que de acordo com o último Censo tem 4451 habitantes, aparece a de Santos-o-Velho, que apresenta 30 por cento de edifícios não municipais em mau estado e 37 por cento em muito mau estado, com grande risco de segurança.
A freguesia de Santa Justa aparece logo depois, com uma percentagem global de 34 por cento de edifícios não municipais em mau ou muito mau estado, seguida por S. Vicente de Fora (33 por cento), Pena (31 por cento), Santiago (29 por cento) e Socorro (27 por cento).
Em oitava posição no ranking das freguesias com pior estado de conservação dos edifícios não municipais está Santo Estêvão, onde domingo ruiu parte do Palácio Dona Rosa, obrigando ao realojamento de mais de 10 famílias.
A freguesia com maior número de edifícios não municipais é Benfica, com 3022, e a aquela onde este parque edificado está em melhor estado de conservação, aparecendo no final do ranking, com 92 edifícios não municipais em mau ou muito mau estado.
(in « Publico»).

Lisboa, Tejo e tudo.


Buraco a buraco, Lisboa melhora.


Isto é uma rua?


Rua Dr. António Granjo.