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sábado, 3 de julho de 2010

Cinema: da Monarquia à República.

CINEMATECA PORTUGUESA-MUSEU DO CINEMA
ABRIR OS COFRES
5 de Julho de 2010
Sala Luís de Pina
19h30

“O cinema português entre a Monarquia e a República”
Sessão apresentada pelo historiador Rui Ramos

Cem anos mais tarde, o balanço da Primeira República é tudo menos consensual. Se, em muitas ocasiões, a discussão dos méritos e fracassos do regime republicano é o resultado de um saudável debate historiográfico e político, noutros ela resulta de um desconhecimento e de uma amnésia inquietantes sobre aquele período. Ao contrário de outros momentos históricos, porém, temos a sorte de poder contar com várias imagens em movimento contemporâneas da Primeira República. Estas imagens não explicarão tudo, mas são uma fonte a ter em conta (mas que até agora tem sido relativamente ignorada pelos historiadores) no estudo desta época. Entre a monarquia e a república (com um pouco de ditadura militar à mistura), esta sessão de Abrir os Cofres mostra doze filmes datados de entre 1902 e 1932. Dos retratos da família real à revolução republicana, e das tentativas monárquicas para derrubar o novo regime à relação do Estado Novo com os campos monárquico e republicano (através do funeral do último rei de Portugal), eis um excelente ponto de partida para (re)pensar Portugal entre a monarquia e a república.


A Família Real [compilação de filmes rodados entre 1902-1903]
de Júlio Worm
Portugal, 1942 – 7 min
Visita do Imperador Guilherme II
de Manuel Maria da Costa Veiga
Portugal, 1905 – 1 min
Batalha de Flores no Campo Grande
de João Freire Correia
Portugal, 1907 – 5 min
A Grande Corrida de Automóveis no D. Amélia
de João Freire Correia
Portugal, 1910 – 5 min
Funerais de S.M. El-Rei D. Carlos e de S.A. O Príncipe D. Luís Filipe
Portugal (?), 1908 – 7 min
D. Manuel nas Festas do Centenário da Guerra Peninsular
Portugal, 1909 – 1 min
Vida Íntima D’El-Rei D. Manuel II
Portugal (?), 1909 – 2 min
The Revolution in Portugal
Inglaterra, 1910 – 9 min
Rivoluzione in Portogallo
Itália, 1910 – 6 min
Incursões Monárquicas
Portugal, 1911 – 14 min
Chaves, incursões monárquicas
Portugal, 1912 – 4 min
Os funerais de D. Manuel de Bragança
Portugal, 1932 – 15 min

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sim, é possível. É possível não tapar os monumentos?


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De um leitor recebemos estas imagens, acompanhadas do seguinte comentário:
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A anunciada vontade da CML em proibir a instalação de propaganda eleitoral em espaços públicos de referência da capital tem de ser aplaudida. No entanto, essa proibição deve ser alargada para qualquer tipo de publicidade e para todas as áreas urbanas que integram a Carta Municipal do Património. Como se pode ver pelas imagens do Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular, muitos monumentos de Lisboa passam grande parte do ano parcialmente obstruídos com equipamentos para instalação de publicidade. Tal como referiu o Vereador Sá Fernandes, «é essencial garantir a protecção de vistas».
Mas atenção para as praças e avenidas em zonas históricas mais recentes que também precisam de ser abrangidas por esta regulamentação.
Uma das vítimas crónicas é a Alameda Dom Afonso Henriques, cujos eixos de vistas estão sistematicamente bloqueados por cartazes com propaganda política e comercial. Como é possível a CML autorizar cartazes no meio do relvado central a tapar a visão da Fonte Luminosa?
Outro caso lamentável é o eixo de perspectiva da Avenida de Roma que, no seu topo sul, termina abruptamente num descarado ecrã digital para publicidade em vez do maciço de árvores da Praça de Londres. Igualmente a antiga Praça do Areeiro, remate urbano de três importantes avenidas (Almirante Reis, Gago Coutinho e João XXI) precisa de cuidados especiais. Esta ainda é uma das entradas principais da capital para quem vem do aeroporto internacional - mas frequentemente estão aqui instalados cartazes de propaganda política (está lá um neste momento). É pois urgente implementar a proibição de cartazes em imóveis e/ou áreas urbanas referenciadas na Carta Municipal do Património - como são todos os exemplos referidos. Não é possível tolerar mais estes atentados contra o património!